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Foz do Iguaçu vai participar de levantamento de Indicadores de Governança Migratória Local

17 fevereiro 2022

Foz do Iguaçu foi selecionada para participar da edição de 2022 dos Indicadores de Governança Migratória Local. A cidade localizada na tríplice fronteira com Paraguai e Argentina é a segunda do país a participar do exercício.

A ferramenta foi desenvolvida pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), em parceria com a unidade de inteligência da revista The Economist. Com 94 indicadores, ela reúne dados que podem ser usados por governos nacionais e locais para avaliarem a efetividade, abrangência e estrutura de suas políticas migratórias. 

Nos próximos meses, equipes da OIM e da The Economist estarão fazendo uma série de entrevistas na cidade para desenvolver um perfil migratório do município, que ajudará a desenvolver políticas públicas de fortalecimento desta área.

Legenda: Esta será a primeira vez que Foz do Iguaçu participará do MGI, mas o município já desenvolve outras parcerias com a OIM desde 2018
Foto: © Welynton Manoel/Agência Municipal de Notícias

O governo municipal de Foz do Iguaçu aceitou o convite da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para participar da edição 2022 dos Indicadores de Governança Migratória Local (MGI, na sigla em inglês). Trata-se de um conjunto de 94 indicadores que podem ser usados por governos como uma forma de avaliação da abrangência, efetividade e boas práticas de suas políticas migratórias.

O MGI foi desenvolvido pela OIM em parceria com a unidade de inteligência da revista The Economist. Desde 2016, mais de 92 governos nacionais e 50 locais em diferentes regiões do globo participaram dos indicadores. O governo brasileiro participou da edição de 2018 e o município de São Paulo, em 2019. Este ano foi aberta uma nova vaga para cidades brasileiras no ciclo global do MGI Local, e Foz do Iguaçu foi escolhida. 

“Foz do Iguaçu é uma cidade estratégica no Brasil por estar localizada na Tríplice Fronteira com Argentina e Paraguai, local onde os fluxos migratórios são constantes. O convite para o município participar da edição 2022 do MGI local é oportuno por fortalecer o trabalho nas áreas de governança local, integração socioeconômica e combate ao tráfico de pessoas na região”, destaca o chefe de missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux.

O município já trabalha em parceria com a OIM desde 2018 e também com a sociedade civil, representada pelo Comitê Municipal de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida. As atividades incluem formulação, coordenação e proposição de diretrizes para a proteção das pessoas migrantes. Dentre as prioridades definidas por Foz do Iguaçu para os próximos anos estão o desenvolvimento de políticas na área da saúde, a realização de um censo da população migrante e a implementação de ações para facilitar o acesso de estudantes migrantes à rede pública de ensino.

“Para o município de Foz do Iguaçu a participação [no MGI] é de suma importância, a fim de fortalecer a rede já existente, identificar os gargalos, aperfeiçoar as práticas e implementar necessidades identificadas ao longo do processo”, ressalta a secretária de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade, Kelyn Trento.

Durante os próximos meses, o município de Foz do Iguaçu terá o acompanhamento das equipes da OIM e da The Economist que farão o levantamento da Matriz de Indicadores, por meio de entrevistas com os pontos focais da área migratória. Essa matriz resultará em um relatório apresentando o perfil do município que irá fornecer uma visão mais abrangente dos desenvolvimentos e necessidades de políticas públicas em um contexto complexo e prioritário. O documento ficará disponível ao público em geral no Portal de Dados da Migração da OIM (GMDAC).

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

OIM
Organização Internacional para as Migrações

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa