ONU articula resposta conjunta de emergência nas Filipinas após passagem de supertufão
09 novembro 2013
Uma equipe das Nações Unidas chegou na manhã deste sábado (9) na cidade de Tacloban, nas Filipinas, para avaliar e responder aos danos causados pelo supertufão Haiyan, que atingiu o país na sexta-feira (8).
A Equipe da ONU de Coordenação de Desastres (UNDAC) relatou cenas de total devastação no primeiro local atingido pelo Haiyan, com todas as estradas do aeroporto para a cidade bloqueadas e o único meio de viajar sendo o helicóptero.
"A última vez que vi algo desta escala foi no rescaldo do tsunami do Oceano Índico", afirmou o chefe da UNDAC, Sebastian Rhodes Stampa. "É uma destruição em grande escala. Há carros jogados por todos os lados e as ruas estão cheia de destroços."
A equipe da ONU disse que está preparando as bases para uma avaliação humanitária interagencial, mas expressou a preocupação de que as operações de socorro sejam "extremamente difíceis" devido às estradas intransitáveis.
Haiyan, conhecida localmente como Yolanda, é uma das tempestades mais fortes já registradas em toda a história, atingindo a terra firme com ventos sustentados de até 330 quilômetros por hora, o que o coloca acima do limiar de 252, na categoria 5, a mais alta categoria na escala oficial de furacões.
A Cruz Vermelha disse também neste sábado que recebeu relatos de 1.200 mortes em duas áreas atingidas pelo tufão, um aumento drástico em relação às três mortes noticiadas na sexta-feira (8). O tufão passou ao longo das Filipinas e é esperado no Vietnã ainda neste sábado.
A coordenadora residente e humanitária da ONU nas Filipinas, Julie Hall, disse que a Organização está em estreita colaboração com o governo e pronta para responder à tragédia.
"Queremos estender a nossa mais profunda simpatia para com o governo e o povo das Filipinas que foram afetados por este tufão devastador que parece ter causado danos significativos", disse Hall.
Haiyan é a terceira grande crise que atingiu as Filipinas em apenas dois meses. Em outubro, o terremoto Bohol afetou mais de 3 milhões de pessoas, provocando deslizamentos de terra e engolindo casas inteiras, destruindo pontes e derrubando igrejas centenárias. Sete cidades de três províncias diferentes foram inicialmente afetadas.
Em setembro, dezenas de milhares de pessoas foram deslocadas à força por confrontos armados na cidade de Zamboanga, na parte sul do país.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas e o governo estão coordenando os esforços de ajuda alimentar e pediu doações para as vítimas. As doações podem ser feitas apenas em moedas internacionais e não estão disponíveis em real. Clique aqui para doar.