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OMS cria novo grupo para estudar origem da COVID-19 e prevenir pandemias

14 outubro 2021

A OMS anunciou um novo grupo para estudar a origem de patógenos com potencial de causar epidemias e pandemias, inclusive o SARS-CoV-2, coronavírus causador da COVID-19.

O grupo é composto por 26 cientistas de diferentes naturalidades e especialistas em áreas como epidemiologia, saúde animal, medicina clínica, virologia e genômica.

Entre os especialistas selecionados está o brasileiro Dr. Carlos Medicis Morel, que é diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz.

Os nomes indicados pela instituição serão alvo de consulta pública nas próximas duas semanas e só então serão consolidados como membros do Grupo de Aconselhamento Científico da OMS para as Origens de Novos Patógenos.

Legenda: Seis meses após o início do processo de vacinação contra o coronavírus, 70% da população do Uruguai recebeu a segunda dose
Foto: © Santiago Rovella/OPAS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta quarta-feira (13), a criação de um grupo de especialistas que serão responsáveis por analisar as origens de novos patógenos, incluindo o SARS-CoV-2, coronavírus que causa a COVID-19.

O chamado Grupo de Aconselhamento Científico da OMS para as Origens de Novos Patógenos (SAGO, na sigla em inglês) será composto por profissionais de áreas como epidemiologia, saúde animal, medicina clínica, virologia e genômica. Entre os especialistas selecionados está o brasileiro diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Carlos Medicis Morel.

O anúncio da criação do grupo foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa em Genebra. 

“O SAGO aconselhará a OMS no desenvolvimento de uma estrutura global para definir e orientar estudos sobre as origens de patógenos emergentes e reemergentes com potencial epidêmico e pandêmico, incluindo SARS-CoV-2”, explicou Ghebreyesus.

“O surgimento de novos vírus com potencial para desencadear epidemias e pandemias é um fato da natureza e, embora o SARS-CoV-2 seja o vírus mais recente, não será o último.”

Os 26 cientistas são originários de diferentes países e foram selecionados a partir de um chamado global da instituição, que analisou mais de 700 candidaturas. Durante as próximas duas semanas, a OMS estará aberta para receber propostas e feedbacks públicos sobre os nomes indicados para compor o grupo de trabalho. 

Doença X - Durante o anúncio da novidade, a líder técnica da OMS para a COVID-19, Dra. Maria Van Kerkhove, disse que o mundo deve estar melhor preparado para qualquer futura “Doença X”. Ao ser questionada por um jornalista sobre o envio de novas missões de investigação sobre as origens do SARS-CoV-2 , ela antecipou que a SAGO recomendará mais estudos na China, e potencialmente em outros lugares, para entender as origens do novo coronavírus.

No entanto, a líder técnica reforçou que o papel do SAGO é apenas o de aconselhamento e, portanto, quaisquer missões futuras serão organizadas pela OMS e pelo país em questão. “Quero deixar bem claro que o SAGO não é a próxima equipe a ser enviada para missões. Tem havido algumas interpretações erradas sobre isto ser levado a diante", pontuou.

Baixa de mortes - Durante uma coletiva de imprensa em Genebra ontem (13), Tedros Adhanom Ghebreyesus revelou uma informação em tom mais positivo. Ele reportou aos jornalistas que os índices de morte causados pela doença a nível global estão no seu ponto mais baixo no período de quase um ano. 

No entanto, o chefe da OMS alertou que apesar da baixa de mortes a desigualdade na vacinação persiste: “As mortes estão diminuindo em todas as regiões, exceto na Europa, onde vários países estão enfrentando novas ondas de casos e mortes. E, claro, as mortes são maiores nos países e populações com menos acesso às vacinas", disse. 

Como resposta à crise, Tedros mais uma vez apelou pela cooperação global, e responsabilizou os países que aplicam a dose de reforço em suas populações, para além dos grupos mais vulneráveis à comorbidade: “Os países que continuam a implantar reforços agora estão efetivamente evitando que outros países vacinem suas populações de maior risco”, disse ele.

Cenário global - Ontem (13), havia mais de 238 milhões de casos de COVID-19 em todo o mundo e mais de 4,8 milhões de mortes. A OMS havia pressionado os governos a vacinarem 10% de suas populações até o final de setembro, mas 56 nações falharam em cumprir a meta, a maioria delas na África.

Diante dos indicadores, Tedros disse que ainda mais países correm o risco de perder a meta de 40%, que deve ser alcançada até o final do ano. Três países — Burundi, Eritreia e República Popular Democrática da Coreia — ainda não iniciaram a vacinação.

“Cerca de metade dos demais países são limitados pela oferta. Eles têm um programa de vacinação em andamento, mas não têm oferta suficiente para acelerar o suficiente para atingir a meta”, disse ele, e instou as empresas que controlam o suprimento global de vacinas a atuarem por meio da COVAX, resposta da OMS à distribuição desigual.

OMS cria novo grupo para estudar origem da COVID-19 e prevenir pandemias

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

PAHO
The Pan American Health Organization
OMS
Organização Mundial da Saúde

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