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22 maio 2026
Projeto trinacional Raízes Agroecológicas avança no Brasil com corredores agroecológicos e metodologias participativas para fortalecer a conservação de sementes crioulas
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22 maio 2026
Falecimento do General Otávio Rodrigues de Miranda Filho, ex-Comandante da MONUSCO (2023-2024)
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22 maio 2026
“A biodiversidade é a rede viva que sustenta a humanidade”
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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14 maio 2026
ONU Brasil lança Relatório Anual 2025
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas destaca os principais resultados alcançados pelo Sistema ONU no Brasil ao longo de 2025. Por meio de planejamento integrado, coordenação interagencial e investimentos catalisadores, as 25 entidades da ONU atuaram em parceria com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável do país, considerando as necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e a proteção do meio ambiente.Em um ano de muito destaque internacional para o Brasil, com a Cúpula dos BRICS e a realização da COP30 na Amazônia, a ONU trabalhou incessantemente para apoiar o país e ajudou na formulação, aperfeiçoamento e implementação de 85 políticas públicas, além de 18 instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2025 a ONU trabalhou em temas como direitos humanos, ação climática, combate à fome e à pobreza, comércio, justiça, prevenção de desastres e trabalho decente. Foram 338 iniciativas implementadas, às quais foram destinados US$ 213 milhões. Os benefícios alcançaram milhões de pessoas em todo o país. De acordo com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, “o ano de 2025 marcou a consolidação do Sistema das Nações Unidas no Brasil como um parceiro estratégico, coerente e de alto valor agregado para o país, em um contexto nacional e internacional de elevada complexidade”. O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 253 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Apresenta, ainda, as principais conquistas de cada uma das 25 agências especializadas, fundos e programas da ONU que atuam no Brasil.Confira dez destaques de 2025:10 anos da Livres & Iguais no BrasilFundo Brasil-ONU para a Amazônia em açãoJovens indígenas ocupam redes da @ONUBrasilApoio aos BRICSPreparação da COP30Brasil fora do Mapa da Fome80 anos da ONUONU Brasil na COP30Revisão de meio termo do Marco de CooperaçãoEliminação da transmissão vertical do HIVMarco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento Sustentável Para saber mais, leia aqui o relatório completo e siga @onubrasil nas redes!Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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23 abril 2026
ODS 18: Ministério da Igualdade Racial e ONU Brasil lançam Glossário de Termos
O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com a ONU Brasil, lançou nesta terça-feira (22/04), em Brasília, o Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 (ODS 18), ferramenta estratégica para apoiar a implementação, o monitoramento e a internacionalização da agenda de igualdade étnico-racial no país.Proposto pelo Brasil durante a 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2023, o ODS 18 coloca explicitamente o enfrentamento ao racismo e à discriminação étnico-racial no centro do desenvolvimento sustentável. A iniciativa responde a uma lacuna histórica dos ODS e busca enfrentar desigualdades que afetam, sobretudo, populações negras e indígenas.O Glossário do ODS 18 foi produzido para servir como um instrumento técnico e político que conecta a experiência brasileira aos debates globais sobre raça e etnia. O material reúne definições alinhadas a marcos internacionais de direitos humanos, contribuindo para qualificar o debate público.A publicação foi desenvolvida pelo Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia (GT-GRE) da ONU Brasil – co-liderado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e pela ONU Mulheres –, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial e o Observatório do ODS 18.A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o caráter pioneiro e estratégico da iniciativa, como um recurso de qualificação do debate sobre o racismo a partir das políticas públicas executadas pelo Governo do Brasil dentro e fora do país e das discussões e acordos globais em torno do tema. “O Glossário do ODS 18 é mais um compromisso institucional com a qualificação e o aprofundamento dos termos e conceitos envolvendo a agenda da igualdade racial a nível global. É um ambiente direcionado para o progresso e avanços dos discursos e materialidade dos direitos das populações afrodescendentes, tradicionais e indígenas, bem como de fortalecimento transversal dessas relações étnico-raciais. Dessa forma, promovemos e valorizamos tecnologias, saberes e literaturas acadêmicas e culturais produzidas pelo povo negro”, destaca. De acordo com a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes, “este glossário é mais do que um documento técnico – é uma ferramenta de incidência que fortalece a capacidade do país de implementar o ODS 18 com base em conceitos sólidos e alinhados internacionalmente, reforçando o compromisso de não deixar ninguém para trás”.Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, o lançamento marca um avanço importante na consolidação da agenda: “O racismo e a discriminação racial estão entre os principais obstáculos a um desenvolvimento sustentável que seja, de fato, inclusivo e justo no Brasil, na América Latina e em diversas outras regiões do mundo. É justamente por isso que um ODS voltado especificamente à igualdade étnico-racial é tão necessário e tão relevante", afirmou.O lançamento da publicação ocorre em um momento estratégico, marcado pela Segunda Década Internacional de Afrodescendentes (2025-2034), pelo Abril Indígena e pela preparação para a 1ª Conferência Nacional dos ODS, a ser realizada em junho. O Glossário, que terá tradução para inglês, reforça o protagonismo brasileiro na promoção da igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.Acesse o Glossário aqui. ContextoNo Brasil, as pessoas negras representam quase 56% da população, mas seguem expostas a desigualdades estruturais em praticamente todos os indicadores sociais. Quase 70% dos jovens que não estudam nem trabalham são negros, e o risco de homicídio para eles é quase três vezes maior. As desigualdades também se refletem na insegurança alimentar, na saúde materna e na gravidez na adolescência.A expectativa é que o Glossário contribua para fortalecer capacidades institucionais, ampliar o diálogo entre os diferentes atores envolvidos e apoiar a implementação efetiva do ODS 18 em todo o país, consolidando o Brasil como referência internacional na promoção da igualdade étnico-racial.A elaboração do documento contou com a colaboração de diversas agências do Sistema ONU no Brasil, além de especialistas do Ministério da Igualdade Racial e do Observatório do ODS 18, refletindo um esforço coletivo que envolve governo, academia e sociedade civil. Essa articulação é essencial para transformar dados em políticas públicas e compromissos em mudanças concretas.Assista à gravação do evento de lançamento do Glossário do ODS 18, realizado em 22 de abril de 2026 Para mais informações, siga @unfpabrasil, @onumulheresbr e @onubrasil nas redes! Contatos para a imprensa: Luiza Olmedo, Oficial de Comunicação & Advocacy, UNFPA: luolmedo@unfpa.org Pedro Nogueira, Oficial de Comunicação, ONU Mulheres Brasil: pedro.nogueira@unwomen.org Luís Felipe Sardenberg, Oficial de Comunicação, OPAS/OMS: cunhaslui@paho.org
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07 maio 2026
Coordenadora residente da ONU no Brasil é homenageada no 29° Fórum de Governadores da Amazônia Legal
O reconhecimento à atuação da coordenadora residente em prol da Amazônia ocorreu durante o 29° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, realizado pelo Consórcio Interestadual da Amazônia Legal no mês de março, em São Luís, Maranhão. O evento discutiu prioridades estratégicas e fortaleceu parcerias institucionais em torno da agenda amazônica. “Ao longo de sua missão no país, Silvia tem sido uma parceira essencial dos estados da Amazônia na construção de uma agenda comum voltada ao desenvolvimento sustentável da região”, afirmou a secretária executiva do Consórcio, Vanessa Duarte. “Seu trabalho incansável contribuiu para fortalecer o diálogo entre o Sistema das Nações Unidas, os governos estaduais, doadores internacionais e os todos os atores que atuam na Amazônia, aproximando ainda mais as prioridades da região das grandes agendas globais de clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, explicou.A tradicional carta dos governadores, que a cada Fórum explicita as prioridades comuns acordadas durante a reunião e que, tradicionalmente, leva o nome da cidade que sediou o encontro, recebeu um novo título. “Para que esse agradecimento fique registrado na história da nossa região, gostaríamos de dar um nome especial à Carta de São Luís deste ano, que passará a se chamar Carta Silvia Rucks”, informou Vanessa Duarte.ColaboraçãoONU e Consórcio trabalharam juntos ao longo dos últimos cinco anos para aproximar ainda mais a atuação dos estados amazônicos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O resultado mais palpável dessa colaboração foi o lançamento do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.Com uma doação do Canadá, os primeiros projetos financiados pelo Fundo começaram a ser implementados em 2025. No Maranhão, o projeto “Terras para Elas” procura garantir títulos de terra, capacitação sustentável e acesso a crédito a agricultoras. No Acre, o programa de resiliência socioambiental em áreas de proteção ambiental prioriza a restauração florestal e impulsiona a bioeconomia, a governança da terra e a conservação ambiental.O terceiro projeto, implementado por sete entidades da ONU, promove a redução da mortalidade materno-infantil, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência para populações indígenas.“No último ano tive a honra de conhecer a implementação dos primeiros projetos do Fundo, e foi muito emocionante. O que vi vai além de propostas e documentos – é a esperança transformadora em movimento”, afirmou a coordenadora residente.Além das três iniciativas em andamento, foram lançados, em abril, dois novos projetos. O primeiro, “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia”, busca fortalecer cadeias produtivas de café e cacau, com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. O segundo, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, tem como objetivo principal, o combate ao crime ambiental. A experiência de conhecer a Amazônia, suas populações e ver de perto seus desafios e ideias inovadoras foi profundamente marcante para a coordenadora residente:“Ficou explícito que absolutamente qualquer solução para essa região tem que ter como princípio básico o foco nas pessoas, nas 29 milhões de pessoas que vivem, respiram e sonham nesse vasto território da Amazônia Legal”. Silvia Rucks destacou a importância da Amazônia Legal para cooperações institucionais e para o desenvolvimento de soluções sustentáveis. Ela finalizou seu discurso: “Registro aqui meu compromisso de que seguirei acompanhando vocês e defendendo o desenvolvimento sustentável da Amazônia qualquer que seja o meu destino.”Para saber mais, visite a página do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia e leia o discurso completo da coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.
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01 abril 2026
Fundo Brasil-ONU para Amazônia apresenta resultados e lança novos projetos com apoio do Canadá
O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia realizou nesta terça-feira (31/03), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF), a quarta reunião de seu Comitê Diretor, apresentando resultados de três programas em andamento e anunciando dois novos projetos para áreas amazônicas.Participaram da reunião representantes da ONU Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), da Embaixada do Canadá, dos governos do Maranhão e de Rondônia, do Consórcio da Amazônia Legal e de diferentes agências, fundos e programas das Nações Unidas, além de instituições parceiras.
Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: “O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”Novos projetosA reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. Projetos em andamentoOs três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.Sobre o FundoO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia
Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: “O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”Novos projetosA reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. Projetos em andamentoOs três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.Sobre o FundoO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia
Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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30 abril 2026
Brasil e OIT fortalecem a cooperação Sul–Sul na economia de cuidado
O governo do Brasil e o Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil lançaram novo projeto para promover o intercâmbio de conhecimentos e apoiar o desenvolvimento e fortalecimento de políticas de cuidado em países do Sul Global.Desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT “Justiça Social para o Sul Global”, o projeto tem como objetivo fortalecer o intercâmbio de conhecimentos para formulação de políticas públicas, programas e iniciativas que ampliem o direito ao cuidado às pessoas que dele necessitam e às pessoas que cuidam, ao mesmo tempo em que promovam a igualdade de gênero e o trabalho decente.O projeto foi lançado em Brasília pela diretora regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Ana Virgínia Moreira Gomes, pelo ministro em exercício do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Osmar Júnior, e pela Responsável pela CSS trilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Cecília Malaguti.“A Cooperação Sul–Sul não se limita ao intercâmbio de experiências entre países do sul global. Trata-se também de se construir uma agenda regional compartilhada para promover o trabalho decente e a justiça social para todas as pessoas”, afirmou a diretora regional da OIT. “Ao aprenderem uns com os outros, os países podem cocriar soluções que respeitem os contextos nacionais, ao mesmo tempo em que avançam o direito ao cuidado para todos. Isso está alinhado à plataforma Global South4Care.”
Para o ministro em exercício Osmar Júnior, a cooperação internacional tem sido um pilar fundamental para a construção e implementação da Política e do Plano Nacional de Cuidados. “Este acordo é mais um marco fundamental nesse sentido. Não apenas reforça nosso compromisso com o direito ao cuidado em nosso país, mas também possibilita um rico intercâmbio entre países sobre experiências de cuidado", afirmou. “Juntos, com nossos parceiros, estamos construindo soluções coletivas que beneficiarão nossas populações e fortalecerão nossas políticas sociais de cuidado”, completou. “A pauta de cuidados é prioritária para o governo do Brasil. Nesse sentido, a ABC está atualmente engajada em trabalhar economia do cuidado, tanto pelo viés da promoção do trabalho decente, em parceria com a OIT, quanto pelo viés de gênero, apoiando a territorialização da política nacional de cuidados ao mesmo tempo que promove trocas qualificadas com países do Sul global, em parceria com ONU Mulheres”, ressaltou Cecília Malaguti.Uma abordagem horizontal para os desafios globaisO projeto intitulado “Políticas de Cuidado na América Latina: Cooperação Sul–Sul ” conecta o Brasil a países parceiros da América Latina e do Caribe que enfrentam desafios semelhantes, incluindo o envelhecimento populacional, altos níveis de informalidade e a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado.Ao reconhecer desafios estruturais comuns, a iniciativa promove o intercâmbio direto de conhecimentos entre os países da região.O projeto será implementado durante o biênio 2026–2027 e reunirá países da América Latina e do Caribe. A iniciativa incluirá diálogos sobre políticas públicas, missões técnicas e oficinas regionais. Esse projeto surge como uma continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido em parceria pelas duas organizações, no âmbito do projeto “Promovendo a Justiça Social e a Igualdade de Gênero por meio de Políticas Inovadoras de Cuidados”.Impulsionar mudanças por meio da Cooperação Sul–SulA iniciativa se baseia nos avanços institucionais recentes do Brasil, especialmente na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), para apoiar o desenvolvimento de políticas na região. O objetivo do projeto é apoiar países parceiros a fortalecerem marcos legais, mecanismos de governança e modelos de financiamento para políticas de cuidado.A iniciativa também envolverá parceiros de desenvolvimento e instituições regionais para promover o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de capacidades.O projeto está estruturado em quatro pilares:Identificação dos países e/ou grupo de países interessados em aderir à iniciativa;Implementação dos projetos-país e atividades de cooperação Sul-Sul em uma ou mais áreas pré-estabelecidas;Promoção de encontros regionais com países envolvidos nos temas do projeto;Sistematização das experiências desenvolvidas no projeto de forma a fortalecer as capacidades para a promoção da cooperação técnica entre países em desenvolvimento. Além das fronteiras: um modelo para o Sul GlobalO projeto reflete a estratégia da OIT sobre Cooperação Sul–Sul e Trilateral, que reconhece a capacidade do Sul Global de impulsionar a inovação no mundo do trabalho.Ao promover esses intercâmbios, o programa busca garantir que as lições aprendidas contribuam para o desenvolvimento de normas do trabalho regionais e internacionais. Espera-se que a iniciativa produza ferramentas práticas e orientações de políticas que possam ser adaptadas em outros países do Sul Global.Essa parceria destaca o compromisso do Governo do Brasil e da OIT em enfrentar o déficit de cuidados por meio de abordagens coordenadas e sustentáveis.Sobre a parceria Brasil–OITLançado em 2009, o Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT tem sido exemplo de cooperação internacional para o desenvolvimento há mais de 15 anos. A iniciativa promove parcerias na América Latina, África e Ásia para avançar a Agenda de Trabalho Decente, a proteção social e os direitos fundamentais no trabalho.O ciclo atual do programa (2023–2027), intitulado “Justiça Social para o Sul Global”, concentra-se em quatro áreas prioritárias: eliminação do trabalho infantil e do trabalho forçado, segurança e saúde no trabalho, igualdade de gênero e racial, e sistemas de proteção social.
Contato para Imprensa:
- Denise Marinho: santosd@ilo.org, imprensa_brasilia@ilo.org, (61) 2106-4625
Para mais informações, visite a página da OIT .
Para o ministro em exercício Osmar Júnior, a cooperação internacional tem sido um pilar fundamental para a construção e implementação da Política e do Plano Nacional de Cuidados. “Este acordo é mais um marco fundamental nesse sentido. Não apenas reforça nosso compromisso com o direito ao cuidado em nosso país, mas também possibilita um rico intercâmbio entre países sobre experiências de cuidado", afirmou. “Juntos, com nossos parceiros, estamos construindo soluções coletivas que beneficiarão nossas populações e fortalecerão nossas políticas sociais de cuidado”, completou. “A pauta de cuidados é prioritária para o governo do Brasil. Nesse sentido, a ABC está atualmente engajada em trabalhar economia do cuidado, tanto pelo viés da promoção do trabalho decente, em parceria com a OIT, quanto pelo viés de gênero, apoiando a territorialização da política nacional de cuidados ao mesmo tempo que promove trocas qualificadas com países do Sul global, em parceria com ONU Mulheres”, ressaltou Cecília Malaguti.Uma abordagem horizontal para os desafios globaisO projeto intitulado “Políticas de Cuidado na América Latina: Cooperação Sul–Sul ” conecta o Brasil a países parceiros da América Latina e do Caribe que enfrentam desafios semelhantes, incluindo o envelhecimento populacional, altos níveis de informalidade e a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado.Ao reconhecer desafios estruturais comuns, a iniciativa promove o intercâmbio direto de conhecimentos entre os países da região.O projeto será implementado durante o biênio 2026–2027 e reunirá países da América Latina e do Caribe. A iniciativa incluirá diálogos sobre políticas públicas, missões técnicas e oficinas regionais. Esse projeto surge como uma continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido em parceria pelas duas organizações, no âmbito do projeto “Promovendo a Justiça Social e a Igualdade de Gênero por meio de Políticas Inovadoras de Cuidados”.Impulsionar mudanças por meio da Cooperação Sul–SulA iniciativa se baseia nos avanços institucionais recentes do Brasil, especialmente na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), para apoiar o desenvolvimento de políticas na região. O objetivo do projeto é apoiar países parceiros a fortalecerem marcos legais, mecanismos de governança e modelos de financiamento para políticas de cuidado.A iniciativa também envolverá parceiros de desenvolvimento e instituições regionais para promover o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de capacidades.O projeto está estruturado em quatro pilares:Identificação dos países e/ou grupo de países interessados em aderir à iniciativa;Implementação dos projetos-país e atividades de cooperação Sul-Sul em uma ou mais áreas pré-estabelecidas;Promoção de encontros regionais com países envolvidos nos temas do projeto;Sistematização das experiências desenvolvidas no projeto de forma a fortalecer as capacidades para a promoção da cooperação técnica entre países em desenvolvimento. Além das fronteiras: um modelo para o Sul GlobalO projeto reflete a estratégia da OIT sobre Cooperação Sul–Sul e Trilateral, que reconhece a capacidade do Sul Global de impulsionar a inovação no mundo do trabalho.Ao promover esses intercâmbios, o programa busca garantir que as lições aprendidas contribuam para o desenvolvimento de normas do trabalho regionais e internacionais. Espera-se que a iniciativa produza ferramentas práticas e orientações de políticas que possam ser adaptadas em outros países do Sul Global.Essa parceria destaca o compromisso do Governo do Brasil e da OIT em enfrentar o déficit de cuidados por meio de abordagens coordenadas e sustentáveis.Sobre a parceria Brasil–OITLançado em 2009, o Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT tem sido exemplo de cooperação internacional para o desenvolvimento há mais de 15 anos. A iniciativa promove parcerias na América Latina, África e Ásia para avançar a Agenda de Trabalho Decente, a proteção social e os direitos fundamentais no trabalho.O ciclo atual do programa (2023–2027), intitulado “Justiça Social para o Sul Global”, concentra-se em quatro áreas prioritárias: eliminação do trabalho infantil e do trabalho forçado, segurança e saúde no trabalho, igualdade de gênero e racial, e sistemas de proteção social.
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História
21 maio 2026
“Eu me sinto muito honrada de ser brigadista”
Quando tinha 16 anos, Rosicleia Pereira encontrou apenas um lugar vazio onde antes havia sua casa. O fogo havia destruído tudo em um incêndio. “No dia em que eu cheguei, aquilo foi um baque tão grande para mim. A gente perdeu tudo e ficou só com a roupa do corpo”, conta.A cena, na comunidade quilombola do Povoado do Prata, no estado do Tocantins, ficou gravada na memória de Rosicleia e se transformou em um ponto de virada. Rosicleia e a irmã tornaram-se brigadistas florestais para proteger não só a própria casa, mas também a de outras famílias.“Isso me motivou a me tornar brigadista. Se na época eu fosse uma, tenho certeza que tínhamos feito muito para salvar nossa casa.”Com macacão, botas especiais, proteção facial e bomba costal para espalhar água, Rosicleia integra a equipe do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama), que reúne mais de 180 mulheres em todo o país, enfrentando o fogo, o calor e a fumaça na floresta. Ela diz que durante sua formação chegou a sofrer discriminação – “essa daí não passa, porque ela é mulher”. Rosicleia continuou acreditando e explica que, para exercer a profissão, não há distinção de gênero no uso dos equipamentos na brigada. “A gente usa tudo [que os homens usam]: bomba, se necessário, o abafador, o assoprador, tudo!”, diz.“Eu me sinto muito honrada de ser brigadista porque eu sei que eu, por menor que seja, consigo combater o fogo.”Além da atuação como brigadista, Rosicleia também é artesã, um ofício que aprendeu aos 13 anos, com a avó. Foi no convívio familiar e comunitário que desenvolveu o saber tradicional que hoje também é fonte de renda e sustento para sua família. Ela carrega com orgulho o pertencimento ao lugar onde nasceu e cresceu. É mãe de três filhos e vive cercada pela família: mãe, pai, avó e tios. Todos compartilham laços que dividem história, memória, saberes e a responsabilidade de cuidar do território.“É uma honra muito grande participar do território quilombola e ser chamada de Jalapoeira”.Para a brigadista, o desejo para o futuro é ver o Povoado do Prata com bastante água, com as matas preservadas e “uma brigada com muitas mulheres e homens, lutando juntos por uma causa só”, diz. A Agência da ONU para as Migrações (OIM), por meio do programa conjunto Resiliência nas Fronteiras da Amazônia, financiado pelo Fundo Fiduciário Multiparceiros para a Migração (MMPTF, na sigla em inglês), apoia o fortalecimento da resiliência de povos e comunidades tradicionais nas fronteiras da Amazônia, incorporando a perspectiva de gênero. O trabalho desenvolvido pela Organização contribui para redução de riscos, prevenção de deslocamentos por desastres e garantia de que todas as pessoas possam viver com segurança e dignidade em seus territórios, para que a migração seja sempre uma escolha, em linha com o objetivo do Pacto Global de Migração de minimizar os fatores adversos e os fatores estruturais que obrigam as pessoas a deixarem seus países de origem. Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e acompanhe a página da OIM Brasil.
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História
21 maio 2026
“Resolvendo a habitação resolvemos 50% dos problemas – porque tudo começa na habitação”
Em meio às ilhas vulcânicas de Cabo Verde, arquipélago próximo à costa noroeste do continente africano, se encontra o município de São Domingos. Marcado por paisagens que vão das praias às montanhas, seus 14 mil habitantes vivem principalmente na zona rural, em atividades como agricultura e pesca. “É um povo resiliente e trabalhador. Existe esse sentimento de que qualquer pessoa, com qualquer rendimento, tem o poder de construir sua habitação, mesmo que seja com pouco”, conta o arquiteto e urbanista Marco Aurélio Furtado.Hoje com 36 anos, Marco é nascido em São Domingos, o segundo de quatro filhos. Ele cresceu em meio a uma comunidade vibrante e um ambiente familiar seguro, que compartilhava de um sonho: ampliar a casa, pequena para seis pessoas. Marco, que já tinha gosto por desenho, viu o projeto de ampliação da casa tomar forma – e, com ele, a vontade de cursar arquitetura e urbanismo. Foi quando fez do Brasil seu segundo lar. Em 2008, passou na Universidade Federal de Minas Gerais e morou cinco anos em Belo Horizonte. “O sonho de qualquer estudante em Cabo Verde era estudar na Europa ou no Brasil – mas o meu sempre foi o Brasil, pelo calor humano e pela proximidade das pessoas”, conta. Sua experiência foi marcada não apenas por um grande acolhimento, mas por observar, na prática, a extensão das semelhanças entre os dois países – da cultura aos desafios enfrentados em sua área de estudos. “A ligação que nós temos com o Brasil é surpreendente – os brasileiros às vezes não têm essa noção, mas temos um contato cultural direto”. Para ele, a única diferença entre o contexto brasileiro e sua terra natal era a escala dos problemas enfrentados. E com essa bagagem voltou a São Domingos para exercer a arquitetura. Em 2020, ele passou no concurso da Câmara Municipal de São Domingos – o equivalente cabo-verdiano das prefeituras brasileiras – e se tornou Diretor de Gabinete Técnico. No cargo, ele apoia o desenvolvimento de projetos de urbanismo, saneamento, obras de infraestrutura, espaços públicos e moradia. Na habitação, um dos desafios que enfrenta é a autoconstrução: pessoas que constroem ou reformam suas casas de modo improvisado, gerando problemas estruturais a longo prazo. Como arquiteto, ele hoje remonta ao fascínio com o projeto da casa dos pais para dar assistência técnica a projetos e orçamentos para pessoas de baixa renda, apoiando em pequenas obras como reforma dos telhados e ampliação das casas.Nesse contexto, um novo capítulo de troca com o Brasil se iniciou em 2024, por meio de uma cooperação técnica entre os dois países com o foco de contibuir para a redução do déficit habitacional em Cabo Verde: o Simetria Urbana, programa de cooperação Sul-Sul da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério de Relações Exteriores (MRE), desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), e com o Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação de Cabo Verde (MIOTH).Entre 2024 e 2025, o programa promoveu o intercâmbio de conhecimentos e a construção conjunta de soluções voltadas ao fortalecimento das políticas habitacionais e urbanas em Cabo Verde em eixos que abarcaram diferentes níveis de governo e instituições. No Brasil, se somaram ao projeto a Secretaria Nacional de Habitação e a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), a Fundação João Pinheiro (FJP) e a Caixa Econômica Federal (CAIXA). Do lado cabo-verdiano, além da Direção Geral da Habitação do MIOTH, participaram o Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT), a empresa pública Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH) e as Câmaras Municipais de São Domingos, São Miguel e Sal.Nesse período, foram realizadas três visitas da delegação brasileira a Cabo Verde e uma missão da delegação cabo-verdiana ao Brasil. Marco Aurélio acompanhou a iniciativa desde o princípio. Em julho de 2024, ele foi convidado pelo Governo de Cabo Verde para participar da primeira agenda no país, cujo objetivo era desenhar o escopo da cooperação. Na sequência dos trabalhos, em março de 2025, ele teve a oportunidade de voltar ao Brasil depois de 12 anos. Integrou a delegação que visitou uma série de municípios paulistas para conhecer boas práticas em temas como planejamento habitacional, trabalho social, gestão de condomínios e Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS).“Eu tinha muita vontade de regressar ao Brasil depois de tantos anos; fiquei muito honrado. Conhecer trabalhos em outros municípios foi a melhor parte. A meu ver, o Brasil tem uma das melhores políticas habitacionais do mundo, porque é muito bem estruturada. Foi surpreendente ver a capacidade de mobilização da população em tantas ações em contextos diferentes: em vários bairros, municípios, quilombos, mutirões”, ele explica. Na ocasião, ele também apresentou o cenário de seu município. “Houve uma troca com ganhos de ambas as partes em práticas que fizemos e precisam ser melhoradas”. Dentre as várias frentes do programa para apoiar o enfrentamento às questões de moradia, a principal contribuição para São Domingos foi o suporte no desenvolvimento do Plano Municipal de Habitação – um documento de planejamento voltado a endereçar os problemas de moradia locais por meio de um diagnóstico da situação existente e um plano de ações concretas. A iniciativa se conecta ao Plano Nacional de Habitação, de modo que a estrutura municipal dialogue com a nacional para atingir seus objetivos de forma integrada. Para isso, Marco Aurélio participou, entre abril e dezembro, de todas as sessões técnicas do projeto, voltadas a acompanhar o trabalho dos municípios participantes – São Domingos e São Miguel. Ele acompanhou de perto o desenvolvimento do plano, que tomou forma e é um dos resultados concretos do programa, finalizado em dezembro.Atualmente, o plano está em fase de aprimoramento. Posteriormente, ele passará por uma ampla consulta pública municipal, para que então seja homologado e vire um instrumento permanente de planejamento da cidade. Para o Ministério das Cidades, que acompanhou os municípios na elaboração dos planos, a cooperação com Cabo Verde mostrou como o diálogo entre países do Sul Global pode fortalecer soluções construídas a partir dos territórios. “O Brasil contribuiu compartilhando experiências calcadas na tradição municipalista e participativa que marcou o fortalecimento da agenda urbana e habitacional no país, como metodologias de levantamento de necessidades habitacionais e de planejamento local”, ressalta a coordenadora-geral de Assuntos Estratégicos da Secretaria Nacional de Habitação, Julia Lins Bittencourt. “A gente apoiou a construção dos diagnósticos habitacionais, a definição de prioridades e a organização do planejamento a partir do território. Os planos desenvolvidos são um passo importante para fortalecer o planejamento habitacional no nível municipal e criar base para a implementação de políticas mais estruturadas”, complementa a coordenadora-geral de Articulação e Planejamento da Secretaria Nacional de Periferias, Luana Alves de Melo. Para Marco, o plano aponta para um horizonte positivo, em que será possível acelerar soluções para promover a regularização fundiária e a assistência técnica para melhorar a qualidade das moradias na cidade: “Pela primeira vez o município de São Domingos está falando seriamente sobre habitação junto do governo. Temos muitos problemas ligados à habitação para serem resolvidos, e resolvendo a habitação resolvemos 50% dos problemas do município – porque tudo começa na habitação. Se uma pessoa tem uma moradia condigna, ela tem condições para fazer muitas outras coisas”. Além da discussão pelas soluções, o que também se acelerou por meio da cooperação foi a integração do tema da moradia entre os governos locais. Ele espera que muitas outras cooperações sigam sendo realizadas no país, sendo uma vitrine de Cabo Verde para o mundo e uma possibilidade de aprender com outras experiências.“Tudo que sou hoje é fruto da cooperação brasileira com Cabo Verde: estudei numa universidade brasileira e aprendi todo o conhecimento; voltei para contribuir para meu país e município; regressei em uma missão de tanta importância e recebi uma formação; voltei. Com isso, contribuí para um instrumento elaborado não pelos brasileiros mas com os brasileiros, um instrumento que nós próprios desenvolvemos, com DNA 100% cabo-verdiano. É um sentimento de muita gratidão, orgulho e alegria – e eu agradeço a cooperação brasileira por essa oportunidade”.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes e acesse a publicação “Simetria Urbana - Cabo Verde: Resultados e Perspectivas da Cooperação Sul-Sul Trilateral”
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História
19 maio 2026
O clima e o mundo se encontram na Amazônia
Com o mundo reunido na COP30 em Belém, as Nações Unidas estiveram ao lado do Brasil para transformar a ambição climática em ação inclusiva e duradoura.O Brasil voltou a ocupar o centro da diplomacia climática global ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no coração da Amazônia. Como líder nas discussões ambientais desde a Conferência Rio 92 – onde nasceu a Convenção-Quadro da ONU sobre Clima – o Brasil se comprometeu a fazer da COP30 muito mais do que um encontro: uma oportunidade decisiva para alinhar os compromissos globais com as realidades das populações mais afetadas pela crise climática.Há décadas, o país tem demonstrado que proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento podem caminhar juntos e tem levado essa visão para a arena internacional, ao se posicionar como forte defensor do desenvolvimento sustentável e da solidariedade global.Juntamente com o Governo do Brasil, a ONU trabalhou para que a COP30 fosse um momento de impulsionamento dos objetivos do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tornando a Conferência não apenas um momento de negociação, mas também de transformação. Esforço Integrado da ONUO Sistema ONU no Brasil prestou apoio abrangente ao Governo Brasileiro nos âmbitos político, programático, comunicacional, logístico e operacional.A ONU ofereceu assistência técnica à formulação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, o que garantiu que o país fosse um dos primeiros a apresentar seus compromissos e desse o exemplo a outros Estados-membros. Além disso, a ONU Brasil conduziu uma campanha nacional de comunicação para aumentar a conscientização sobre a COP30 e estimular a participação de públicos diversos.Nossas equipes locais também colaboraram com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima no Balanço Ético Global, contribuindo para a avaliação do progresso coletivo em ação climática. Paralelamente, a Maloca tornou COP30 mais inclusiva por meio de uma plataforma de participação remota que conectou pessoas de todo o mundo a Belém.Belém será lembrada como mais do que simplesmente a cidade-sede da COP30; será um símbolo do que é possível quando países, comunidades e instituições se unem para proteger nossa casa comum. A parceria entre o Brasil e as Nações Unidas reflete a crença compartilhada de que a ação climática não é apenas sobre proteger o planeta, mas também sobre garantir dignidade, oportunidade e esperança para todas as pessoas. As ações do Sistema ONU na COP30 foram guiadas por uma visão comum: a resposta à crise climática deve promover justiça social, igualdade de gênero e crescimento inclusivo. Entre as muitas atividades realizadas antes e durante a Conferência, estão:Organização do Pavilhão ONU BrasilOrganização do Hub de Ação Climática no Palácio do Itamaraty, no Rio de JaneiroLançamento da Declaração sobre Integridade da Informação sobre Mudança do ClimaMutirão Global contra o Calor ExtremoRealização da Quarta Reunião Ministerial sobre Urbanização e Mudança do ClimaOrganização do Cities and Regions HubLançamento do Plano Nacional de Proteção e Defesa CivilInclusão de princípios de trabalho decente no Programa de Trabalho para Transição Justa e na Meta Global de AdaptaçãoLançamento do GEO Brasil – Panorama Ambiental GlobalIntegração da mobilidade humana nos debates sobre adaptação, transição justa e perdas e danosInclusão de mulheres e meninas no centro das discussões climáticasApoio à participação de pessoas refugiadas em eventos de alto nívelOrganização da Mesa-redonda Ministerial de Alto Nível sobre Educação VerdePromoção de discussões sobre como os crimes que afetam o meio ambiente, como desmatamento ilegal e garimpo, enfraquecem ações climáticas e afetam comunidadesLançamento da Declaração de Belém sobre Industrialização VerdeApoio à Cidade das Juventudes, com jovens de 80 países que apresentaram a Carta da Juventude à COP30Realização dos Dias Temáticos do TurismoApresentação da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento SustentávelIntegração da temática do deslocamento forçado aos compromissos climáticosApoio à participação de 18 jovens delegadosAdvocacy pela ampliação da participação de agricultores familiares na arquitetura internacional de financiamento climáticoCoordenação do Pavilhão Casa Tradicional Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
18 maio 2026
“Nós, os povos das Nações Unidas”
2025 foi ano de celebrar os 80 anos de parceria do Brasil com as Nações Unidas para a promoção da paz, do desenvolvimento, da igualdade e dos direitos humanos. O Brasil teve um papel de liderança nas negociações internacionais que ergueram as Nações Unidas sobre as cinzas e a devastação da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Desde então, a ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta. Para celebrar essas oito décadas de parceria, em todo o Brasil, celebramos, o Dia das Nações Unidas foi lembrado por pessoas e instituições que, junto com a ONU, defendem e lutam pela paz, pelos direitos humanos e pelo desenvolvimento sustentável, sem deixar ninguém para trás.Exposição de fotosO Ministério das Relações Exteriores e a ONU Brasil inauguraram, em 14 de outubro, a exposição “Construindo Nosso Futuro Juntos”, em alusão aos 80 anos de criação da Organização das Nações Unidas. A abertura ocorreu em solenidade realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, com a participação da vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, e a ministra substituta das Relações Exteriores, Embaixadora Maria Laura da Rocha.“A cooperação é o maior ato de coragem da humanidade. Agradeço ao governo do Brasil por tornar esta exposição possível; ela conta a história de como o mundo escolheu o multilateralismo,” afirmou a vice-chefe das Nações Unidas, Amina J. Mohammed no Palácio Itamaraty.“É com muita alegria que o Itamaraty abre suas portas para receber esse evento em celebração dos 80 anos da ONU,” disse a Embaixadora Maria Laura da Rocha na cerimônia de abertura da exposição. A exposição foi organizada pelo Escritório de Coordenação das Nações Unidas no Brasil e reuniu 80 fotos de duas mostras realizadas em Nova Iorque por ocasião dos 80 anos da ONU. A primeira parte apresentou 36 fotos históricas de “Revivendo o espírito de São Francisco”, exposição que resgatou os ideais que uniram a humanidade em seu momento mais sombrio. A segunda parte trouxe 32 fotos da exposição “Vidas compartilhadas, futuro compartilhado”, com imagens do presente que mostram o trabalho cotidiano das Nações Unidas e o impacto duradouro do multilateralismo construído em 1945. A mostra foi completada por 12 fotos do acervo das agências especializadas, fundos e programas da ONU no Brasil.Paz por todo ladoA ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta.Para levar a celebração dos 80 anos para todo o Brasil, a ONU convocou Prefeituras, organizações da sociedade civil e instituições de ensino de todo o país a organizar eventos para marcar o 80º aniversário de fundação da ONU.Milhares de pessoas participaram de 56 eventos organizados em 41 cidades de 16 estados de todas as regiões do Brasil. Ecoando a criatividade e a alegria do povo brasileiro, as celebrações aconteceram nos mais variados formatos, desde saraus e oficinas culturais até caminhadas e ações de recuperação da natureza. As celebrações contaram com mais de 12.000 participantes presenciais e mais de 142.000 em eventos online. A ONU Brasil preparou um catálogo digital com fotos e vídeos das celebrações que tomaram conta do Brasil em 2025. A participação de cidades brasileiras reforçou que a sustentabilidade se ancora nas cidades e comunidades, e destacou a importância do multilateralismo, da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).“Apesar de sermos uma instituição presente em todo o mundo, é no nível local que está o verdadeiro impacto da ONU. É nos municípios que vemos como nosso trabalho ajuda a melhorar a vida das pessoas em áreas como educação, inclusão, saúde, promoção da igualdade, emprego e renda”, afirma a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
15 maio 2026
Comunidades no centro da transformação amazônica
A Amazônia é um intrincado e aparentemente infinito mosaico de vida, cultura e desafios. É lar de mais de 29 milhões de pessoas, a maioria vivendo em grandes cidades, e se encontra na encruzilhada entre a preservação ambiental e o desenvolvimento inclusivo. É, portanto, uma prioridade para as Nações Unidas no país e o foco de um fundo fiduciário multiparceiros criado especificamente para impulsionar soluções econômicas inclusivas e ambientalmente inteligentes.Em 2025, os três primeiros projetos financiados pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia começaram a ser implementados. No coração da Bacia Amazônica, uma poderosa colaboração entre sete entidades da ONU abre caminho para crianças, adolescentes e jovens indígenas. O programa integra saúde, educação, proteção e bioeconomia em oito estados amazônicos, a partir de uma abordagem intercultural e sensível a gênero. No Acre, parceiros locais estão cocriando um futuro resiliente por meio da bioeconomia, da governança da terra e da conservação ambiental. O projeto, liderado pelo governo estadual juntamente com a ONU, acontece em duas áreas protegidas onde artesãos estão transformando produtos florestais em bens de maior valor agregado, construindo caminhos sustentáveis para transformar a economia local. Entre as ações do projeto, está a produção de milhares de mudas de 50 espécies de árvores, que mais tarde serão usadas para restaurar áreas degradadas, combinando tecnologia de ponta com o compromisso e o conhecimento das comunidades locais. No Maranhão e no Pará, o projeto “Terras para Elas”, implementado pelo governo estadual e pela ONU, abre portas para agricultoras – especialmente quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu e membros da comunidade LGBTQIA+. Ao todo, a iniciativa concederá 2,5 mil títulos de terra para mulheres, além de capacitação sustentável para 5.000 agricultoras e acesso a crédito para 1,25 mil. Uma das participantes do projeto contou que a luta de sua comunidade pelo título da terra ancestral começou com sua avó e, agora, sua geração verá o reconhecimento do direito de possuir sua terra e usá-la para garantir os meios de vida e o futuro de suas famílias. Os muitos desafios que a Amazônia enfrenta, como o desmatamento, a insegurança fundiária e a exclusão social, são palpáveis. Os projetos apoiados pelo Fundo Brasil-ONU demonstram que soluções enraizadas nas comunidades produzem resiliência e podem catalisar transformações.FinanciamentoLançado em 2023, no Pará, o Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia exemplifica o espírito de parceria, ao envolver os governos dos nove estados amazônicos e o governo federal para mobilizar recursos que ajudem a reduzir os vetores do desmatamento e fortalecer a resiliência das comunidades locais. Com uma contribuição inicial de 13 milhões de dólares canadenses do Governo do Canadá, os primeiros projetos do Fundo estão promovendo soluções integradas e regionalmente conduzidas para o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Em toda a região, uma ampla colaboração das agências da ONU apoia comunidades indígenas e tradicionais por meio de iniciativas locais sensíveis à questão de gênero. Com o sucesso dos primeiros financiamentos, o governo canadense anunciou em novembro de 2025, em plena COP30, uma nova doação para o Fundo, no valor de 4,3 milhões de dólares canadenses, para que novas ações transformadoras possam acontecer em território amazônico.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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Notícias
22 maio 2026
Projeto trinacional Raízes Agroecológicas avança no Brasil com corredores agroecológicos e metodologias participativas para fortalecer a conservação de sementes crioulas
O Projeto Raízes Agroecológicas (GP-SAEP) iniciou uma nova etapa de implementação no Brasil com ações voltadas à formação de corredores agroecológicos e diagnósticos participativos da agrobiodiversidade para o fortalecimento de sistemas comunitários de sementes em territórios rurais da Bahia e de Sergipe. A iniciativa integra ações na Argentina, Bolívia e Brasil para o fomento da agroecologia, conservação dos recursos genéticos locais e Melhoramento Genético Participativo descentralizado voltado à conservação e resgate de variedades locais. O projeto pretende alcançar 5 mil famílias agricultoras nos três países, sendo cerca de 2.600 no Brasil, distribuídas em 15 municípios dos estados de Sergipe e Bahia, com potencial de ampliação para novos ao longo da implementação. Dessa forma, o projeto também busca valorizar o trabalho ancestral de guardiãs e guardiões de sementes, articulando organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa e comunidades rurais para promover a conservação da agrobiodiversidade, a autonomia produtiva e a construção coletiva de sistemas agroecológicos para dar respostas aos desafios das mudanças climáticas. Financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), com recursos da União Europeia, em uma doação de 4 milhões de euros, o projeto é executado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com liderança técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em Sergipe, o projeto é implementado pelo Movimento Camponês Popular (MCP-SE) através da Associação de Camponesas e Camponeses do Estado de Sergipe (ACCESE). Na Bahia, a implementação ocorre por meio do consórcio formado por Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP), e Movimento dos Pequenos Agricultores/Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia (MPA/CPC). Corredores agroecológicos e conservação participativa de sementes crioulasUma das principais estratégias do Raízes Agroecológicas (GP-SAEP) é a implantação de corredores agroecológicos como espaços de aprendizagem, experimentação e multiplicação de sementes crioulas para o Melhoramento Genético Participativo descentralizado, metodologia desenvolvida pela Embrapa, que busca fortalecer variedades adaptadas às condições locais, ampliando a diversidade, a resiliência e a autonomia das comunidades rurais. Estão previstos, inicialmente, 26 corredores agroecológicos na Bahia e 18 em Sergipe. Os corredores organizam cultivos em faixas intercaladas, combinando espécies alimentares, como milho e feijão, com plantas de adubação verde, a exemplo de crotalária juncea, feijão-de-porco e feijão guandu, que promovem a fertilidade do solo e o manejo integral de pragas para a conservação ambiental. No marco do enfoque agroecológico, se utilizam também bioinsumos produzidos pelos agricultores. O processo é articulado aos diagnósticos participativos da agrobiodiversidade, ferramenta que identifica aspectos culturais, espécies existentes, variedades locais, práticas de manejo e prioridades definidas pelas próprias comunidades. Metodologias participativas e articulação territorialEntre os dias 12 e 15 de maio, cerca de 50 participantes entre agricultores, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, equipes técnicas e instituições públicas e estaduais da Bahia e Sergipe participaram de oficinas de aprendizagem sobre agrobiodiversidade e corredores agroecológicos nos municípios de Aracaju, Itabaianinha e Riachão do Dantas, em Sergipe. As formações foram conduzidas pela Embrapa em conjunto com as organizações sócias do projeto nos dois estados, promovendo o intercâmbio entre as equipes que implementam o projeto na Bahia e em Sergipe. De forma coletiva, dois corredores agroecológicos foram implementados nos municípios de Itabaianinha e Riachão do Dantas pelo terceiro ano consecutivo, considerando as atividades de pré-implementação do projeto. Eles funcionarão como polos irradiadores para processos contínuos de observação e seleção de materiais genéticos, permitindo que agricultoras e agricultores identifiquem variedades mais adaptadas às realidades locais e avancem na recuperação de sementes que vêm se perdendo ao longo do tempo. A programação também incluiu a visita à agroindústria comunitária de flocão de milho crioulo do Movimento Camponês Popular (MCP-SE), em Riachão do Dantas/SE, e à proposta da futura Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) crioulas apoiada pelo projeto. A agroindústria, em fase de finalização, integra produção, beneficiamento e agregação de valor ao milho crioulo, fortalecendo estratégias já existentes de comercialização por meio do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE) e outros canais, como as feiras agroecológicas. Já a futura UBS ampliará o aproveitamento da produção, incluindo o uso para ração animal, e deve fortalecer a articulação entre campo, alimentação e sociedade. Nessa estrutura, o projeto contribui com a aquisição de maquinário e a construção do galpão de beneficiamento. A experiência evidencia o potencial de maquinarias adaptadas à agricultura familiar e reforça a valorização social, cultural e econômica das sementes crioulas. Do campo à mesa, demonstra como sistemas agroecológicos podem gerar renda, fortalecer territórios e ampliar o acesso a alimentos saudáveis. As oficinas também contaram com a participação de instituições parceiras estaduais da Bahia e de Sergipe, fortalecendo a articulação do Raízes Agroecológicas com projetos apoiados pelo FIDA em parceria com governos estaduais, e ampliando o potencial de integração e impacto entre políticas e ações de desenvolvimento rural sustentável pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) do Estado da Bahia, e pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) do Estado do Sergipe. Com mais de 40 anos de atuação no Brasil, o FIDA é um importante parceiro internacional no apoio à agricultura familiar, especialmente na região Nordeste. O Fundo já beneficiou mais de 1 milhão de pessoas no país e, até 2030, prevê alcançar cerca de 1 milhão de pessoas adicionais por meio de novas iniciativas voltadas ao fortalecimento dos territórios rurais.Para mais informações, visite a página do FIDA para o Brasil: https://www.ifad.org/es/w/paises/brasil Siga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X e YouTube. Siga o FIDA no X em espanhol. NOTAS A EDITORESO FIDA é uma instituição financeira internacional e um organismo especializado das Nações Unidas, com sede em Roma, onde se encontra o mecanismo central das Nações Unidas para o setor de alimentação e agricultura. O Fundo investe nas populações rurais e, ao empoderar essas pessoas, contribui para a redução da pobreza, o aumento da segurança alimentar, a melhoria da nutrição e o fortalecimento de sua resiliência. Desde 1978, destinou mais de 25 bilhões de dólares em doações e empréstimos em condições concessionais para financiar projetos em países em desenvolvimento.O escritório regional do FIDA para a América Latina e o Caribe opera na Cidade do Panamá, de onde o Fundo lidera a gestão de programas de desenvolvimento rural, financiamento e apoio às comunidades rurais da região.Em nossa fototeca, é possível explorar e baixar uma ampla seleção de fotografias que retratam o trabalho do FIDA junto às comunidades rurais.Contato para a imprensa:Justina Tellechea: j.tellechea@ifad.org
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21 maio 2026
ONU convoca agentes de mudança para o Prêmio de Ação dos ODS 2026
Em uma época de crescentes desafios globais, o progresso depende das pessoas que optam por agir agora. Com esse espírito, a Campanha da ONU de Ação dos ODS lança a edição de 2026 do Prêmios de Ação dos ODS: Heróis do Amanhã, com inscrições abertas até 31 de maio de 2026.Em comunidades e países por todo o mundo, pessoas e iniciativas estão impulsionando mudanças muitas vezes invisíveis, mas de profundo impacto. Trabalhando frequentemente em silêncio, contra todas as adversidades para construir um futuro sustentável, justo e pacífico, os heróis e as heroínas de amanhã nos lembram que sempre há esperança e que o progresso começa com as pessoas.“Os Heróis e as Heroínas do Amanhã são pessoas destemidas. Elas carregam a esperança não como um sentimento, mas como uma força para a ação. Deixemo-nos inspirar pelo poder das possibilidades, porque o futuro não é algo que narramos, é algo que moldamos juntos.” – Marina Ponti, diretora global da Campanha da ONU de Ação dos ODSO Prêmio 2026 reconhece esses esforços em três categorias:Prêmio Agente de Mudança homenageia indivíduos que lideram ações coletivas em prol da justiça, da igualdade e da paz. Prêmio Criatividade homenageia iniciativas que inspiram esperança e ação por meio da expressão visual, da arte e da inovação. Prêmio Resiliência homenageia iniciativas que fortalecem a resiliência diante de conflitos, desigualdades ou da mudança climática.Todos os anos, um painel internacional de jurados avalia uma média de 5 mil inscrições de 190 países, selecionando as três mais importantes que inspiram mudanças em todo o mundo. Como se inscreverPara se inscrever no Prêmio Criatividade ou Resiliência, ou para nomear uma pessoa ou organização ao Prêmio Agente de Mudança, acesse a página oficial de inscrições: https://sdgactionawards.org/apply/O prazo final para inscrições se encerra em 31 de maio de 2026, domingo, às 19h (horário de Brasília). Brasil foi destaque no Prêmio de 2025 Nascida nas favelas brasileiras e ativa em todos os estados brasileiros e em mais de 60 países, a Central Única das Favelas (CUFA) foi a vencedora global da edição de 2025 do Prêmio, na categoria Resiliência. O Prêmio Resiliência foi um reconhecimento global aos esforços da CUFA de transformar adversidade em ação diante de desafios sistêmicos, ambientais e sociais. O presidente da CUFA Global, Marcus Vinícius Athayde, afirmou: “Estar entre os finalistas de uma premiação tão relevante é o reconhecimento do trabalho coletivo de milhares de lideranças e moradores de favelas no Brasil e no mundo. A CUFA é um exemplo de resiliência cotidiana, de quem transforma vulnerabilidade em potência.”O Prêmio Agente de Mudança 2025 foi concedido a Jîn Dawod, que transformou sua experiência como refugiada síria em apoio à saúde mental para comunidades deslocadas em 26 países, e Julienne Lusenge, defensora de direitos humanos que apoia sobreviventes de violência de gênero e promove a construção da paz na República Democrática do Congo. Já o Prêmio Criatividade foi concedido à iniciativa Smartel, da Nigéria, que busca fortalecer a segurança alimentar no continente africano. A organização utiliza a hidroponia para ampliar oportunidades de geração de renda para mulheres, jovens e pequenos agricultores.Para mais informações, siga @sdgaction nas redes e visite a página do Prêmio de Ação dos ODS: https://sdgactionawards.org/Contato para a imprensa:Olcay Tetik, Campanha da ONU de Ação dos ODS: olcay.tetik@undp.orgNOTAS PARA EDITORESSobre o Prêmio de Ação dos ODS O Prêmio de Ação dos ODS: Heróis e Heroínas do Amanhã é promovido pela Campanha da ONU de Ação dos ODS, uma iniciativa especial do secretário-geral da ONU, sediada no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Bonn, na Alemanha. Os vencedores do Prêmio de 2026 serão revelados na Cerimônia do Prêmio de Ação dos ODS: Heróis e Heroínas do Amanhã, em Roma, Itália, em 29 de outubro de 2026, com a presença de dignitários globais, líderes empresariais, artistas e influenciadores. A cerimônia será transmitida mundialmente pela Rai, emissora nacional da Itália e parceira de mídia oficial, e pela UN WebTV. Antes da cerimônia de premiação, nove finalistas são convidados para um programa de treinamento, incluindo eventos de networking e sessões de coaching e capacitação.O Prêmio de Ação dos ODS é possível graças ao generoso apoio financeiro do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália (MAECI) e do Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ).Materiais de divulgação estão disponíveis no Trello do Prêmio de Ação dos ODS.
