Banco Mundial vai injetar US$ 100 milhões na economia rural do Ceará
19 julho 2019
Um novo projeto do Banco Mundial vai beneficiar mais de 90 mil moradores de zonas rurais do Ceará. Aprovado na quinta-feira (18), o programa vai injetar 100 milhões de dólares na economia agrícola do estado, a fim de ampliar o acesso de pequenos produtores a mercados, promover a resiliência dos agricultores a condições climáticas severas e expandir serviços de água e saneamento.
Embora represente apenas 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, a agricultura é a principal atividade econômica nas áreas rurais. A agricultura está diretamente relacionada à segurança alimentar e nutricional.
O projeto Desenvolvimento Rural Sustentável e Competitividade do Ceará (Fase II) busca preparar os pequenos produtores para lidar com problemas associados ao clima. Com 91% de seu território em regiões semiáridas, o estado é um dos mais secos do Brasil e sofre com estiagens prolongadas e desertificação.
Nos últimos seis anos, a produção de milho, feijão e arroz e a criação de animais (bovinos, suínos e aves) foram afetadas por uma seca persistente, que levou a quedas na renda dos agricultores.
A economista agrícola Barbara Farinelli, do Banco Mundial, explica que a nova iniciativa do organismo financeiro dá continuidade a uma parceria já estabelecida com o governo cearense.
"Nessa nova fase, o projeto vai dar maior ênfase na sustentabilidade dos investimentos, considerando o momento econômico do país e os desafios climáticos do estado", aponta a especialista.
"O projeto vai levar os investimentos produtivos e de água para onde haja maior probabilidade de produzir impactos sustentáveis, aprimorar o processo de seleção e apoio técnico das organizações beneficiárias e dar ênfase a grupos vulneráveis, incluindo povos indígenas, mulheres e jovens.”
O governador do Ceará, Camilo Santana, aponta que esse tem sido um dos projetos mais importantes do governo.
"Buscamos, cada vez mais, apoiar o agricultor rural, dando condições de trabalho e melhorando a infraestrutura. Valorizar a agricultura familiar sempre será uma prioridade nossa", afirma o chefe do Executivo estadual.
Paloma Anos Casero, diretora do Banco Mundial para o Brasil, aponta que o programa "ajudará a construir uma economia rural mais próspera, inclusiva e resiliente ao clima, melhorando as condições de desenvolvimento humano para a população rural do Ceará”.
Para promover o crescimento socialmente inclusivo e o desenvolvimento sustentável, a iniciativa do organismo financeiro vai:
- Aumentar a produção, aprimorando a tecnologia agrícola;
- Elevar o valor bruto das vendas realizadas pelos membros das organizações apoiadas pelo projeto;
- Melhorar o acesso dos produtores rurais ao mercado;
- Ampliar o acesso a fontes de água tratada e a serviços de saneamento;
- Fortalecer a capacidade institucional e de coordenação dos principais órgãos setoriais envolvidos na implementação dos programas e políticas de desenvolvimento do estado.
O investimento de 100 milhões de dólares será feito por meio de um empréstimo, com contrapartida de 53,5 milhões de dólares. O prazo de vencimento é de 25 anos, com carência de cinco anos.
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