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21 maio 2026
Cortes de financiamento global ameaçam futuro da resposta ao HIV, alerta UNAIDS
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20 maio 2026
Festival de curtas da ONU convoca jovens a promover mudança social e diálogo intercultural
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20 maio 2026
ONU: América Latina sofre efeitos do aumento da temperatura terrestre e oceânica, ciclo hidrológico mais instável e recuo das geleiras
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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14 maio 2026
ONU Brasil lança Relatório Anual 2025
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas destaca os principais resultados alcançados pelo Sistema ONU no Brasil ao longo de 2025. Por meio de planejamento integrado, coordenação interagencial e investimentos catalisadores, as 25 entidades da ONU atuaram em parceria com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável do país, considerando as necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e a proteção do meio ambiente.Em um ano de muito destaque internacional para o Brasil, com a Cúpula dos BRICS e a realização da COP30 na Amazônia, a ONU trabalhou incessantemente para apoiar o país e ajudou na formulação, aperfeiçoamento e implementação de 85 políticas públicas, além de 18 instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2025 a ONU trabalhou em temas como direitos humanos, ação climática, combate à fome e à pobreza, comércio, justiça, prevenção de desastres e trabalho decente. Foram 338 iniciativas implementadas, às quais foram destinados US$ 213 milhões. Os benefícios alcançaram milhões de pessoas em todo o país. De acordo com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, “o ano de 2025 marcou a consolidação do Sistema das Nações Unidas no Brasil como um parceiro estratégico, coerente e de alto valor agregado para o país, em um contexto nacional e internacional de elevada complexidade”. O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 253 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Apresenta, ainda, as principais conquistas de cada uma das 25 agências especializadas, fundos e programas da ONU que atuam no Brasil.Confira dez destaques de 2025:10 anos da Livres & Iguais no BrasilFundo Brasil-ONU para a Amazônia em açãoJovens indígenas ocupam redes da @ONUBrasilApoio aos BRICSPreparação da COP30Brasil fora do Mapa da Fome80 anos da ONUONU Brasil na COP30Revisão de meio termo do Marco de CooperaçãoEliminação da transmissão vertical do HIVMarco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento Sustentável Para saber mais, leia aqui o relatório completo e siga @onubrasil nas redes!Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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23 abril 2026
ODS 18: Ministério da Igualdade Racial e ONU Brasil lançam Glossário de Termos
O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com a ONU Brasil, lançou nesta terça-feira (22/04), em Brasília, o Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 (ODS 18), ferramenta estratégica para apoiar a implementação, o monitoramento e a internacionalização da agenda de igualdade étnico-racial no país.Proposto pelo Brasil durante a 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2023, o ODS 18 coloca explicitamente o enfrentamento ao racismo e à discriminação étnico-racial no centro do desenvolvimento sustentável. A iniciativa responde a uma lacuna histórica dos ODS e busca enfrentar desigualdades que afetam, sobretudo, populações negras e indígenas.O Glossário do ODS 18 foi produzido para servir como um instrumento técnico e político que conecta a experiência brasileira aos debates globais sobre raça e etnia. O material reúne definições alinhadas a marcos internacionais de direitos humanos, contribuindo para qualificar o debate público.A publicação foi desenvolvida pelo Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia (GT-GRE) da ONU Brasil – co-liderado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e pela ONU Mulheres –, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial e o Observatório do ODS 18.A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o caráter pioneiro e estratégico da iniciativa, como um recurso de qualificação do debate sobre o racismo a partir das políticas públicas executadas pelo Governo do Brasil dentro e fora do país e das discussões e acordos globais em torno do tema. “O Glossário do ODS 18 é mais um compromisso institucional com a qualificação e o aprofundamento dos termos e conceitos envolvendo a agenda da igualdade racial a nível global. É um ambiente direcionado para o progresso e avanços dos discursos e materialidade dos direitos das populações afrodescendentes, tradicionais e indígenas, bem como de fortalecimento transversal dessas relações étnico-raciais. Dessa forma, promovemos e valorizamos tecnologias, saberes e literaturas acadêmicas e culturais produzidas pelo povo negro”, destaca. De acordo com a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes, “este glossário é mais do que um documento técnico – é uma ferramenta de incidência que fortalece a capacidade do país de implementar o ODS 18 com base em conceitos sólidos e alinhados internacionalmente, reforçando o compromisso de não deixar ninguém para trás”.Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, o lançamento marca um avanço importante na consolidação da agenda: “O racismo e a discriminação racial estão entre os principais obstáculos a um desenvolvimento sustentável que seja, de fato, inclusivo e justo no Brasil, na América Latina e em diversas outras regiões do mundo. É justamente por isso que um ODS voltado especificamente à igualdade étnico-racial é tão necessário e tão relevante", afirmou.O lançamento da publicação ocorre em um momento estratégico, marcado pela Segunda Década Internacional de Afrodescendentes (2025-2034), pelo Abril Indígena e pela preparação para a 1ª Conferência Nacional dos ODS, a ser realizada em junho. O Glossário, que terá tradução para inglês, reforça o protagonismo brasileiro na promoção da igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.Acesse o Glossário aqui. ContextoNo Brasil, as pessoas negras representam quase 56% da população, mas seguem expostas a desigualdades estruturais em praticamente todos os indicadores sociais. Quase 70% dos jovens que não estudam nem trabalham são negros, e o risco de homicídio para eles é quase três vezes maior. As desigualdades também se refletem na insegurança alimentar, na saúde materna e na gravidez na adolescência.A expectativa é que o Glossário contribua para fortalecer capacidades institucionais, ampliar o diálogo entre os diferentes atores envolvidos e apoiar a implementação efetiva do ODS 18 em todo o país, consolidando o Brasil como referência internacional na promoção da igualdade étnico-racial.A elaboração do documento contou com a colaboração de diversas agências do Sistema ONU no Brasil, além de especialistas do Ministério da Igualdade Racial e do Observatório do ODS 18, refletindo um esforço coletivo que envolve governo, academia e sociedade civil. Essa articulação é essencial para transformar dados em políticas públicas e compromissos em mudanças concretas.Assista à gravação do evento de lançamento do Glossário do ODS 18, realizado em 22 de abril de 2026 Para mais informações, siga @unfpabrasil, @onumulheresbr e @onubrasil nas redes! Contatos para a imprensa: Luiza Olmedo, Oficial de Comunicação & Advocacy, UNFPA: luolmedo@unfpa.org Pedro Nogueira, Oficial de Comunicação, ONU Mulheres Brasil: pedro.nogueira@unwomen.org Luís Felipe Sardenberg, Oficial de Comunicação, OPAS/OMS: cunhaslui@paho.org
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07 maio 2026
Coordenadora residente da ONU no Brasil é homenageada no 29° Fórum de Governadores da Amazônia Legal
O reconhecimento à atuação da coordenadora residente em prol da Amazônia ocorreu durante o 29° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, realizado pelo Consórcio Interestadual da Amazônia Legal no mês de março, em São Luís, Maranhão. O evento discutiu prioridades estratégicas e fortaleceu parcerias institucionais em torno da agenda amazônica. “Ao longo de sua missão no país, Silvia tem sido uma parceira essencial dos estados da Amazônia na construção de uma agenda comum voltada ao desenvolvimento sustentável da região”, afirmou a secretária executiva do Consórcio, Vanessa Duarte. “Seu trabalho incansável contribuiu para fortalecer o diálogo entre o Sistema das Nações Unidas, os governos estaduais, doadores internacionais e os todos os atores que atuam na Amazônia, aproximando ainda mais as prioridades da região das grandes agendas globais de clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, explicou.A tradicional carta dos governadores, que a cada Fórum explicita as prioridades comuns acordadas durante a reunião e que, tradicionalmente, leva o nome da cidade que sediou o encontro, recebeu um novo título. “Para que esse agradecimento fique registrado na história da nossa região, gostaríamos de dar um nome especial à Carta de São Luís deste ano, que passará a se chamar Carta Silvia Rucks”, informou Vanessa Duarte.ColaboraçãoONU e Consórcio trabalharam juntos ao longo dos últimos cinco anos para aproximar ainda mais a atuação dos estados amazônicos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O resultado mais palpável dessa colaboração foi o lançamento do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.Com uma doação do Canadá, os primeiros projetos financiados pelo Fundo começaram a ser implementados em 2025. No Maranhão, o projeto “Terras para Elas” procura garantir títulos de terra, capacitação sustentável e acesso a crédito a agricultoras. No Acre, o programa de resiliência socioambiental em áreas de proteção ambiental prioriza a restauração florestal e impulsiona a bioeconomia, a governança da terra e a conservação ambiental.O terceiro projeto, implementado por sete entidades da ONU, promove a redução da mortalidade materno-infantil, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência para populações indígenas.“No último ano tive a honra de conhecer a implementação dos primeiros projetos do Fundo, e foi muito emocionante. O que vi vai além de propostas e documentos – é a esperança transformadora em movimento”, afirmou a coordenadora residente.Além das três iniciativas em andamento, foram lançados, em abril, dois novos projetos. O primeiro, “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia”, busca fortalecer cadeias produtivas de café e cacau, com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. O segundo, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, tem como objetivo principal, o combate ao crime ambiental. A experiência de conhecer a Amazônia, suas populações e ver de perto seus desafios e ideias inovadoras foi profundamente marcante para a coordenadora residente:“Ficou explícito que absolutamente qualquer solução para essa região tem que ter como princípio básico o foco nas pessoas, nas 29 milhões de pessoas que vivem, respiram e sonham nesse vasto território da Amazônia Legal”. Silvia Rucks destacou a importância da Amazônia Legal para cooperações institucionais e para o desenvolvimento de soluções sustentáveis. Ela finalizou seu discurso: “Registro aqui meu compromisso de que seguirei acompanhando vocês e defendendo o desenvolvimento sustentável da Amazônia qualquer que seja o meu destino.”Para saber mais, visite a página do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia e leia o discurso completo da coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.
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01 abril 2026
Fundo Brasil-ONU para Amazônia apresenta resultados e lança novos projetos com apoio do Canadá
O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia realizou nesta terça-feira (31/03), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF), a quarta reunião de seu Comitê Diretor, apresentando resultados de três programas em andamento e anunciando dois novos projetos para áreas amazônicas.Participaram da reunião representantes da ONU Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), da Embaixada do Canadá, dos governos do Maranhão e de Rondônia, do Consórcio da Amazônia Legal e de diferentes agências, fundos e programas das Nações Unidas, além de instituições parceiras.
Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: “O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”Novos projetosA reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. Projetos em andamentoOs três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.Sobre o FundoO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia
Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: “O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”Novos projetosA reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. Projetos em andamentoOs três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.Sobre o FundoO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia
Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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30 abril 2026
Brasil e OIT fortalecem a cooperação Sul–Sul na economia de cuidado
O governo do Brasil e o Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil lançaram novo projeto para promover o intercâmbio de conhecimentos e apoiar o desenvolvimento e fortalecimento de políticas de cuidado em países do Sul Global.Desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT “Justiça Social para o Sul Global”, o projeto tem como objetivo fortalecer o intercâmbio de conhecimentos para formulação de políticas públicas, programas e iniciativas que ampliem o direito ao cuidado às pessoas que dele necessitam e às pessoas que cuidam, ao mesmo tempo em que promovam a igualdade de gênero e o trabalho decente.O projeto foi lançado em Brasília pela diretora regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Ana Virgínia Moreira Gomes, pelo ministro em exercício do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Osmar Júnior, e pela Responsável pela CSS trilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Cecília Malaguti.“A Cooperação Sul–Sul não se limita ao intercâmbio de experiências entre países do sul global. Trata-se também de se construir uma agenda regional compartilhada para promover o trabalho decente e a justiça social para todas as pessoas”, afirmou a diretora regional da OIT. “Ao aprenderem uns com os outros, os países podem cocriar soluções que respeitem os contextos nacionais, ao mesmo tempo em que avançam o direito ao cuidado para todos. Isso está alinhado à plataforma Global South4Care.”
Para o ministro em exercício Osmar Júnior, a cooperação internacional tem sido um pilar fundamental para a construção e implementação da Política e do Plano Nacional de Cuidados. “Este acordo é mais um marco fundamental nesse sentido. Não apenas reforça nosso compromisso com o direito ao cuidado em nosso país, mas também possibilita um rico intercâmbio entre países sobre experiências de cuidado", afirmou. “Juntos, com nossos parceiros, estamos construindo soluções coletivas que beneficiarão nossas populações e fortalecerão nossas políticas sociais de cuidado”, completou. “A pauta de cuidados é prioritária para o governo do Brasil. Nesse sentido, a ABC está atualmente engajada em trabalhar economia do cuidado, tanto pelo viés da promoção do trabalho decente, em parceria com a OIT, quanto pelo viés de gênero, apoiando a territorialização da política nacional de cuidados ao mesmo tempo que promove trocas qualificadas com países do Sul global, em parceria com ONU Mulheres”, ressaltou Cecília Malaguti.Uma abordagem horizontal para os desafios globaisO projeto intitulado “Políticas de Cuidado na América Latina: Cooperação Sul–Sul ” conecta o Brasil a países parceiros da América Latina e do Caribe que enfrentam desafios semelhantes, incluindo o envelhecimento populacional, altos níveis de informalidade e a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado.Ao reconhecer desafios estruturais comuns, a iniciativa promove o intercâmbio direto de conhecimentos entre os países da região.O projeto será implementado durante o biênio 2026–2027 e reunirá países da América Latina e do Caribe. A iniciativa incluirá diálogos sobre políticas públicas, missões técnicas e oficinas regionais. Esse projeto surge como uma continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido em parceria pelas duas organizações, no âmbito do projeto “Promovendo a Justiça Social e a Igualdade de Gênero por meio de Políticas Inovadoras de Cuidados”.Impulsionar mudanças por meio da Cooperação Sul–SulA iniciativa se baseia nos avanços institucionais recentes do Brasil, especialmente na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), para apoiar o desenvolvimento de políticas na região. O objetivo do projeto é apoiar países parceiros a fortalecerem marcos legais, mecanismos de governança e modelos de financiamento para políticas de cuidado.A iniciativa também envolverá parceiros de desenvolvimento e instituições regionais para promover o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de capacidades.O projeto está estruturado em quatro pilares:Identificação dos países e/ou grupo de países interessados em aderir à iniciativa;Implementação dos projetos-país e atividades de cooperação Sul-Sul em uma ou mais áreas pré-estabelecidas;Promoção de encontros regionais com países envolvidos nos temas do projeto;Sistematização das experiências desenvolvidas no projeto de forma a fortalecer as capacidades para a promoção da cooperação técnica entre países em desenvolvimento. Além das fronteiras: um modelo para o Sul GlobalO projeto reflete a estratégia da OIT sobre Cooperação Sul–Sul e Trilateral, que reconhece a capacidade do Sul Global de impulsionar a inovação no mundo do trabalho.Ao promover esses intercâmbios, o programa busca garantir que as lições aprendidas contribuam para o desenvolvimento de normas do trabalho regionais e internacionais. Espera-se que a iniciativa produza ferramentas práticas e orientações de políticas que possam ser adaptadas em outros países do Sul Global.Essa parceria destaca o compromisso do Governo do Brasil e da OIT em enfrentar o déficit de cuidados por meio de abordagens coordenadas e sustentáveis.Sobre a parceria Brasil–OITLançado em 2009, o Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT tem sido exemplo de cooperação internacional para o desenvolvimento há mais de 15 anos. A iniciativa promove parcerias na América Latina, África e Ásia para avançar a Agenda de Trabalho Decente, a proteção social e os direitos fundamentais no trabalho.O ciclo atual do programa (2023–2027), intitulado “Justiça Social para o Sul Global”, concentra-se em quatro áreas prioritárias: eliminação do trabalho infantil e do trabalho forçado, segurança e saúde no trabalho, igualdade de gênero e racial, e sistemas de proteção social.
Contato para Imprensa:
- Denise Marinho: santosd@ilo.org, imprensa_brasilia@ilo.org, (61) 2106-4625
Para mais informações, visite a página da OIT .
Para o ministro em exercício Osmar Júnior, a cooperação internacional tem sido um pilar fundamental para a construção e implementação da Política e do Plano Nacional de Cuidados. “Este acordo é mais um marco fundamental nesse sentido. Não apenas reforça nosso compromisso com o direito ao cuidado em nosso país, mas também possibilita um rico intercâmbio entre países sobre experiências de cuidado", afirmou. “Juntos, com nossos parceiros, estamos construindo soluções coletivas que beneficiarão nossas populações e fortalecerão nossas políticas sociais de cuidado”, completou. “A pauta de cuidados é prioritária para o governo do Brasil. Nesse sentido, a ABC está atualmente engajada em trabalhar economia do cuidado, tanto pelo viés da promoção do trabalho decente, em parceria com a OIT, quanto pelo viés de gênero, apoiando a territorialização da política nacional de cuidados ao mesmo tempo que promove trocas qualificadas com países do Sul global, em parceria com ONU Mulheres”, ressaltou Cecília Malaguti.Uma abordagem horizontal para os desafios globaisO projeto intitulado “Políticas de Cuidado na América Latina: Cooperação Sul–Sul ” conecta o Brasil a países parceiros da América Latina e do Caribe que enfrentam desafios semelhantes, incluindo o envelhecimento populacional, altos níveis de informalidade e a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado.Ao reconhecer desafios estruturais comuns, a iniciativa promove o intercâmbio direto de conhecimentos entre os países da região.O projeto será implementado durante o biênio 2026–2027 e reunirá países da América Latina e do Caribe. A iniciativa incluirá diálogos sobre políticas públicas, missões técnicas e oficinas regionais. Esse projeto surge como uma continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido em parceria pelas duas organizações, no âmbito do projeto “Promovendo a Justiça Social e a Igualdade de Gênero por meio de Políticas Inovadoras de Cuidados”.Impulsionar mudanças por meio da Cooperação Sul–SulA iniciativa se baseia nos avanços institucionais recentes do Brasil, especialmente na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), para apoiar o desenvolvimento de políticas na região. O objetivo do projeto é apoiar países parceiros a fortalecerem marcos legais, mecanismos de governança e modelos de financiamento para políticas de cuidado.A iniciativa também envolverá parceiros de desenvolvimento e instituições regionais para promover o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de capacidades.O projeto está estruturado em quatro pilares:Identificação dos países e/ou grupo de países interessados em aderir à iniciativa;Implementação dos projetos-país e atividades de cooperação Sul-Sul em uma ou mais áreas pré-estabelecidas;Promoção de encontros regionais com países envolvidos nos temas do projeto;Sistematização das experiências desenvolvidas no projeto de forma a fortalecer as capacidades para a promoção da cooperação técnica entre países em desenvolvimento. Além das fronteiras: um modelo para o Sul GlobalO projeto reflete a estratégia da OIT sobre Cooperação Sul–Sul e Trilateral, que reconhece a capacidade do Sul Global de impulsionar a inovação no mundo do trabalho.Ao promover esses intercâmbios, o programa busca garantir que as lições aprendidas contribuam para o desenvolvimento de normas do trabalho regionais e internacionais. Espera-se que a iniciativa produza ferramentas práticas e orientações de políticas que possam ser adaptadas em outros países do Sul Global.Essa parceria destaca o compromisso do Governo do Brasil e da OIT em enfrentar o déficit de cuidados por meio de abordagens coordenadas e sustentáveis.Sobre a parceria Brasil–OITLançado em 2009, o Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT tem sido exemplo de cooperação internacional para o desenvolvimento há mais de 15 anos. A iniciativa promove parcerias na América Latina, África e Ásia para avançar a Agenda de Trabalho Decente, a proteção social e os direitos fundamentais no trabalho.O ciclo atual do programa (2023–2027), intitulado “Justiça Social para o Sul Global”, concentra-se em quatro áreas prioritárias: eliminação do trabalho infantil e do trabalho forçado, segurança e saúde no trabalho, igualdade de gênero e racial, e sistemas de proteção social.
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História
19 maio 2026
O clima e o mundo se encontram na Amazônia
Com o mundo reunido na COP30 em Belém, as Nações Unidas estiveram ao lado do Brasil para transformar a ambição climática em ação inclusiva e duradoura.O Brasil voltou a ocupar o centro da diplomacia climática global ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no coração da Amazônia. Como líder nas discussões ambientais desde a Conferência Rio 92 – onde nasceu a Convenção-Quadro da ONU sobre Clima – o Brasil se comprometeu a fazer da COP30 muito mais do que um encontro: uma oportunidade decisiva para alinhar os compromissos globais com as realidades das populações mais afetadas pela crise climática.Há décadas, o país tem demonstrado que proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento podem caminhar juntos e tem levado essa visão para a arena internacional, ao se posicionar como forte defensor do desenvolvimento sustentável e da solidariedade global.Juntamente com o Governo do Brasil, a ONU trabalhou para que a COP30 fosse um momento de impulsionamento dos objetivos do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tornando a Conferência não apenas um momento de negociação, mas também de transformação. Esforço Integrado da ONUO Sistema ONU no Brasil prestou apoio abrangente ao Governo Brasileiro nos âmbitos político, programático, comunicacional, logístico e operacional.A ONU ofereceu assistência técnica à formulação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, o que garantiu que o país fosse um dos primeiros a apresentar seus compromissos e desse o exemplo a outros Estados-membros. Além disso, a ONU Brasil conduziu uma campanha nacional de comunicação para aumentar a conscientização sobre a COP30 e estimular a participação de públicos diversos.Nossas equipes locais também colaboraram com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima no Balanço Ético Global, contribuindo para a avaliação do progresso coletivo em ação climática. Paralelamente, a Maloca tornou COP30 mais inclusiva por meio de uma plataforma de participação remota que conectou pessoas de todo o mundo a Belém.Belém será lembrada como mais do que simplesmente a cidade-sede da COP30; será um símbolo do que é possível quando países, comunidades e instituições se unem para proteger nossa casa comum. A parceria entre o Brasil e as Nações Unidas reflete a crença compartilhada de que a ação climática não é apenas sobre proteger o planeta, mas também sobre garantir dignidade, oportunidade e esperança para todas as pessoas. As ações do Sistema ONU na COP30 foram guiadas por uma visão comum: a resposta à crise climática deve promover justiça social, igualdade de gênero e crescimento inclusivo. Entre as muitas atividades realizadas antes e durante a Conferência, estão:Organização do Pavilhão ONU BrasilOrganização do Hub de Ação Climática no Palácio do Itamaraty, no Rio de JaneiroLançamento da Declaração sobre Integridade da Informação sobre Mudança do ClimaMutirão Global contra o Calor ExtremoRealização da Quarta Reunião Ministerial sobre Urbanização e Mudança do ClimaOrganização do Cities and Regions HubLançamento do Plano Nacional de Proteção e Defesa CivilInclusão de princípios de trabalho decente no Programa de Trabalho para Transição Justa e na Meta Global de AdaptaçãoLançamento do GEO Brasil – Panorama Ambiental GlobalIntegração da mobilidade humana nos debates sobre adaptação, transição justa e perdas e danosInclusão de mulheres e meninas no centro das discussões climáticasApoio à participação de pessoas refugiadas em eventos de alto nívelOrganização da Mesa-redonda Ministerial de Alto Nível sobre Educação VerdePromoção de discussões sobre como os crimes que afetam o meio ambiente, como desmatamento ilegal e garimpo, enfraquecem ações climáticas e afetam comunidadesLançamento da Declaração de Belém sobre Industrialização VerdeApoio à Cidade das Juventudes, com jovens de 80 países que apresentaram a Carta da Juventude à COP30Realização dos Dias Temáticos do TurismoApresentação da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento SustentávelIntegração da temática do deslocamento forçado aos compromissos climáticosApoio à participação de 18 jovens delegadosAdvocacy pela ampliação da participação de agricultores familiares na arquitetura internacional de financiamento climáticoCoordenação do Pavilhão Casa Tradicional Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
18 maio 2026
“Nós, os povos das Nações Unidas”
2025 foi ano de celebrar os 80 anos de parceria do Brasil com as Nações Unidas para a promoção da paz, do desenvolvimento, da igualdade e dos direitos humanos. O Brasil teve um papel de liderança nas negociações internacionais que ergueram as Nações Unidas sobre as cinzas e a devastação da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Desde então, a ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta. Para celebrar essas oito décadas de parceria, em todo o Brasil, celebramos, o Dia das Nações Unidas foi lembrado por pessoas e instituições que, junto com a ONU, defendem e lutam pela paz, pelos direitos humanos e pelo desenvolvimento sustentável, sem deixar ninguém para trás.Exposição de fotosO Ministério das Relações Exteriores e a ONU Brasil inauguraram, em 14 de outubro, a exposição “Construindo Nosso Futuro Juntos”, em alusão aos 80 anos de criação da Organização das Nações Unidas. A abertura ocorreu em solenidade realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, com a participação da vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, e a ministra substituta das Relações Exteriores, Embaixadora Maria Laura da Rocha.“A cooperação é o maior ato de coragem da humanidade. Agradeço ao governo do Brasil por tornar esta exposição possível; ela conta a história de como o mundo escolheu o multilateralismo,” afirmou a vice-chefe das Nações Unidas, Amina J. Mohammed no Palácio Itamaraty.“É com muita alegria que o Itamaraty abre suas portas para receber esse evento em celebração dos 80 anos da ONU,” disse a Embaixadora Maria Laura da Rocha na cerimônia de abertura da exposição. A exposição foi organizada pelo Escritório de Coordenação das Nações Unidas no Brasil e reuniu 80 fotos de duas mostras realizadas em Nova Iorque por ocasião dos 80 anos da ONU. A primeira parte apresentou 36 fotos históricas de “Revivendo o espírito de São Francisco”, exposição que resgatou os ideais que uniram a humanidade em seu momento mais sombrio. A segunda parte trouxe 32 fotos da exposição “Vidas compartilhadas, futuro compartilhado”, com imagens do presente que mostram o trabalho cotidiano das Nações Unidas e o impacto duradouro do multilateralismo construído em 1945. A mostra foi completada por 12 fotos do acervo das agências especializadas, fundos e programas da ONU no Brasil.Paz por todo ladoA ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta.Para levar a celebração dos 80 anos para todo o Brasil, a ONU convocou Prefeituras, organizações da sociedade civil e instituições de ensino de todo o país a organizar eventos para marcar o 80º aniversário de fundação da ONU.Milhares de pessoas participaram de 56 eventos organizados em 41 cidades de 16 estados de todas as regiões do Brasil. Ecoando a criatividade e a alegria do povo brasileiro, as celebrações aconteceram nos mais variados formatos, desde saraus e oficinas culturais até caminhadas e ações de recuperação da natureza. As celebrações contaram com mais de 12.000 participantes presenciais e mais de 142.000 em eventos online. A ONU Brasil preparou um catálogo digital com fotos e vídeos das celebrações que tomaram conta do Brasil em 2025. A participação de cidades brasileiras reforçou que a sustentabilidade se ancora nas cidades e comunidades, e destacou a importância do multilateralismo, da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).“Apesar de sermos uma instituição presente em todo o mundo, é no nível local que está o verdadeiro impacto da ONU. É nos municípios que vemos como nosso trabalho ajuda a melhorar a vida das pessoas em áreas como educação, inclusão, saúde, promoção da igualdade, emprego e renda”, afirma a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
15 maio 2026
Comunidades no centro da transformação amazônica
A Amazônia é um intrincado e aparentemente infinito mosaico de vida, cultura e desafios. É lar de mais de 29 milhões de pessoas, a maioria vivendo em grandes cidades, e se encontra na encruzilhada entre a preservação ambiental e o desenvolvimento inclusivo. É, portanto, uma prioridade para as Nações Unidas no país e o foco de um fundo fiduciário multiparceiros criado especificamente para impulsionar soluções econômicas inclusivas e ambientalmente inteligentes.Em 2025, os três primeiros projetos financiados pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia começaram a ser implementados. No coração da Bacia Amazônica, uma poderosa colaboração entre sete entidades da ONU abre caminho para crianças, adolescentes e jovens indígenas. O programa integra saúde, educação, proteção e bioeconomia em oito estados amazônicos, a partir de uma abordagem intercultural e sensível a gênero. No Acre, parceiros locais estão cocriando um futuro resiliente por meio da bioeconomia, da governança da terra e da conservação ambiental. O projeto, liderado pelo governo estadual juntamente com a ONU, acontece em duas áreas protegidas onde artesãos estão transformando produtos florestais em bens de maior valor agregado, construindo caminhos sustentáveis para transformar a economia local. Entre as ações do projeto, está a produção de milhares de mudas de 50 espécies de árvores, que mais tarde serão usadas para restaurar áreas degradadas, combinando tecnologia de ponta com o compromisso e o conhecimento das comunidades locais. No Maranhão e no Pará, o projeto “Terras para Elas”, implementado pelo governo estadual e pela ONU, abre portas para agricultoras – especialmente quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu e membros da comunidade LGBTQIA+. Ao todo, a iniciativa concederá 2,5 mil títulos de terra para mulheres, além de capacitação sustentável para 5.000 agricultoras e acesso a crédito para 1,25 mil. Uma das participantes do projeto contou que a luta de sua comunidade pelo título da terra ancestral começou com sua avó e, agora, sua geração verá o reconhecimento do direito de possuir sua terra e usá-la para garantir os meios de vida e o futuro de suas famílias. Os muitos desafios que a Amazônia enfrenta, como o desmatamento, a insegurança fundiária e a exclusão social, são palpáveis. Os projetos apoiados pelo Fundo Brasil-ONU demonstram que soluções enraizadas nas comunidades produzem resiliência e podem catalisar transformações.FinanciamentoLançado em 2023, no Pará, o Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia exemplifica o espírito de parceria, ao envolver os governos dos nove estados amazônicos e o governo federal para mobilizar recursos que ajudem a reduzir os vetores do desmatamento e fortalecer a resiliência das comunidades locais. Com uma contribuição inicial de 13 milhões de dólares canadenses do Governo do Canadá, os primeiros projetos do Fundo estão promovendo soluções integradas e regionalmente conduzidas para o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Em toda a região, uma ampla colaboração das agências da ONU apoia comunidades indígenas e tradicionais por meio de iniciativas locais sensíveis à questão de gênero. Com o sucesso dos primeiros financiamentos, o governo canadense anunciou em novembro de 2025, em plena COP30, uma nova doação para o Fundo, no valor de 4,3 milhões de dólares canadenses, para que novas ações transformadoras possam acontecer em território amazônico.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
