OMS: Pessoas vivem cada vez mais, mas diferença entre ricos e pobres ainda influencia longevidade
15 maio 2014
Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) - Relatório Mundial da Saúde 2014 - revelou nesta quinta-feira, (15), que as pessoas estão vivendo mais. Entre os motivos encontram-se a redução da mortalidade infantil, o tratamento de determinadas doenças, e a diminuição no consumo de tabaco. De acordo com o documento, uma menina que nasceu em 2012 pode esperar viver até os 73 anos e um menino até aos 68. Isto significa seis anos a mais do que a expectativa média de vida estimada para uma criança que nasceu no anos 90.
Faltando um ano da data limite para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), os autores do relatório destacam os progressos feitos, principalmente entre os países menos desenvolvidos, que aumentaram em nove anos a esperança média de vida de sua população entre 1990 e 2012.
Ainda assim, "continua existindo uma grande divisão entre países ricos e países pobres: as pessoas nos países desenvolvidos têm muitas mais possibilidades de longevidade do que as pessoas nos países menos desenvolvidos", sublinhou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
O Japão é o país onde a expectativa média de vida para as mulheres é maior, 87 anos; no caso dos homens é a Islândia - a média é de 81 anos. A menor expectativa de vida - para ambos os sexos - é nos países da África subsaariana, onde é de 55 anos.