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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
Discurso
22 janeiro 2026
Guterres: “Precisamos de vocês mais do que nunca”
Excelências,Caros amigos,É uma honra juntar-me à Associação das Nações Unidas do Reino Unido para comemorar este aniversário especial.Gostaria de começar expressando minha profunda gratidão. Gratidão ao Reino Unido por seu papel decisivo na criação das Nações Unidas.E, mais ainda, gratidão por ser um pilar tão forte do multilateralismo e um defensor das Nações Unidas nos dias de hoje. A UNA-UK é uma das principais razões para isso. Saúdo seus 80 anos de defesa, conscientização e compromisso inabalável em manter o Reino Unido global. Meus agradecimentos a vocês e a todos os membros da sociedade civil aqui presentes hoje por comparecerem à ONU — e por honrarem a história com os olhos firmemente fixos no futuro. Precisamos de vocês mais do que nunca. Caros amigos,Estamos aqui para celebrar os “80 anos da Assembleia Geral da ONU ” — quando delegados de 51 países se reuniram neste salão para a primeira sessão da Assembleia Geral.Também marcamos outro momento — exatamente há 80 anos — quando o Conselho de Segurança se reuniu pela primeira vez.Para chegar a este salão, os delegados tiveram que passar por uma cidade marcada pela guerra.O Palácio de Buckingham, a Abadia de Westminster e a Câmara dos Comuns foram bombardeados pela Luftwaffe.E enquanto as bombas caíam, civis aterrorizados se amontoavam aqui, no porão do Methodist Central Hall — um dos maiores abrigos públicos contra ataques aéreos de Londres.Durante o Blitz, cerca de 2.000 pessoas se reuniram aqui em busca de segurança, esperando com toda esperança que este prédio resistisse à noite.Cada pedra deste salão está impregnada dos desejos e orações, por vezes desesperados, de pessoas comuns — pela paz.Foi logo acima desse abrigo, onde tantos buscaram proteção, que as nações do mundo se reuniram para “salvar as gerações futuras do flagelo da guerra”.De muitas maneiras, este Salão é uma representação física do que são as Nações Unidas: um lugar onde as pessoas depositam sua fé — pela paz, pela segurança, por uma vida melhor.A Assembleia Geral está no centro desse trabalho.Mais adiante, fica a “Mãe dos Parlamentos”.A Assembleia Geral é o parlamento da família das nações.É um fórum para que todas as vozes sejam ouvidas, um molde para o consenso e um farol para a cooperação.A primeira resolução da Assembleia Geral — adotada poucos dias após a primeira reunião — concentrou-se no desarmamento e na eliminação das armas atômicas como objetivo global. E, por oito décadas, a Assembleia Geral tem sido o lugar onde o mundo se reúne para ajudar a promover a paz, o desenvolvimento sustentável e a salvaguarda dos direitos humanos. Por sua natureza, o trabalho da Assembleia Geral pode nem sempre ser simples ou tranquilo. Mas é um espelho do nosso mundo, das suas divisões e das suas esperanças.E é o palco onde se desenrola a nossa história comum. Hoje, estamos a entrar num novo capítulo dessa história. Caros amigos,No meu primeiro ano como secretário-geral, estive neste mesmo lugar para me dirigir à UNA-UK.Era 2017, após eleições e referendos que abalaram sociedades em todo o mundo.Falei dos riscos que enfrentávamos: Conflitos locais tornando-se regionais;Novas tecnologias, incluindo inteligência artificial, ameaçando perturbar profundamente as economias;Soberania nacional sendo invocada como pretexto para minar os direitos humanos. Na última década, tudo isso e muito mais se desenrolou em alta velocidade:Os conflitos em Gaza, na Ucrânia e no Sudão foram violentos e cruéis além da medida;A inteligência artificial tornou-se onipresente quase da noite para o dia;E a pandemia jogou lenha na fogueira do nacionalismo — paralisando o progresso no desenvolvimento e nas ações climáticas.Se este período nos ensinou alguma coisa, é que nossos desafios são cada vez mais sem fronteiras e cada vez mais interconectados.A única maneira de enfrentá-los é juntos. E isso requer um sistema multilateral robusto, responsivo e com bons recursos.No entanto, neste momento, esse sistema está sob ameaça.2025 foi um ano profundamente desafiador para a cooperação internacional e os valores da ONU:A ajuda foi drasticamente reduzida.As desigualdades aumentaram.O caos climático se acelerou.O direito internacional foi pisoteado. A repressão à sociedade civil se intensificou.Jornalistas foram mortos com impunidade.E funcionários das Nações Unidas foram repetidamente ameaçados — ou mortos — no cumprimento do seu dever.Ao mesmo tempo, vemos forças poderosas se alinhando para minar a cooperação global. No ano passado, a ONU informou que os gastos militares globais atingiram 2,7 trilhões de dólares — mais de 200 vezes o orçamento atual do Reino Unido para ajuda humanitária, ou o equivalente a mais de 70% de toda a economia britânica.Enquanto o planeta batia recordes de calor, os lucros dos combustíveis fósseis continuavam a aumentar.E no ciberespaço, algoritmos recompensaram falsidades, alimentaram o ódio e forneceram aos autoritários poderosas ferramentas de controle.No entanto, apesar desses mares agitados, seguimos em frente.Basta olhar para as notícias deste mesmo dia: Hoje, entra em vigor o Acordo sobre Diversidade Biológica Marinha em Áreas além da Jurisdição Nacional (BBNJ).Este tratado estabelece a primeira estrutura jurídica para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade marinha em dois terços do oceano além dos limites nacionais.As negociações foram um modelo de diplomacia moderna: lideradas pela ciência, com a participação não apenas de governos, mas também da sociedade civil, povos indígenas e comunidades locais.Essas vitórias silenciosas da cooperação internacional — guerras evitadas, fome evitada, tratados vitais garantidos — nem sempre chegam às manchetes.No entanto, elas são reais. E são importantes.Se quisermos garantir mais vitórias como essas, devemos assegurar o pleno respeito ao direito internacional e defender o multilateralismo, fortalecendo-o para os nossos tempos. O mundo de 2026 não é o mundo de 1946. À medida que os centros de poder globais mudam, temos o potencial de construir um futuro mais justo — ou mais instável.Se quisermos torná-lo mais justo, é fundamental que o sistema internacional reflita a realidade atual.Esse é o espírito da nossa Iniciativa ONU80 e a essência do Pacto para o Futuro — um plano para garantir que as Nações Unidas sejam mais ágeis, mais coordenadas e mais responsivas.Isso também está no centro de nossos esforços para atualizar o Conselho de Segurança e reformar a arquitetura financeira internacional injusta e desigual.E eu acrescentaria que é claramente do interesse daqueles que detêm mais poder estar na linha de frente da reforma.Aqueles que tentam se agarrar aos privilégios hoje correm o risco de pagar o preço amanhã.Portanto, devemos ser ousados o suficiente para mudar. Ousadia suficiente para encontrar a coragem daqueles que vieram a este salão há 80 anos para construir um mundo melhor. As circunstâncias não exigem nada menos do que isso. Caros amigos,Neste momento em que os valores do multilateralismo estão sendo minados, cabe a nós — em nossa capacidade como profissionais, eleitores e membros de organizações como a UNA-UK — tomar uma posição.Mais do que nunca, o mundo precisa de movimentos da sociedade civil que sejam destemidos e persistentes — que tornem impossível para os líderes desviar o olhar.A Assembleia Geral que celebramos hoje existe por causa de uma verdade simples: a humanidade é mais forte quando nos unimos. Mas essa unidade não começa na Assembleia Geral — ela começa aqui, com movimentos populares como o seu.Todos os anos, a UNA-UK concede o Prêmio Sir Brian Urquhart por Serviços Distintos às Nações Unidas.Gostaria de deixar vocês com uma reflexão sobre o próprio Sir Brian.Quando as Nações Unidas abriram suas portas pela primeira vez, muitos de seus funcionários carregavam feridas visíveis da guerra — um mancar, uma cicatriz, uma queimadura.O major Urquhart era um deles:Ele estava em um navio que explodiu no Canal da Mancha;Testemunhou a libertação de Bergen-Belsen;E carregou, pelo resto da vida, um mancar devido a um paraquedas que não abriu.Existe um mito persistente — que ecoa cada vez mais forte a cada dia — de que a paz é ingênua.Que a única política “real” é a política do interesse próprio e da força.Mas os fundadores das Nações Unidas não estavam alheios à realidade.Pelo contrário, eles tinham visto a guerra e sabiam:A paz, a justiça e a igualdade são as buscas mais corajosas, mais práticas e mais necessárias de todas.Em uma cidade marcada pela devastação, os primeiros delegados nesta sala compreenderam o que estava em jogo. O mesmo aconteceu com as pessoas naquele abrigo antiaéreo.O mesmo aconteceu com os primeiros funcionários, como Sir Brian.Nosso dever é servir com o mesmo senso de urgência.Agradeço a cada um de vocês por escolherem viver uma vida de engajamento e participação.Juntos e juntas, vamos continuar a lutar:Pela justiça.Pela humanidade.E pela paz.Obrigado.Para saber mais, visite a página especial da ONU Brasil sobre os 80 anos das Nações Unidas e acompanhe a cobertura da ONU News em português: https://news.un.org/pt/story/2026/01/1852101
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Notícias
19 janeiro 2026
UNAIDS e Ministério da Saúde abrem seleção de organizações da sociedade civil voltadas a ações de mobilização social
