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Empoderar mulheres em operações de paz continua a ser a principal prioridade, diz chefe das Forças de Paz da ONU

29 março 2021

  • Elogiando as contribuições fundamentais das mulheres para os esforços de manutenção e construção da paz, o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, reiterou nesta quinta-feira (25) que empoderar mulheres nas forças-armadas continua sendo uma prioridade, mas para alcançar esse objetivo é necessário “o esforço de todos”.
  • Apesar de ter dado grandes passos rumo à paridade de gênero dentro dos servidores uniformizados das missões de paz, Lacroix disse que o progresso continua lento de maneira geral.
  • Em janeiro de 2021, menos de um quinto dos Peritos Militares em Missão e Oficiais de Estado-Maior eram mulheres e representavam apenas 5,4% do pessoal em unidades militares.
Mulheres da força de paz da Tanzânia na República Democrática do Congo em atividade com mulheres de Kivu do Norte.
Legenda: Mulheres da força de paz da Tanzânia na República Democrática do Congo em atividade com mulheres de Kivu do Norte.
Foto: © Kapteni Tumaini Bigambo

Elogiando as contribuições fundamentais das mulheres para os esforços de manutenção e construção da paz, o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, reiterou nesta quinta-feira (25) que empoderar mulheres nas forças-armadas continua sendo uma prioridade, mas para alcançar esse objetivo é necessário “o esforço de todos”.

O chefe das Forças de Paz da ONU falou em um evento paralelo focado em “Mulheres Líderes das Forças Armadas”, parte da 65ª sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres (CSW).

“Aumentar a participação integral, igualitária e significativa nas Forças de Paz da ONU tornou-se uma das principais prioridades do meu departamento”, disse Lacroix que “está ancorado” nas resoluções do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança e na iniciativa Ação para Manutenção da Paz (A4P) do secretário-geral.

A estrutura orientadora para a manutenção da paz nos últimos três anos, a A4P, visa o crescimento no número de mulheres civis e uniformizadas em todos os níveis e posições-chave na manutenção da paz.

“Isso continuará sendo uma prioridade para a próxima fase”, ressaltou o chefe das Forças de Paz da ONU.

Progresso lento

Apesar de ter dado grandes passos rumo à paridade de gênero dentro dos servidores uniformizados das missões de paz, Lacroix disse que o progresso continua lento de maneira geral.

Em janeiro de 2021, menos de um quinto dos Peritos Militares em Missão e Oficiais de Estado-Maior eram mulheres e representavam apenas 5,4% do pessoal em unidades militares.

Entretanto, Lacroix observou que duas mulheres estão atualmente servindo no nível militar mais elevado dentro das 12 missões de campo: uma é a recém-nomeada  Comandante da Força na missão de manutenção da paz no Chipre (UNFICYP) e a outra é a Vice-Comandante de Forças em missão no Saara Ocidental, MINURSO.

“Nós ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estamos vendo progresso”, disse.

Liderança diversa

“Lideranças e equipes diversas trazem perspectivas diversas para que nós possamos tomar decisões melhores e aprimorar nossas operações”, disse Lacroix, enfatizando que precisamos “garantir que isso seja corrigido, que barreiras sejam quebradas e que mais mulheres possam chegar a posições superiores”.

Ele passou a enfatizar a importância de reconhecer a liderança de mulheres em diferentes papéis e posições, assim como criar ambientes propícios, na Sede e nas missões, para possibilitar que as operações de paz sejam efetivas e tenham sucesso com os seus mandatos.

O chefe de manutenção de paz da ONU também destacou iniciativas com foco em paridade de gênero, como desenvolvimento profissional, redes e orientação, gestão de talentos e cultura do local de trabalho. Também existem iniciativas para combater o assédio sexual, discriminação, preconceitos inconscientes e esteriotipação.

Defensores e agentes

“O Departamento de Operações de Paz depende da colaboração com todos os países contribuintes”, disse Lacroix, enfatizando que todos, independente do gênero, precisam ser engajados como “defensores e agentes da mudança pela igualdade de gênero”.

Ele instou os países contribuintes com tropas e todos  os contribuintes para a paz para reconhecer a igualdade de gênero, mulheres, paz e segurança e paridade de gênero como uma prioridade política compartilhada e para continuar a alocar recursos e o desejo político para esta causa.

“Nós certamente não podemos fazer isso sozinhos”, disse.

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

UNDPO
Department of Peace Operations

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa