Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para o Dia Mundial do Refugiado, assinalado em 20 de junho.
À medida que as divisões se acentuam por todo o mundo, novos e prolongados conflitos estão forçando milhões de mulheres, crianças e homens a procurar segurança longe de casa.
Legenda: O secretário-geral da ONU, António Guterres (à direita), se reúne com jovens rohingya em um centro de subsistência em um campo de refugiados no distrito costeiro de Cox’s Bazar, no sul de Bangladesh, em 14 de março de 2025. Bangladesh acolhe mais de um milhão de refugiados rohingya que fugiram da violência na vizinha Mianmar, e Cox’s Bazar abriga o maior campo de refugiados do mundo. Como os drásticos cortes na ajuda por parte dos principais doadores ameaçam o abastecimento de alimentos aos campos, Guterres descreveu Cox’s Bazar como o “epicentro” do impacto dos cortes no financiamento.
Estes tempos turbulentos devem ser um momento de solidariedade renovada e de ação robusta para proteger as pessoas deslocadas por conflitos e perseguições. Isso inclui defender a Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados, que já salvou milhões de vidas desde a sua adoção, há 75 anos, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial.
No Dia Mundial do Refugiado, apelamos a um apoio mais forte a todas as pessoas que foram forçadas a fugir, bem como aos países e comunidades que as acolhem.
Isto é possível através da defesa do Direito Internacional dos Refugiados. Da salvaguarda do direito de procurar asilo. Da criação de soluções que permitam aos refugiados viver em segurança e dignidade, com oportunidades reais de autossuficiência. E ao redobrar os esforços feitos em prol da paz.