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ACNUR: vídeo de realidade virtual mostra vida de refugiada no Brasil

20 setembro 2022

Um vídeo de realidade virtual lançado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com o Museu da Imigração, apresenta uma nova perspectiva do processo de acolhimento e integração de pessoas refugiadas no Brasil.

Com cerca de cinco minutos de duração, “A acolhida de Glenda” apresenta um retrato fidedigno da vida de quem está nos abrigos de Boa Vista, em Roraima, em busca de oportunidades de reinserção no mercado de trabalho e de autossuficiência.

A produção será lançada no Museu da Imigração (Rua Visconde de Parnaíba, 1.316), em São Paulo, nesta quarta-feira (21), às 15h; e seguirá em cartaz no local até 1º de outubro, com visitação de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h.

Glenda ajuda um de seus filhos a fazer a lição da escola dentro da casa emergencial do ACNUR, em Boa Vista.
Legenda: Glenda ajuda um de seus filhos a fazer a lição da escola dentro da casa emergencial do ACNUR, em Boa Vista.
Foto: © ACNUR

Quem está distante desta realidade, pode ter dificuldade em imaginar a jornada de quem deixa o seu país de origem em busca de proteção internacional em outro país. Um vídeo de realidade virtual lançado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com o Museu da Imigração, contudo, promete uma nova perspectiva deste processo de acolhimento e integração.

Com cerca de cinco minutos de duração,“A acolhida de Glenda” apresenta um retrato fidedigno da vida de quem está nos abrigos de Boa Vista, em Roraima, em busca de oportunidades de reinserção no mercado de trabalho e de autossuficiência, tão almejada pela população refugiada, a partir da história de uma venezuelana e seus dois filhos que encontraram refúgio no Brasil. 

“Acompanhar o cotidiano das pessoas refugiadas por meio de uma produção audiovisual em realidade virtual é uma forma de aproximar as pessoas sobre esta realidade, agregando uma visão ampla do contexto operacional da resposta humanitária e, ao mesmo tempo, um olhar específico de como esse contexto impacta a vida das pessoas no seu dia a dia”, destaca o representante do ACNUR, Oscar Sánchez Piñeiro. 

“Um pouco da dimensão dos trabalhos do ACNUR está retratado no vídeo e contribui para o entendimento do que representa fazer parte da força-tarefa da Operação Acolhida”, acrescentou Piñeiro, que estará presente no evento de lançamento do vídeo no Museu da Imigração, em São Paulo, nesta quarta-feira (21), às 15h. Segundo o museu, a instalação no local, que seguirá até 1ª de outubro com visitação de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h, promoverá aos visitantes “uma viagem imersiva” até Boa Vista para conhecer de muito perto a resposta humanitária brasileira. 

“Faz parte da função social do Museu da Imigração abordar o contexto histórico dos fluxos migratórios, especialmente dos séculos 19 e 20, mas sem deixar de lado os processos contemporâneos que envolvem diretamente o Brasil”, comenta a diretora-executiva do MI, Alessandra Almeida.

“É nossa missão institucional disponibilizar ações que incentivam a reflexão sobre a questão desses movimentos migratórios, deslocamentos forçados e direitos humanos. Essa nova ação com o ACNUR, e a história que permeia ‘A Acolhida de Glenda’, é mais uma forma de aproximar o público da real situação vivida por tantas pessoas que, por diversos motivos, encontraram refúgio e acolhida em nosso país.”

Operação Acolhida - Na pequena cidade de Pacaraima e na capital do Roraima, Boa Vista, a chegada de pessoas venezuelanas na condição de refugiadas têm se tornado parte do cotidiano desde o ano de 2017, quando o ACNUR iniciou suas ações humanitárias no estado.

As ações ganharam força com a instalação do primeiro escritório das Nações Unidas em Roraima, que contribuiu para a estruturação da chamada “Operação Acolhida”, a grande força-tarefa humanitária executada e coordenada pelo Governo Federal em 2018, com o apoio do ACNUR, de outras agências da ONU e de mais de 100 entidades da sociedade civil organizada.

Glenda Aguilera e seus dois filhos, protagonistas do vídeo, são parte do grupo de venezuelanos que receberam os serviços prestados pela Operação Acolhida para a sua estadia digna nos abrigos, registro, alimentação, atendimentos de saúde, capacitação profissional e partida para um novo destino, a chamada interiorização voluntária de pessoas venezuelanas que já movimentou cerca de 83 mil pessoas para mais de 870 cidades brasileiras (dados de agosto de 2022). Eles chegaram ao Brasil em 2021 em Roraima e neste ano foram interiorizados para o estado do Paraná.

Graças ao apoio de vários doadores – incluindo governos, instituições e indivíduos – o ACNUR consegue trabalhar em prol das pessoas refugiadas, que buscam recomeçar as suas vidas no Brasil, bem como das comunidades que as acolhem.

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

ACNUR
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa