FATO: A mudança climática está acontecendo
A mudança climática já está afetando todas as regiões da Terra. Alterações nos padrões de precipitação, elevação do nível do mar, derretimento de geleiras, aquecimento dos oceanos e eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos são apenas algumas das mudanças que já afetam milhões de pessoas. (IPCC)
A mudança climática pode afetar nossa saúde, nossa capacidade de cultivar alimentos, nossa moradia, nossa segurança e nosso trabalho. Alguns de nós são mais vulneráveis aos impactos climáticos, como as pessoas que vivem em pequenos países insulares em desenvolvimento. Ameaças como a elevação do nível do mar e a intrusão de água salgada avançaram a tal ponto que comunidades inteiras tiveram que se deslocar. No futuro, espera-se que o número de pessoas deslocadas pela mudança climática aumente.
As mudanças no clima são generalizadas, rápidas e intensas, e algumas dessas mudanças, como a elevação do nível do mar ou o derretimento das camadas de gelo, são irreversíveis. (IPCC)
FATO: Ainda podemos limitar a mudança climática se agirmos agora!
As escolhas que fazemos hoje determinarão a mudança climática que vivenciaremos no futuro. (IPCC) Reduções grandes e sustentadas das emissões de dióxido de carbono e de outros gases de efeito estufa limitariam a mudança climática. (IPCC)
Se agirmos agora, podemos limitar a mudança climática e preservar um planeta habitável. Temos o conhecimento, as ferramentas e os recursos para garantir um futuro habitável e sustentável para todas as pessoas. Confira dicas para #AçãoClimática aqui!
“O que ainda falta é coragem política. Os combustíveis fósseis ainda recebem subsídios vultosos – dinheiro dos contribuintes. Muitas empresas estão obtendo lucros recordes com a devastação climática – gastando bilhões em lobby, enganando o público e obstruindo o progresso. Muitos líderes continuam reféns desses interesses arraigados.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, 6 de novembro de 2025
FATO: A mudança climática é causada pela atividade humana
Mudanças naturais na atividade solar ou grandes erupções vulcânicas causaram alterações antigas nas temperaturas e nos padrões climáticos da Terra, mas, nos últimos 200 anos, essas causas naturais não afetaram significativamente as temperaturas globais. Hoje, são as atividades humanas que estão causando a mudança climática, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás. (IPCC)
A queima de combustíveis fósseis cria uma camada de poluição que retém o calor do sol na Terra e eleva as temperaturas globais. O aquecimento global leva a outras mudanças, como secas, escassez de água, incêndios graves, elevação do nível do mar, inundações, derretimento do gelo polar, tempestades intensas e declínio da biodiversidade.
Quanto mais poluição, como de dióxido de carbono (CO2), se acumula na atmosfera, mais calor solar fica retido e mais quente fica na Terra. Existe uma forte relação entre as emissões cumulativas de CO2 e o aumento da temperatura da superfície global. (IPCC)
A quantidade de CO2 na atmosfera tem aumentado a uma taxa sem precedentes desde a Revolução Industrial, quando o trabalho manual começou a ser substituído por máquinas movidas a carvão, petróleo e gás. Hoje, a concentração de CO2 na atmosfera é cerca de 50% maior do que em 1750, superando em muito as mudanças naturais ocorridas ao longo dos últimos 800 mil anos. (IPCC)
FATO: Cientistas concordam que os humanos são responsáveis pela mudança climática
Vários estudos independentes descobriram que entre 90 e 100% dos cientistas concordam que os humanos são responsáveis pela mudança climática, com a maioria dos estudos chegando a um consenso de 97%.
Um estudo de 2021 encontrou um consenso superior a 99% sobre a mudança climática induzida pelo homem na literatura científica revisada por pares (revisada por especialistas na mesma área antes da publicação) - um nível de certeza semelhante ao da teoria da evolução.
O Relatório de Síntese do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), divulgado em março de 2023, confirmou categoricamente que a atividade humana é a principal causa da mudança climática. As avaliações abrangentes do IPCC são elaboradas por centenas de cientistas renomados de todo o mundo, com contribuições de milhares de especialistas, e endossadas pelos governos de todos os países do mundo.
FATO: Cada fração de grau de aquecimento importa
Com cada aumento do aquecimento global, eventos extremos de calor e chuva se tornam mais frequentes e mais intensos. (IPCC)
Gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, provenientes de atividades humanas, são responsáveis por aproximadamente 1,1°C do aquecimento desde 1850-1900. (IPCC) Isso já causou mudanças significativas no clima, incluindo eventos climáticos mais extremos, que causaram danos generalizados às pessoas e à natureza. (IPCC)
Se o aquecimento global ultrapassar 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, haverá mais ondas de calor, estações quentes mais longas e estações frias mais curtas. Com um aquecimento global de 2°C, o calor extremo ultrapassaria com mais frequência os limites críticos de tolerância, com impactos devastadores na agricultura e na saúde humana. As crescentes mudanças na umidade e na secura, nos ventos, na neve e no gelo, nas áreas costeiras e nos oceanos afetarão diferentes regiões de maneiras diferentes. (IPCC)
FATO: O tempo frio não invalida o aquecimento global
O tempo descreve as condições atmosféricas de curto prazo do dia a dia (como temperatura ou precipitação) em um momento e local específicos, enquanto o clima é o padrão de longo prazo ao longo de décadas.
Mesmo com dias frios ocasionais, a temperatura média do planeta continua subindo, mais rápido do que em qualquer outro momento em pelo menos 10.000 anos. A última década (2015-2024) foi a mais quente já registrada. (NASA, WMO)
FATO: Os modelos climáticos são ferramentas científicas confiáveis
Os modelos climáticos são baseados em dados físicos bem estabelecidos e dados do mundo real, cuja precisão continua a melhorar. Esses modelos têm previsto com eficácia o aumento da temperatura global, a elevação do nível do mar e a perda de gelo no Ártico ao longo de décadas. Em todos os modelos, a conclusão é clara: a continuação das emissões de gases de efeito estufa levará a um aquecimento ainda maior e a riscos climáticos mais elevados. (IPCC)
A incerteza em resultados específicos, como impactos regionais ou temporais, reflete a complexidade dos sistemas da Terra, não a falta de confiabilidade dos modelos climáticos. De fato, reconhecer a incerteza é um ponto forte da ciência, ajudando os formuladores de políticas a se prepararem para uma série de cenários plausíveis. (IPCC)
O que é desinformação climática?
A ciência é clara - uma ação ambiciosa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para as energias renováveis pode ainda evitar as piores consequências da #MudançaClimática.
No entanto, as forças da inação não vão ceder tão facilmente. Durante décadas, as empresas de combustíveis fósseis e Estados alinhados gastaram somas vultuosas em campanhas para atrasar a #TransiçãoEnergética e manter o mundo viciado nos seus produtos.
A rápida disseminação de desinformação sobre o clima nas plataformas digitais se tornou uma grande aliada da inação, colocando em risco as comunidades e os países mais vulneráveis às consequências da mudança global do clima – e o próprio futuro da humanidade na Terra.
Desinformação é uma informação que não é apenas imprecisa, mas também tem a intenção de enganar e é espalhada para causar danos, semear a divisão e o conflito - e gerar dividendos econômicos e/ou políticos para grupos específicos.
O que fazer?
Todas as pessoas podem ajudar a combater a propagação de desinformação sobre mudança climática nas plataformas digitais. Confira alguns recursos e projetos das Nações Unidas:
- Como identificar e combater informações falsas na internet: Curso on-line gratuito da WikiHow com a iniciativa Verificado da ONU
- Agentes do Verificado: Rede global de produtores de conteúdo apoiada pela ONU e Purpose
- Princípios Globais das Nações Unidas para a Integridade da Informação: Acesse a publicação em português!
- Informe de Política do Secretário-Geral da ONU sobre Integridade da Informação nas Plataformas Digitais: Acesse o documento em português!
- Iniciativa Global para a Integridade da Informação sobre Mudança do Clima: Visite a página da parceria do Brasil com a ONU e a UNESCO (em inglês)
Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e entre em contato com a equipe do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).