O UNAIDS publicou edital para seleção de Organizações da Sociedade Civil para desenvolver ações de mobilização social e de base comunitária visando à promoção da saúde e dos direitos humanos, para seleção de 25 propostas que receberão até R$ 160 mil cada. O edital é promovido e gerenciado pelo UNAIDS Brasil, com financiamento do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS). Organizações elegíveis O presente edital se destina a Organizações da Sociedade Civil com efetiva experiência na área de HIV/AIDS e/ou Tuberculose (TB), e/ou Hepatites Virais (HV), e/ou ao HTLV, e/ou outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), e/ou as Micoses Endêmicas, e/ou as Micobactérias não Tuberculosas (MNTs) no território nacional. As organizações proponentes devem possuir o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e conta bancária ativos, sem bloqueios, regularizada e pronta para o recebimento dos recursos. Em caso de redes, coletivos, movimentos ou organizações que não possuam CNPJ, será permitida a apresentação de propostas em coautoria com entidades que atendam todos os requisitos do edital. Escopo de atividades a serem desenvolvidasAs atividades devem ser alinhadas com as Diretrizes do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e outras IST (Dathi/SVSA/MS) e da Estratégia Global para a AIDS 2026-2031 e devem apresentar um cronograma de execução de seis meses, contemplando a previsão de envio de relatórios de prestação de contas e de monitoramento dos resultados parciais e finais, conforme disponibilizado pelo UNAIDS após a assinatura do contrato. Essas atividades poderão ser realizadas ações comunitárias de sensibilização e mobilização social, como seminários, encontros territoriais e nacionais, campanhas educativas e de prevenção, oficinas, dentre outras voltadas às pessoas vivendo com HIV e/ou AIDS, e/ou com TB, e/ou com HV, e/ou com HTLV, e/ou outras ISTs, e/ou micoses endêmicas e/ou MNTs, populações-chave e prioritárias. Das populações prioritáriasAs propostas devem priorizar ações voltadas para as seguintes populações: População em situação de rua;Pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas;População privada de liberdade;Travestis e população trans;Profissionais do sexo;Gays e outros HSH;Adolescentes e jovens;População negra; ePopulação indígena. Prazo e inscriçõesEtapaPeríodoLançamento do Edital 30/12/2025 Prazo para recebimento das propostas 27/02/2026 - (23:59 - Brasília) Lista preliminar de OSC selecionadas 27/04/2026 Divulgação do resultado 30/04/2026 Documentos importantesAbaixo estão alguns links importantes de documentos que orientarão as organizações interessadas para o envio correto das propostas de projetos.Acesse o Formulário de InscriçãoAnexo 1 – Formulário de Apresentação de Propostas
Anexo 4 – Sumário de Experiência
Anexo 6 – Carta de Solicitação de ApoioPara acessar todas as informações do Edital, clique aqui.Informações adicionais poderão ser obtidas exclusivamente pelo e-mail brazil@unaids.org, identificadas com o assunto “Dúvidas Edital Sociedade Civil – [Nome da Organização]”.Contato para a imprensa:Thainá Kedziersk, Assessora de Comunicação e Advocacy, UNAIDS Brasil: KedzierskiTH@unaids.org
Anexo 4 – Sumário de Experiência
Anexo 6 – Carta de Solicitação de ApoioPara acessar todas as informações do Edital, clique aqui.Informações adicionais poderão ser obtidas exclusivamente pelo e-mail brazil@unaids.org, identificadas com o assunto “Dúvidas Edital Sociedade Civil – [Nome da Organização]”.Contato para a imprensa:Thainá Kedziersk, Assessora de Comunicação e Advocacy, UNAIDS Brasil: KedzierskiTH@unaids.org
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16 dezembro 2025
ONU lança competição internacional de computação espacial e IA
Regras e elegibilidadeCritérios de elegibilidade e tamanho da equipe: A competição está aberta a pesquisadores, representantes da indústria e desenvolvedores do mundo todo, com regras claras para a formação de equipes.Submissão e direitos de propriedade intelectual: Todos os trabalhos submetidos devem ser originais e completos. Os direitos de propriedade intelectual pertencem à sua equipe.Fair play e uso de dados: Regras contra trapaças, compartilhamento de código e restrições sobre como os dados da competição podem ser utilizados.Conformidade e questões legais: Os trabalhos inscritos devem cumprir todas as leis nacionais e garantir que não infrinjam quaisquer patentes ou outros direitos de propriedade intelectual.Três linhas de desafio: A competição está estruturada em torno de três questões globais críticas. Os participantes podem competir em várias categorias na fase preliminar.Produção de alimentos: Desenvolver um algoritmo de classificação de culturas baseado em IA/ML e uma solução de estimativa de rendimento de culturas utilizando dados de sensoriamento remoto em ambientes de computação espacial.Qualidade da água: Desenvolver um algoritmo de IA/ML para classificar com precisão a turbidez da água de lagos e rios interiores e estimar a concentração de sedimentos em suspensão.Ambientes urbanos resilientes: Desenvolver um algoritmo de avaliação de Ilha de Calor Urbana (ICU) baseado em IA/ML e uma solução de inversão da Temperatura da Superfície Terrestre (TST).Programação do evento: O cronograma da competição está estruturado em quatro fases principais, orientando as equipes desde a inscrição inicial até a cerimônia final de premiação e a oportunidade de implementação via satélite.
Prazo de inscrição: 30 de janeiro de 2026
Fase Preliminar:Prazo para envio do modelo: 22 de março de 2026Anúncio dos semifinalistas: 22 de março a 5 de abril de 2026 Análise das semifinais e da final:Prazo para Validação do Modelo: 30 de abril de 2026Prazo para envio de propostas: 10 de maio de 2026Período de revisão final: 11 de maio a 1 de julho de 2026 Resultados e Cerimônia de Premiação:7 a 10 de julho de 2026Os vencedores serão anunciados durante a Cúpula Global de IA para o Bem de 2026.
Premiação A competição oferece uma premiação total substancial de 39.000 Franco Suíço (CHF), distribuída entre as três categorias, além da oportunidade única de validação por satélite. As equipes vencedoras também recebem suporte completo do Zhejiang Lab para colocar seus algoritmos em órbita e implementar suas soluções na prática.Prêmio Ouro: CHF 3.000: A equipe que obtiver a melhor pontuação em cada categoria ganha CHF 3.000.Prêmio Prata: CHF 1.000: Três equipes por pista receberão CHF 1.000 pelo excelente desempenho na competição técnica.Prêmio de Bronze: CHF 800: Cinco equipes por categoria receberão CHF 800 por inscrições sólidas e propostas inovadoras.Prêmio de Inovação: CHF 300: Dez vencedores por categoria receberão CHF 300, com base exclusivamente na originalidade e no mérito de suas propostas. Critérios de avaliaçãoA pontuação final para os principais prêmios é uma combinação da Competição Algorítmica (70%) e da Competição de Propostas (30%).
Avaliação do prêmio de inovação: O Prêmio de Inovação é concedido de forma independente, com base exclusivamente na originalidade e no mérito da proposta apresentada.Sistemas de competição: As inscrições são gerenciadas através da Plataforma de Competição AI for Good e da Plataforma de Competição Ingenuity Cup.Plataforma de validação técnica: Os recursos computacionais e de dados para validação do modelo são fornecidos pela plataforma zero2x.
Organizadores e governança Esta competição é organizada por um grupo diversificado de organizações internacionais e nacionais, supervisionadas por comissões de especialistas.Anfitriões internacionais: O evento é organizado em conjunto pela UIT (agência da ONU) e pelo Laboratório de Zhejiang (ZJ Lab), garantindo liderança global e técnica.Principais colaboradores: A equipe de organização conta com o apoio da CBAS, da CAICT e da Fundação de Desenvolvimento Zhijiang.Comissão organizadora: Presidido por um especialista da UIT, este comitê define a direção estratégica geral, aprova o orçamento e resolve disputas.Comissão julgadora: Um painel de 12 a 15 especialistas internacionais convidados, vindos de universidades de renome e entidades organizadoras, é responsável por avaliar e recomendar os vencedores finais.
Mais informações, acesse aqui (em inglês).
Prazo de inscrição: 30 de janeiro de 2026
Fase Preliminar:Prazo para envio do modelo: 22 de março de 2026Anúncio dos semifinalistas: 22 de março a 5 de abril de 2026 Análise das semifinais e da final:Prazo para Validação do Modelo: 30 de abril de 2026Prazo para envio de propostas: 10 de maio de 2026Período de revisão final: 11 de maio a 1 de julho de 2026 Resultados e Cerimônia de Premiação:7 a 10 de julho de 2026Os vencedores serão anunciados durante a Cúpula Global de IA para o Bem de 2026.
Premiação A competição oferece uma premiação total substancial de 39.000 Franco Suíço (CHF), distribuída entre as três categorias, além da oportunidade única de validação por satélite. As equipes vencedoras também recebem suporte completo do Zhejiang Lab para colocar seus algoritmos em órbita e implementar suas soluções na prática.Prêmio Ouro: CHF 3.000: A equipe que obtiver a melhor pontuação em cada categoria ganha CHF 3.000.Prêmio Prata: CHF 1.000: Três equipes por pista receberão CHF 1.000 pelo excelente desempenho na competição técnica.Prêmio de Bronze: CHF 800: Cinco equipes por categoria receberão CHF 800 por inscrições sólidas e propostas inovadoras.Prêmio de Inovação: CHF 300: Dez vencedores por categoria receberão CHF 300, com base exclusivamente na originalidade e no mérito de suas propostas. Critérios de avaliaçãoA pontuação final para os principais prêmios é uma combinação da Competição Algorítmica (70%) e da Competição de Propostas (30%).
Avaliação do prêmio de inovação: O Prêmio de Inovação é concedido de forma independente, com base exclusivamente na originalidade e no mérito da proposta apresentada.Sistemas de competição: As inscrições são gerenciadas através da Plataforma de Competição AI for Good e da Plataforma de Competição Ingenuity Cup.Plataforma de validação técnica: Os recursos computacionais e de dados para validação do modelo são fornecidos pela plataforma zero2x.
Organizadores e governança Esta competição é organizada por um grupo diversificado de organizações internacionais e nacionais, supervisionadas por comissões de especialistas.Anfitriões internacionais: O evento é organizado em conjunto pela UIT (agência da ONU) e pelo Laboratório de Zhejiang (ZJ Lab), garantindo liderança global e técnica.Principais colaboradores: A equipe de organização conta com o apoio da CBAS, da CAICT e da Fundação de Desenvolvimento Zhijiang.Comissão organizadora: Presidido por um especialista da UIT, este comitê define a direção estratégica geral, aprova o orçamento e resolve disputas.Comissão julgadora: Um painel de 12 a 15 especialistas internacionais convidados, vindos de universidades de renome e entidades organizadoras, é responsável por avaliar e recomendar os vencedores finais.
Mais informações, acesse aqui (em inglês).
