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Relatório da OIM traz dados-chave sobre migrantes que retornaram aos países de origem em 2020

15 julho 2021

  • A OIM publicou dados-chave sobre tendências, números, iniciativas e esforços para dar assistência e reintegrar migrantes retornando voluntariamente a seus países de origem ao longo do último ano.
  • O relatório descreve um cenário marcado pelo fechamento das fronteiras e pela restrições de mobilidade impostas por governos em todo o mundo em resposta à pandemia da COVID-19 em 2020.  
  • Em 2020, a OIM assistiu 42.181 migrantes no retorno voluntário a suas casas, incluindo migrantes isolados que estavam em situação de vulnerabilidade. O número representa uma queda de 30% em comparação a 2019, mostrando o impacto da pandemia no retorno. 
  • Apesar de haver menos migrantes assistidos com retorno em 2020, a OIM manteve o alto nível de suporte na reintegração, com 121 escritórios nacionais em países de acolhimento ou de trânsito e em países de origem, fornecendo 106.230 serviços de reintegração.
  • Em 2020, a OIM apoiou o retorno assistido de 1.249 brasileiros. Desde 2016, 4.070 brasileiros foram apoiados para retornar a seu país de origem. A maioria dessas pessoas retornaram da Bélgica (44%), de Portugal (28%) e dos Países Baixos (11%). Já os principais estados receptores foram Goiás (33%), Minas Gerais (17%) e São Paulo (16%).
Legenda: Dudu e sua família, tirando selfies antes de partir para a Geórgia, estão entre os 42.181 migrantes que foram auxiliados pela IOM a voltar para casa voluntariamente em 2020
Foto: © Konstantina MINTZOLI/OIM

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou, na última sexta-feira (9), uma publicação com dados-chave sobre os programas de Retorno e Reintegração. Ela disponibiliza  tendências, números, e iniciativas e esforços para dar assistência e reintegrar migrantes retornando voluntariamente a seus países de origem ao longo do último ano.

O fechamento das fronteiras e as restrições de mobilidade impostas por governos em todo o mundo em resposta à pandemia da COVID-19 em 2020 impuseram desafios sem precedentes às atividades da OIM sobre retorno e reintegração. Eles resultaram em uma série de adaptações que permitiram que a Organização continuasse fornecendo apoio com retorno e reintegração a migrantes.

Retorno voluntário - Em 2020, a OIM assistiu 42.181 migrantes no retorno voluntário a suas casas, incluindo migrantes isolados que estavam em situação de vulnerabilidade. O número representa uma queda de 30% em comparação a 2019, mostrando o impacto da pandemia na movimentação de retorno. 

Dentre o montante havia 4.038 migrantes que receberam assistência no retorno dos contextos humanitários da Líbia e Iêmen, no âmbito do programa Retorno Voluntário Humanitário da OIM (VHR, na sigla em inglês), bem como 1.100 migrantes que estavam isolados e receberam assistência no âmbito da Força Tarefa de Retorno da COVID-19.

Região de acolhimento - O Espaço Econômico Europeu permaneceu sendo a maior região de acolhimento em 2020, com 16.649 migrantes recebendo apoio no retorno a seus países de origem. O Níger foi o principal país de acolhimento com um total de 9.069 migrantes recebendo apoio com retorno, confirmando a tendência de números crescentes de retornos ocorrendo a partir de países de trânsito. Dos 42 mil migrantes assistidos, 40% retornaram dentro da mesma região em 2020. Só na África Central e Oeste, migrantes assistidos no retorno contabilizaram 65% desses fluxos.

Integração sustentável - Guiados pela Abordagem Integrada para Reintegração (em inglês), operacionalizado no Guia de Reintegração (em inglês), escritórios nacionais em todo o mundo promoveram a integração sustentável de migrantes por meio de aconselhamentos sobre reintegração (pré-embarque ou pós-chegada), bem como com assistência econômica, social e psicossocial em nível individual, comunitário e estrutural. Apesar de haver menos migrantes assistidos com retorno em 2020, a OIM manteve o alto nível de suporte na reintegração, com 121 escritórios nacionais em países de acolhimento ou de trânsito e em países de origem, fornecendo 106.230 serviços de reintegração.

“Esta publicação demonstra que, apesar das circunstâncias desafiadoras impostas pela pandemia da COVID-19 em 2020, a OIM continua fornecendo assistência crítica a migrantes retornando a seus países de origem de forma segura e digna. A OIM também formulou caminhos inovadores para ajudá-los e ajudar suas comunidades com reintegração sustentável,” disse Yitna Getachew, Chefe da Divisão de Proteção e Assistência ao Migrante da OIM.

“Como um moderno layout e uma rica análise de tendências globais sobre assistência no retorno e reintegração voluntária fornecida pela OIM, o relatório exemplifica muito bem as contribuições positivas da organização com a melhoria da gestão de retorno migratório, respeitando completamente os direitos humanos”.

O mapa abaixo apresenta os principais países de acolhimento de migrantes assistidos pela OIM com o retorno voluntário a seus países de origem.

Legenda: O mapa mostra os dez principais países de acolhida em 2020
Foto: © OIM

Dentre aqueles assistidos no retorno voluntário a seus países de origem, nacionais do Mali abrangem a maior população em 2020, com 3.249 retornados, seguidos da Guiné (3.145) e Tajiquistão (3.106), para onde um grande número de migrantes trabalhadores retornaram após estarem isolados no Cazaquistão.

Retorno de brasileiros – Em 2020, a OIM apoiou o retorno assistido de 1.249 brasileiros. Desde 2016, 4.070 brasileiros foram apoiados para retornar a seu país de origem. A maioria dessas pessoas retornaram da Bélgica (44%), de Portugal (28%) e dos Países Baixos (11%). Já os principais estados receptores foram Goiás (33%), Minas Gerais (17%) e São Paulo (16%).

  • O Relatório 2020 Return and Reintegration Key Highlights  está disponível (em inglês) por completo. Para ler, acesse aqui
  • O relatório Executivo pode ser acessado aqui.  
  • O relatório Apoio ao Retorno Voluntário e Reintegração da OIM Brasil pode ser acessado aqui.

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

OIM
Organização Internacional para as Migrações

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa