Burkina Faso: secretário-geral da ONU condena ataque mortal que deixou 80 mortos
23 agosto 2021
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente um ataque armado a um comboio perto da cidade de Arbinda, no norte de Burkina Faso, na última quarta-feira (18), que teria causado a morte de cerca de 80 pessoas.
- O ataque ocorreu em um momento de aumento dos ataques por grupos fundamentalistas em Burkina Faso, o que obrigou um número recorde de pessoas a deixar suas casas.
- Em julho, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) relatou que cerca de 11.000 solicitantes de asilo burkinabé estavam no país vizinho, o Níger, em comparação a 7.400 no início do ano.
- No entanto, a instabilidade se estende além das fronteiras do país. Na última semana, o alto funcionário da ONU no combate ao terrorismo, Vladimir Voronkov, alertou que grupos extremistas têm se espalhado por todo o continente africano.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente um ataque armado a um comboio perto da cidade de Arbinda, no norte de Burkina Faso, na última quarta-feira (18), que teria causado a morte de cerca de 80 pessoas.
De acordo com informações da mídia, o comboio de civis estava sendo escoltado por policiais militares, quando foi atacado por fundamentalistas islâmicos. Além do grande número de mortos, vários outros ficaram feridos.
Fontes governamentais e militares declararam que 59 civis, seis milicianos pró-governo e 15 policiais militares foram abatidos, enquanto as forças de segurança disseram que 80 militantes também foram assassinados.
Levar os responsáveis à justiça - Por meio de uma declaração divulgada na quinta-feira (19) pelo porta-voz associado do secretário-geral, Eri Kaneko, Guterres expressou sua profunda preocupação com a violência orquestrada por grupos extremistas na área de Liptako-Gourma, e seus apelos para que as autoridades de Burkinabé “não poupem esforços em identificar e trazer rapidamente os responsáveis à justiça”.
O comunicado acrescentou que Guterres transmite suas condolências às famílias enlutadas e deseja uma rápida recuperação dos feridos.
Ele também reiterou a solidariedade das Nações Unidas com o governo e o povo de Burkina Faso e dos países do Sahel “em seus esforços para combater e prevenir o terrorismo e o extremismo violento, promover a coesão social e alcançar o desenvolvimento sustentável”.
Invasões crescentes - O ataque ocorreu em um momento de aumento dos ataques por grupos fundamentalistas em Burkina Faso, o que obrigou um número recorde de pessoas a deixar suas casas.
Em julho, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) relatou que cerca de 11.000 solicitantes de asilo burkinabé estavam no país vizinho, o Níger, em comparação a 7.400 no início do ano.
No entanto, a instabilidade se estende além das fronteiras do país. O alto funcionário da ONU no combate ao terrorismo, Vladimir Voronkov, alertou na quinta-feira (19) que o autodenominado "Estado Islâmico no Grande Saara" se espalhou implacavelmente por todo o continente africano, matando centenas de civis desde o início de 2021 em Mali, Burkina Faso e Níger.
Dia Internacional - No sábado (21), o mundo marcou o Dia Internacional de Memória e Homenagem às Vítimas do Terrorismo, que incluiu homenagens às vítimas e aos sobreviventes e um balanço das medidas de contraterrorismo que vêm sendo tomadas pela ONU e seus Estados-membros.