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UNFPA apoia ação de prevenção de gravidez no Distrito Federal

09 fevereiro 2022

Ao longo do mês de fevereiro o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estará apoiando ações de prevenção da gravidez na adolescência, promovidas no Distrito Federal. A ação, idealizada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), também conta com o apoio da Agência de Transformação Social (IECAP).

A primeira atividade foi uma roda de conversas presencial com adolescentes da Cidade Estrutural, no dia 8. Outras atividades previstas envolvem diálogos com conselheiros tutelares, pesquisadores, servidores e integrantes da sociedade civil que atuam diretamente com o público jovem.

De acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios de 2018, no Distrito Federal, pouco mais de sete mil adolescentes de 14 a 19 anos eram mães, o que correspondia a 5% das meninas nessa faixa etária. 

menina grávida apoia mãos na barriga
Legenda: De acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) de 2018, 69% das adolescentes grávidas no Distrito Federal não frequentavam ensino formal
Foto: © Cassidy Rowell/Unsplash

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência de Transformação Social (IECAP) apoiarão, ao longo do mês de fevereiro, uma série de ações no Distrito Federal que visam conscientizar adolescentes sobre gravidez. A proposta é da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), que também quer abrir um canal de diálogo sobre assunto com conselheiros tutelares e demais servidores que atuam com este público.

Em 2019 foi instituída por lei a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, comemorada desde então entre os dias 1 e 8 de fevereiro. A primeira atividade de 2022 aconteceu nesta terça-feira (8) e envolveu a realização de uma roda de conversas presencial com adolescentes da Cidade Estrutural, no Centro da Juventude. Esse evento será promovido também com jovens de Samambaia, no dia 17, das 14h às 15h30, no Centro da Juventude do local. 

A programação segue nos próximos dias, com o diálogo com conselheiros tutelares, pesquisadores, servidores e integrantes da sociedade civil, que terão a oportunidade de participar de uma atividade online na próxima sexta-feira (11). O evento será veiculado na plataforma Zoom e transmitido ao vivo no canal do UNFPA do YouTube, às 10h. 

Segundo a representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant, “é fundamental investir na prevenção da gravidez não intencional na adolescência por meio de informação qualificada, de serviços de saúde amigáveis, da promoção do empoderamento e da prevenção da violência sexual, de forma a fortalecer as trajetórias de vida de adolescentes e jovens. Além disso, também é importante apoiar as adolescentes que tenham ficado grávidas ou se tornado mães, fortalecendo a rede de apoio como creches, a retomada do sistema educacional e o suporte profissional.”

Dados - De acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) de 2018, no Distrito Federal, pouco mais de sete mil adolescentes de 14 a 19 anos eram mães, o que correspondia a 5% das meninas nessa faixa etária. Em relação ao perfil étnico-racial, 81% eram negras. Além disso, 75% tinham renda familiar per capita de até meio salário mínimo; 69% não estavam no ensino formal e 17% estavam ocupadas no mercado de trabalho.

“A melhor forma de prevenir a gravidez na adolescência é com educação, alertando tanto as meninas quantos os meninos sobre os impactos de uma gestação precoce em seu desenvolvimento”, destaca a secretária da Sejus, Marcela Passamani. “Estamos falando de adolescentes que desenvolvem problemas de saúde por causa da gestação, abandonam a escola, não conseguem emprego e perdem o acesso a oportunidade de uma vida melhor. São muitas as consequências sociais e econômicas da gravidez na adolescência, que perpetuam um ciclo vicioso de pobreza e baixa escolaridade”, completa.

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

UNFPA
Fundo das Nações Unidas para a População

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa