Diretor da OIT elogia compromisso dos BRICS com empregos verdes
21 julho 2022
No dia 14 de julho, os ministros do Trabalho e Emprego dos países BRICS– grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África– reuniram-se em Pequim, na China, em um dos tópicos de discussão foi o mercado de trabalho em 2022.
O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, saudou o tema da reunião e elogiou os ministros pelo compromisso assumido após o encontro com a promoção do emprego verde, investimento no desenvolvimento de habilidades e proteção de trabalhadores e trabalhadoras em novas formas de emprego.
Como resultado do encontro foi assinada uma declaração na qual, entre outros tópicos, os ministros “comprometem-se a adquirir uma compreensão mais profunda sobre os empregos verdes, adotar medidas políticas para o emprego e o desenvolvimento de recursos humanos que atendam às necessidades de crescimento verde, de baixo carbono e sustentável” e a aproveitar “os triplos benefícios de mitigar e adaptar-se às mudanças climáticas com uma transição justa para todas as pessoas”.

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, saudou o compromisso dos ministros do Trabalho e Emprego dos países BRICS com a promoção do emprego verde, investimento no desenvolvimento de habilidades e proteção de trabalhadores e trabalhadoras em novas formas de emprego.
“Múltiplas crises globais estão acontecendo no mundo. Isso, além de aumentar as desigualdades entre e dentro dos países, dificulta mais do que nunca nossos esforços para tornar os mercados de trabalho mais inclusivos, sustentáveis e resilientes”, disse Ryder em seu discurso aos ministros do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Em meio a “riscos crescentes de uma maior deterioração nos mercados de trabalho ao longo de 2022”, Ryder disse aos ministros que “promover o emprego verde é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas e acelerar o desenvolvimento sustentável verde e de baixo carbono”.
“Investir no desenvolvimento de competências para uma recuperação resiliente e para preparar os trabalhadores para o futuro frente à digitalização, às mudanças demográficas e à descarbonização é igualmente imperativo”, enfatizou Ryder, que também sublinhou a importância de “apoiar os trabalhadores em novas formas de emprego, fornecendo proteção social, promovendo ativamente a regulamentação apropriada”.
A Declaração LEMM, emitida no final da reunião de ministros, que aconteceu em 14 de julho em Pequim, na China, sublinha que “o mercado de trabalho global ainda está sob a sombra da pandemia da COVID-19, combinado com os desafios atuais e futuros causados por mudanças climáticas, transição tecnológica e mudanças demográficas”.
Respostas- A declaração identifica três prioridades para as respostas das políticas sobre trabalho e emprego à pandemia: promover empregos verdes para o desenvolvimento sustentável, desenvolver habilidades para uma recuperação resiliente e proteger os direitos dos(as) trabalhadores(as) em novas formas de emprego.
Em sua declaração, os ministros do BRICS “comprometem-se a adquirir uma compreensão mais profunda sobre os empregos verdes, adotar medidas políticas para o emprego e o desenvolvimento de recursos humanos que atendam às necessidades de crescimento verde, de baixo carbono e sustentável, juntamente com outras agências governamentais e parceiros sociais” e a aproveitar “os triplos benefícios de mitigar e adaptar-se às mudanças climáticas com uma transição justa para todas as pessoas”.
A declaração também “defende uma maior coordenação interministerial, bem como o apoio às políticas governamentais para incentivar as empresas a aumentar o investimento no desenvolvimento de habilidades, expandir os programas de aprendizagem, melhorar a qualidade e o escopo da aprendizagem baseada no trabalho e promover o desenvolvimento empresarial sustentável”
Ao mencionar a Declaração do Centenário da OIT de 2019 para o Futuro do Trabalho , a Declaração LEMM destaca a importância de promover uma “abordagem centrada nas pessoas para moldar o futuro do trabalho e proteger os direitos dos (as) trabalhadores(as) em novas formas de emprego”.