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Publicação
07 abril 2025
Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2024
O Relatório Anual das Nações Unidas apresenta os resultados de um ano de avanços estratégicos no Brasil. Por meio de um planejamento integrado e de investimentos catalisadores, o Sistema ONU, formado por 24 entidades, atuou conjuntamente com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para impulsionar o desenvolvimento do país, com atenção às necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e ao meio ambiente.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2024 a ONU trabalhou em temas como saúde, educação, emprego e renda, acesso a serviços básicos, equidade, direitos humanos e assistência humanitária em 351 iniciativas, que trouxeram benefícios para milhões de pessoas. O investimento feito no país foi de US$ 155 milhões. Confira dez pontos de destaque do que o Sistema das Nações Unidas alcançou em 2024:Resposta à emergência no Rio Grande do SulResposta a secas e queimadasMobilização de R$ 55 milhões para o Fundo Brasil-ONU para a AmazôniaApoio à elaboração da Contribuição Nacionalmente Determinada de redução de emissões de gases do efeito estufaRealização de 55 missões de autoridades da ONU ao BrasilApoio à delegação brasileira de jovens no Y20Engajamento na Aliança Global contra a Fome e a PobrezaParticipação brasileira na Cúpula do FuturoAdoção do ODS18 – Igualdade Étnico-RacialApoio à presidência brasileira do G20
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22 setembro 2025
Relatório Anual das Nações Unidas 2025
“O presente relatório demonstra que, apesar dos tempos extremamente difíceis – e, na verdade, justamente por causa deles – podemos e devemos continuar lutando por um mundo melhor, que sabemos estar ao nosso alcance.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, 18 de setembro de 2025 O Relatório Anual das Nações Unidas 2025 faz uma retrospectiva de um ano de adversidades e esperança para a humanidade. Em 2024, conflitos fatais continuaram a causar sofrimento massivo e deslocamentos. Nosso planeta quebrou novos recordes de calor. A pobreza, a fome e as desigualdades aumentaram, enquanto tecnologias transformadoras como a inteligência artificial se expandiram sem regulamentações eficazes, e o direito internacional e os direitos humanos foram desrespeitados.
Diante de tais desafios, as Nações Unidas trabalharam para transformar nossos valores compartilhados em ações concretas no terreno, para pessoas ao redor do mundo.O presente relatório demonstra que, apesar dos tempos extremamente difíceis – e, na verdade, justamente por causa deles – podemos e devemos continuar lutando por um mundo melhor, que sabemos estar ao nosso alcance. Renovaremos nossos esforços para alcançar a paz, promover o desenvolvimento sustentável e defender e proteger os direitos humanos, para toda a humanidade.Dez maneiras pelas quais as Nações Unidas fazem a diferença:139 milhões de pessoas assistidas e protegidas enquanto fugiam da guerra, da fome e da perseguição
123 milhões de pessoas receberam alimentos e assistência em mais de 120 países e territórios
3 milhões de vidas salvas por ano por meio de vacinas fornecidas a 45% das crianças do mundo
194 nações trabalhando com as Nações Unidas para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C
67.500 militares e civis mantendo a paz em 11 operações ao redor do mundo
4 bilhões de pessoas afetadas pela crise global de água que as Nações Unidas estão enfrentando
80 tratados/declarações para proteger e promover os direitos humanos globalmente
US$ 50 bilhões arrecadados para atender às necessidades humanitárias de 198 milhões de pessoas
48 países assistidos em seus processos eleitorais, usando a diplomacia para prevenir conflitos
11 milhões de pessoas receberam serviços de saúde sexual e reprodutivaPara saber mais, siga @nacoesunidas e @onubrasil nas redes e visite a página do Relatório Anual 2025. Baixe o relatório completo (em inglês):
Diante de tais desafios, as Nações Unidas trabalharam para transformar nossos valores compartilhados em ações concretas no terreno, para pessoas ao redor do mundo.O presente relatório demonstra que, apesar dos tempos extremamente difíceis – e, na verdade, justamente por causa deles – podemos e devemos continuar lutando por um mundo melhor, que sabemos estar ao nosso alcance. Renovaremos nossos esforços para alcançar a paz, promover o desenvolvimento sustentável e defender e proteger os direitos humanos, para toda a humanidade.Dez maneiras pelas quais as Nações Unidas fazem a diferença:139 milhões de pessoas assistidas e protegidas enquanto fugiam da guerra, da fome e da perseguição
123 milhões de pessoas receberam alimentos e assistência em mais de 120 países e territórios
3 milhões de vidas salvas por ano por meio de vacinas fornecidas a 45% das crianças do mundo
194 nações trabalhando com as Nações Unidas para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C
67.500 militares e civis mantendo a paz em 11 operações ao redor do mundo
4 bilhões de pessoas afetadas pela crise global de água que as Nações Unidas estão enfrentando
80 tratados/declarações para proteger e promover os direitos humanos globalmente
US$ 50 bilhões arrecadados para atender às necessidades humanitárias de 198 milhões de pessoas
48 países assistidos em seus processos eleitorais, usando a diplomacia para prevenir conflitos
11 milhões de pessoas receberam serviços de saúde sexual e reprodutivaPara saber mais, siga @nacoesunidas e @onubrasil nas redes e visite a página do Relatório Anual 2025. Baixe o relatório completo (em inglês):
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História
23 janeiro 2026
Do desafio à liderança: a floresta e o poder da transformação social
Nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde ficam o Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu e o Rio Dona Eugênia, Edgar Martins morava a poucos metros da área da reserva natural, um refúgio que o ajudou a mudar de rota e construir uma trajetória de impacto na gestão pública ambiental. O parque está localizado no Maciço do Mendanha, formado pelas serras do Mendanha, Gericinó e Madureira. É composto por 1,1 mil hectares de área protegida da Mata Atlântica, com inúmeras cachoeiras, poços e uma rica biodiversidade. Foi nessa localidade que Edgar encontrou abrigo quando, aos 12 anos, foi aliciado pelo tráfico, um cenário comum na região. O parque se tornou um lugar de fuga da realidade, e foi onde ele conheceu Dona Olga, moradora da comunidade que se preocupou ao vê-lo sempre sozinho. Quando soube o motivo de tanta frequência, ela resolveu ajudá-lo, oferecendo almoço e lanches nas longas jornadas longe de casa. Em forma de agradecimento, Edgar começou a apoiar com tarefas no entorno do parque. A convivência com a natureza acabou despertando seu conhecimento e uma forte conexão com o meio ambiente e com a conservação do local, possibilitando que posteriormente se tornasse um guia mirim. “Foi ali que entendi, ainda bem jovem, que a natureza era meu caminho para me encontrar e encontrar saúde mental. E isso me levou a focar meus estudos no meio ambiente, pela biologia”, ele conta. Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Iguaçu e pós-graduado em Gestão Pública e Ambiental, Edgar é perito em Incêndio Florestal e já acumula experiências de atuação na Secretaria de Meio Ambiente de Nova Iguaçu há 20 anos. “Minha história é um exemplo para a juventude de que existem outros caminhos. Passei por muitas dificuldades, minha mãe trabalhava muito, e hoje sou pós-graduado e mestrando em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. É preciso disposição para sair da zona de conforto e fazer a diferença no mundo em que vivemos.” Evitando a poluição dos riosSe o meio ambiente sempre fez parte da vida e da rotina de Edgar, entender o panorama da agricultura no município foi um novo desafio profissional quando assumiu o cargo de Secretário de Meio Ambiente e Agricultura de Nova Iguaçu, em 2023. A iniciativa do atual subsecretário foi entender as dificuldades dos profissionais de agricultura e de que maneira ele poderia colaborar com novas soluções, já que a região enfrenta problemas de abastecimento de água e grande parte dos produtores recorria ao poço artesiano para a irrigação das plantações. Muitos desses produtores fazem uso da água em regiões que usam sistemas de “sumidouro” como solução para o esgotamento sanitário, composto por paredes vazadas e fundo permeável. Esse tipo de sistema resulta, muitas vezes, na contaminação do lençol freático. Com isso, houve a preocupação das condições da água captada nos poços artesianos e o saneamento básico. A equipe do município de Nova Iguaçu precisou buscar soluções mais sustentáveis – e assim chegou até o edital “Sanear Guandu”, do Comitê de Bacia Hidrográfica Guandu.Assim surgiu a iniciativa Gestão Integrada de Recursos Hídricos em Áreas Protegidas e Rurais, com o objetivo de evitar a poluição dos rios e córregos com a ajuda dos Comitês de Bacias Hidrográficas, investindo no tratamento do esgoto por meio de obras que tragam soluções tanto individuais quanto coletivas, com a participação da comunidade local, oficinas de capacitação e ações de mobilização social. Além disso, a iniciativa também é realizada em parceria com a Empresa Municipal de Limpeza Urbana (EMLURB) e com as mulheres da cooperativa Carolinas de Jacutinga, que ajudam a dar novo destino para o lixo e os materiais recicláveis, gerando renda e impedindo que os resíduos poluam o oceano. O projeto também colabora com a recuperação da vegetação que cresce naturalmente nas margens dos rios, dentro das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e outras regiões mais afastadas. Isso cria corredores ecológicos, evita o assoreamento e protege a fauna e a flora. O plano também conta com campanhas educativas com escolas para conscientizar crianças e adolescentes sobre como cuidar da água e com a colaboração da Defesa Civil para treinar as comunidades em como reduzir os riscos de desastres, principalmente nas áreas mais vulneráveis a enchentes, deslizamentos e incêndios. Desafio dos ODSEm novembro de 2024, a ação da prefeitura de Nova Iguaçu foi reconhecida pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) no Concurso de Boas Práticas do Desafio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na categoria ODS 6 e 14 - Uso da água e preservação dos oceanos. Promovido pelo RJ Resiliente, parceria do ONU-Habitat com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Desafio dos ODS mobilizou mais de 500 servidores públicos de 86 municípios e 9 comitês de bacia em torno de um objetivo comum: fortalecer a resiliência climática e acelerar a Agenda 2030 no estado. Ao todo, 43 iniciativas foram submetidas em 6 categorias de premiação, das quais 10 foram premiadas. A categoria vencida por ele destacou iniciativas de promoção da gestão eficiente de recursos hídricos e resíduos, assegurando o acesso à água potável e ao saneamento básico para todas as pessoas, além de proteger as fontes hídricas e os oceanos. Ela está alinhada aos ODS 6: Água e Saneamento e ODS 14: Vida na Água, buscando garantir a disponibilidade e o uso sustentável da água, assim como a biodiversidade dos ambientes marinhos. “Estar no G20, recebendo um prêmio em nome da cidade que eu nasci foi emocionante e gratificante. Relembrei de toda a minha trajetória até aquele momento. Essa é a minha obrigação como gestor público, mas o sentimento é de reconhecimento em ver a cidade de Nova Iguaçu como referência.” “Essa conquista no Desafio dos ODS é fruto do esforço coletivo e do apoio do Sanear Guandu, além do compromisso de muitas pessoas com o desenvolvimento sustentável. Agradeço a todos e todas que contribuíram ao longo do processo e destaco, em especial, o apoio de Frederico Ayres, assessor técnico de Meio Ambiente, cujo trabalho foi fundamental para que esse reconhecimento se tornasse possível”, agradeceu o gestor. Para saber mais, siga o @onuhabitatbrasil nas redes!
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História
15 janeiro 2026
FNDE e ONU avançam na construção de escolas indígenas e quilombolas
Carro emprestado, barco, bicicleta, moto, carona. No Brasil, o caminho para a escola nem sempre foi fácil, especialmente no contexto de comunidades tradicionais localizadas em locais distantes dos centros urbanos e onde a preservação da identidade cultural é também uma forma de resistência.“Eu nasci e me criei aqui. Aprendi a assinar meu nome e parei por aí. A gente não tinha como continuar, por falta de estrutura. Não tinha colégio, não tinha professor”, lembra Raimundo Claudio, 69 anos, indígena do povo Tembé, uma das 391 etnias existentes no país.A realidade descrita por Raimundo era muito comum em comunidades indígenas e quilombolas no Brasil. Com a falta de estrutura física, muitas famílias precisavam levar seus filhos para a cidade, como forma de garantir a continuidade dos estudos. A alternativa, contudo, saia mais cara e acabava por promover a separação das famílias e a perda de costumes e práticas culturais, tão importantes para as comunidades.Esse cenário mudou nos últimos anos, com o avanço de políticas públicas e mais investimentos em infraestrutura escolar - como um caminho para a garantia do acesso à educação e preservação das identidades culturais. Uma iniciativa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do Ministério da Educação, com apoio do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), um organismo da ONU especializado em infraestrutura, está acelerando as melhorias nessa área. A parceria prevê a conclusão das obras de 62 escolas indígenas e quilombolas, localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. Desse total, 24 obras estão contratadas. “A educação é quase tudo, porque é ela que traz desenvolvimento para a comunidade”, destaca o cacique Nilson Tembé, liderança da Aldeia Indígena Frasqueira, localizada em Capitão Poço, no Pará. “Com a educação, conseguimos formar pessoas - professores, médicos, enfermeiros, dentistas - e essas pessoas podem ocupar os espaços que antes eram dos brancos”, reforça ele.“Essa iniciativa representa uma grande aspiração e esperança de que tenhamos assistência a esses povos, que foram durante muitos anos esquecidos em políticas públicas”, afirma a presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba. “E é muito importante que as obras sejam realizadas escutando as comunidades. Os povos tradicionais têm uma cultura muito forte, que precisa ser passada de geração em geração, então estamos fazendo essas obras de modo mais específico, para garantir que as pessoas tenham espaços adequados para a educação.” Escuta, cuidado e adaptaçãoOs processos de escuta começam ainda antes do primeiro tijolo ser colocado. “Neste projeto, a gestão social começa cedo. Desde o momento zero, fazemos contato com lideranças das comunidades indígenas e quilombolas, com professores e diretores escolares e com autoridades de Educação dos municípios e estados”, explica Diogo Cavallari, especialista Nacional em Gestão de Obras pelo UNOPS Brasil.Um grupo de especialistas em gestão social - que são também integrantes de comunidades indígenas e quilombolas - faz acompanhamento periódico com as lideranças, informando sobre os avanços de maneira transparente e objetiva. Na fase de diagnóstico sobre a situação das infraestruturas até então existentes - visto que as obras de algumas escolas já estavam iniciadas -, as comunidades também opinaram sobre as adaptações que poderiam ser feitas , como, por exemplo, o aumento do número de salas (para caber mais turmas) - sem impacto na área total - e a substituição de materiais por outros mais facilmente encontrados no contexto local.As novas escolas serão feitas com materiais que permitem o melhor aproveitamento da luz e da ventilação natural, a produção de energia com placas solares fotovoltaicas e o reuso de água da chuva. “Eu quero fazer curso de direito. Para poder entrar no mundo dos direitos dos povos indígenas, lutar pelos nossos direitos, que muitas vezes são violados”, planeja Zahy Tembé, estudante do ensino médio.Além da conclusão das 62 escolas, o projeto do FNDE com o UNOPS prevê o fortalecimento da gestão de infraestrutura escolar, com ações como aprimoramento de processos e redução de gargalos institucionais. Outra entrega é um novo projeto referencial para obras de escolas indígenas e quilombolas, com tipologias de construção diversas e que permitirão ainda mais facilidade e dinamismo em futuras construções.Para saber mais, leia a matéria do UNOPS e siga @unops_official nas redes!
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História
23 dezembro 2025
Pós-desastre: UNOPS apoia a reconstrução da infraestrutura do SUS no Rio Grande do Sul
Em parceria com o Ministério da Saúde, o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) vem apoiando municípios gaúchos na recuperação da infraestrutura de saúde. Ao todo, 101 obras em 33 municípios estão sendo acompanhadas pelo organismo da ONU, que oferece consultoria especializada, suporte técnico e orientação jurídica a gestores locais.Hoje, ao ver a Unidade Básica de Saúde (UBS) Sarandi, em Porto Alegre, totalmente reformada, a enfermeira Cassiane Neves se emociona:“Passamos um ano e cinco meses fazendo os atendimentos nos fundos do prédio, com horários restritos e sem a equipe completa. Foi muito difícil. Agora reabrimos para a comunidade. Daqui para frente, é atendimento pleno, tudo novo”, comemorou ela logo após a reabertura da unidade, em novembro. A UBS Sarandi atende, em média, cerca de 3 mil pessoas por mês.As dificuldades enfrentadas durante a enchente ainda estão igualmente vivas para a enfermeira Mariana Leonardo de Freitas Mirandolli, responsável pela unidade de saúde Mario Quintana, também na capital gaúcha. “Foi uma obra muito esperada por todos nós. Logo depois da enchente, durante dois meses, o atendimento foi feito em barracas improvisadas, nos abrigos e até em um CTG (Centro de Tradições Gaúchas). Precisamos sair das barracas porque o calor era insuportável. Voltamos a atender dentro da unidade mesmo sem luz”, relata.Com forte vulnerabilidade social no entorno da unidade, a equipe da UBS Mario Quintana decidiu manter o atendimento no território, mesmo em condições críticas. “Sair daqui não era uma opção. Seguimos o atendimento sem parar, Finalmente, é um sonho que conseguimos realizar, ao prestar uma melhor assistência para a comunidade. Agora temos salas com luz, portas e até ar-condicionado. Está sendo muito bom”, afirma Mariana. Apoio técnico em municípios severamente atingidosUma das cidades mais impactadas pelas enchentes foi Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O município foi invadido pelos rios dos Sinos e Caí, exigindo evacuações emergenciais. No bairro Morretes, onde fica uma UBS, equipes de saúde precisaram ser transportadas por barco para dar continuidade ao atendimento.Por meio do acordo de cooperação com o Ministério da Saúde e em articulação com a Prefeitura, o UNOPS apoiou na definição da área mais adequada para a construção de duas UBS e orientou o município no processo de desapropriação em um dos terrenos — um passo necessário para viabilizar as obras. “A equipe técnica ajudou no correto direcionamento jurídico, o que foi fundamental naquele momento”, destaca o secretário de Saúde de Nova Santa Rita, Bryan Freitas.Segundo ele, a parceria contribuiu para solucionar entraves que pareciam sem solução: “O Ministério da Saúde e o UNOPS foram fundamentais para esclarecer dúvidas técnicas e apontar possibilidades. Não contamos com um corpo técnico especializado, então o acompanhamento nos trouxe segurança e facilitou nossa gestão.”Reconstrução de unidades com eficiênciaEm Sapucaia do Sul, as unidades Colina Verde e Carioca registraram danos estruturais severos, que afetaram salas de atendimento, instalações elétricas e áreas administrativas, exigindo reformulação completa dos espaços. Segundo a secretária adjunta de Saúde do município, Ana Paula Macedo, o apoio técnico tem sido decisivo para garantir agilidade na recuperação.“É uma oportunidade de atender melhor a comunidade e sanar as dificuldades geradas pela enchente. Podemos agora fazer a reforma e a ampliação das unidades Colina Verde e Carioca. A perspectiva é entregar essas estruturas em breve à população, que se sentirá valorizada e terá atendimento qualificado perto de casa”, avalia.O maior desastre climático do RS e a resposta na saúdeEntre abril e maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o maior desastre climático de sua história. As enchentes atingiram 478 municípios; cerca de 2,3 milhões de pessoas foram afetadas, 650 mil ficaram desalojadas, mais de 71 mil desabrigadas e 183 perderam a vida, segundo a Defesa Civil do Estado. Em Porto Alegre, o Rio Guaíba ultrapassou 5,35 metros em Porto Alegre, superando o recorde da enchente de 1941.Na área da saúde, o impacto foi devastador: cerca de 3 mil estabelecimentos de saúde sofreram danos estruturais. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, ao menos 290 estruturas como hospitais e unidades do SUS foram atingidas. Apenas em Porto Alegre, 26 Unidades Básicas de Saúde (UBS) foram impactadas; 14 delas precisaram ser fechadas, interrompendo os atendimentos à população em um momento crítico.Diante dos impactos provocados pelo desastre climático no Rio Grande do Sul, o projeto entre UNOPS e Ministério da Saúde busca acelerar a reconstrução da infraestrutura de saúde com assistência técnica, incluindo diagnóstico de necessidades e orientação jurídica, desde o início da execução até a conclusão das obras. A atuação, em conjunto com os gestores municipais, vem fortalecendo a resiliência dos serviços de saúde, promovendo soluções sustentáveis e assegurando o uso eficiente dos recursos públicos.Para saber mais, visite a página do UNOPS no Brasil: https://www.unops.org/brazil
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História
03 dezembro 2025
Em São Paulo, gêmeos Guarani unem saneamento e tradição ancestral
A cena já faz parte do cotidiano dos Guarani Mbya que vivem nas aldeias da Terra Indígena Jaraguá Kwaray Djekupe, na zona norte de São Paulo. Logo cedo, quando os primeiros raios de sol dissipam a neblina sobre a vasta vegetação, os gêmeos Karai Poty e Karai Mirim, de 37 anos — conhecidos em português como Anderson Augusto Vilar Martim e André Augusto Vilar Martim — caminham entre as casas e as matas. Com atenção e cuidado, observam as condições de saneamento, em atividades que unem o trabalho técnico ao respeito pela cultura Guarani.Munidos de pás, enxadas, luvas de borracha e peças hidráulicas, eles atuam como agentes de saneamento indígenas. Porém, o cuidado com a água não se limita à saúde pública: é entendido também como uma conexão espiritual fundamental para a vida no território.“Acreditamos que há espíritos em tudo: nos objetos, na mata, em cada ser. Cada elemento da natureza nos fortalece quando entramos em contato com ele. E com a água não é diferente”, explica André. “A água é vida, é parte de nós. Diante de uma cachoeira ou de uma nascente, mergulhamos logo cedo para renovar o espírito e começar bem o dia”, completa Anderson. Vocação para o saneamento A vida da comunidade, que utiliza a terra para o cultivo e a criação de animais, sempre foi ritmada pelo córrego Ribeirão Vermelho, que atravessa a mata e servia como fonte de água, alimento e força espiritual. Atualmente o ribeirão encontra-se poluído e está impróprio para banho e consumo, realidade que motivou os gêmeos a transformar a lamentação em ação.O trabalho dos irmãos com o saneamento começou de formas diferentes. Anderson foi o primeiro: iniciou sua trajetória em 2016, quando foi selecionado para a vaga de agente de saneamento indígena na Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) Aldeia Jaraguá Kwaray Djekup, unidade da Secretaria Municipal da Saúde voltada à população indígena e administrada pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM/PAIS). Desde então, sua rotina envolve a implementação e o monitoramento de sistemas de saneamento básico, como nascentes e poços artesianos, fossas sépticas, banheiros comunitários, vias de drenagem e soluções de coleta de resíduos.Muitas pessoas que vivem na Terra Indígena Jaraguá não falam português. Por isso, e pelo fato de serem membros das aldeias, os agentes de saneamento conquistam a confiança dos habitantes e desempenham um papel essencial no cuidado com as estruturas domiciliares e na comunicação com o poder público. “Conversamos com os moradores na língua guarani mbya e temos acesso às casas para avaliar os problemas e pensar juntos nas melhores soluções”, explica Anderson. Outro aspecto importante de seu trabalho é a busca de recursos junto a órgãos públicos, organizações de saúde e comunidades parceiras. “O papel de agente de saneamento dá legitimidade para participar de reuniões, correr atrás e resolver problemas”, comenta. “Posso ir a autoridades, políticos e outras lideranças para pedir recursos e apoio. Não dá para ficar parado esperando.”Sua trajetória ganhou um novo capítulo com a chegada de André. Inspirado pelo trabalho do irmão, decidiu seguir o mesmo caminho e, desde agosto, passou a atuar como o segundo agente de saneamento da unidade de saúde indígena. Antes disso, André trabalhava como auxiliar de limpeza no mesmo local, e foi ali, entre corredores e pátios, que começou a perceber com mais clareza a ligação entre o saneamento e a saúde da comunidade — e entendeu que poderia ser um multiplicador de boas práticas. “Eu via o quanto as pessoas sofriam com surtos de dengue e outros problemas. Agora posso organizar grupos para fazer mutirões de limpeza e eliminar focos. É diferente quando a gente atua junto, mobilizando as aldeias e envolvendo todo mundo nesse cuidado”, conta André.Outra motivação é integrar a educação ambiental às tradições do povo Guarani. “Falamos principalmente sobre cuidar do território e da água, manter as nascentes limpas, zelar pelas fossas e não jogar resíduos nos rios, sempre pensando na nossa conexão com os elementos da terra”, explica. “Quando a água está limpa e o lugar está em equilíbrio, o espírito da comunidade também se fortalece.” Laços com o territórioO empenho dos irmãos tem como inspiração sua avó, Kerexu, chamada em português de Jandira Augusta Venício, uma das fundadoras da Terra Indígena Jaraguá e reconhecida como uma das primeiras mulheres a ocupar o papel de cacica no Brasil.Ao longo das décadas de 1970 e 1980, outras famílias Guarani Mbya vindas do Paraná, do litoral e do sul do país se juntaram a eles, consolidando a presença indígena na região. Com o avanço da urbanização no entorno e a morte do marido, Jandira assumiu a liderança da aldeia, articulando demandas por educação, saúde e reconhecimento territorial em meio à pressão crescente da cidade. Um dos marcos de sua luta ocorreu em 1987, com a primeira demarcação da terra. Porém, de forma insatisfatória, apenas 1,7 hectare foi oficialmente demarcado, o equivalente a pouco mais de dois campos de futebol, o que transformou a área na menor terra indígena do país. Após diversas tentativas na Justiça para ampliar essa área, um importante avanço aconteceu 37 anos depois, em 2024, quando o Ministério da Justiça declarou a posse de 532 hectares. Trata-se, porém, da segunda de cinco etapas do processo de demarcação almejado.Os gêmeos cresceram acompanhando a liderança da avó, cuja força e determinação seguem como referência. “Ela tinha um modo de lutar pela terra e de ir diretamente às autoridades em busca da demarcação. E fazia isso em plena ditadura militar”, recorda Anderson. “Ela lutou por cada pedaço desta terra e pela vida do povo. Ela nos inspira”, emenda André.Jandira e seu marido, Kuaray Augusto (Joaquim Augusto Martins), fundaram no final dos anos 1950 a primeira aldeia da Terra Indígena Jaraguá: a Tekoa Ytu, o “Lugar da Cachoeira”, em referência às nascentes e córregos então abundantes. A ação do casal marcou a reocupação do território Guarani Mbya na região, após séculos de expulsões desde a colonização portuguesa. A terra, situada ao lado do Pico do Jaraguá — o ponto mais alto de São Paulo —, tem um significado central na cosmologia guarani, sendo considerada uma “terra de passagem” na busca ancestral pela terra sem males, um espaço mítico de plenitude e harmonia espiritual.Lições para o saneamento de São PauloO trabalho dos gêmeos foi essencial para conectar as demandas da aldeia ao processo de diagnóstico do Plano Municipal de Saneamento Ambiental Integrado, que está sendo desenvolvido em uma parceria do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo. Recentemente, representantes das instituições visitaram a Terra Indígena Jaraguá para conhecer de perto a situação local. O plano vai orientar as ações de saneamento da cidade nos próximos anos, oferecendo diretrizes para o planejamento, a execução e o monitoramento de políticas públicas relacionadas à água, esgoto, drenagem urbana e resíduos sólidos. O documento vai incluir pareceres técnicos, indicadores socioambientais e propostas construídas junto à população para enfrentar desafios históricos e avançar em soluções mais eficientes, sustentáveis e inclusivas.A elaboração do plano envolve diversas etapas de participação social. Entre julho e setembro, foram realizadas 33 oficinas presenciais em toda a capital paulista. Ao todo, 1.199 pessoas participaram das atividades, que resultaram em 615 contribuições sobre diversos temas do saneamento. Nesse contexto, ouvir os diferentes grupos que compõem a população, como os indígenas, é essencial. “As práticas, os saberes indígenas e sua relação com a água nos ajudam a repensar a abordagem do saneamento de forma mais integrada, considerando o território, a cultura e o modo de vida de cada comunidade. Essa escuta é essencial para construir soluções que respeitem as diferentes realidades da cidade”, afirma o coordenador do Plano Municipal de Saneamento Ambiental Integrado no ONU-Habitat, Lucas Daniel Ferreira. Outra diretriz do plano é a atenção especial aos territórios em situação de vulnerabilidade socioambiental, como a Terra Indígena Jaraguá, catalisando o trabalho dos agentes de saneamento e incorporando suas preocupações no planejamento da cidade. Além da poluição no córrego Ribeirão Vermelho causada pela ocupação urbana no entorno, a região enfrenta interrupções no fornecimento de água pela rede pública, vazamentos e falta de conservação em fossas sépticas. “Há fossas que ficam entupidas e precisam de bombeamento para serem esvaziadas. Algumas ficam muito cheias, acabam vazando e gerando mau cheiro”, comenta André.Esses desafios reforçam a necessidade de políticas públicas integradas e de ações contínuas de prevenção, manutenção e investimento em infraestrutura. “A realidade da Terra Indígena Jaraguá evidencia tanto os desafios quanto as oportunidades relacionadas à universalização do acesso à água de qualidade, ao tratamento e à destinação correta do esgoto, e à requalificação dos corpos d’água em articulação com o meio ambiente e seus múltiplos usos”, destaca a coordenadora de Segurança Hídrica da SMUL-SP, Amanda de Almeida Ribeiro. Além do plano de saneamento, o ONU-Habitat também apoia a Prefeitura na elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos, que reúne diretrizes para a geração, separação, coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos. O plano abrange ainda a limpeza pública, a gestão de resíduos especiais, o trabalho de catadores e cooperativas, a reciclagem e a logística reversa.O olhar para o futuroO saneamento na Terra Indígena Jaraguá também traz exemplos de inovação no saneamento em sintonia com a sustentabilidade. Entre as casas e o verde do território, Anderson e André constroem banheiros comunitários equipados com sistemas de vermifiltro, uma solução ecológica que utiliza minhocas para transformar resíduos orgânicos em biofertilizante, filtrando a água por meio de camadas de pedra e areia.De olho no futuro, mas guiados pelas memórias, os irmãos acompanham o planejamento de um novo projeto que busca atender às necessidades hídricas das aldeias e resgatar tradições: um lago comunitário. Além de servir ao plantio e ao abastecimento, a iniciativa responde a um desejo coletivo do povo Guarani Mbya de restabelecer a relação ancestral com a água.“No passado, todo indígena sabia nadar. Mas hoje alguns jovens já não sabem, porque não têm acesso às águas. É um grande impacto para a nossa cultura não poder ensinar as crianças a mergulhar e pescar do jeito ancestral”, lamenta Anderson.O córrego Ribeirão Vermelho, cuja degradação despertou nos irmãos a vocação para o saneamento, continua servindo de inspiração, agora em forma de sonho: o de vê-lo despoluído. “Cuidamos do rio, tentamos mantê-lo limpo. Já buscamos várias formas de recuperação, mas é difícil”, conta André. “Mas os espíritos continuam ali. Um dia, o rio renascerá.”Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes! Contato para imprensa: Alex Gomes (alex.gomes@un.org)Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
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História
03 dezembro 2025
“Elizabeth não só ganhou peso, como seu semblante mudou - ela está feliz”
A menina Elizabeth Lefébre, de apenas sete anos e que nasceu com microcefalia, está vencendo uma luta travada desde antes da sua chegada ao Brasil: a desnutrição. Sua família vivia em El Dorado, na Venezuela, e decidiu migrar para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Com a ajuda dos pais e do irmão mais velho, de 12 anos, Eliza, como é chamada pelos familiares, está em plena recuperação para viver dias mais saudáveis na sua infância, que recomeça em um novo país.No âmbito da Operação Acolhida, a resposta humanitária para refugiados e migrantes da Venezuela liderada pelo Governo Federal, há uma equipe multiprofissional capacitada para apoiar os cuidados de casos como o de Elizabeth. São nutricionistas do projeto do UNICEF em parceria com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA).Logo na sua chegada ao abrigo, Elizabeth passou a ser acompanhada pela equipe de nutrição, e recebeu as orientações médicas para tratar o caso. As profissionais prescreveram uma dieta que prevê uma alimentação balanceada com a ajuda de suplementos. Com o tratamento, a menina começou a recuperar energia, vitaminas e minerais necessários para o seu desenvolvimento. Luara Reis, nutricionista da ADRA que acompanha Elizabeth, compara a evolução no tratamento."No nosso primeiro contato, Eliza estava muito debilitada, bem fraquinha e ainda com anemia. Hoje ela está completamente diferente, é uma menina forte e saudável, e tudo isso graças aos pais, que levaram a sério o tratamento, que também foi possível graças aos monitores de saúde, que acompanham seu caso de perto no dia a dia. Esses esforços em conjunto estão contribuindo para que em breve ela fique 100% recuperada", destaca a profissional.O tratamento contra a desnutrição de Elizabeth é uma responsabilidade de todos na família. Até mesmo o irmão Israel sabe como preparar o alimento da caçula, e sempre se encarrega de lembrar os pais.“Quando estou com fome, penso que Eliza também deve estar e falo para os meus pais. Gosto de cuidar dela, porque sou o irmão mais velho. Se meus pais não podem, eu estou aqui para cuidar dela e fazer a sua comidinha também.”Mudança de vida“Não estava certo. Eles não estavam bem. Não sorriam, não tinham outras crianças para brincar e estavam muito fracos”, explicam José e Deily Lefébre, pais das crianças. Segundo eles, os recursos na Venezuela não permitiam a aquisição de uma dieta balanceada e saudável para as crianças. Com a ajuda da avó das crianças e mãe de José, a família conseguiu realizar o sonho de mudar para o Brasil.A mudança não foi fácil. Mas isso não impediu que a família sentisse fé.“Quando chegamos aqui, Israel ficou internado por 12 dias, porque estava muito doente por causa da malária. Ao mesmo tempo, já no abrigo, Elizabeth foi atendida pela pediatra, que a diagnosticou com desnutrição e nos encaminhou para a nutricionista, que prescreveu um tratamento para que Elizabeth pudesse melhorar também. Com apenas três dias aqui, Elizabeth começou a receber os suplementos que a ajudam no tratamento da desnutrição. Até hoje ainda não acreditamos que tudo isso foi gratuito”, conta a mãe, Deily, entusiasmada. A mudança de vida foi impactante para a família, principalmente nos cuidados com Elizabeth. José e Deily aprenderam sobre novas formas de cuidar da filha, que está sendo acompanhada.“Com o seu tratamento e sua alimentação, que hoje se adequa ao que o corpo dela precisa, Eliza tem dormido muito bem. Ela acorda e vai dormir sorrindo, é muito mais ativa do que antes, brinca e interage com as pessoas, coisas que eram inimagináveis antes”, conta o pai.Os pais estão animados principalmente com a melhora de Eliza, que a cada dia vai se tornando mais forte, e com Israel, que está ansioso para ir para a escola.“Sei que logo ela poderá estar indo para a escola e se tornando independente, vivendo sua infância normal. Já Israel mudou de pensamento, antes ele dizia ‘papai, não quero ir para a escola. Quem estuda não ganha nada. Eu quero trabalhar’ e hoje ele fala o oposto. O nosso sonho está se concretizando”, explica o pai.Nutrição e migraçãoO UNICEF trabalha com a promoção de saúde e nutrição para a população refugiada e migrante. Apenas em 2023, foram 6.138 triagens de condição nutricional de crianças de 6 a 59 meses que vivem em abrigos e assentamentos informais em Roraima. Como resultado, 1.256 crianças foram identificadas com algum nível de desnutrição aguda, seja moderada ou grave, e receberam suplementação nutricional para tratar o déficit de crescimento e o emagrecimento.
A estratégia conta com o apoio financeiro do Governo dos Estados Unidos e da União Europeia, por meio do Escritório para População, Refugiados e Migração do Departamento de Estado dos Estados Unidos (PRM, na sigla em inglês) e do Departamento de Proteção Civil e Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO, na sigla em inglês).Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do UNICEF no Brasil: https://www.unicef.org/brazil/
A estratégia conta com o apoio financeiro do Governo dos Estados Unidos e da União Europeia, por meio do Escritório para População, Refugiados e Migração do Departamento de Estado dos Estados Unidos (PRM, na sigla em inglês) e do Departamento de Proteção Civil e Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO, na sigla em inglês).Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do UNICEF no Brasil: https://www.unicef.org/brazil/
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Notícias
06 fevereiro 2026
ONU Brasil lança campanha para o Carnaval 2026 para promover paz, direitos humanos e convivência responsável
“Carnaval é universal, direitos também!”: Com esse espírito, a ONU Brasil lança sua campanha digital para o Carnaval 2026, conectando a maior celebração popular do país aos valores da paz, da igualdade, dos direitos humanos e da diversidade, que conduzem a atuação das Nações Unidas há 80 anos.A iniciativa dá continuidade às comemorações dos 80 anos da Organização das Nações Unidas e da Carta da ONU, marco celebrado em 2025 por meio da campanha nacional “Nossa História, Nosso Futuro”, que alcançou mais de 5 milhões de visualizações nas redes sociais da @onubrasil e mobilizou mais de 60 eventos em todo o país, em parceria com governos locais e diversos atores da sociedade.Em 2026, a ONU Brasil aposta no potencial criativo, cultural e mobilizador do Carnaval para ampliar essas mensagens e dialogar com públicos diversos em todo o território nacional. O período festivo se consolida como um espaço estratégico para reforçar princípios universais como respeito, tolerância, igualdade e convivência responsável, aproximando a ONU das pessoas nos blocos, ruas e manifestações culturais que fazem do carnaval uma celebração plural e inclusiva.“O Carnaval é uma expressão poderosa da diversidade e da criatividade do povo brasileiro. Ao conectar essa celebração aos valores da Carta das Nações Unidas, reafirmamos que a paz, a igualdade e o respeito aos direitos humanos são universais – e devem estar presentes também nos momentos de alegria e convivência coletiva”, afirmou a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.Bloco Vai Quem Quer Paz A campanha se articula simbolicamente em torno do Bloco Vai Quem Quer Paz, que convida foliãs e foliões a celebrarem a alegria do Carnaval sem abrir mão do respeito aos direitos humanos. Com mensagens como “Igualdade é nosso batuque, diversidade é nosso enredo!”, “Mais alegria, menos conflito!” e “Carnaval é universal, direitos também!”, a iniciativa reforça que a festa só é completa quando todas as pessoas podem participar com segurança, dignidade e liberdade.A campanha de Carnaval da ONU Brasil também reforça a importância da prevenção à violência de gênero, um compromisso central das Nações Unidas e um tema especialmente relevante em períodos de grandes aglomerações.Além de conteúdos digitais originais que serão publicados nos perfis oficiais da ONU Brasil nas redes sociais, um dos destaques da campanha é o Kit Carnaval, que traz trechos da Carta das Nações Unidas adaptados ao clima festivo, em ventarolas, adesivos e cartazes lambe-lambe. Frases como “Dê uma chance à paz”, “Aqui todo corpo samba” e “Fazemos mais em união” conectam os princípios fundadores da ONU — como tolerância, igualdade, autodeterminação dos povos e direitos humanos — à experiência do Carnaval brasileiro.Ao unir cultura, celebração e valores universais, a campanha de Carnaval 2026 da ONU Brasil reafirma que a alegria também pode ser um ato de cidadania e que a paz, a igualdade e os direitos humanos cabem em todos os ritmos.Como organizar um Bloco Vai Quem Quer Paz: O Bloco Vai Quem Quer Paz é aberto a todas as pessoas, em todos os lugares. Para participar: Baixe o kit digital da ONU Brasil e imprima ventarolas, adesivos e lambe-lambes para decorar o seu bloco com mais inclusão, direitos e respeito.Compartilhe os posts da @onubrasil no Instagram, a partir deste sábado (7/2) e converse sobre o Bloco Vai Quem Quer Paz com seus amigos e amigas, familiares e colegas de trabalho.Use #VaiQuemQuerPaz e marque a @onubrasil nos seus posts para que possamos divulgar como Stories! Para saber mais, visite a página da campanha da ONU Brasil. Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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Notícias
04 fevereiro 2026
Publicação reúne experiências brasileiras sobre o desenvolvimento urbano sustentável
Como o Brasil tem enfrentado os principais desafios urbanos que afetam as cidades? De modo a apresentar algumas das melhores práticas de desenvolvimento urbano promovidas no país, o programa Simetria Urbana lança a publicação “Caminhos para o Desenvolvimento Urbano Sustentável: Experiências e Boas Práticas Inovadoras Brasileiras”.
O relatório reúne 16 iniciativas desenvolvidas por instituições em todo o Brasil, com foco em enfrentar os desafios urbanos de forma inclusiva, integrada e sustentável. A seleção das experiências teve em conta resultados concretos, inovação e potencial de adaptação a diferentes contextos territoriais. Acesse o relatório aqui.
A publicação faz parte do Simetria Urbana, programa liderado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). A iniciativa tem como objetivo fortalecer o intercâmbio de conhecimentos em temas ligados ao desenvolvimento urbano, entre países do Sul Global, promovendo o aprendizado mútuo e o desenvolvimento de capacidades institucionais. As iniciativas reunidas abordam de forma transversal questões centrais para desafios urbanos, como sustentabilidade ambiental, justiça social, inclusão, adaptação às mudanças climáticas e fortalecimento do papel dos governos locais. Um elemento comum entre elas é o esforço para responder aos desafios urbanos considerando dimensões socioeconômicas e grupos historicamente pouco priorizados pelas políticas públicas, como mulheres, jovens e populações em situação de vulnerabilidade.A publicação parte do princípio de que o aprendizado se fortalece na troca de conhecimentos e de experiências, e de que a Cooperação Sul-Sul representa oportunidade estratégica de colaboração mútua.Segundo Patricia Aguchiku, assistente de programas do ONU-Habitat no Simetria Urbana, a publicação é um importante marco do projeto. “Este relatório reflete um processo amplamente colaborativo, construído junto às instituições que se inscreveram. As experiências reunidas mostram como é possível enfrentar desafios urbanos de forma transversal, incluindo públicos muitas vezes invisibilizados pelas políticas públicas e conectando essas ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ao sistematizar essas práticas, ampliamos o alcance do aprendizado e fortalecemos o diálogo entre territórios do Sul Global.”Para Monica Salmito, analista de projetos da ABC, as experiências reunidas mostram que cidades mais justas, resilientes e sustentáveis são construídas a partir de políticas públicas sensíveis às realidades sociais e territoriais."Por meio do Simetria Urbana, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) promove o intercâmbio dessas práticas e contribui para ampliar o repertório de soluções disponíveis a governos locais e comunidades que enfrentam desafios urbanos semelhantes.”Ao compartilhar essas experiências, o Simetria Urbana contribui para que a cooperação e o aprendizado compartilhado sejam também caminhos para o desenvolvimento urbano sustentável, na implementação da Nova Agenda Urbana e no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o ODS 11, que busca tornar as cidades e os assentamentos humanos mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
A publicação busca inspirar outras comunidades, gestores públicos e governos locais a desenvolver soluções próprias, adaptadas às suas realidades, e abrir espaço para novas colaborações entre países que compartilham desafios urbanos semelhantes. Simetria Urbana
Lançado em 2023, o programa Simetria Urbana tem o objetivo de contribuir com o fortalecimento das capacidades de governos locais e nacionais de países do Sul Global na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas urbanas alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Nova Agenda Urbana. Essas parcerias acontecem na modalidade de cooperação Sul-Sul trilateral, formato de colaboração que envolve dois países do Sul Global e um organismo internacional.Contato para imprensa: Aléxia Saraiva: alexia.saraiva@un.orgJanaina Plessmann: janaina.plessmann@abc.gov.br
O relatório reúne 16 iniciativas desenvolvidas por instituições em todo o Brasil, com foco em enfrentar os desafios urbanos de forma inclusiva, integrada e sustentável. A seleção das experiências teve em conta resultados concretos, inovação e potencial de adaptação a diferentes contextos territoriais. Acesse o relatório aqui.
A publicação faz parte do Simetria Urbana, programa liderado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). A iniciativa tem como objetivo fortalecer o intercâmbio de conhecimentos em temas ligados ao desenvolvimento urbano, entre países do Sul Global, promovendo o aprendizado mútuo e o desenvolvimento de capacidades institucionais. As iniciativas reunidas abordam de forma transversal questões centrais para desafios urbanos, como sustentabilidade ambiental, justiça social, inclusão, adaptação às mudanças climáticas e fortalecimento do papel dos governos locais. Um elemento comum entre elas é o esforço para responder aos desafios urbanos considerando dimensões socioeconômicas e grupos historicamente pouco priorizados pelas políticas públicas, como mulheres, jovens e populações em situação de vulnerabilidade.A publicação parte do princípio de que o aprendizado se fortalece na troca de conhecimentos e de experiências, e de que a Cooperação Sul-Sul representa oportunidade estratégica de colaboração mútua.Segundo Patricia Aguchiku, assistente de programas do ONU-Habitat no Simetria Urbana, a publicação é um importante marco do projeto. “Este relatório reflete um processo amplamente colaborativo, construído junto às instituições que se inscreveram. As experiências reunidas mostram como é possível enfrentar desafios urbanos de forma transversal, incluindo públicos muitas vezes invisibilizados pelas políticas públicas e conectando essas ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ao sistematizar essas práticas, ampliamos o alcance do aprendizado e fortalecemos o diálogo entre territórios do Sul Global.”Para Monica Salmito, analista de projetos da ABC, as experiências reunidas mostram que cidades mais justas, resilientes e sustentáveis são construídas a partir de políticas públicas sensíveis às realidades sociais e territoriais."Por meio do Simetria Urbana, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) promove o intercâmbio dessas práticas e contribui para ampliar o repertório de soluções disponíveis a governos locais e comunidades que enfrentam desafios urbanos semelhantes.”Ao compartilhar essas experiências, o Simetria Urbana contribui para que a cooperação e o aprendizado compartilhado sejam também caminhos para o desenvolvimento urbano sustentável, na implementação da Nova Agenda Urbana e no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o ODS 11, que busca tornar as cidades e os assentamentos humanos mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
A publicação busca inspirar outras comunidades, gestores públicos e governos locais a desenvolver soluções próprias, adaptadas às suas realidades, e abrir espaço para novas colaborações entre países que compartilham desafios urbanos semelhantes. Simetria Urbana
Lançado em 2023, o programa Simetria Urbana tem o objetivo de contribuir com o fortalecimento das capacidades de governos locais e nacionais de países do Sul Global na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas urbanas alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Nova Agenda Urbana. Essas parcerias acontecem na modalidade de cooperação Sul-Sul trilateral, formato de colaboração que envolve dois países do Sul Global e um organismo internacional.Contato para imprensa: Aléxia Saraiva: alexia.saraiva@un.orgJanaina Plessmann: janaina.plessmann@abc.gov.br
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02 fevereiro 2026
FIDA inaugura escritório na Bahia e reforça compromisso no desenvolvimento rural do Brasil
O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) anunciou a abertura de seu novo escritório na cidade de Salvador, capital do Estado da Bahia, como testemunho de sua estreita parceria com o Brasil, bem como com os governos do nordeste do país e, em particular, com o Governo do Estado da Bahia, após três décadas de frutífera colaboração e investimento conjunto no desenvolvimento da população rural.Devido à sua dimensão, a carteira de projetos do FIDA no Brasil ocupa a quinta posição entre os investimentos da instituição financeira no mundo. Além disso, concentra 40% do financiamento do Fundo na América Latina e no Caribe. “São razões poderosas para seguir fortalecendo nossa presença estratégica em nível nacional, com uma equipe multidisciplinar e experiente, que agora redobra seus esforços a partir de Salvador neste novo espaço”, destacou a Diretora Regional do FIDA, Rocío Medina Bolívar. Ela acrescentou que o Brasil é o único país onde o Fundo mantém duas oficinas: uma na capital federal, Brasília, e outra no nordeste, localizada em Salvador, na Bahia.O FIDA é um sólido aliado do Brasil e do nordeste e atualmente conta com “uma carteira de investimentos que totaliza 1,1 bilhão de dólares nessa região do país, com iniciativas de desenvolvimento rural que geram prosperidade para quase um milhão de famílias”, enfatizou durante o ato inaugural o Diretor de País do FIDA para o Brasil, Arnoud Hameleers. O evento também contou com a presença do Secretário de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado da Bahia, Osni Cardoso.Nordeste produtivoAtualmente, apenas no Estado da Bahia, o FIDA cofinancia um investimento total de aproximadamente 250 milhões de dólares, por meio da implementação de quatro programas: o Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Mata Atlântica (Parceiros da Mata), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); o Projeto Sertão Vivo (PCRP), em colaboração com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), voltado ao fortalecimento da resiliência climática no meio rural; e o projeto Promoção do Pagamento por Serviços Ambientais para cadeias de valor livres de desmatamento no Brasil (CompensAção), em cooperação com o Governo da Alemanha.Além disso, o Estado da Bahia integra o projeto federal Segurança Alimentar e Nutricional e Resiliência às Mudanças Climáticas no Semiárido do Nordeste Brasileiro (Dom Hélder Câmara III – PDHC III), implementado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil (MDA).Recentemente, o FIDA também iniciou na Bahia a implementação do Projeto Raízes Agroecológicas, com financiamento da União Europeia e da Bélgica, por meio do Programa Global para Produtores de Agroecologia de Pequena Escala e Transformação de Sistemas Alimentares Sustentáveis (GP-SAEP), com o objetivo de impulsionar a melhoria genética e a diversidade de sementes adaptadas à realidade local.A longa experiência de colaboração do FIDA com o Estado da Bahia também tem contribuído para o fortalecimento da agenda de Cooperação Sul-Sul, estimulando o intercâmbio de conhecimentos especializados a partir da realidade rural de diversos países. Destacam-se, entre essas iniciativas, as recentes visitas de delegações de Angola e Moçambique, com foco em temas como acesso à terra, acesso a mercados, políticas públicas, equidade de gênero, juventude e segurança hídrica, entre outros.“É importante destacar que, no Brasil, o aporte financeiro do FIDA atua como um investimento catalisador, representando cerca de 15% do financiamento total dos projetos. A partir desse aporte estratégico, o Fundo mobiliza recursos adicionais de diversas organizações nacionais e internacionais — como o Fundo Verde para o Clima (GCF), o BID, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), o governo alemão e o BNDES, entre outros parceiros — ampliando significativamente a escala, o alcance e o impacto das operações apoiadas”, acrescentou Donal Brown, Vice-Presidente Adjunto de Operações do FIDA.Investimentos como esses evidenciam o papel fundamental do FIDA na catalisação de recursos em favor das populações rurais mais vulneráveis do Nordeste, aplicando um enfoque geográfico específico para essa região, que apresenta os mais altos índices de pobreza do Brasil e necessita de maior acesso a oportunidades de desenvolvimento.
Nota aos editores:O escritório regional do FIDA para a América Latina e o Caribe opera na Cidade do Panamá, de onde o Fundo lidera a gestão de programas de desenvolvimento rural, financiamento e apoio às comunidades rurais da região.Contato: Ana Lucía Llerena |a.llerenavargas@ifad.orgSiga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X, YouTube Siga o FIDA no X en español
O FIDA é uma instituição financeira internacional e um organismo especializado das Nações Unidas, com sede em Roma, onde se encontra o mecanismo central das Nações Unidas para o setor de alimentação e agricultura. O Fundo investe nas populações rurais e, ao empoderar essas pessoas, contribui para a redução da pobreza, o aumento da segurança alimentar, a melhoria da nutrição e o fortalecimento de sua resiliência. Desde 1978, destinou mais de 25 bilhões de dólares americanos em doações e empréstimos em condições concessionais para financiar projetos em países em desenvolvimento.
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29 janeiro 2026
Alagoas consolida políticas públicas orientadas pelos ODS com apoio do ONU-Habitat
Como transformar informações em decisões públicas mais eficazes? Em Alagoas, esse desafio vem sendo enfrentado por meio do Observatório de Políticas Públicas, iniciativa do Governo do Estado em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). Seu objetivo principal é produzir, analisar e divulgar indicadores relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com dados desagregados para os 102 municípios alagoanos. Ao concentrar essas informações em uma única plataforma, a iniciativa amplia a transparência, embasa políticas públicas e fortalece o alinhamento das ações do estado à Agenda 2030.Desenvolvido entre 2021 e 2022 pelo Visão Alagoas 2030, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (SEPLAG), o Observatório entrou, a partir de 2024, em uma nova etapa marcada por duas frentes de atuação. A primeira tem o objetivo de ampliar as capacidades institucionais para a tomada de decisão baseada em dados e informações qualificadas; enquanto a segunda é voltada à elaboração de análises de programas estratégicos, à construção de instrumentos de monitoramento e avaliação de políticas públicas e ao alinhamento de iniciativas locais às metas globais de desenvolvimento. Ambas as frentes possuem o mesmo objetivo em comum: ampliar a inovação, a eficiência e a governança para o desenvolvimento sustentável do estado. Ações estruturantesUm dos pilares da criação do Observatório foi o esforço de sistematizar os programas estratégicos do Governo de Alagoas, como o programa Vida Nova nas Grotas. A partir deste trabalho, políticas públicas passaram a contar com registros estruturados de seus objetivos, indicadores, soluções adotadas, principais resultados alcançados, permitindo mais transparência sobre os impactos gerados e abrindo espaço para a avaliação das iniciativas estaduais. Nesse momento, além de garantir a memória institucional dos programas estaduais, o Observatório também produziu a análise aprofundada de uma agenda estratégica sob a perspectiva dos ODS: a Análise Temática da Primeira Infância, que organizou informações, mapeou boas práticas, apresentou recomendações e definiu indicadores para o acompanhamento de ações estaduais voltadas a esse tema. Após a fase inicial de desenvolvimento da plataforma, o Observatório foi institucionalizado como uma ferramenta permanente da gestão pública estadual, por meio do Decreto Estadual nº 98.073, de 4 de julho de 2024, reforçando seu potencial para fortalecer a cultura de planejamento e avaliação baseada em evidências.Como parte desse processo, foi definida uma estrutura de governança colaborativa, composta por Comitê Diretivo, Grupo Técnico e Núcleo Executivo. O ONU-Habitat integra esse grupo, atuando em conjunto com o governo estadual e instituições parceiras na definição de diretrizes e no desenvolvimento de capacidades institucionais relacionadas ao uso de dados e evidências.Para fortalecer essa estrutura, foi estabelecido um plano de trabalho organizado em três eixos: fortalecimento da plataforma e da base de dados; capacitação; e produção de conhecimento e comunicação. Após seis meses de trabalho conjunto, o ONU-Habitat apresentou, em dezembro, parte das ações desenvolvidas. Entre elas está o mapeamento de boas práticas adotadas por observatórios nacionais e internacionais, além da identificação de parcerias estratégicas com instituições acadêmicas, redes de pesquisa e organismos especializados, que passam a orientar o aprimoramento contínuo do Observatório.Para a assessora do Núcleo de Projetos e Parcerias da SEPLAG, Kamylla Dantas, que integra o Núcleo Executivo do Observatório, esse trabalho marca uma etapa importante de organização e amadurecimento da iniciativa:“O plano de trabalho, desenvolvido em parceria com o ONU-Habitat, nos ajudou a ter clareza sobre prioridades, responsabilidades e prazos, além de indicar caminhos para a atuação colaborativa entre as equipes estaduais, possibilitando também o intercâmbio de experiências com outros observatórios públicos, como os apresentados no lançamento do Observatório Fortalece São Gonçalo, que participamos no Rio de Janeiro.”A partir das ações realizadas em 2025, o ONU-Habitat vai seguir apoiando o fortalecimento das capacidades institucionais para que o Observatório seja um instrumento permanente de apoio ao ciclo das políticas públicas do estado. As ações previstas incluem uma pesquisa para identificar as necessidades de capacitação das equipes técnicas estaduais; um curso de capacitação voltado ao uso de indicadores em políticas públicas; e um intercâmbio de experiências e boas práticas com outros observatórios de referência.“O Observatório não é apenas uma plataforma de dados, mas um instrumento estratégico para apoiar decisões públicas mais qualificadas, alinhar as prioridades do estado aos compromissos globais da Agenda 2030 e fortalecer a capacidade institucional do governo”, afirma a coordenadora do Visão Alagoas 2030, Paula Zacarias. Para além da plataformaEntre as ações desenvolvidas pelo Visão Alagoas 2030 associadas ao Observatório de Políticas Públicas de Alagoas também foram elaboradas iniciativas com foco no planejamento, no monitoramento e na avaliação de políticas públicas no estado. Um dos exemplos dessas iniciativas é a Análise Temática do programa Alagoas sem Fome, que sistematiza ações, identifica boas práticas e organiza indicadores relacionados à segurança alimentar e nutricional, ampliando as possibilidades de acompanhamento dessa agenda estratégica. Também integram esse conjunto o Relatório Local Voluntário (RLV), que reúne dados e informações sobre o avanço dos ODS em nível estadual, e a preparação de instrumentos de apoio à implementação da Política Estadual de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (PEMAPP).Para o superintendente de Planejamento e Políticas Públicas da SEPLAG, Genildo Silva, essas iniciativas representam um avanço concreto na qualificação da gestão pública em Alagoas:“As análises e instrumentos produzidos ajudam a organizar informações, definir indicadores e orientar o acompanhamento dos resultados das políticas públicas, qualificando a tomada de decisão e o alinhamento das ações do estado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.Após as fases de criação e estruturação, os próximos passos envolvem consolidar o Observatório de Políticas Públicas de Alagoas para que ele seja capaz de integrar áreas do governo, acompanhar agendas prioritárias e qualificar o uso das informações produzidas. Com isso, a iniciativa amplia o seu objetivo inicial de reunir dados desagregados para se tornar uma ferramenta da gestão estadual mais ampla que contribui com a tomada de decisão baseada em evidências e a incorporação progressiva da Agenda 2030 no estado. Sobre o Visão Alagoas 2030Iniciado em 2017, o Visão Alagoas 2030 é uma parceria entre o ONU-Habitat e o Governo de Alagoas para promover o desenvolvimento urbano sustentável no estado. A iniciativa busca fortalecer as capacidades técnicas e institucionais do governo, além de produzir e sistematizar dados para orientar políticas públicas com base em evidências.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes! Contatos para imprensa: Adônis Matos, ONU-Habitat Brasil: adonis.matos@un.orgAléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org
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29 janeiro 2026
Em Rondônia, UNOPS entrega obra em hospital referência para tratamento de doenças infectocontagiosas
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), organismo da ONU especializado em infraestrutura, participou da inauguração do novo Centro de Medicina Tropical de Rondônia (CEMETRON), em Porto Velho. Resultado de um acordo de cooperação internacional com o Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), e com a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), a reforma e ampliação do hospital atendem a uma demanda histórica de usuários e profissionais de saúde e contemplou uma área total de mais de 2 mil m².A cerimônia aconteceu na última sexta, 23 de janeiro, e contou com a presença do governador de Rondônia, Marcos Rocha, do secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, além de outras autoridades estaduais e representantes institucionais. O governador de Rondônia, Marcos Rocha, reforçou a importância da parceria com o UNOPS para a execução da obra com agilidade e eficiência na gestão dos recursos:“O UNOPS é uma referência e somos muito gratos em tê-los atuando em nosso Estado, não só nesta obra, como também na entrega do Hospital Regional de Guajará-Mirim [inaugurado em março de 2025]. Tenho certeza que outras parcerias virão”. O UNOPS foi responsável pela gestão do projeto e pela fiscalização da obra. A execução ficou a cargo da empresa AC Faustino e o investimento aproximado foi de R$ 19 milhões.“O governo de Rondônia confiou no UNOPS e foi o primeiro parceiro com o qual firmamos projetos de infraestrutura no Brasil. Ficamos muito satisfeitos em inaugurar nossa segunda obra no estado, ainda mais por se tratar de um hospital que vai ampliar sua capacidade de atendimento para beneficiar milhares de pessoas em toda a Região Norte do país”, destacou o diretor e representante do UNOPS no Brasil, Fernando Barbieri. A obra de reforma e ampliação atendeu a demandas históricas de usuários e profissionais de saúde. Entre as melhorias entregues, estão novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma nova Central de Material Esterilizado — reposicionada para otimizar os fluxos assistenciais — e um novo Almoxarifado Central. A inauguração também marcou a entrega do novo Centro Administrativo, que passa a contar com um auditório com capacidade para 100 pessoas. O espaço será destinado à realização de cursos, capacitações e atividades de formação continuada, contribuindo para o fortalecimento institucional e o desenvolvimento das equipes do hospital.As intervenções incluíram, ainda, a implantação de uma nova Central de Utilidades, que abriga sistemas essenciais como gerador, subestação de energia e gases medicinais. A nova estrutura garante maior autonomia operacional às áreas ampliadas, sem sobrecarregar as instalações já existentes do hospital.“Essa obra representa muito mais do que uma estrutura de parede e piso. Significa dignidade e humanização para que os nossos profissionais possam atender os pacientes com qualidade”, afirmou a diretora geral do Cemetron, Evelyn De Sousa Pinheiro. “Além disso, já percebemos que os profissionais estão muito mais satisfeitos com o novo espaço, o que influencia diretamente no humor. Nos corredores, as pessoas estão sempre com um sorriso no rosto.” O mesmo sentimento é compartilhado pela servidora e coordenadora da UTI de infectologia do Cemetron, Iris Land, que completou 24 anos de trabalho no Cemetron no último dia 23, mesmo dia da inauguração da nova ala.“Foram anos de espera por melhorias, e essa inauguração é um sonho que se torna realidade. Um ambiente adequado proporciona melhor qualidade para quem trabalha e para quem está sendo atendido, e vamos ver esse impacto positivo na vida de muitas pessoas”.Fundado em 1989, o Cemetron é referência no tratamento de doenças infectocontagiosas e tropicais no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, a nova ala reafirma o papel estratégico do Centro para a saúde pública estadual ao iniciar um novo ciclo de valorização e investimentos, voltado à modernização de sua estrutura e ao aprimoramento da gestão hospitalar.Para saber mais, siga @unops_official nas redes! Contato para a imprensa:Carolina Vicentin, Oficial de Comunicação, UNOPS: carolinav@unops.org
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