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76 anos após Hiroshima, chefe da ONU reafirma compromisso de livrar o mundo de armas nucleares

06 agosto 2021

  • "Neste dia, há setenta e seis anos, uma única arma nuclear trouxe sofrimento inimaginável para as pessoas desta cidade", disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, 76 anos após a explosão da bomba atômica em Hiroshima.
  • A mensagem do chefe da ONU enviou ao Memorial da Paz de Hiroshima como homenagem às vítimas e um lembrete do trabalho restante para a eliminação dos arsenais atômicos, compromisso assumido pelas Nações Unidas.
  • Guterres se declarou muito preocupado com a "falta de progresso para um mundo livre" e alertou que os países com armas nucleares vêm “modernizando seus arsenais nos últimos anos, iniciando uma nova corrida armamentista”.
Legenda: Ao escapar da morte, civis feridos se reuniram em uma calçada a oeste de Miyuki-bashi, em Hiroshima, Japão, por volta das 11 da manhã do dia 6 de agosto de 1945
Foto: © Yoshito Matsushige/Nações Unidas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enviou uma mensagem ao Memorial da Paz de Hiroshima 76 anos após a explosão da bomba atômica na cidade japonesa. Reforçando o compromisso da ONU em alcançar um mundo livre de armas nucleares, ele exortou os governos a intensificar os esforços para tornar essa meta uma realidade. 

Como homenagem às vítimas da bomba atômica lançada sobre a cidade japonesa na fase final da Segunda Guerra Mundial, Guterres enviou um vídeo ao Memorial da Paz de Hiroshima. Nele, elogiou Rússia e Estados Unidos por engajamento no diálogo sobre controle de armas e lembrou do "sofrimento inimaginável" causado por desastres atômicos. 

“Neste dia, setenta e seis anos atrás, uma única arma nuclear trouxe sofrimento inimaginável para as pessoas desta cidade, matando dezenas de milhares de pessoas instantaneamente, dezenas de milhares em suas consequências e muitos mais nos anos seguintes”, disse ele .

Resiliência - Guterres afirmou que Hiroshima é conhecida ainda pelos sobreviventes, os “hibakusha”, que “são uma prova da resiliência do espírito humano”. E pessoas que compartilharam suas experiências com o mundo numa campanha para garantir que ninguém mais tenha o mesmo destino.  

Segundo Guterres, “as Nações Unidas compartilham a visão dos hibakushas por um mundo livre de armas nucleares”. Este foi inclusive o tema da primeira resolução da Assembleia Geral da ONU, adotada cinco meses após a explosão.  

Sem Progressos - Outro documento internacional importante é o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares. Ainda assim, Guterres está “muito preocupado com a falta de progressos para um mundo livre” desses armamentos.  Ele disse que os países com armas nucleares vêm “modernizando seus arsenais nos últimos anos, iniciando uma nova corrida armamentista”.  

Evitar Catástrofe - Ao mesmo tempo, o secretário-geral elogiou Rússia e Estados Unidos pela decisão de estender o Novo Tratado Estratégico para Redução de Armas e se engajarem no diálogo sobre o controle de armas. Para Guterres, “são os primeiros passos para reduzir o risco de uma catástrofe nuclear”. Ele também pede a todos os países com armas nucleares para adotarem medidas de redução de risco e a todos os governos para reforçarem o compromisso por um mundo livre de armas nucleares. 

O chefe da ONU lembra que a única garantia contra o uso dessas armas é a sua total eliminação e destacou que as Nações Unidas têm compromisso total com esse  objetivo.  

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