Pandemia aumenta o risco de recrutamento de crianças em conflitos, alertam ONU e UE no Dia Internacional contra o Uso de Crianças-Soldado
12 fevereiro 2021
- Mais crianças podem ser levadas para as forças armadas e grupos armados devido ao impacto da pandemia do coronavírus, disseram autoridades das Nações Unidas e da União Europeia (UE) no Dia Internacional contra o Uso de Crianças-Soldado, observado em 12 de fevereiro.
- A data, também conhecida como Dia da Mão Vermelha, é uma forma de lembrar anualmente as muitas crianças presas em conflitos no mundo e um apelo à ação global para que os líderes políticos mundiais se mobilizem e acabem com a prática de recrutamento infantil.
- Em um comunicado conjunto, o alto representante da União Europeia, Josep Borrell, e a representante especial do secretário-geral da ONU para crianças e conflitos armados, Virginia Gamba, afirmaram que “as forças armadas e os grupos armados continuam a recrutar e usar crianças, separando-as de suas famílias e comunidades, arrancando cruelmente sua dignidade e destruindo suas vidas e seu futuro”.
Mais crianças podem ser levadas para as forças armadas e grupos armados devido ao impacto da pandemia do coronavírus, disseram autoridades das Nações Unidas e da União Europeia (UE) no Dia Internacional contra o Uso de Crianças-Soldado, observado em 12 de fevereiro.
A data, também conhecida como Dia da Mão Vermelha, é uma forma de lembrar anualmente as muitas crianças presas em conflitos no mundo todo e um apelo à ação global para que os líderes políticos mundiais se mobilizem e acabem com a prática de recrutamento infantil.
Em um comunicado conjunto, o alto representante da União Europeia, Josep Borrell, e a representante especial do secretário-geral da ONU para crianças e conflitos armados, Virginia Gamba, afirmaram que “as forças armadas e os grupos armados continuam a recrutar e usar crianças, separando-as de suas famílias e comunidades, arrancando cruelmente sua dignidade e destruindo suas vidas e seu futuro”.
“As oportunidades de educação, já interrompidas pela guerra e deslocamento, estão desaparecendo ainda mais. As crianças estão pagando tragicamente o preço mais alto e temos a responsabilidade conjunta de construir um sistema sustentável que proteja todas as crianças em todos os momentos”, acrescentaram as autoridades.
Os representantes da ONU e UE também expressaram preocupações de que, apesar dos compromissos e esforços globais, “as crianças em todo o mundo continuam a sofrer as consequências dos conflitos e ainda são usadas como combustível descartável na guerra”. Além disso, “apenas uma fração” daqueles que foram libertados de grupos e forças armadas estão se beneficiando de programas de reintegração.
De acordo com o comunicado, a insegurança impede que milhares de crianças tenham acesso à educação e assistência médica de qualidade, enquanto escolas e hospitais continuam a ser alvos e, apesar de serem vítimas, as crianças permanecem ilegalmente detidas por suposta ou real associação com as forças armadas e grupos.
“Estamos prontos para atender às necessidades urgentes de educação das crianças, pois a educação é fundamental para prevenir o recrutamento e uso de crianças. Ninguém tem o direito de roubar os sonhos das crianças ou sua inocência. As crianças têm um papel fundamental a desempenhar na construção de um presente e um futuro onde a paz prevaleça. É nossa responsabilidade capacitá-los para serem agentes de mudança”, acrescentaram as autoridades.
Em tempos de pandemia, o impacto desses atos é assustador sobre os menores, que sofrem com o aumento da pobreza e a falta de oportunidades. Por isso, agravam os fatores de incentivo e atração para o recrutamento e uso de crianças pelas forças armadas e grupos armados, bem como violência sexual ou raptos.
O apelo feito às partes envolvidas na prática é que assumam de forma conjunta a responsabilidade “de construir um sistema sustentável que proteja todas as crianças em todos os momentos”.
De acordo com o escritório do representante especial da ONU, dezenas de milhares de meninos e meninas são recrutados e usados como crianças-soldados pelas forças armadas e grupos armados em conflito em mais de 20 países ao redor do mundo.
Para marcar a data, a Missão Permanente da Bélgica junto das Nações Unidas, em Genebra, realizará o evento virtual 'Vidas Rebeldes', com um debate e uma exposição fotográfica sobre crianças-soldado.