ONU condena fortemente o lançamento de míssil balístico de longo alcance pela Coreia do Norte
25 março 2022
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente o lançamento de um míssil balístico intercontinental pela República Popular Democrática da Coreia (RPDC), mais conhecida como Coreia do Norte.
Dados de voo sul-coreanos e japoneses indicaram que o míssil de longo alcance voou mais alto e mais longe (670 milhas, ou 1.080 km) do que qualquer um dos testes anteriores da Coreia do Norte antes de cair no mar a oeste do Japão. O país asiático não lançava tipo de projétil há quase cinco anos
De acordo com Guterres, a medida de “outra violação” da moratória autoimposta da RPDC em 2018 e pode levar a "uma escalada significativa de tensões na região".
Na quinta-feira (24), o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente o lançamento de um míssil balístico intercontinental pela República Popular Democrática da Coreia (RPDC), mais conhecida como Coreia do Norte. Esse foi o primeiro teste de longo alcance do país desde 2017.
Em um comunicado, divulgado por seu porta-voz, Guterres chamou a medida de “outra violação” da moratória autoimposta da RPDC em 2018, o que está em “clara violação das resoluções do Conselho de Segurança”.
A Coreia do Norte teria realizado 13 lançamentos de armas este ano, provocando preocupação nos Estados Unidos de que o líder Kim Jong-Un esteja determinado a progredir no desenvolvimento de armas capazes de transportar ogivas nucleares para o continente americano.
Dados de voo sul-coreanos e japoneses indicaram que o míssil de longo alcance voou mais alto e mais longe (670 milhas, ou 1.080 km) do que qualquer um dos testes anteriores da Coreia do Norte antes de cair no mar a oeste do Japão, de acordo com agências de notícias.
As autoridades japonesas indicaram que a ação parecia envolver um “novo tipo” de míssil balístico.
Riscos significativos de escalada - Embora a Coreia do Norte tenha anunciado que suspendeu seus mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) e testes nucleares, o país desde então defende seu uso como armas de autodefesa.
“O lançamento do míssil de longo alcance arrisca uma escalada significativa de tensões na região”, disse o alto funcionário da ONU, instando a RPDC a “desistir de tomar outras ações contraproducentes”.
Guterres concluiu sua declaração reafirmando o compromisso da ONU de trabalhar com todas as partes “na busca de uma solução diplomática pacífica para a desnuclearização completa e verificável da Península Coreana”.