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21 maio 2026
ONU: Conflito no Oriente Médio ameaça reverter ganhos de desenvolvimento duramente conquistados
A crise no Oriente Médio trouxe mais um choque para a economia global, desacelerando o crescimento, reacendendo as pressões inflacionárias e aumentando a incerteza, de acordo com o relatório sobre a Situação e Perspectivas da Economia Mundial - atualização de maio de 2026.O crescimento do PIB global está agora previsto em 2,5% em 2026 — 0,2 pontos porcentuais abaixo da projeção de janeiro e bem abaixo do padrão pré-pandemia. Uma recuperação modesta é projetada em 2,8% em 2027. Mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente do consumidor e comércio e investimento impulsionados pela IA em economias selecionadas devem fornecer algum apoio, mas a revisão para baixo enfatiza um enfraquecimento adicional de um cenário global em deterioração.O choque é sentido principalmente no setor de energia — por ofertas restritas, preços em ascensão e aumento dos custos de frete e seguro — com efeitos em cascata nas cadeias de suprimentos e aumento dos custos de produção globalmente. Embora o aumento dos preços proporcione ganhos extraordinários substanciais para as empresas de energia, ele intensificou as pressões de custo para famílias e empresas em todo o mundo. O impacto geral dependerá da duração das interrupções nos mercados de energia, deixando o contexto altamente incerto e os riscos inclinados para o lado negativo.O conflito interrompeu a tendência de desinflação global em curso desde 2023. Nas economias industrializadas, a inflação está prevista para subir de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026, ultrapassando ainda mais as metas dos bancos centrais na maioria dos casos. Nas economias em desenvolvimento, o aumento é mais acentuado: a inflação deve acelerar de 4,2% para 5,2%, à medida que os custos mais altos de energia, transporte e importação corroem a renda real e ampliam as pressões de preços em uma ampla gama de bens.Uma preocupação de particular importância são os preços dos alimentos. O fornecimento de fertilizantes foi interrompido, elevando os custos, o que pode reduzir o rendimento das culturas agrícolas, exercendo uma pressão ascendente sobre os preços dos alimentos.Para os bancos centrais, o ambiente de inflação cada vez mais incerto representa um dilema: elevar as taxas de juros para conter a inflação corre o risco de enfraquecer ainda mais o crescimento, enquanto a inação aumenta o risco de que as pressões de preços só aumentem.Os mercados financeiros globais permaneceram resilientes até agora, absorvendo o choque inicial de forma ampla e ordenada. No entanto, os preços mais altos de energia elevaram as expectativas de inflação, impulsionando os rendimentos dos títulos de curto prazo para cima. Para os países em desenvolvimento, isso restringiu as condições de financiamento externo e enfraqueceu as posições fiscais, particularmente onde o espaço fiscal já é limitado.“A crise no Oriente Médio intensificou as tensões nas economias em desenvolvimento,” disse o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, Li Junhua. “O aumento dos custos de empréstimos e a renovação das pressões de fluxo de capital arriscam aprofundar as vulnerabilidades da dívida e restringir os recursos disponíveis para o desenvolvimento sustentável em um momento crítico.” Desaceleração generalizada com impactos regionais desiguaisO impacto da crise é altamente desigual, com o dano mais severo concentrado na Ásia Ocidental, incluindo o Oriente Médio. O crescimento na região está projetado para despencar de 3,6% em 2025 para 1,4% em 2026, impulsionado não apenas pelo choque de energia, mas também por danos diretos à infraestrutura e graves interrupções na produção de petróleo, comércio e turismo.Em outros lugares, os resultados variam amplamente, moldados sobretudo pela exposição e pela capacidade de resposta:Espera-se que os Estados Unidos permaneçam comparativamente resilientes, com crescimento projetado em 2,0% em 2026, amplamente estável em relação a 2025, apoiado por uma demanda doméstica e investimento contínuo em tecnologias avançadas, como inteligência artificial. A Europa, por outro lado, está mais exposta, com forte dependência de energia importada, o que sobrecarrega famílias e empresas. O crescimento na União Europeia está projetado para desacelerar de 1,5% em 2025 para 1,1% em 2026, enquanto o Reino Unido enfrenta uma moderação mais acentuada, de 1,4% para 0,7%.Na Ásia, a diversificação da matriz energética da China, as reservas estratégicas consideráveis e o apoio político proativo estão fornecendo um amortecedor importante, com o crescimento projetado para moderar de 5,0% em 2025 para 4,6% em 2026. A Índia continua sendo uma das principais economias de crescimento mais rápido, com a produção ainda esperada para expandir em 6,4%, embora a redução em relação a 7,5% em 2025 ressalte o arrasto de custos de importação de energia mais altos e condições financeiras mais apertadas.Na África, o crescimento médio deve diminuir apenas ligeiramente — de 4,2% em 2025 para 3,9% em 2026 — mas isso mascara uma divisão mais profunda: os exportadores de petróleo e gás estão se beneficiando de preços elevados, enquanto os importadores líquidos de energia enfrentam crescentes pressões fiscais devido aos custos mais altos de combustível e alimentos. Na América Latina e no Caribe, a maioria das economias está relativamente menos exposta, mas a região permanece em uma trajetória de baixo crescimento. O crescimento está previsto para desacelerar de 2,5% em 2025 para 2,3% em 2026, restringido por investimentos fracos e espaço de política limitado.Crise no Oriente Médio ameaça ganhos de desenvolvimentoA deterioração das perspectivas globais subestima a verdadeira dimensão do recuo econômico. O conflito no Oriente Médio ameaça reverter ganhos de desenvolvimento duramente conquistados, e desacelerar ainda mais o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os consequentes choques de preços estão corroendo a segurança alimentar, a renda real e o investimento produtivo — aumentando o risco de cicatrizes sociais e econômicas duradouras. As famílias de baixa renda suportam o fardo mais pesado, já que os preços mais altos de alimentos e energia ocupam uma parcela maior de seus gastos e o aumento dos custos supera os salários, aumentando a pobreza. No entanto, os governos que mais precisam proteger as populações vulneráveis são os menos equipados para fazê-lo: os fluxos de ajuda estão diminuindo drasticamente, o aumento dos custos do serviço da dívida está deslocando gastos com saúde, educação e proteção social, e o espaço fiscal para responder está altamente limitado. Na frente ambiental, os persistentes preços altos da energia arriscam um retorno de curto prazo a combustíveis intensivos de carbono, mesmo reforçando o argumento de longo prazo para acelerar a mudança da dependência de combustíveis fósseis. Lidar com essas ameaças intersetoriais requeruma sustentada ação multilateral, incluindo manter o comércio aberto, expandir o financiamento concessional e apoiar a transformação estrutural. O Compromisso de Sevilha, o resultado da Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, fornece uma estrutura crítica para aumentar o financiamento, abordar os desafios da dívida e apoiar os países mais vulneráveis.Ventos contrários ao crescimento da produtividadeAlém desses impactos do conflito no Oriente Médio, o relatório chama a atenção para o enfraquecimento das bases para o crescimento de médio prazo. O crescimento da produtividade global desacelerou desde a crise financeira global, e as interrupções atuais correm o risco de reforçar essa tendência, amortecendo o investimento e os fluxos comerciais.Em todas as regiões, as lacunas crescentes em habilidades, inovação e na acumulação de capital, estão contribuindo para um desempenho cada vez mais desigual. A fragmentação geopolítica e o espaço fiscal restrito correm o risco de corroer ainda mais o crescimento da produtividade, consolidando as divergências existentes. Em meio a esses ventos contrários, a inteligência artificial oferece um potencial significativo, mas também representa riscos consideráveis, com ganhos prováveis concentrados em um número limitado de países.Para saber mais, busque #WorldEconomyReport nas redes e acesse o relatório na íntegra: https://desapublications.un.org/publications/world-economic-situation-and-prospects-mid-2026 Contatos para a imprensa: Sharon Birch, Departamento de Comunicação Global da ONU: birchs@un.orgHelen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.org
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21 maio 2026
Cortes de financiamento global ameaçam futuro da resposta ao HIV, alerta UNAIDS
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (14) a jornalistas que cobrem o evento, Winnie afirmou que os cortes de financiamento e os ataques aos direitos humanos estão comprometendo o trabalho de cientistas na busca pela cura da Aids.Forte queda no financiamento global A resposta global ao HIV sofreu uma redução significativa de recursos. Em 2025, os fundos destinados à resposta da epidemia caíram entre 30% e 40% se compararmos com o orçamento disponível em 2023. Para Winnie, os países doadores estão direcionando investimentos para financiar conflitos e guerras, e sem apoio internacional os países atendidos pelo UNAIDS não conseguirão sustentar programas de prevenção e tratamento. A Reunião de Alto Nível ocorrerá entre os dias 22 e 23 de junho em Nova York, com o tema “Unidas e Unidos para Acabar com a Aids”. O encontro terá a presença de António Guterres, secretário-geral da ONU, pessoas vivendo com HIV e Aids (PHVA) e personalidades de destaque na resposta ao vírus. O objetivo é firmar compromissos políticos que mantenham a meta de erradicar o HIV e a Aids como ameaça à saúde pública até 2030. Iniciativas Apesar da crise orçamentária, iniciativas como o acordo firmado entre Ministérios da Saúde durante a reunião do G20, o grupo das 20 maiores economias globais, em 2024 apresentam avanços. Sob a presidência do Brasil, foi criada uma aliança global pelo acesso mais equitativo às tecnologias de saúde. O programa impulsionou a produção local de medicamentos e vacinas, reforçando a importância da cooperação internacional para enfrentar a epidemia.
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20 maio 2026
ONU: América Latina sofre efeitos do aumento da temperatura terrestre e oceânica, ciclo hidrológico mais instável e recuo das geleiras
Mensagens-chave:O calor recorde representa um agravamento dos riscos à saúde públicaUm ciclo hidrológico mais extremo significa o aumento da seca ou de inundaçõesFuracões que se intensificam rapidamente colocam à prova preparação e respostaO recuo das geleiras ameaça o abastecimento de água a longo prazoCondições meteorológicas e climáticas extremas afetam os sistemas agroalimentaresAo longo das costas do Atlântico, o nível do mar está subindo mais rapidamente do que a média global em algumas regiões do Atlântico tropical e do Caribe. A acidificação e o aquecimento contínuos dos oceanos estão agravando os riscos para os ecossistemas marinhos e a pesca, de acordo com o relatório da OMM sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025.“Os sinais de uma mudança climática são inconfundíveis em toda a América Latina e no Caribe, desde a aceleração do derretimento das geleiras e o aumento do nível do mar até a rápida intensificação de ciclones tropicais, calor extremo, inundações e secas”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.“Este relatório mostra que, embora os riscos estejam aumentando, também cresce nossa capacidade de antecipar e agir para salvar vidas e proteger meios de subsistência”, disse a líder da OMM. Isso ficou evidente com o furacão Melissa, em outubro de 2025 — o primeiro furacão de categoria 5 registrado a atingir a Jamaica. O evento causou 45 mortes e prejuízos econômicos de aproximadamente 8,8 bilhões de dólares americanos, mais de 41% do PIB. Embora o Melissa não tivesse precedentes históricos, as autoridades jamaicanas utilizaram modelos de risco de alta qualidade para orientar medidas financeiras preventivas e a preparação para desastres, o que limitou o número de vítimas e ajudou a ilha a lidar com a situação.Outro grande risco é o calor extremo, que representa um fardo cada vez maior para a saúde pública. Em 2025, ondas de calor recorrentes e intensas — com temperaturas bem acima de 40 °C — afetaram grandes partes da América do Norte, Central e do Sul. Há, portanto, uma necessidade urgente de incorporar inteligência climática ao planejamento de saúde e à preparação para emergências, bem como de integrar alertas meteorológicos antecipados aos gatilhos de saúde pública.Muitos países não publicam rotineiramente dados de mortalidade por calor com causa específica. Estima-se que haja aproximadamente 13.000 mortes atribuíveis ao calor anualmente (média em 17 países entre 2012 e 2021). Isso sugere uma subestimação significativa da mortalidade relacionada ao calor e há a necessidade de relatórios mais precisos, de acordo com o relatório.O relatório também examina como os sistemas agroalimentares estão expostos a climas extremos e choques climáticos, com impactos simultâneos na produção agrícola, nos meios de subsistência rurais, no acesso aos alimentos e no funcionamento do mercado.O relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 foi lançado no Auditório Olacyr de Moraes, no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília, Brasil. Ele fornece informações confiáveis sobre os principais indicadores climáticos, impactos e riscos, bem como sobre os principais eventos extremos regionais, incluindo ciclones tropicais, ondas de calor, chuvas intensas e secas, e ondas de frio.“Essas conclusões são profundamente preocupantes. Mas também mostram por que nosso trabalho é importante. Informações climáticas não se resumem apenas a dados. Trata-se de pessoas”, disse Celeste Saulo.“Trata-se de proteger as comunidades contra inundações, secas, furacões, ondas de calor e outros desastres. Trata-se de agricultores planejando suas safras, autoridades de saúde se preparando para riscos relacionados ao calor e comunidades costeiras se preparando para o aumento do nível do mar”, disse.“O Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 não é apenas uma publicação científica. É um chamado à ação. Ele nos exorta a fortalecer as observações, investir em serviços, preencher lacunas de alerta antecipado e garantir que as informações climáticas cheguem àqueles que mais precisam delas”, disse Celeste Saulo.Temperaturas Dos quatro períodos de 30 anos analisados no relatório, o período de 1991 a 2025 apresenta a tendência de aquecimento mais acentuada desde o início dos registros, em 1900: cerca de 0,26 °C por década na América do Sul e 0,25 °C por década na América Central e no Caribe. O México registrou a taxa de aquecimento mais rápida, cerca de 0,34 °C por década entre 1991 e 2025.A temperatura média anual da superfície em 2025 ficou entre a quinta e a oitava mais quente já registrada.Houve calor recorde em toda a região, incluindo 52,7 °C em Mexicali (México) – novo recorde nacional – e várias ondas de calor que ultrapassaram 40 °C–45 °C em toda a América Central. Muitos locais na América do Sul também registraram temperaturas acima de 40 °C, com 44 °C no Rio de Janeiro (Brasil) e 44,8 °C em Mariscal Estigarribia (Paraguai).PrecipitaçãoNos últimos 50 anos, aproximadamente, as chuvas na América Latina e no Caribe tornaram-se mais extremas – oscilando entre secas e inundações, com períodos de seca mais longos e eventos de chuva mais intensos.Chuvas intensas aumentaram na América Central e no norte da América do Sul (por exemplo, na Colômbia, na República Bolivariana da Venezuela e na região amazônica). O sudeste da América do Sul (sul do Brasil, Uruguai e norte da Argentina) também registrou um aumento na precipitação anual e inundações mais frequentes.O Chile central, o nordeste do Brasil e algumas áreas da América Central e do Caribe estão se tornando mais secos. A região amazônica apresenta um quadro misto, com estações secas mais longas, estações chuvosas mais intensas e maior frequência de secas no sul e no leste da Amazônia.Em 2025, chuvas extremas e inundações provocaram graves impactos humanitários, incluindo mais de 110.000 pessoas afetadas no Peru e no Equador (inundações de março), 83 mortes no México (inundações de outubro) e deslizamentos de terra generalizados e danos à infraestrutura.Junho de 2025 foi o mês mais chuvoso já registrado no México. Apesar disso, a seca assolou as regiões norte e central do México – cobrindo até 85% do país em seu pico e criando uma crise hídrica para as plantações e reservatórios. Houve grave escassez de água no Caribe e déficits de precipitação superiores a 40% em partes do sul da América do Sul, contribuindo para perdas agrícolas e risco de incêndios florestais.Recuo das geleiras As geleiras andinas constituem uma importante reserva hídrica para cerca de 90 milhões de pessoas, fornecendo água doce para consumo doméstico, energia hidrelétrica, agricultura e indústria.Conjuntos de dados recentes sobre o balanço de massa das geleiras globais mostram perdas aceleradas nas altas montanhas do sul dos Andes, bem como nas geleiras tropicais em regiões de baixa latitude, como Colômbia e Equador.A convergência entre a perda acelerada de gelo, o aumento da demanda por água e a capacidade limitada de adaptação – particularmente entre as comunidades rurais andinas – torna o futuro da reserva hídrica andina um dos desafios mais urgentes para a segurança hídrica na América Latina.Oceano A América Latina é responsável por 8,8% do litoral mundial. O oceano está absorvendo o excesso de calor e o dióxido de carbono proveniente das atividades humanas. A acidificação e o aquecimento oceânicos resultantes, combinados com a desoxigenação, estão afetando os ecossistemas marinhos e os recifes de corais, prejudicando a pesca e as economias locais.Em 2025, o pH da superfície do oceano continuou a diminuir (acidificação), atingindo um nível recorde de baixa em grandes partes do Atlântico e do Pacífico adjacentes à região.Ocorreram ondas de calor marinhas extremas no Golfo do México e no Mar do Caribe, bem como na área oceânica adjacente ao Chile.Ao longo das costas voltadas para o Atlântico, as taxas de elevação do nível do mar estão excedendo a média global em partes do Atlântico tropical e do Caribe.Para saber mais, siga @wmo_omm nas redes e acesse o relatório na íntegra na página da OMM: https://wmo.int/resources/publication-series/state-of-climate-latin-america-and-caribbean/state-of-climate-latin-america-and-caribbean-2025 NOTAS PARA EDITORESO relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe foi elaborado pela OMM em colaboração com os Serviços Nacionais de Meteorologia e Hidrologia, centros internacionais de dados, instituições de pesquisa climática de renome e parceiros das Nações Unidas, incluindo a Organização Pan-Americana da Saúde, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres.Dezenas de especialistas e instituições contribuíram para este relatório. A OMM agradece especialmente ao autor principal, José A. Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta Precoce de Desastres Naturais (CEMADEN) do Brasil.A Organização Meteorológica Mundial (OMM) é a voz oficial do Sistema das Nações Unidas em matéria de tempo, clima e água.Contato para a imprensa: Clare Nullis, Assessora de Imprensa da OMM: cnullis@wmo.int e media@wmo.int O que eu posso fazer? A mudança climática não é uma ameaça distante. É uma realidade que impacta nosso presente e o futuro da humanidade na Terra, nosso lar compartilhado. Todas as pessoas podem apoiar a #AçãoClimática e ajudar a minimizar os impactos da mudança climática em nossas comunidades, cidades e na natureza. Confira dicas da campanha da ONU Brasil pela ação climática: 📢 Pressione as autoridades a adotarem políticas e práticas para a redução das emissões de gases de efeito estufa e investirem nas capacidades de adaptação de nossas cidades aos efeitos da mudança do clima. ♻️ Faça escolhas sustentáveis no seu dia a dia e coloque em prática os cinco pilares do conceito do #ResíduoZero: repense, recuse, reduza, reutilize, recicle. 🌳 Procure obter mais informações sobre as cadeias de produção, e dê preferência a produtos e empresas que adotam práticas sustentáveis, incluindo a proteção dos ecossistemas e da biodiversidade. 🗣️ Informe-se e compartilhe conhecimento com pessoas próximas e familiares. Conscientização é o primeiro passo para a mudança! 💚 Apoie e participe de iniciativas e organizações que atuam para a restauração de ecossistemas degradados pela ação humana. Para mais informações, acesse a página da ONU Brasil para #EducaçãoAmbiental e siga @unep_pt, @nacoesunidas e @onubrasil nas redes sociais.
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