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Ainda é necessária clareza sobre a eficácia dos passaportes de vacinação da COVID-19, diz OMS

08 abril 2021

  • Ser vacinado contra a COVID-19 pode não prevenir a transmissão e passaportes de vacinação podem não ser uma “estratégia efetiva” para retomar as viagens,  alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira (6).
  • “Nessa fase, nós não gostaríamos de ver os passaportes de vacinação como um requisito para a entrada ou saída porque não temos certeza a esta altura que a vacina previne transmissões”, disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris.
Muitos países consideram o passaporte de vacinação da COVID-19 como um requisito para entradas e saídas de seus territórios.
Legenda: Muitos países consideram o passaporte de vacinação da COVID-19 como um requisito para entradas e saídas de seus territórios.
Foto: © Lukas/Unsplash

Ser vacinado contra a COVID-19 pode não prevenir a transmissão e passaportes de vacinação podem não ser uma “estratégia efetiva” para retomar as viagens,  alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira (6).

“Nessa fase, nós não gostaríamos de ver os passaportes de vacinação como um requisito para a entrada ou saída porque não temos certeza a esta altura que a vacina previne transmissões”, disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris, nesta terça-feira (6),  na véspera do Dia Mundial da Saúde, 7 de abril.

A porta voz da OMS acrescentou que os passaportes de vacinação podem não ser uma estratégia eficaz, pois “nem todos têm acesso a vacinas e tem grupos da sociedade que são excluídos. Nós ainda estamos esperando suprimentos adequados para fornecer as vacinas a todos os países que precisam delas”.

Segundo a porta voz da OMS, a COVID-19 impactou algumas pessoas mais do que outras. Para ela, o vírus “realmente expôs as iniquidades gritantes no acesso e na cobertura de serviços de saúde. Grupos que já enfrentavam discriminação, pobreza, exclusão social, condições vida e trabalho difíceis, foram os mais atingidos pela pandemia”.

Apelo do Dia Mundial da Saúde

Para o Dia Mundial da Saúde deste ano, a agência da ONU clamou países a construir um mundo mais justo e saudável pós-COVID-19. A porta voz da OMS convocou todos para “implementar políticas e alocar recursos para que os grupos mais vulneráveis possam ver a condição deles melhorar mais rapidamente”.

Isso significa “melhorar as condições de vida para todos, combatendo a pobreza e desigualdades na saúde”, construindo sociedades sustentáveis e economias fortes, promovendo “um compartilhamento de recursos mais igualitário, garantindo segurança alimentar e nutrição” e virando “a maré da mudança climática”. “Há muito trabalho a ser feito”, disse.

Os dados mais recentes da OMS, desta terça-feira (6), mostram 131.309.792 casos de COVID-19 confirmados, com 2.854.276 mortes em todo o mundo, relatou a OMS.

Até o final do dia 5 de abril, um total de 604.032.357 doses de vacina tinham sido aplicadas.

Regionalmente, as infecções e mortes permanecem mais altas nas Américas, com 56.880.123 casos confirmados, seguido pela Europa (46.085.310), Sudeste Asiático (15.438.907), Mediterrâneo Oriental (7.785.717), África (3.126.037) e Pacífico Ocidental (1.992.953).

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

OMS
Organização Mundial da Saúde

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