08 maio 2026
“É garantir que a mulher esteja no centro das decisões, com respeito às suas escolhas”
Natural de Roraima, Andrêza Trajano descobriu a profissão ao se mudar para São Paulo e integrar a primeira turma de obstetrizes da Universidade de São Paulo, em 2004. Depois de formada, ela construiu uma trajetória em que passou por hospitais, casas de parto, comunidades indígenas na Amazônia e, desde 2015, por missões humanitárias em países como Etiópia e Sudão. Ela viu o modelo humanizado de saúde materna funcionar em diferentes partes do mundo.Em contextos com menos recursos, ela viu como o cuidado baseado em vínculo e em práticas essenciais, pode salvar vidas. Já nas comunidades indígenas, encontrou modelos que integram saberes tradicionais e atenção à saúde. “Esses saberes, transmitidos entre gerações, seguem sendo fundamentais em territórios onde o acesso ao sistema de saúde é limitado, embora ainda enfrentam desafios de reconhecimento institucional.” A experiência de Andrêza sustenta sua defesa por uma reforma obstétrica no Brasil: uma reorganização do cuidado a partir das evidências e do protagonismo das gestantes. “Cuidar do parto é cuidar de um processo, não de uma doença. Quando a gente organiza o sistema dessa forma, os resultados são melhores.”De profissional à pacienteEm Boa Vista, a enfermeira obstétrica Andressa Menescal Coelho viveu esse modelo também como paciente. Acompanhada durante toda a gestação por uma equipe com quem já trabalhava, teve seu filho em casa, em um parto pélvico, situação que frequentemente leva à cesariana no modelo tradicional.“Durante todo o processo, eu me senti muito acolhida e cuidada. Na hora do parto, eu não era a profissional, eu era a mulher parindo.” A experiência traduz o que essas profissionais defendem: vínculo, confiança e participação ativa da mulher nas decisões.Em outra realidade, na comunidade de Bacuri, no Amazonas, Ranega Marques aprendeu o ofício com a avó, parteira tradicional, e hoje atua no fortalecimento dessas mulheres em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas.Durante a pandemia, ela acompanhou o parto de gêmeos, de uma gestante que vivia em uma comunidade isolada. A mãe, contaminada com COVID-19, faleceu antes de chegar ao hospital, mas, com apoio das parteiras da comunidade de Ranega, que ficava no caminho para o atendimento médico, os bebês sobreviveram. “Foi muito difícil, mas mostrou a importância das parteiras onde o acesso à saúde é limitado”, conta. Para ela, o maior desafio ainda é o reconhecimento:“Muitas vezes, esse conhecimento não é respeitado fora das comunidades. Por isso, trabalhamos para mostrar que ele é eficaz e essencial.”Do pré-natal ao pós-parto: acompanhamento contínuoEssa visão é compartilhada por Luciane d’Ávila, presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo), que atua na articulação para fortalecer esses profissionais no sistema de saúde.Para ela, o diferencial está no cuidado contínuo: do pré-natal ao pós-parto, e na atenção não apenas aos aspectos clínicos, mas também emocionais e sociais. Esse modelo permite identificar precocemente riscos, oferecer mais informação às gestantes e reduzir intervenções desnecessárias, especialmente em casos de gravidez de risco habitual.Luciane explica que se trata de uma condição de cuidado: “é garantir que a mulher esteja no centro das decisões, com respeito às suas escolhas, baseadas em evidências científicas, independentemente de o parto ser vaginal ou cesáreo”.“Fortalecer esses profissionais é fortalecer o próprio sistema de saúde”, afirma. Nos últimos anos, políticas como a Rede Cegonha e a Rede Alyne ajudaram a ampliar o acesso ao pré-natal, incentivar boas práticas e fortalecer centros de parto normal. Ainda assim, “o país enfrenta desafios para reduzir de forma consistente a mortalidade materna, o que reforça a necessidade de ampliar a formação desses profissionais e sua inserção na atenção primária à saúde”, defende Luciane. O Brasil reduziu de forma significativa a mortalidade materna nas últimas décadas. Em 1990, eram 104 mortes por 100 mil nascidos vivos. Em 2024, esse índice já havia caído para 59,7, abaixo da meta global do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 3: Saúde e Bem-Estar, mas ainda distante da meta nacional adotada pelo país, de 30 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos até 2030. Avanços foram realizados em investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), na ampliação do pré-natal e em políticas públicas voltadas à saúde materna. Um caminho que vem ganhando força é o do cuidado liderado por obstetrizes e enfermeiras obstétricas.Internacionalmente, esse campo é conhecido como midwifery, e as profissionais são chamadas de midwives, termo que se refere a quem acompanha a mulher ao longo da gestação, do parto e do pós-parto, com cuidado contínuo e baseado em evidências. No Brasil, essas profissionais têm formações diferentes: a obstetriz tem formação direta na área, enquanto a enfermeira obstétrica se especializa após a graduação em enfermagem. Ambas têm competências equivalentes no cuidado ao parto de risco habitual.Elas atuam com o mesmo princípio: acompanhar a gestação, o parto e o pós-parto com base em evidências, garantindo cuidado contínuo, próximo e centrado na mulher. Parteiras tradicionais também integram esse modelo, especialmente em comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, onde o acesso aos serviços de saúde é mais limitado.Segundo estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), essas profissionais podem prover cerca de 90% dos cuidados essenciais em saúde materna e neonatal. Ampliar sua presença é uma das estratégias mais eficazes (e custo-efetivas) para melhorar resultados e fortalecer o sistema de saúde.Para saber mais, siga @unfpabrasil nas redes e visite a página do UNFPA Brasil sobre parteiras: https://brazil.unfpa.org/pt-br/topics/parteiras
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História
07 maio 2026
“Me dá paz e tranquilidade vê-lo com tanta saúde”
Quem vê Frank Davi brincando com os irmãos, correndo e jogando bola, não imagina que antes dos dois anos de idade o menino lutou pela própria vida. Filho de pai e mãe venezuelanos, o segundo brasileiro da família nasceu durante a pandemia, um ano depois da família deixar a vida na Venezuela para viver no Brasil. Foi em um barraco na ocupação Balança - um assentamento formado de maneira improvisada, sem planejamento ou autorização oficial - na região de fronteira, que Frank nasceu e cresceu. Foi ali que a equipe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) o encontrou.Com desnutrição grave e pneumonia, o caso precisava de intervenção urgente. Com o apoio de uma agente comunitária de saúde do município, Frank Davi recebeu o atendimento que precisava. “Davi estava em um estado muito delicado. Não tinha forças para firmar a cabeça, não conseguia correr. Eu tinha que ficar com ele no colo o dia inteiro”, explica Isadora Indira, mãe do menino. “Ele só queria dormir. Estava sempre sonolento. E isso era o que mais me entristecia”, diz. Com o diagnóstico de desnutrição, equipes que fazem parte da estratégia de ação conjunta entre UNICEF e ADRA voltaram à casa da família todas as semanas até a plena recuperação de Davi, em junho de 2025.“Eles estavam sempre aqui, pesando, medindo e acompanhando o desenvolvimento dele”, contou Isadora, que também recebeu orientações da equipe sobre como ministrar o alimento terapêutico e sobre a importância do acompanhamento médico no posto de saúde. “Eu sabia que nada de ruim aconteceria com ele, porque estava engordando. Eu via que ele estava recuperando o peso, via seu semblante mudando. Me dá paz e tranquilidade vê-lo com tanta saúde.” UNICEF em AçãoDesde 2018, o UNICEF tem sido um parceiro estratégico na resposta ao fluxo migratório da Venezuela em Roraima, atuando lado a lado com o Governo Federal por meio da Operação Acolhida. Na área de saúde e nutrição, o UNICEF atuou em 22 ocupações espontâneas em Pacaraima, fortalecendo ações de promoção da saúde e da nutrição voltadas a crianças refugiadas e migrantes na fronteira entre Brasil e Venezuela.Nas ocupações, o trabalho do UNICEF em parceria com a ADRA é caracterizado pela busca ativa, que consiste em ir de casa em casa para identificar proativamente crianças com sinais de desnutrição. Cinthia Martins, especialista em nutrição do UNICEF, ressalta a importância do protocolo de atendimento: "A partir do momento que a criança apresenta sinais de desnutrição, ela passa pelo atendimento de uma nutricionista da nossa equipe e, de acordo com o diagnóstico, ela é encaminhada para o atendimento em uma Unidade Básica de Saúde para acompanhamento", afirma.Para continuar prestando apoio e suporte em saúde, superando barreiras linguísticas, culturais e logísticas de acesso, o UNICEF conta com o apoio financeiro do Departamento de Proteção Civil e Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO, na sigla em inglês), e outros parceiros. Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes.
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21 maio 2026
Cortes de financiamento global ameaçam futuro da resposta ao HIV, alerta UNAIDS
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (14) a jornalistas que cobrem o evento, Winnie afirmou que os cortes de financiamento e os ataques aos direitos humanos estão comprometendo o trabalho de cientistas na busca pela cura da Aids.Forte queda no financiamento global A resposta global ao HIV sofreu uma redução significativa de recursos. Em 2025, os fundos destinados à resposta da epidemia caíram entre 30% e 40% se compararmos com o orçamento disponível em 2023. Para Winnie, os países doadores estão direcionando investimentos para financiar conflitos e guerras, e sem apoio internacional os países atendidos pelo UNAIDS não conseguirão sustentar programas de prevenção e tratamento. A Reunião de Alto Nível ocorrerá entre os dias 22 e 23 de junho em Nova York, com o tema “Unidas e Unidos para Acabar com a Aids”. O encontro terá a presença de António Guterres, secretário-geral da ONU, pessoas vivendo com HIV e Aids (PHVA) e personalidades de destaque na resposta ao vírus. O objetivo é firmar compromissos políticos que mantenham a meta de erradicar o HIV e a Aids como ameaça à saúde pública até 2030. Iniciativas Apesar da crise orçamentária, iniciativas como o acordo firmado entre Ministérios da Saúde durante a reunião do G20, o grupo das 20 maiores economias globais, em 2024 apresentam avanços. Sob a presidência do Brasil, foi criada uma aliança global pelo acesso mais equitativo às tecnologias de saúde. O programa impulsionou a produção local de medicamentos e vacinas, reforçando a importância da cooperação internacional para enfrentar a epidemia.
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20 maio 2026
Festival de curtas da ONU convoca jovens a promover mudança social e diálogo intercultural
Destacando o poder da juventude como agente de mudança social, a Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) lançou a edição de 2026 do Concurso Internacional de Vídeos PLURAL+.O festival das Nações Unidas convida jovens produtores de vídeo de todo o mundo a inscreverem curtas-metragens que abordem questões sociais urgentes em três categorias de idade: até 12 anos13 a 17 anos18 a 25 anosEste ano, o PLURAL+ continuará a destacar os temas-chave de migração, diversidade e inclusão social, ao mesmo tempo em que destaca três categorias especiais com foco no combate à xenofobia e à discriminação, na promoção de narrativas responsáveis sobre migração e na promoção do diálogo intercultural e inter-religioso por meio do uso ético e responsável da Inteligência Artificial (IA).“Em um momento em que as narrativas podem dividir tanto quanto conectar, o PLURAL+ continua a oferecer uma plataforma única para que os jovens apresentem perspectivas que moldam a forma como compreendemos os desafios sociais contemporâneos e promovemos sociedades diversificadas”, afirmou o alto representante da UNAOC, Miguel Ángel Moratinos. “Por meio do PLURAL+, a UNAOC contribui para cultivar uma geração de contadores de histórias comprometidos com a promoção do diálogo e da compreensão. Suas vozes são essenciais para o avanço de nossa humanidade compartilhada”, acrescentou.Agora em sua 18ª edição, o PLURAL+ incentiva jovens de todo o mundo a usar formas inovadoras de contar histórias — seja por meio de ficção narrativa, documentário, animação ou qualquer outra forma — para desafiar estereótipos, promover o diálogo e defender a coesão social. Os vídeos inscritos devem ter o potencial de fazer o público refletir de maneira construtiva sobre questões sociais transversais relacionadas, entre outras coisas, à defesa dos direitos humanos, ao combate ao racismo e à discriminação, bem como à promoção do diálogo e da compreensão mútua. Como participar? O prazo para enviar vídeos para a 18ª edição do PLURAL+ é 30 de junho, às 18h (horário de Brasília). Os detalhes completos e os critérios de elegibilidade estão disponíveis aqui. Os vídeos devem ser submetidos através da página global do PLURAL+: https://pluralplus.unaoc.org/submit/ Premiação Três vídeos, um para cada uma das faixas etárias (até 12 anos; de 13 a 17 anos; e de 18 a 25 anos), receberão Distinções do Júri Internacional do PLURAL+ 2026.Além disso, a UNAOC concederá três Reconhecimentos Especiais este ano:Prêmio Especial de Reconhecimento pelo Combate à Xenofobia e à Discriminação, destinado a um vídeo que promova o respeito mútuo e destaque questões globais relacionadas à xenofobia e à discriminação. Isso inclui a discriminação com base na etnia, religião ou crença, incluindo o antissemitismo, a cristianofobia, a islamofobia e outras formas de intolerância contra outras religiões e crenças.Prêmio Especial de Narrativas Responsáveis sobre Migração será concedido a um vídeo que retrate esforços para combater a desinformação e informações falsas online que afetam migrantes, ao mesmo tempo em que promove a narrativa ética e a divulgação de informações precisas e baseadas em fatos, provenientes de fontes confiáveis.Prêmio Especial de IA para #OneHumanity será concedido a um vídeo que utilize o poder da Inteligência Artificial para promover o diálogo intercultural e inter-religioso, por meios éticos e responsáveis. Isso inclui explorar como a IA pode ser usada como uma força para o bem, a fim de promover narrativas digitais inclusivas e responsáveis, fortalecer a compreensão mútua e contribuir para um impacto social positivo.Os filmes selecionados serão exibidos na Cerimônia do PLURAL+ 2026 e transmitidos ao vivo pela UN Web TV e disponibilizados na página do PLURAL+. Durante a cerimônia de premiação, jovens cineastas terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos a um público global. Contatos para a imprensa: Doğan Aşık, Consultor de Parcerias Estratégicas, UNAOC: dogana@unops.org Carlos Fernández, Assistente Sênior de Apoio à Gestão de Projetos, UNAOC: carlosfe@unops.org
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20 maio 2026
ONU: “Conflito no Oriente Médio ameaça reverter ganhos de desenvolvimento duramente conquistados”
A crise no Oriente Médio trouxe mais um choque para a economia global, desacelerando o crescimento, reacendendo as pressões inflacionárias e aumentando a incerteza, de acordo com o relatório sobre a Situação e Perspectivas da Economia Mundial - atualização de maio de 2026.O crescimento do PIB global está agora previsto em 2,5% em 2026 — 0,2 pontos porcentuais abaixo da projeção de janeiro e bem abaixo do padrão pré-pandemia. Uma recuperação modesta é projetada em 2,8% em 2027. Mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente do consumidor e comércio e investimento impulsionados pela IA em economias selecionadas devem fornecer algum apoio, mas a revisão para baixo enfatiza um enfraquecimento adicional de um cenário global em deterioração.O choque é sentido principalmente no setor de energia — por ofertas restritas, preços em ascensão e aumento dos custos de frete e seguro — com efeitos em cascata nas cadeias de suprimentos e aumento dos custos de produção globalmente. Embora o aumento dos preços proporcione ganhos extraordinários substanciais para as empresas de energia, ele intensificou as pressões de custo para famílias e empresas em todo o mundo. O impacto geral dependerá da duração das interrupções nos mercados de energia, deixando o contexto altamente incerto e os riscos inclinados para o lado negativo.O conflito interrompeu a tendência de desinflação global em curso desde 2023. Nas economias industrializadas, a inflação está prevista para subir de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026, ultrapassando ainda mais as metas dos bancos centrais na maioria dos casos. Nas economias em desenvolvimento, o aumento é mais acentuado: a inflação deve acelerar de 4,2% para 5,2%, à medida que os custos mais altos de energia, transporte e importação corroem a renda real e ampliam as pressões de preços em uma ampla gama de bens.Uma preocupação de particular importância são os preços dos alimentos. O fornecimento de fertilizantes foi interrompido, elevando os custos, o que pode reduzir o rendimento das culturas agrícolas, exercendo uma pressão ascendente sobre os preços dos alimentos.Para os bancos centrais, o ambiente de inflação cada vez mais incerto representa um dilema: elevar as taxas de juros para conter a inflação corre o risco de enfraquecer ainda mais o crescimento, enquanto a inação aumenta o risco de que as pressões de preços só aumentem.Os mercados financeiros globais permaneceram resilientes até agora, absorvendo o choque inicial de forma ampla e ordenada. No entanto, os preços mais altos de energia elevaram as expectativas de inflação, impulsionando os rendimentos dos títulos de curto prazo para cima. Para os países em desenvolvimento, isso restringiu as condições de financiamento externo e enfraqueceu as posições fiscais, particularmente onde o espaço fiscal já é limitado.“A crise no Oriente Médio intensificou as tensões nas economias em desenvolvimento,” disse o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, Li Junhua. “O aumento dos custos de empréstimos e a renovação das pressões de fluxo de capital arriscam aprofundar as vulnerabilidades da dívida e restringir os recursos disponíveis para o desenvolvimento sustentável em um momento crítico.” Desaceleração generalizada com impactos regionais desiguaisO impacto da crise é altamente desigual, com o dano mais severo concentrado no Oriente Médio. O crescimento na região está projetado para despencar de 3,6% em 2025 para 1,4% em 2026, impulsionado não apenas pelo choque de energia, mas também por danos diretos à infraestrutura e graves interrupções na produção de petróleo, comércio e turismo.Em outros lugares, os resultados variam amplamente, moldados sobretudo pela exposição e pela capacidade de resposta:Espera-se que os Estados Unidos permaneçam comparativamente resilientes, com crescimento projetado em 2,0% em 2026, amplamente estável em relação a 2025, apoiado por uma demanda doméstica e investimento contínuo em tecnologias avançadas, como inteligência artificial. A Europa, por outro lado, está mais exposta, com forte dependência de energia importada, o que sobrecarrega famílias e empresas. O crescimento na União Europeia está projetado para desacelerar de 1,5% em 2025 para 1,1% em 2026, enquanto o Reino Unido enfrenta uma moderação mais acentuada, de 1,4% para 0,7%.Na Ásia, a diversificação da matriz energética da China, as reservas estratégicas consideráveis e o apoio político proativo estão fornecendo um amortecedor importante, com o crescimento projetado para moderar de 5,0% em 2025 para 4,6% em 2026. A Índia continua sendo uma das principais economias de crescimento mais rápido, com a produção ainda esperada para expandir em 6,4%, embora a redução em relação a 7,5% em 2025 ressalte o arrasto de custos de importação de energia mais altos e condições financeiras mais apertadas.Na África, o crescimento médio deve diminuir apenas ligeiramente — de 4,2% em 2025 para 3,9% em 2026 — mas isso mascara uma divisão mais profunda: os exportadores de petróleo e gás estão se beneficiando de preços elevados, enquanto os importadores líquidos de energia enfrentam crescentes pressões fiscais devido aos custos mais altos de combustível e alimentos. Na América Latina e no Caribe, a maioria das economias está relativamente menos exposta, mas a região permanece em uma trajetória de baixo crescimento. O crescimento está previsto para desacelerar de 2,5% em 2025 para 2,3% em 2026, restringido por investimentos fracos e espaço de política limitado.Crise no Oriente Médio ameaça ganhos de desenvolvimentoA deterioração das perspectivas globais subestima a verdadeira dimensão do recuo econômico. O conflito no Oriente Médio ameaça reverter ganhos de desenvolvimento duramente conquistados, e desacelerar ainda mais o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os consequentes choques de preços estão corroendo a segurança alimentar, a renda real e o investimento produtivo — aumentando o risco de cicatrizes sociais e econômicas duradouras. As famílias de baixa renda suportam o fardo mais pesado, já que os preços mais altos de alimentos e energia ocupam uma parcela maior de seus gastos e o aumento dos custos supera os salários, aumentando a pobreza. No entanto, os governos que mais precisam proteger as populações vulneráveis são os menos equipados para fazê-lo: os fluxos de ajuda estão diminuindo drasticamente, o aumento dos custos do serviço da dívida está deslocando gastos com saúde, educação e proteção social, e o espaço fiscal para responder está altamente limitado. Na frente ambiental, os persistentes preços altos da energia arriscam um retorno de curto prazo a combustíveis intensivos de carbono, mesmo reforçando o argumento de longo prazo para acelerar a mudança da dependência de combustíveis fósseis. Lidar com essas ameaças intersetoriais requeruma sustentada ação multilateral, incluindo manter o comércio aberto, expandir o financiamento concessional e apoiar a transformação estrutural. O Compromisso de Sevilha, o resultado da Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, fornece uma estrutura crítica para aumentar o financiamento, abordar os desafios da dívida e apoiar os países mais vulneráveis.Ventos contrários ao crescimento da produtividadeAlém desses impactos do conflito no Oriente Médio, o relatório chama a atenção para o enfraquecimento das bases para o crescimento de médio prazo. O crescimento da produtividade global desacelerou desde a crise financeira global, e as interrupções atuais correm o risco de reforçar essa tendência, amortecendo o investimento e os fluxos comerciais.Em todas as regiões, as lacunas crescentes em habilidades, inovação e na acumulação de capital, estão contribuindo para um desempenho cada vez mais desigual. A fragmentação geopolítica e o espaço fiscal restrito correm o risco de corroer ainda mais o crescimento da produtividade, consolidando as divergências existentes. Em meio a esses ventos contrários, a inteligência artificial oferece um potencial significativo, mas também representa riscos consideráveis, com ganhos prováveis concentrados em um número limitado de países.Para saber mais, busque #WorldEconomyReport nas redes e acesse o relatório na íntegra: https://desapublications.un.org/publications/world-economic-situation-and-prospects-mid-2026 Contatos para a imprensa: Sharon Birch, Departamento de Comunicação Global da ONU: birchs@un.orgHelen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.org
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20 maio 2026
ONU: América Latina sofre efeitos do aumento da temperatura terrestre e oceânica, ciclo hidrológico mais instável e recuo das geleiras
Mensagens-chave:O calor recorde representa um agravamento dos riscos à saúde públicaUm ciclo hidrológico mais extremo significa o aumento da seca ou de inundaçõesFuracões que se intensificam rapidamente colocam à prova preparação e respostaO recuo das geleiras ameaça o abastecimento de água a longo prazoCondições meteorológicas e climáticas extremas afetam os sistemas agroalimentaresAo longo das costas do Atlântico, o nível do mar está subindo mais rapidamente do que a média global em algumas regiões do Atlântico tropical e do Caribe. A acidificação e o aquecimento contínuos dos oceanos estão agravando os riscos para os ecossistemas marinhos e a pesca, de acordo com o relatório da OMM sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025.“Os sinais de uma mudança climática são inconfundíveis em toda a América Latina e no Caribe, desde a aceleração do derretimento das geleiras e o aumento do nível do mar até a rápida intensificação de ciclones tropicais, calor extremo, inundações e secas”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.“Este relatório mostra que, embora os riscos estejam aumentando, também cresce nossa capacidade de antecipar e agir para salvar vidas e proteger meios de subsistência”, disse a líder da OMM. Isso ficou evidente com o furacão Melissa, em outubro de 2025 — o primeiro furacão de categoria 5 registrado a atingir a Jamaica. O evento causou 45 mortes e prejuízos econômicos de aproximadamente 8,8 bilhões de dólares americanos, mais de 41% do PIB. Embora o Melissa não tivesse precedentes históricos, as autoridades jamaicanas utilizaram modelos de risco de alta qualidade para orientar medidas financeiras preventivas e a preparação para desastres, o que limitou o número de vítimas e ajudou a ilha a lidar com a situação.Outro grande risco é o calor extremo, que representa um fardo cada vez maior para a saúde pública. Em 2025, ondas de calor recorrentes e intensas — com temperaturas bem acima de 40 °C — afetaram grandes partes da América do Norte, Central e do Sul. Há, portanto, uma necessidade urgente de incorporar inteligência climática ao planejamento de saúde e à preparação para emergências, bem como de integrar alertas meteorológicos antecipados aos gatilhos de saúde pública.Muitos países não publicam rotineiramente dados de mortalidade por calor com causa específica. Estima-se que haja aproximadamente 13.000 mortes atribuíveis ao calor anualmente (média em 17 países entre 2012 e 2021). Isso sugere uma subestimação significativa da mortalidade relacionada ao calor e há a necessidade de relatórios mais precisos, de acordo com o relatório.O relatório também examina como os sistemas agroalimentares estão expostos a climas extremos e choques climáticos, com impactos simultâneos na produção agrícola, nos meios de subsistência rurais, no acesso aos alimentos e no funcionamento do mercado.O relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 foi lançado no Auditório Olacyr de Moraes, no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília, Brasil. Ele fornece informações confiáveis sobre os principais indicadores climáticos, impactos e riscos, bem como sobre os principais eventos extremos regionais, incluindo ciclones tropicais, ondas de calor, chuvas intensas e secas, e ondas de frio.“Essas conclusões são profundamente preocupantes. Mas também mostram por que nosso trabalho é importante. Informações climáticas não se resumem apenas a dados. Trata-se de pessoas”, disse Celeste Saulo.“Trata-se de proteger as comunidades contra inundações, secas, furacões, ondas de calor e outros desastres. Trata-se de agricultores planejando suas safras, autoridades de saúde se preparando para riscos relacionados ao calor e comunidades costeiras se preparando para o aumento do nível do mar”, disse.“O Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 não é apenas uma publicação científica. É um chamado à ação. Ele nos exorta a fortalecer as observações, investir em serviços, preencher lacunas de alerta antecipado e garantir que as informações climáticas cheguem àqueles que mais precisam delas”, disse Celeste Saulo.Temperaturas Dos quatro períodos de 30 anos analisados no relatório, o período de 1991 a 2025 apresenta a tendência de aquecimento mais acentuada desde o início dos registros, em 1900: cerca de 0,26 °C por década na América do Sul e 0,25 °C por década na América Central e no Caribe. O México registrou a taxa de aquecimento mais rápida, cerca de 0,34 °C por década entre 1991 e 2025.A temperatura média anual da superfície em 2025 ficou entre a quinta e a oitava mais quente já registrada.Houve calor recorde em toda a região, incluindo 52,7 °C em Mexicali (México) – novo recorde nacional – e várias ondas de calor que ultrapassaram 40 °C–45 °C em toda a América Central. Muitos locais na América do Sul também registraram temperaturas acima de 40 °C, com 44 °C no Rio de Janeiro (Brasil) e 44,8 °C em Mariscal Estigarribia (Paraguai).PrecipitaçãoNos últimos 50 anos, aproximadamente, as chuvas na América Latina e no Caribe tornaram-se mais extremas – oscilando entre secas e inundações, com períodos de seca mais longos e eventos de chuva mais intensos.Chuvas intensas aumentaram na América Central e no norte da América do Sul (por exemplo, na Colômbia, na República Bolivariana da Venezuela e na região amazônica). O sudeste da América do Sul (sul do Brasil, Uruguai e norte da Argentina) também registrou um aumento na precipitação anual e inundações mais frequentes.O Chile central, o nordeste do Brasil e algumas áreas da América Central e do Caribe estão se tornando mais secos. A região amazônica apresenta um quadro misto, com estações secas mais longas, estações chuvosas mais intensas e maior frequência de secas no sul e no leste da Amazônia.Em 2025, chuvas extremas e inundações provocaram graves impactos humanitários, incluindo mais de 110.000 pessoas afetadas no Peru e no Equador (inundações de março), 83 mortes no México (inundações de outubro) e deslizamentos de terra generalizados e danos à infraestrutura.Junho de 2025 foi o mês mais chuvoso já registrado no México. Apesar disso, a seca assolou as regiões norte e central do México – cobrindo até 85% do país em seu pico e criando uma crise hídrica para as plantações e reservatórios. Houve grave escassez de água no Caribe e déficits de precipitação superiores a 40% em partes do sul da América do Sul, contribuindo para perdas agrícolas e risco de incêndios florestais.Recuo das geleiras As geleiras andinas constituem uma importante reserva hídrica para cerca de 90 milhões de pessoas, fornecendo água doce para consumo doméstico, energia hidrelétrica, agricultura e indústria.Conjuntos de dados recentes sobre o balanço de massa das geleiras globais mostram perdas aceleradas nas altas montanhas do sul dos Andes, bem como nas geleiras tropicais em regiões de baixa latitude, como Colômbia e Equador.A convergência entre a perda acelerada de gelo, o aumento da demanda por água e a capacidade limitada de adaptação – particularmente entre as comunidades rurais andinas – torna o futuro da reserva hídrica andina um dos desafios mais urgentes para a segurança hídrica na América Latina.Oceano A América Latina é responsável por 8,8% do litoral mundial. O oceano está absorvendo o excesso de calor e o dióxido de carbono proveniente das atividades humanas. A acidificação e o aquecimento oceânicos resultantes, combinados com a desoxigenação, estão afetando os ecossistemas marinhos e os recifes de corais, prejudicando a pesca e as economias locais.Em 2025, o pH da superfície do oceano continuou a diminuir (acidificação), atingindo um nível recorde de baixa em grandes partes do Atlântico e do Pacífico adjacentes à região.Ocorreram ondas de calor marinhas extremas no Golfo do México e no Mar do Caribe, bem como na área oceânica adjacente ao Chile.Ao longo das costas voltadas para o Atlântico, as taxas de elevação do nível do mar estão excedendo a média global em partes do Atlântico tropical e do Caribe.Para saber mais, siga @wmo_omm nas redes e acesse o relatório na íntegra na página da OMM: https://wmo.int/resources/publication-series/state-of-climate-latin-america-and-caribbean/state-of-climate-latin-america-and-caribbean-2025 NOTAS PARA EDITORESO relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe foi elaborado pela OMM em colaboração com os Serviços Nacionais de Meteorologia e Hidrologia, centros internacionais de dados, instituições de pesquisa climática de renome e parceiros das Nações Unidas, incluindo a Organização Pan-Americana da Saúde, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres.Dezenas de especialistas e instituições contribuíram para este relatório. A OMM agradece especialmente ao autor principal, José A. Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta Precoce de Desastres Naturais (CEMADEN) do Brasil.A Organização Meteorológica Mundial (OMM) é a voz oficial do Sistema das Nações Unidas em matéria de tempo, clima e água.Contato para a imprensa: Clare Nullis, Assessora de Imprensa da OMM: cnullis@wmo.int e media@wmo.int O que eu posso fazer? A mudança climática não é uma ameaça distante. É uma realidade que impacta nosso presente e o futuro da humanidade na Terra, nosso lar compartilhado. Todas as pessoas podem apoiar a #AçãoClimática e ajudar a minimizar os impactos da mudança climática em nossas comunidades, cidades e na natureza. Confira dicas da campanha da ONU Brasil pela ação climática: 📢 Pressione as autoridades a adotarem políticas e práticas para a redução das emissões de gases de efeito estufa e investirem nas capacidades de adaptação de nossas cidades aos efeitos da mudança do clima. ♻️ Faça escolhas sustentáveis no seu dia a dia e coloque em prática os cinco pilares do conceito do #ResíduoZero: repense, recuse, reduza, reutilize, recicle. 🌳 Procure obter mais informações sobre as cadeias de produção, e dê preferência a produtos e empresas que adotam práticas sustentáveis, incluindo a proteção dos ecossistemas e da biodiversidade. 🗣️ Informe-se e compartilhe conhecimento com pessoas próximas e familiares. Conscientização é o primeiro passo para a mudança! 💚 Apoie e participe de iniciativas e organizações que atuam para a restauração de ecossistemas degradados pela ação humana. Para mais informações, acesse a página da ONU Brasil para #EducaçãoAmbiental e siga @unep_pt, @nacoesunidas e @onubrasil nas redes sociais.
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19 maio 2026
Relatório reúne resultados da cooperação Brasil-Cabo Verde em habitação social
Os aprendizados e experiências da cooperação entre Brasil e Cabo Verde na área de habitação social são o foco da nova publicação lançada pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) nesta segunda-feira (18).
O relatório compila as atividades desenvolvidas entre 2024 e 2025 em parceria com o Governo de Cabo Verde no âmbito do Simetria Urbana – programa de Cooperação Sul-Sul liderado pela ABC e pelo ONU-Habitat para promover o desenvolvimento urbano sustentável em países do Sul Global. Acesse o relatório online e o sumário executivo.Os avanços alcançados estão divididos em quatro temáticas principais. A primeira é o fortalecimento do uso de dados para orientar políticas habitacionais, que incluiu a revisão da metodologia de cálculo do déficit habitacional no país e o apoio na elaboração dos Planos Municipais de Habitação de São Domingos e São Miguel em Cabo Verde – instrumentos que contribuem para o planejamento habitacional a longo prazo.No segundo eixo está a estruturação da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS), com a elaboração da primeira versão do plano nacional de ATHIS em Cabo Verde. O terceiro eixo engloba a criação de instrumentos de trabalho social e gestão condominial para apoiar famílias beneficiárias de programas de habitação social. Por fim, o quarto eixo estrutura ações de pós-ocupação – etapa voltada ao acompanhamento das famílias após o acesso à moradia – a nível nacional e na Ilha do Sal como piloto, com capacitações, mobilização e materiais educativos para adultos e crianças sobre convivência e organização comunitária. Elaborado de forma colaborativa com instituições parceiras, o relatório também apresenta boas práticas e promove o compartilhamento de experiências, propondo reflexões que podem contribuir para a melhoria de políticas habitacionais e urbanas no Sul Global.“Este relatório demonstra como a cooperação entre países do Sul Global pode se traduzir em avanços concretos por meio da troca de experiências, do fortalecimento da capacidade dos governos e da adaptação de soluções concretas a contextos locais. Ao longo do projeto, avançamos no desenvolvimento de instrumentos que fortalecem o uso de dados na área da moradia, permitindo compreender melhor o déficit habitacional e orientar políticas públicas mais eficazes. Essa experiência reforça o valor da cooperação Sul-Sul como um caminho para construir soluções mais adaptadas às realidades dos nossos territórios e promover cidades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis”, afirma a Chefe do Escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes.“A parceria entre Brasil, ONU-Habitat e Cabo Verde demonstra como a Cooperação Sul-Sul Trilateral pode contribuir para gerar aprendizados concretos, fortalecer capacidades institucionais e inspirar a construção e o compartilhamento de soluções para o aprimoramento de políticas habitacionais e urbanas”, destaca a responsável pela Cooperação Sul-Sul Trilateral com Organismos Internacionais da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), Cecília Malaguti.Iniciada em julho de 2024 e finalizada em dezembro de 2025, a iniciativa de cooperação entre Brasil e Cabo Verde apoiou o aprimoramento do debate técnico e institucional sobre moradia e urbanização, considerando as características territoriais, socioeconômicas e administrativas do país. O programa também promoveu intercâmbios de conhecimentos entre instituições brasileiras e cabo-verdianas, fortalecendo redes de cooperação técnica entre os países. Ao longo da iniciativa, foram realizadas quatro missões de cooperação, nas quais delegações de ambos os países tiveram a oportunidade de conhecer a realidade local tanto do Brasil quanto de Cabo Verde, identificando desafios comuns e soluções com potencial de adaptação e replicação em diferentes contextos. Legado para a Cooperação Sul-SulEntre os principais resultados consolidados estão o fortalecimento das capacidades institucionais locais, o aperfeiçoamento de instrumentos de planejamento urbano e habitacional e a ampliação de parcerias internacionais voltadas ao enfrentamento de desafios comuns entre países do Sul Global.
A publicação evidencia que a Cooperação Sul-Sul é uma ferramenta estratégica para acelerar soluções urbanas inclusivas, resilientes e sustentáveis. Ao estimular a troca horizontal de experiências entre países com realidades semelhantes, esse modelo permite respostas mais eficazes, adaptadas aos contextos locais, além de fortalecer a produção compartilhada de conhecimento técnico.Ao reunir e sistematizar os aprendizados, o documento amplia o acesso a experiências bem-sucedidas e contribui para impulsionar políticas urbanas e habitacionais alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Nova Agenda Urbana. Além de registrar resultados, a publicação deixa um legado que poderá orientar novas iniciativas, inspirar adaptações em outros territórios e fortalecer futuras parcerias de cooperação internacional.Para acessar a publicação completa, acesse: https://bit.ly/Publicação_SimetriaUrbanaParticipantes O projeto de Cooperação Sul-Sul em Cabo Verde foi coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com o ONU-Habitat Brasil; e contou com o apoio técnico do Ministério das Cidades, por meio das Secretarias Nacionais de Habitação e de Periferias; da Caixa Econômica Federal; da Fundação João Pinheiro (FJP) e dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e de São Paulo (CAU/SP).Do lado de Cabo Verde, participaram o Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), por meio da Direção-Geral da Habitação (DGH); do Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT); e da empresa pública Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH); o ONU-Habitat Cabo Verde e as Câmaras Municipais de São Miguel, São Domingos e Sal.Simetria Urbana Lançado em 2023, o programa Simetria Urbana tem o objetivo de contribuir com o fortalecimento das capacidades de governos locais e nacionais de países do Sul Global na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas urbanas alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Nova Agenda Urbana. Essas parcerias acontecem na modalidade de cooperação Sul-Sul trilateral, formato de colaboração que envolve dois países do Sul Global e um organismo internacional.Contato para imprensa:Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)Janaina Plessmann (janaina.plessmann@abc.gov.br)
O relatório compila as atividades desenvolvidas entre 2024 e 2025 em parceria com o Governo de Cabo Verde no âmbito do Simetria Urbana – programa de Cooperação Sul-Sul liderado pela ABC e pelo ONU-Habitat para promover o desenvolvimento urbano sustentável em países do Sul Global. Acesse o relatório online e o sumário executivo.Os avanços alcançados estão divididos em quatro temáticas principais. A primeira é o fortalecimento do uso de dados para orientar políticas habitacionais, que incluiu a revisão da metodologia de cálculo do déficit habitacional no país e o apoio na elaboração dos Planos Municipais de Habitação de São Domingos e São Miguel em Cabo Verde – instrumentos que contribuem para o planejamento habitacional a longo prazo.No segundo eixo está a estruturação da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS), com a elaboração da primeira versão do plano nacional de ATHIS em Cabo Verde. O terceiro eixo engloba a criação de instrumentos de trabalho social e gestão condominial para apoiar famílias beneficiárias de programas de habitação social. Por fim, o quarto eixo estrutura ações de pós-ocupação – etapa voltada ao acompanhamento das famílias após o acesso à moradia – a nível nacional e na Ilha do Sal como piloto, com capacitações, mobilização e materiais educativos para adultos e crianças sobre convivência e organização comunitária. Elaborado de forma colaborativa com instituições parceiras, o relatório também apresenta boas práticas e promove o compartilhamento de experiências, propondo reflexões que podem contribuir para a melhoria de políticas habitacionais e urbanas no Sul Global.“Este relatório demonstra como a cooperação entre países do Sul Global pode se traduzir em avanços concretos por meio da troca de experiências, do fortalecimento da capacidade dos governos e da adaptação de soluções concretas a contextos locais. Ao longo do projeto, avançamos no desenvolvimento de instrumentos que fortalecem o uso de dados na área da moradia, permitindo compreender melhor o déficit habitacional e orientar políticas públicas mais eficazes. Essa experiência reforça o valor da cooperação Sul-Sul como um caminho para construir soluções mais adaptadas às realidades dos nossos territórios e promover cidades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis”, afirma a Chefe do Escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes.“A parceria entre Brasil, ONU-Habitat e Cabo Verde demonstra como a Cooperação Sul-Sul Trilateral pode contribuir para gerar aprendizados concretos, fortalecer capacidades institucionais e inspirar a construção e o compartilhamento de soluções para o aprimoramento de políticas habitacionais e urbanas”, destaca a responsável pela Cooperação Sul-Sul Trilateral com Organismos Internacionais da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), Cecília Malaguti.Iniciada em julho de 2024 e finalizada em dezembro de 2025, a iniciativa de cooperação entre Brasil e Cabo Verde apoiou o aprimoramento do debate técnico e institucional sobre moradia e urbanização, considerando as características territoriais, socioeconômicas e administrativas do país. O programa também promoveu intercâmbios de conhecimentos entre instituições brasileiras e cabo-verdianas, fortalecendo redes de cooperação técnica entre os países. Ao longo da iniciativa, foram realizadas quatro missões de cooperação, nas quais delegações de ambos os países tiveram a oportunidade de conhecer a realidade local tanto do Brasil quanto de Cabo Verde, identificando desafios comuns e soluções com potencial de adaptação e replicação em diferentes contextos. Legado para a Cooperação Sul-SulEntre os principais resultados consolidados estão o fortalecimento das capacidades institucionais locais, o aperfeiçoamento de instrumentos de planejamento urbano e habitacional e a ampliação de parcerias internacionais voltadas ao enfrentamento de desafios comuns entre países do Sul Global.
A publicação evidencia que a Cooperação Sul-Sul é uma ferramenta estratégica para acelerar soluções urbanas inclusivas, resilientes e sustentáveis. Ao estimular a troca horizontal de experiências entre países com realidades semelhantes, esse modelo permite respostas mais eficazes, adaptadas aos contextos locais, além de fortalecer a produção compartilhada de conhecimento técnico.Ao reunir e sistematizar os aprendizados, o documento amplia o acesso a experiências bem-sucedidas e contribui para impulsionar políticas urbanas e habitacionais alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Nova Agenda Urbana. Além de registrar resultados, a publicação deixa um legado que poderá orientar novas iniciativas, inspirar adaptações em outros territórios e fortalecer futuras parcerias de cooperação internacional.Para acessar a publicação completa, acesse: https://bit.ly/Publicação_SimetriaUrbanaParticipantes O projeto de Cooperação Sul-Sul em Cabo Verde foi coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com o ONU-Habitat Brasil; e contou com o apoio técnico do Ministério das Cidades, por meio das Secretarias Nacionais de Habitação e de Periferias; da Caixa Econômica Federal; da Fundação João Pinheiro (FJP) e dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e de São Paulo (CAU/SP).Do lado de Cabo Verde, participaram o Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), por meio da Direção-Geral da Habitação (DGH); do Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT); e da empresa pública Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH); o ONU-Habitat Cabo Verde e as Câmaras Municipais de São Miguel, São Domingos e Sal.Simetria Urbana Lançado em 2023, o programa Simetria Urbana tem o objetivo de contribuir com o fortalecimento das capacidades de governos locais e nacionais de países do Sul Global na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas urbanas alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Nova Agenda Urbana. Essas parcerias acontecem na modalidade de cooperação Sul-Sul trilateral, formato de colaboração que envolve dois países do Sul Global e um organismo internacional.Contato para imprensa:Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)Janaina Plessmann (janaina.plessmann@abc.gov.br)
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