Histórias que transformam territórios
Vamos unir forças para tornar as cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.
Entidades da ONU envolvidas nesta atividade
UN-HabitatObjetivos de Desenvolvimento Sustentável
Contato para informações
contato@onu.org.brSobre a campanha
Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis está no cerne do trabalho do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) - e ampliar o acesso ao direito à cidade é uma parte fundamental desse trabalho.
Pensando nisso, a comunicação do ONU-Habitat quer inspirar cidades e comunidades a fazer parte desse movimento por meio de histórias de quem transforma suas realidades locais. Movidas pelo compromisso de tornar seus territórios mais seguros, inclusivos, sustentáveis e acolhedores, essas pessoas demonstram, em cada relato, a resiliência e a determinação em construir uma realidade mais digna para suas comunidades.
É assim que surge a campanha “Histórias que transformam territórios”, uma iniciativa do ONU-Habitat que adapta para quadrinhos o relato de cidadãs e cidadãos que, de múltiplas maneiras, vêm transformando seus territórios por meio de suas atuações e compromissos cotidianos.
Em sintonia com os aprendizados que emergem desses encontros, escolhemos valorizar o afeto e o cuidado como princípios que orientam nossa forma de comunicar. Entendemos ambos como qualidades e responsabilidades compartilhadas, fundamentais para fortalecer vínculos e construir processos mais humanos e inclusivos.
É desse cruzamento de experiências, escutas e valores que nasce este compilado de narrativas. Mais do que registrar trajetórias, essa campanha propõe olhar para a comunicação como um gesto de reconhecimento, respeito e estima pelas histórias de quem compartilha conosco suas vivências e aprendizados.
Ao longo dos meses de março e abril, uma história ilustrada será publicada semanalmente nas redes da ONU Brasil e do ONU-Habitat, ampliando o alcance dos relatos já disponíveis no website e apresentando-as de forma mais acessível e visual.
Transformando territórios
“O direito à cidade engloba tudo. É você ter o direito de viver.” - Para iniciar essa jornada, apresentaremos a história de Eloisa, uma jovem de Maceió que participou das oficinas do programa Digaê! – Juventudes, Comunicação e Cidade, no âmbito da iniciativa Visão Alagoas 2030.
Mulher, jovem, indígena, mãe e ativista pelos direitos das mulheres, Eloisa viu sua trajetória ganhar novos contornos, quando sua paixão pela fotografia foi incentivada durante as oficinas do projeto, contribuindo para sua profissionalização e para o fortalecimento de sua voz como comunicadora em seu território.
Em São Paulo, gêmeos Guarani unem saneamento e tradição ancestral
Do Nordeste para o Sudeste, chegaremos até a história de dois irmãos que se dedicam a garantir a segurança hídrica em aldeias Guarani, localizadas na zona norte de São Paulo.
Os gêmeos Karai Poty e Karai Mirim, conhecidos em português como Anderson Augusto Vilar Martim e André Augusto Vilar Martim, ajudaram a conectar as demandas indígenas ao processo de diagnóstico do Plano Municipal de Saneamento Ambiental Integrado, que está sendo desenvolvido em uma parceria do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e da Prefeitura de São Paulo.
“Eu via o quanto as pessoas sofriam com surtos de dengue e outros problemas. Agora posso organizar grupos para fazer mutirões de limpeza e eliminar focos. É diferente quando a gente atua junto, mobilizando as aldeias e envolvendo todo mundo nesse cuidado”, conta André.
“As práticas, os saberes indígenas e sua relação com a água nos ajudam a repensar a abordagem do saneamento de forma mais integrada, considerando o território, a cultura e o modo de vida de cada comunidade. Essa escuta é essencial para construir soluções que respeitem as diferentes realidades da cidade”, ressalta o coordenador do Plano Municipal de Saneamento Ambiental Integrado no ONU-Habitat, Lucas Daniel Ferreira.
A diversidade de idades, trajetórias, saberes e origens geográficas é uma marca viva do trabalho do ONU-Habitat no Brasil. Pessoas de diferentes regiões do país, com experiências profissionais e de vida variadas, contribuem diariamente para construir um país mais plural, onde múltiplas perspectivas se encontram e se complementam.
“Felicidade imensa em saber que agora a gente conseguiria ter uma moradia digna”
Passando por Minas Gerais, conheceremos também a história de Josy, que há 14 anos está à frente da luta por moradia digna na ocupação Helena Greco, na região de Izidora em Belo Horizonte. A articulação de Josy com a comunidade Helena Greco foi essencial para a elaboração do Plano de Urbanização Sustentável de Izidora, validado pela população e publicado em 2023. Ao convocar assembleias e dialogar com moradores e moradoras, Josy contribuiu para garantir que as demandas da comunidade fossem incorporadas ao planejamento urbano do território.
O plano é fruto de uma parceria da Prefeitura de Belo Horizonte, ONU-Habitat e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), no âmbito do Programa de Proteção Ambiental e Melhorias Urbanas na Região da Izidora (PRO-IZIDORA). A iniciativa é pioneira na cidade por incorporar a resiliência urbana como eixo central do planejamento.
Na histórica cidade de Congonhas, três gerações de mulheres lutam para preservar seu território
Por fim, a jornada nos leva à região Sudeste de Minas Gerais, agora na cidade de Congonhas, onde apresentaremos três gerações de mulheres. Marlene de Souza Alves, Maria Veridiana Alves e Teisiane Bernardo Gomes, que participam ativamente de eventos, audiências públicas e reuniões para discutir o futuro de seu bairro e da cidade.
Elas estiveram presentes em 11 oficinas e duas audiências públicas promovidas pelo projeto Horizontes Congonhas, cooperação entre ONU-Habitat e Prefeitura de Congonhas para a revisão do Plano Diretor e elaboração do Plano de Mobilidade da cidade.
"Temos muitos sonhos para o bairro do Pires e para a nossa cidade, a história da nossa família está enraizada aqui, e por isso vou sempre participar de momentos de planejamento para uma vida melhor para todas as pessoas", destaca Marlene.
Marlene tornou-se líder comunitária, e hoje atua na associação de moradores do bairro. “Como mulher, aprendi a duras penas a ter mais autonomia, paz e liberdade para fazer as minhas coisas. Sempre que houver uma oportunidade de participar de eventos com a minha comunidade e com as moradoras e moradores da cidade de Congonhas, eu estarei presente e atuante”, afirma.
Nessas ocasiões, ela traz pautas importantes para o bem-estar de sua família e de outras mulheres de sua região, representando suas vozes e defendendo a inclusão de diferentes perspectivas no planejamento urbano local.
Faça sua parte
Partindo da premissa de que as pessoas devem estar no centro das decisões, é fundamental garantir as condições e o apoio necessários para que suas vozes, demandas e sonhos possam ecoar e se realizar. Esse princípio se concretiza quando moradoras e moradores participam ativamente das decisões sobre seus territórios, contribuindo com suas experiências, conhecimentos e perspectivas.
É nesse encontro de vozes que a transformação das cidades começa a ganhar forma. Quando a população se envolve nos debates e processos que impactam suas comunidades, novas ideias surgem, demandas ganham visibilidade e caminhos mais justos e inclusivos passam a ser construídos coletivamente.
Assim, cidades mais inclusivas nascem do diálogo, da participação e do compromisso compartilhado. Cada voz importa e cada ação pode contribuir para transformar o lugar onde vivemos.
Existem muitas formas de contribuir:
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Participe de audiências públicas e reuniões de bairro: esses espaços são oportunidades para conhecer propostas, compartilhar opiniões e ajudar a construir políticas que impactam diretamente sua comunidade.
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Acompanhe e participe de iniciativas da sua prefeitura: planos diretores, projetos de mobilidade, habitação, meio ambiente e cultura muitas vezes contam com consultas e processos participativos abertos à população.
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Conheça e apoie projetos das agências e programas da ONU: diversas iniciativas promovem capacitações, oficinas, diálogos comunitários e atividades colaborativas que fortalecem a participação cidadã e o desenvolvimento sustentável.
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Engaje-se em ações voluntárias: coletivos locais, organizações da sociedade civil e iniciativas comunitárias frequentemente precisam de pessoas dispostas a colaborar, compartilhar conhecimentos e apoiar ações em seus territórios.
- Valorize e divulgue iniciativas positivas: compartilhar experiências, histórias e soluções que estão dando certo ajuda a inspirar outras comunidades e ampliar o alcance de boas práticas.
Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes!