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ONU: Uma em cada três instituições criadas para promover a igualdade de gênero perdeu poder em dois anos
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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03 setembro 2026
Paz e Tolerância nas Eleições 2026
Bom dia a todas e todos e muito obrigado pelo convite. Muito me engrandece representar o Sistema das Nações Unidas no Brasil neste evento. Em nome de nosso secretário-geral, cumprimento:Senhor Ministro Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal;Senhor Ministro Nunes Marques, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral;Senhor Ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral;Alexandre Espinosa, da Procuradoria-Geral Eleitoral;Sidney Neves, do Conselho Federal da OAB;Autoridades presentes;Representantes das instituições religiosas, da sociedade civil e das organizações parceiras. Senhoras e senhores,É uma honra para as Nações Unidas participar deste momento em que instituições tão diversas se reúnem para firmar um compromisso com a paz, com o diálogo e com a democracia.Estive recentemente em outros eventos promovidos pelo Tribunal Superior Eleitoral em preparação para as eleições e fiquei muito impressionado com o preparo, a seriedade e a inovação do sistema eleitoral do país. Gostaria de deixar registrado um reconhecimento ao papel fundamental desta Corte na construção e na proteção da democracia brasileira.O Brasil possui uma das maiores democracias eleitorais do mundo. Ao longo de décadas, o país construiu instituições eleitorais sólidas, um sistema de votação reconhecido internacionalmente e uma capacidade extraordinária de organizar eleições de grande escala, de forma segura, transparente e eficiente.As eleições brasileiras são, portanto, motivo de orgulho não apenas para o Brasil, mas também para todos aqueles que, no mundo, trabalham pela democracia e pelo Estado de Direito.E é justamente porque a democracia brasileira é forte que iniciativas como esta são tão importantes.A democracia não se restringe ao ato de votar. Democracia é também conviver, ouvir, respeitar. É aceitar a diversidade de opiniões e construir caminhos a partir da divergência. Para isso, precisamos reconhecer no outro — inclusive naquele que pensa diferente de nós — um cidadão ou uma cidadã com os mesmos direitos.É nesse espírito que a iniciativa “Paz e Tolerância nas Eleições” ganha um significado especial. A democracia precisa de instituições fortes, mas também precisa de uma cultura democrática. E essa cultura é construída todos os dias — nas escolas, nas famílias, nas comunidades, nas redes sociais, nas igrejas e organizações religiosas, nos espaços públicos e nas relações entre cidadãos.Por isso, o pacto que hoje será celebrado tem um valor que vai muito além do período eleitoral. Ele reafirma que divergência não precisa significar hostilidade e que convicções diferentes podem e devem coexistir, sem animosidade ou violência. É daí que sai a riqueza do debate político, que deve, sempre, ser um espaço para que possamos desenhar coletivamente o nosso futuro comum.A visão das Nações Unidas sobre democracia parte exatamente dessa premissa.Para a ONU, a democracia é um princípio universal, indivisível e interdependente dos direitos humanos, do desenvolvimento e da paz. A democracia pertence aos povos, e seu fundamento está na vontade livremente expressa das pessoas. Como estabelece o artigo 21 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: a vontade do povo deve ser a base da autoridade do governo, expressa por meio de eleições legítimas e periódicas.Mas, para que essa vontade possa ser verdadeiramente manifestada, é preciso garantir as condições que tornam a democracia possível. Cito aqui algumas: liberdade de expressão; liberdade de reunião e associação; participação; igualdade; acesso à informação.E para alcançarmos tudo isso, precisamos de instituições com condições e coragem de proteger os direitos de todas as pessoas, especialmente daquelas que historicamente enfrentam maiores barreiras para participar plenamente da vida pública.Por isso, a democracia e os direitos humanos caminham juntos.Da mesma forma, democracia e paz também caminham juntas. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável traduz essa conexão de maneira muito clara no ODS 16, que nos convoca a promover sociedades pacíficas, garantir acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.Eleições são, por definição, momentos em que precisamos administrar a diferença. É natural — e até saudável — que existam projetos políticos distintos, visões diferentes sobre o futuro do país e debates intensos sobre as escolhas que precisam ser feitas.O desafio democrático é garantir que essas diferenças possam ser expressas, debatidas e decididas de maneira pacífica e harmoniosa, afinal, ninguém possui o monopólio da verdade e ninguém deve ser privado do direito de participar porque pensa diferente.O secretário-geral das Nações Unidas tem enfatizado essa dimensão da democracia. Como ele afirmou:“A democracia é movida pela vontade do povo — pelas suas vozes, pelas suas escolhas e pela sua participação. Prospera quando os direitos humanos e as liberdades fundamentais de todas as pessoas são respeitados — especialmente das mais vulneráveis.”E essa mensagem é particularmente importante no momento que vivemos.Ainda nas palavras do secretário-geral: “Num momento em que a democracia e o Estado de Direito estão sob ataque através da desinformação, da divisão e da redução do espaço cívico, estes esforços são mais vitais do que nunca.”Hoje, uma das grandes ameaças à convivência democrática não está apenas nos conflitos que acontecem no mundo físico. Ela também se manifesta no ambiente digital.A desinformação pode corroer a confiança nas instituições, a manipulação pode aprofundar divisões, e o discurso de ódio pode transformar adversários políticos em inimigos. Sabemos ainda que a violência verbal pode, em determinadas circunstâncias, abrir espaço para a violência física.Por isso, defender eleições pacíficas é também defender um ambiente público em que as pessoas possam receber informação confiável, formar suas próprias opiniões e participar do debate sem medo, intimidação ou violência.É uma responsabilidade que cabe às instituições, mas que também exige a participação de toda a sociedade. E é exatamente por isso que a presença das instituições religiosas e das organizações da sociedade civil nesta iniciativa é tão significativa.Essas instituições têm uma presença profunda e capilarizada nas comunidades brasileiras. Elas estão próximas das pessoas, conhecem suas realidades e podem desempenhar um papel fundamental na promoção do diálogo, da solidariedade e da não violência.É também nesse espírito que as Nações Unidas trabalham no Brasil. Nosso papel não é escolher candidatos, partidos ou projetos políticos. Nosso papel é apoiar os princípios que permitem que os cidadãos façam suas próprias escolhas livremente, promover os direitos humanos, fortalecer a participação, e combater a discriminação, sempre respeitando plenamente a soberania nacional. Senhoras e senhores,Às vésperas de mais um processo eleitoral, talvez a mensagem mais importante que possamos transmitir seja simples: a democracia não exige que concordemos uns com os outros; ela exige que sejamos capazes de conviver uns com os outros.Que possamos fazer deste período eleitoral uma celebração da participação cidadã e do diálogo, para lembrarmos que, acima de nossas diferenças políticas, existe algo que compartilhamos: o compromisso com uma sociedade em que todas as pessoas tenham o direito de participar e de ajudar a decidir o futuro do seu país.As Nações Unidas estão honradas em estar ao lado do Tribunal Superior Eleitoral e de todas as instituições aqui presentes nesta jornada.Muito obrigado.Para saber mais, visite a página especial da ONU Brasil sobre democracia.
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História
09 setembro 2026
“Quero compartilhar meu conhecimento e mostrar a outras mulheres este ofício tão bonito”
Há sete anos, Glaiddys deixou a Venezuela em busca de novas oportunidades. Os caminhos no Brasil convergiram em Pacaraima, cidade fronteiriça entre o Brasil e o país vizinho, onde encontrou no trabalho a possibilidade de recomeçar. Natural de Ciudad Bolívar, no estado de Bolívar, Glaiddys começou a trabalhar como cabeleireira aos 18 anos. Após ter experiência em diferentes salões, realizou o sonho de abrir o próprio negócio na Venezuela. Porém, as dificuldades no país a levaram a deixar para trás o salão, a casa e a família para uma nova vida. Ao chegar a Pacaraima, em Roraima, ela contou com o apoio da irmã e do cunhado para dar os primeiros passos. Enquanto conhecia a cidade e construía uma nova rede de contatos, trabalhou em dois salões de beleza até perceber que era hora de voltar a empreender. O desejo de ter um espaço próprio voltava a ganhar forma. Hoje, aos 50 anos, atende clientes em um salão montado em sua própria casa. Entre o ambiente acolhedor e o cuidado com cada detalhe, reencontrou na profissão a felicidade que sempre a acompanhou. “Eu sou feliz. Quando estou trabalhando, sou feliz. Amo este trabalho e não o trocaria por outro.” Mais do que estabilidade, Glaiddys busca aperfeiçoamento constante. Desde que chegou ao Brasil, aprendeu um novo idioma, participou de cursos e segue investindo em sua formação.Em 2025, Glaiddys recebeu apoio da iniciativa “Empreendedores em Movimento”, promovida pela Agência da ONU para as Migrações (OIM). Com a doação de equipamentos e insumos, como cadeiras, lavatórios, gaveteiros e outros materiais de trabalho, foi possível ampliar a estrutura do negócio e aprimorar o atendimento. “Comecei a estudar para me preparar melhor, porque para mim isso não é apenas um trabalho. É uma forma de transformar, cuidar e ajudar outras pessoas. Quero compartilhar meu conhecimento e mostrar a outras mulheres este ofício tão bonito.” Hoje, o som do secador, as conversas que envolvem o espaço e a confiança das clientes seguem marcando a rotina de Glaiddys, que demonstra como os acessos a oportunidades para pessoas migrantes fortalecem a integração e autonomia. Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes!
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História
17 agosto 2026
“O diagnóstico não define a criança”
A Jade (Jogos de Aprendizagem para Desenvolvimento Educacional), iniciativa de aprendizagem baseada em jogos digitais para crianças neurodivergentes, foi reconhecida pelo Prêmio Global da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) de 2026. Fundada em 2018, no Espírito Santo, a iniciativa utiliza tecnologia e acompanhamento individualizado para apoiar o desenvolvimento cognitivo e a inclusão pedagógica de crianças e adolescentes neurodivergentes.Tecnologia e inclusão: acompanhamento individualizadoA ideia surgiu quando Ronaldo Cohin, ao acompanhar o crescimento do filho, percebeu a escassez de especialistas e o alto custo do atendimento voltado a crianças neurodivergentes. Em 2018, fundou a Jade App, com a proposta de utilizar jogos digitais para compreender melhor as necessidades de cada criança e apoiar seu desenvolvimento.“Nosso intuito é usar as decisões da criança durante os jogos para entendermos as funções executivas e onde estão causando um atraso na educação. A partir dessa verificação, geramos uma série de atividades especificamente para aquela criança”, contou Ronaldo Cohin em entrevista ao Centro de Informações das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).O aplicativo utiliza uma metodologia de ensino voltada ao desenvolvimento cognitivo de pessoas neurodivergentes, por meio de associações entre palavras, objetivos e figuras. Durante as atividades, a ferramenta coleta dados sobre o que a criança faz, por quanto tempo e de que maneira realiza cada tarefa. Essas informações permitem mensurar aspectos relacionados às funções executivas e identificar possíveis fatores associados a dificuldades no desenvolvimento escolar. A proposta não substitui o diagnóstico nem o acompanhamento de profissionais especializados. Em vez disso, busca oferecer informações que contribuam para uma compreensão mais individualizada das necessidades de cada aluno e orientar atividades voltadas ao desenvolvimento de suas habilidades cognitivas.“O olhar individualizado precisa existir. O diagnóstico não define a criança”, afirma Ronaldo.A partir desses recursos, a Jade ND busca aproximar famílias, educadores e crianças de uma compreensão mais ampla e individualizada das dificuldades de aprendizagem. “Muitas vezes as famílias não têm suporte mínimo”, afirma Ricardo. As soluções desenvolvidas pela iniciativa apoiam crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, discalculia, deficiência intelectual, síndrome de Down e dislexia. Também podem ser utilizadas por crianças e adolescentes que precisam desenvolver habilidades como atenção, flexibilidade mental, memória auditiva, controle de impulsos, raciocínio lógico, reconhecimento emocional e velocidade de processamento.Além da Jade App, a iniciativa reúne atualmente outras soluções, como a Jade Edu, Jade Academy e Jade Astea. Juntas, elas ampliam a atuação da empresa na inclusão pedagógica e na avaliação cognitiva, conectando diferentes espaços de aprendizagem– da sala de aula ao ambiente familiar. Atualmente, a Jade apoia mais de 220 mil crianças em mais de 179 países.“Colher os frutos que a tecnologia nos dá, respeitando as recomendações médicas, da ciência e da proteção de dados, é um ganho muito grande”, disse Ronaldo ao UNIC Rio. Sobre o Prêmio Global da OMPIO Prêmio Global da OMPI reconhece, anualmente, pequenas e médias empresas (PMEs) e startups que demonstram excelência no uso da propriedade intelectual para levar produtos ao mercado, melhorar vidas e gerar empregos.“As PMEs constituem a maioria das empresas em todos os países, impulsionando o crescimento, gerando empregos e, muitas vezes, promovendo as inovações mais disruptivas. No entanto, a maioria ainda não tem consciência do poder da propriedade intelectual como ferramenta de negócios”, disse o diretor-geral da OMPI, Daren Tang. A iniciativa da OMPI busca contribuir para um mundo em que os direitos de propriedade intelectual apoiem a inovação e a criatividade em qualquer lugar, para o benefício de todas as pessoas. Os prêmios são definidos por um júri independente e reconhecem empresas de menor porte que contribuem para o progresso e para a melhoria da vida das pessoas.Em 2026, um júri internacional selecionou onze vencedores entre 1.300 inscrições de 126 países. A avaliação considera planos de negócios, estratégias e cultura interna de propriedade intelectual, além da contribuição das iniciativas para o enfrentamento de desafios sociais.O diretor-geral da OMPI, Daren Tang, entregou, em julho, os prêmios aos representantes dos vencedores em uma cerimônia realizada durante a Assembleia Geral dos Estados-membros da OMPI, em Genebra, na Suíça. As iniciativas vencedoras também recebem um programa de mentoria personalizado para ajudá-las a utilizar a propriedade intelectual em prol do crescimento da empresa, além de apoio para facilitar o acesso a financiamento e oportunidades de negócios. Para saber mais, siga @wipo nas redes e acesse a página da OMPI para o Brasil: https://www.wipo.int/pt/web/office-brazil
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17 agosto 2026
ONU News entrevista novo coordenador residente da ONU no Brasil
A prioridade do novo líder da ONU Brasil, Igor Garafulic, é construir pontes entre a sociedade e o setor público para garantir um futuro mais justo e verde. Liderando 3,5 mil profissionais nas 25 entidades das Nações Unidas que atuam no Brasil, o novo coordenador residente aposta na força das parcerias multissetoriais para acelerar o desenvolvimento sustentável. Com quase 30 anos de experiência na ONU, Igor Garafulic já serviu em países como Azerbaijão, Honduras, Guatemala, Paraguai e Peru. Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Garafulic foi governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores.Garafulic substitui a engenheira uruguaia Silvia Rucks, que liderou o trabalho da ONU no Brasil até o início deste ano e foi o ponto focal para a realização da COP30, a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, em Belém do Pará.Em entrevista exclusiva à ONU News, o novo líder do Sistema da ONU no Brasil destacou a atuação estratégica da organização no país, priorizando o desenvolvimento sustentável e a proteção da região amazônica. Para saber mais, leia a matéria completa da ONU News e siga @ONUNews e @ONUBrasil nas redes sociais!
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História
18 maio 2026
“Nós, os povos das Nações Unidas”
2025 foi ano de celebrar os 80 anos de parceria do Brasil com as Nações Unidas para a promoção da paz, do desenvolvimento, da igualdade e dos direitos humanos. O Brasil teve um papel de liderança nas negociações internacionais que ergueram as Nações Unidas sobre as cinzas e a devastação da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Desde então, a ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta. Para celebrar essas oito décadas de parceria, em todo o Brasil, celebramos, o Dia das Nações Unidas foi lembrado por pessoas e instituições que, junto com a ONU, defendem e lutam pela paz, pelos direitos humanos e pelo desenvolvimento sustentável, sem deixar ninguém para trás.Exposição de fotosO Ministério das Relações Exteriores e a ONU Brasil inauguraram, em 14 de outubro, a exposição “Construindo Nosso Futuro Juntos”, em alusão aos 80 anos de criação da Organização das Nações Unidas. A abertura ocorreu em solenidade realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, com a participação da vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, e a ministra substituta das Relações Exteriores, Embaixadora Maria Laura da Rocha.“A cooperação é o maior ato de coragem da humanidade. Agradeço ao governo do Brasil por tornar esta exposição possível; ela conta a história de como o mundo escolheu o multilateralismo,” afirmou a vice-chefe das Nações Unidas, Amina J. Mohammed no Palácio Itamaraty.“É com muita alegria que o Itamaraty abre suas portas para receber esse evento em celebração dos 80 anos da ONU,” disse a Embaixadora Maria Laura da Rocha na cerimônia de abertura da exposição. A exposição foi organizada pelo Escritório de Coordenação das Nações Unidas no Brasil e reuniu 80 fotos de duas mostras realizadas em Nova Iorque por ocasião dos 80 anos da ONU. A primeira parte apresentou 36 fotos históricas de “Revivendo o espírito de São Francisco”, exposição que resgatou os ideais que uniram a humanidade em seu momento mais sombrio. A segunda parte trouxe 32 fotos da exposição “Vidas compartilhadas, futuro compartilhado”, com imagens do presente que mostram o trabalho cotidiano das Nações Unidas e o impacto duradouro do multilateralismo construído em 1945. A mostra foi completada por 12 fotos do acervo das agências especializadas, fundos e programas da ONU no Brasil.Paz por todo ladoA ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta.Para levar a celebração dos 80 anos para todo o Brasil, a ONU convocou Prefeituras, organizações da sociedade civil e instituições de ensino de todo o país a organizar eventos para marcar o 80º aniversário de fundação da ONU.Milhares de pessoas participaram de 56 eventos organizados em 41 cidades de 16 estados de todas as regiões do Brasil. Ecoando a criatividade e a alegria do povo brasileiro, as celebrações aconteceram nos mais variados formatos, desde saraus e oficinas culturais até caminhadas e ações de recuperação da natureza. As celebrações contaram com mais de 12.000 participantes presenciais e mais de 142.000 em eventos online. A ONU Brasil preparou um catálogo digital com fotos e vídeos das celebrações que tomaram conta do Brasil em 2025. A participação de cidades brasileiras reforçou que a sustentabilidade se ancora nas cidades e comunidades, e destacou a importância do multilateralismo, da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).“Apesar de sermos uma instituição presente em todo o mundo, é no nível local que está o verdadeiro impacto da ONU. É nos municípios que vemos como nosso trabalho ajuda a melhorar a vida das pessoas em áreas como educação, inclusão, saúde, promoção da igualdade, emprego e renda”, afirma a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
14 setembro 2026
Cooperação Sul-Sul: como as soluções viajam
E se uma solução que funciona em um país também pudesse funcionar em outro? Essa é a premissa da Cooperação Sul-Sul. Em 12 de setembro, as Nações Unidas celebram o dia dedicado a essa forma de cooperação.“Em uma época de divisão e conflito, a Cooperação Sul-Sul pode ser um catalisador para reviver a solidariedade global e um forte lembrete de que, juntos, somos sempre mais fortes.” - António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, 12 de setembro de 2026Descubra nesta história como a Cooperação Sul-Sul se manifesta: soluções que viajaram a países transformando intercâmbio em práticas permanentes. Acesse a versão original na página do Escritório do Grupo de Desenvolvimento Sustentável da ONU (UNSDG). O que é Cooperação Sul-Sul?Cooperação Sul-Sul é a prática de países do Sul Global compartilharem entre si conhecimentos, capacidades e soluções comprovadas para enfrentar desafios comuns.Experiências e conhecimentos circulam entre países que enfrentam restrições semelhantes, têm condições climáticas comparáveis ou instituições com características parecidas – fatores que ajudam a explicar por que essas soluções podem ser adaptadas e aplicadas com sucesso em outros contextos. Como a Cooperação Sul-Sul funciona na prática? O Brasil oferece um bom exemplo.Em 2025, a ONU Brasil apoiou 12 iniciativas de Cooperação Sul-Sul e Triangular, envolvendo 25 países e US$ 7 milhões em recursos executados. Participaram 18 países africanos e seis países latino-americanos, enquanto Colômbia e Peru concentraram o maior número de iniciativas. Outras cinco iniciativas foram implementadas em âmbito regional na América Latina e no Cone Sul.Uma amostra da potência de Cooperação Sul-Sul que é o Brasil vem do Programa Mundial de Alimentos (WFP). No ano passado, o Centro de Excelência contra a Fome, escritório do WFP dedicado exclusivamente à Cooperação Sul-Sul, fortaleceu seu papel como referência global em alimentação escolar, segurança alimentar e cooperação técnica.O Centro apoiou a 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar, realizada no Ceará, reunindo autoridades governamentais de cerca de 80 países.Também ampliou a cooperação técnica do Brasil com países da África, Ásia e América Latina por meio de missões, visitas de estudo e ações de capacitação em nutrição e agricultura familiar. Além disso, tecnologias sociais para fortalecer programas de alimentação escolar foram implementadas em Benin, São Tomé e Príncipe e República do Congo.Diversas instituições do Estado brasileiro aportam conhecimentos e experiências para viabilizar esse tipo de ação, com apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A Cooperação Sul-Sul assumiu outros exemplos concretos ao redor do mundo em 2026: um especialista agrícola chinês trabalhando em uma plantação de arroz em Uganda ou um método de análise da qualidade da água desenvolvido em comunidades rurais da Índia sendo ensinado em uma aldeia Miskito, em Honduras.Uganda e China: técnicas agrícolasDurante anos, agricultores ugandenses produziram muito menos alimentos por área cultivada do que poderiam.Desde 2012, pelo menos 56 especialistas agrícolas chineses viajaram para Uganda para ajudar a mudar essa realidade, trabalhando lado a lado com agricultores ugandenses e especialistas locais.Eles compartilharam técnicas práticas para o cultivo de arroz, milheto, sorgo e pimenta, além de conhecimentos sobre criação de gado e piscicultura.Os resultados foram expressivos. Em uma região, a produção de arroz por hectare quadruplicou. Em outras, a produção de leite das vacas passou de 2 para 7 litros por dia.A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estruturou e coordenou a parceria, articulando a demanda de Uganda com a expertise chinesa, oferecendo apoio técnico e acompanhando a implementação das atividades.A fase final foi concluída em abril de 2026, tendo alcançado mais de 100 mil agricultores.Mas o aspecto mais significativo não está em um número relacionado à produção agrícola. Na última fase, Uganda cofinanciou a iniciativa, contribuindo com US$ 1,6 milhão, ao lado de US$ 3 milhões aportados pela China.Uganda não apenas recebeu uma solução. Investiu para mantê-la. Honduras e Índia: métodos de análise da qualidade da águaGracias a Dios, um departamento no leste de Honduras, é uma das regiões de mais difícil acesso da América Central. Não há estradas para chegar até lá: é preciso viajar de pequeno avião ou pelo rio.Para as comunidades Miskito que vivem na região, o acesso à água potável e ao saneamento seguro sempre foi um desafio. Muitos moradores não tinham banheiro e quase metade da população não tinha acesso a água potável segura.A Índia passou anos enfrentando problemas semelhantes em suas comunidades rurais: desenvolveu formas de baixo custo para tratar a água, métodos de análise que não dependem de laboratórios e capacitou moradores locais para monitorar a qualidade da água.Foram esses métodos que chegaram a La Mosquitia, levados pelo UNICEF e adaptados à realidade das comunidades Miskito.Profissionais de saúde foram capacitados em tratamento e análise da qualidade da água, materiais sobre higiene foram traduzidos para a língua Miskito e 185 voluntários locais agora visitam as famílias para ajudá-las a manter as novas práticas.A atuação das Nações Unidas envolve dois escritórios. O Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC) administra o financiamento, proveniente do Governo da Índia. O UNICEF Honduras coordena o trabalho em campo, em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação, o município e os conselhos indígenas locais.Até o início de 2026, 12.199 pessoas haviam sido alcançadas por ações de capacitação em higiene e água. IndonésiaA Indonésia também vem adotando uma abordagem mais explicitamente institucional para a Cooperação Sul-Sul e Triangular.Em 2025, a ONU Indonésia desenvolveu uma estratégia de Cooperação Sul-Sul e Triangular (CSST) para apoiar o Governo na elaboração de seu futuro Grande Plano de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e formalizar parcerias, especialmente com a Indonesia AID.Desde 2021, as Nações Unidas na Indonésia apoiaram 75 iniciativas de cooperação Sul-Sul e triangular, envolvendo 18 agências da ONU e utilizando a experiência de desenvolvimento da Indonésia e as redes globais das Nações Unidas para responder à crescente demanda pela expertise indonésia e posicionar o país como um parceiro regional e global mais forte na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.Como a ONU ajuda a fazer a Cooperação Sul-Sul acontecer?Por trás de muitos desses intercâmbios existe um esforço de coordenação que nem sempre é visível.Por meio das Equipes Nacionais e dos Escritórios de Coordenação Residente, as Nações Unidas ajudam os países a identificar conhecimentos e experiências relevantes, conectar-se aos parceiros certos e adaptar soluções comprovadas aos seus próprios contextos, tornando mais fácil que ideias que funcionam possam viajar de um país para outro.Para saber mais, siga @unsdg nas redes e acesse o portal do Escritório do Grupo de Desenvolvimento Sustentável da ONU (UNSDG).
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História
31 agosto 2026
No campo, a educação também semeia futuros
Filhas de agricultores familiares, as irmãs Maria Eduarda, de 19 anos, e Maria Clara, de 17 cresceram no campo e compartilham o sonho de, por meio da educação, construir um futuro melhor para suas famílias e comunidade. A equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) conheceu mais de perto as irmãs durante uma visita ao município de Grajaú, no Maranhão. O encontro ocorreu durante a missão de revisão de meio termo do Projeto Amazônico de Gestão Sustentável (PAGES), financiado pelo FIDA com recursos do Governo da Alemanha, por meio do Programa de Adaptação para a Agricultura Familiar (ASAP+).Maria Eduarda é egressa da Escola Família Agrícola de Grajaú (EFAGMA) e atualmente é primeira secretária da associação da escola. Está cursando Licenciatura em Ciências Naturais - Química na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no campus de Grajaú, onde pretende ampliar seu conhecimento técnico para aplicar nos investimentos produtivos da sua comunidade. Maria Clara está no terceiro ano do ensino médio na mesma escola. A EFAGMA adota a metodologia da Pedagogia da Alternância, que combina períodos de quinze dias de internato, dedicados à formação da base curricular comum e à formação técnica agrícola, com quinze dias de permanência junto às famílias. Essa dinâmica aproxima teoria e prática e permite que os conhecimentos adquiridos na escola sejam aplicados à realidade do campo e contribuam para o aprimoramento das práticas agroecológicas nas comunidades.Mas a realidade nem sempre foi essa.Maria Eduarda compartilhou que, antes do PAGES, a escola funcionava em condições muito precárias. Nem sempre havia garantia das três refeições diárias e os estudantes muitas vezes dormiam em redes ou colchonetes no chão da própria sala de aula, por falta de uma estrutura adequada de alojamento.Hoje, a realidade começa a ser transformada.Por meio do PAGES, foram realizados investimentos na infraestrutura dos alojamentos, com instalação de ar-condicionado, aquisição de beliches, colchões e móveis. Também foram reativados tanques para a produção de peixes e introduzidas tecnologias e investimentos produtivos, como técnicas de revolvimento do solo e kits de irrigação. Para Maria Eduarda, uma das maiores alegrias é ver sua irmã, Maria Clara, vivenciando uma realidade diferente daquela que ela própria encontrou quando estudava na escola. Nas palavras de Maria Eduarda:“Levantar a bandeira da educação do campo é ter força, é necessário ter coragem para levantar essa bandeira e seguir unidos na representação da educação no campo, pois na EFA de Grajaú teoria se torna prática e prática educação.”São histórias como a de Maria Eduarda e Maria Clara que nos emocionam, nos inspiram e reforçam o propósito de seguir trabalhando para que o desenvolvimento sustentável também signifique mais oportunidades, dignidade e esperança para quem vive e produz no campo.Para saber mais, siga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X e YouTube e siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).Sobre o FIDAO Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.Contato para a imprensa: Justina Tellechea, FIDA no Brasil: j.tellechea@ifad.org
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História
27 agosto 2026
“Migrar é um direito e como indígenas também podemos migrar”
“Meu país começou a sofrer uma crise muito forte e isso fez com que muitos indígenas saíssem de seus contextos deixando tudo, em muitos casos deixando comunidades vazias e eu também tive que migrar”.De origem Warao, a venezuelana está há três anos no estado de Roraima, se adaptando e traçando novos planos para sua vida e sua família, sem deixar de pensar no desenvolvimento de sua comunidade.Aos 44 anos, atualmente ela mora com seus pais e um de seus três filhos na comunidade Warao Janoko, localizada no município de Cantá (RR). Nesse contexto, Rosmery assumiu, assim como tantas outras mulheres refugiadas e migrantes, a responsabilidade de cuidar dos familiares que vivem com ela, já que seus pais são pessoas idosas. A comunidade, que é formada por famílias das etnias Warao e Kariña, sobrevive da agricultura, embora considerem que a terra não esteja apta para isso. Da produção familiar, Rosmery garante os alimentos diários e parte do sustento financeiro.Rosmery expressa o que significou essa mudança: “Para migrar você tem que aceitar sua realidade e deixar tudo o que você era para trás. Na Venezuela fui professora com 25 anos de serviço. Cobri todos os níveis de educação, desde educação inicial até a etapa universitária. Chegar ao Brasil foi uma mudança muito profunda e brusca”, afirma.“Busco que a minha vida no Brasil seja ativa e criativa. Por isso desde que cheguei, realizo alguns cursos e isso me ajudou a começar o meu próprio negócio, que é uma padaria”, conta. Rosmery foi aluna em cursos de Português, confeitaria, ajudante de cozinha, gastronomia e panificação, ofertados por projetos implementados por diferentes organizações, entre elas a ONU Mulheres, o ACNUR e o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA). O pequeno negócio de Rosmery começou a funcionar este ano, após dois anos de planejamento e organização financeira. “Meu principal objetivo é fazer com que a minha comunidade, a comunidade Warao a Janoko, se desenvolva e seja vista como um lugar turístico. Começamos com essa padaria familiar e logo ela apoiará outras oportunidades de desenvolvimento”, explica. O fortalecimento da sua comunidade no Brasil é uma das principais motivações de Rosmery. A importância do seu engajamento para esse objetivo, fez com que ela estivesse em Brasília (DF), ao lado de outras 15 mulheres indígenas venezuelanas de diferentes etnias, durante o Acampamento Terra Livre (ATL). Durante o acampamento, Rosmery foi uma das vozes que levantou as demandas e necessidades das mulheres refugiadas e migrantes em diferentes agendas de articulação com organizações indígenas brasileiras e com representantes do governo federal. A participação do grupo de mulheres indígenas refugiadas e migrantes no ATL foi possível através do programa conjunto realizado por ONU Mulheres, ACNUR e UNFPA, com o apoio do Governo de Luxemburgo, que visa o desenvolvimento de políticas públicas sensíveis aos direitos humanos e ao gênero, que atendam as necessidades diferenciadas de mulheres refugiadas e migrantes e de outros grupos de pessoas que enfrentam múltiplas formas de discriminação.Para Rosmery, representar sua comunidade e desenvolver formas para que ela prospere em outro território é uma forma de garantir seus direitos individuais e coletivos:“Migrar é um direito e como indígenas também podemos migrar, porque é um direito internacional. Ao ser migrante, não é possível que nos coíbam de muitos direitos que nos correspondem como humanos”, ressalta.Para saber mais, acompanhe a série #BrasilAcolhedor nas redes sociais da @onubrasil!
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História
24 agosto 2026
Juventude transforma realidades no UNOPS
A quatro mil quilômetros de casa, a jovem arquiteta Talia Fernandes, de 25 anos, encontrou seu verdadeiro propósito. Nascida em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, ela atravessou o Brasil com destino ao Rio Grande do Sul para cursar o mestrado em Planejamento Urbano. Longe da família e da terra natal, a vontade de aplicar seu conhecimento em cidades devastadas por catástrofes climáticas falou mais alto e a levou a seu primeiro posto no Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). A jovem, que ingressou na organização como estagiária, hoje ocupa uma vaga regular e ajuda a monitorar de perto a recuperação de 101 unidades de saúde que foram afetadas pelas enchentes no RS no ano passado. Anteriormente, Talia sentiu a frustração com o trabalho em escritórios de arquitetura tradicionais, mas, na ONU, descobriu o valor real e prático da sua profissão. “Não é porque eu sou jovem que a minha opinião não importa. Aqui, eu me sinto muito valorizada como profissional”, destaca a arquiteta.A história de Talia reflete o tema do Dia Internacional da Juventude de 2026: “Contextos diferentes, aspirações comuns”. No UNOPS, escritório da ONU especializado em infraestrutura, 45 jovens atuam nas equipes espalhadas em todo o Brasil. Para alguns deles, a trajetória exigiu ainda mais superação. É o caso da engenheira Kércia dos Santos, 30 anos. Aos 17, ela deixou a zona rural no interior da Bahia e desembarcou em Brasília com apenas uma cesta básica e muitos sonhos. Aluna de escola pública e beneficiária de políticas públicas para acesso a transporte e alimentação, ela superou muitos obstáculos. Tornou-se a primeira pessoa da sua família inteira a conquistar um diploma de curso superior e, ao escolher a Engenharia Civil, abriu seu próprio espaço, construindo um legado em uma área tradicionalmente masculina. Hoje, atua como coordenadora de obras em um dos projetos mais complexos do UNOPS, a finalização das obras de escolas em comunidades indígenas e quilombolas afastadas dos grandes centros urbanos.“Se a minha trajetória puder fazer com que outra menina do interior olhe para a Engenharia e pense 'eu também posso chegar lá', isso já tem um significado enorme para mim”, declara a coordenadora.Por trás de cada obra monitorada por Kércia e Talia, existe uma outra frente essencial para que todo o trabalho do escritório aconteça: a área de operações. Sem o suporte técnico e o cuidado humano nos bastidores, nenhum projeto sai do papel. Gabriel Bezerra, de 26 anos, atua diariamente de forma essencial para que esse processo aconteça. Morador de uma área periférica de Brasília, o jovem cresceu longe de qualquer incentivo e atuar na ONU parecia restrito às telas de televisão.“Eu nunca iria imaginar que teria um escritório da ONU aqui em Brasília. Vindo de escola pública, isso nunca foi uma conversa que eu tive”, confessa Gabriel.Há quatro anos atrás, ele ingressou como estagiário de Tecnologia da Informação (TI) e sofreu um enorme choque cultural em um ambiente tão multicultural. O convívio transformou sua visão de mundo de maneira profunda. Ele relata que os debates sobre gênero, diversidade e inclusão dentro do escritório o auxiliaram a ter uma nova visão de mundo. Profissionalmente, apesar da insegurança, teve a oportunidade de inovar. Gabriel, mesmo tão jovem, desenvolveu um aplicativo capaz de automatizar as demandas de trabalho de uma tarde inteira em apenas 15 minutos e, com dedicação, assumiu a liderança de TI para os escritórios do UNOPS no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Inspirado na trajetória dos colegas, Gabriel iniciou um mestrado, um plano antes inexistente em sua vida. “Saber que o seu trabalho faz a diferença, desde a troca de um mouse até a compra de computadores para uma escola indígena, traz uma motivação, uma vontade de acordar com um propósito”, expressa o especialista em TI. Na operação dos Recursos Humanos, Amanda Louize, com 25 anos, apoia a seleção das equipes responsáveis por transformar vidas em todo o Brasil. Formada em Relações Internacionais, ela sofreu com rejeições sucessivas em processos seletivos na época da pandemia. O sonho de integrar as Nações Unidas parecia um objetivo distante, que somente aconteceria após anos de experiência. No entanto, esse sonho não demorou tanto quanto ela imaginava para ser realizado. Amanda entrou no UNOPS como estagiária e encontrou no setor de RH o fim das incertezas. Hoje, ela trabalha em todas as etapas dos processos de seleção de equipes do escritório e encontrou a sua vocação no trabalho: ter contato com pessoas.“Eu vivo a realidade que a Amanda de 17 anos sonhava. É uma baita responsabilidade, pois a gente lida com o sonho das pessoas”, destaca a assistente.A determinação de Talia, a força de Kércia, a superação de Gabriel e a vocação de Amanda ilustram a essência e as aspirações dos jovens profissionais que trabalham na ONU no Brasil. Mais do que um brilho no olhar, eles compartilham a mesma vontade incansável de deixar um legado no que constroem cotidianamente. Com passados e realidades tão distintas, esses jovens profissionais contribuem, cada um a seu modo, com a mudança, com a promoção da igualdade e com a superação de desafios. São as pessoas que ajudam a construir o Brasil do futuro, no presente.Para saber mais, siga @onubrasil e @unops_official nas redes sociais!
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História
11 agosto 2026
“Chega de exploração. Chega de pilhagem.”
À medida que a demanda global por minerais críticos aumenta, é necessário garantir que comunidades locais também se beneficiem das oportunidades econômicas e dos meios de subsistência que elas mesmas proporcionam à economia mundial. A ONU tem trabalhado com parceiros nacionais e comunitários em todo o mundo para garantir que os minerais críticos também gerem empregos, capacitação e benefícios locais. Em seu discurso ao Conselho de Segurança em 22 de julho de 2026, o secretário-geral António Guterres cobrou compromisso com a responsabilidade social e com práticas sustentáveis num momento em que um número cada vez maior de nações buscam capitalizar o potencial dos recursos minerais para o desenvolvimento.“Devemos garantir que o desenvolvimento do setor mineral gere resultados justos e sustentáveis para os países e para as comunidades dotadas de recursos naturais.” Na sessão do Conselho de Segurança sobre a manutenção da paz e da segurança internacionais com foco na “Governança dos recursos naturais: O fundamento da paz, segurança e prosperidade”, o líder das Nações Unidas enfatizou:“É hora de romper com o antigo padrão, em que os recursos são extraídos, o valor é capturado em outros lugares e as comunidades empobrecidas são deixadas para trás, tendo de lidar com os danos ambientais e socioeconômicos.” Com o agravamento da crise climática, a demanda global por minerais críticos para tecnologias de energia limpa – como lítio para veículos elétricos ou selênio para células solares – deve triplicar até 2030 e quadruplicar até 2040, conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE).Lançado em outubro de 2025, o relatório do Painel Internacional de Recursos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) enfatiza que o financiamento da mineração responsável será fundamental para uma transição energética bem-sucedida e justa. “A demanda por minerais e metais necessários para a transição energética requer uma indústria de mineração que contribua para o desenvolvimento sustentável, respeitando os direitos humanos e o meio ambiente. Por meio de finanças sustentáveis, a mineração responsável pode se tornar o padrão, não a exceção”, disse o copresidente do Painel Internacional de Recursos, Janez Potočnik. Desde 1970, o volume de extração mineral quintuplicou, e a expectativa é que o segmento de minerais essenciais para a transição energética mantenha uma rápida trajetória de crescimento.Apenas no ano de 2023, a busca por insumos como cobalto, grafite, níquel e elementos de terras raras registrou crescimentos de 8% a 15%. Além disso, é estimado que a procura por lítio até o ano de 2050 vai corresponder a 9 vezes o volume total produzido globalmente em 2022. O relatório de setembro de 2024 do Painel do Secretário-Geral da ONU sobre Minerais Críticos para a Transição Energética enfatizou que o aproveitamento de minerais críticos requer novas abordagens, priorizando a justiça, equidade e sustentabilidade ao longo de toda a cadeia de valor dos minerais críticos – desde a mineração, refino e fabricação, até o transporte e reciclagem. A mensagem do secretário-geral aos membros do Conselho de Segurança, em julho deste ano, foi enfática: “O desafio é transformar a forma como os recursos naturais são extraídos, processados, comercializados e utilizados – garantindo que muito mais valor agregado seja retido pelos países produtores e pelas comunidades afetadas. Chega de exploração. Chega de saques.”“E devemos privar os grupos armados e as redes criminosas das rendas que alimentam conflitos prolongados. Se não agirmos, a exploração ilícita dos recursos naturais continuará a alimentar a desigualdade, a instabilidade e a violência”, enfatizou Guterres. Matérias relacionadas: UNODC: Crescente demanda por minerais aumenta riscos de crime, corrupção e instabilidadeONU Brasil: Histórias do Garimpo Descubra mais: Sobre o Painel do Secretário-Geral sobre Minerais Críticos: Criado pelo secretário-geral da ONU em abril de 2024, o Painel sobre Minerais Críticos para a Transição Energética reuniu governos, setor privado, organizações internacionais e sociedade civil para desenvolver princípios comuns que promovam cadeias de valor minerais justas, sustentáveis e transparentes. Entre as principais recomendações do relatório final do Painel estão: agregar mais valor localmente nos países produtores, fortalecer a rastreabilidade e a transparência das cadeias de suprimento e garantir benefícios econômicos, sociais e ambientais às comunidades afetadas pela mineração.Sobre o Painel Internacional de Recursos (IRP): O IRP foi lançado em 2007 pelo PNUMA para estabelecer uma interface ciência e política sobre o uso sustentável dos recursos naturais e, em particular, seus impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida. O Painel é composto por atores governamentais, da indústria e da sociedade civil e liderado conjuntamente pela equipe de ação climática do Secretariado da ONU, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O Painel estuda questões-chave sobre o uso global de recursos e produz relatórios de avaliação sobre as mais recentes descobertas científicas, técnicas e socioeconômicas para informar a tomada de decisões.Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português.
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18 setembro 2026
ONU: Novos riscos globais avançam mais rápido do que a capacidade de resposta multilateral
O cenário de riscos globais mudou significativamente nos últimos dois anos. Conflitos e guerras passaram ao centro das preocupações, enquanto os avanços tecnológicos e os riscos econômicos ganharam importância. Ao mesmo tempo, a percepção sobre a capacidade das instituições multilaterais de responder a esses desafios diminuiu em diversas áreas.Os dados fazem parte de um novo relatório das Nações Unidas, baseado em uma pesquisa com cerca de 1,3 mil representantes de governos, empresas, sociedade civil e sistema ONU, de todas as regiões do mundo.Os participantes avaliaram 28 riscos globais, agrupados em cinco categorias — política, tecnologia, economia, meio ambiente e sociedade — considerando sua probabilidade, gravidade, velocidade de materialização e o grau de preparação do sistema multilateral para responder a eles.A comparação com a pesquisa anterior, realizada em 2024, mostra uma mudança no mapa de riscos. Naquele ano, as maiores preocupações estavam relacionadas ao meio ambiente, à desinformação e às pandemias. Em 2026, os riscos geopolíticos ganharam destaque.O relatório define como vulnerabilidade global a existência de uma grande diferença entre a importância atribuída a um risco e a capacidade percebida das instituições multilaterais de responder a ele. Riscos políticos são a principal vulnerabilidadeOs riscos políticos registraram a mudança mais expressiva desde 2024. Todos foram considerados mais importantes do que há dois anos, enquanto a percepção sobre a preparação das instituições multilaterais caiu em quase todos os casos.O risco de guerra em larga escala se destaca especialmente. Ele está entre os riscos mais interconectados, aumentou em importância e apresentou a maior queda na percepção sobre a capacidade de resposta multilateral.Inteligência artificial e outras tecnologias ampliam vulnerabilidadesA percepção sobre a preparação multilateral para riscos tecnológicos permaneceu baixa, em níveis semelhantes aos observados em 2024.Por outro lado, aumentou de forma significativa a importância atribuída aos riscos relacionados à inteligência artificial e às tecnologias de fronteira, assim como à concentração de poder impulsionada pela tecnologia.As preocupações com possíveis rupturas de sistemas de cibersegurança também permanecem. Segundo a pesquisa, a compreensão desses riscos ainda é limitada, enquanto as tecnologias avançam rapidamente.A combinação entre maior importância percebida e baixa preparação coloca os riscos tecnológicos entre as principais vulnerabilidades globais.Riscos econômicos ganham espaçoAs preocupações com os riscos econômicos também aumentaram. Quatro dos cinco riscos avaliados nessa categoria foram considerados mais importantes do que em 2024.A possibilidade de uma crise financeira global aparece como destaque, especialmente devido à preocupação com seus efeitos sistêmicos e com a capacidade do sistema multilateral de coordenar uma resposta internacional.Meio ambiente: menos preocupação relativa, mas lacunas permanecemOs riscos ambientais foram considerados, em geral, um pouco menos importantes do que em 2024. A percepção sobre a preparação multilateral, porém, continua desigual.A perda de biodiversidade e a poluição em larga escala deixaram de aparecer entre as áreas de maior vulnerabilidade. A mudança ocorreu principalmente porque esses riscos passaram a ser considerados menos importantes, e não porque a preparação para enfrentá-los tenha melhorado.A vulnerabilidade continua elevada diante dos riscos relacionados a desastres naturais, devido, em parte, à percepção de baixa capacidade para reduzi-los. A inação diante da mudança do clima continua sendo considerada o risco global de maior importância.Riscos sociais apresentam menor vulnerabilidadeSeis anos após o início da pandemia de COVID-19, diminuiu a preocupação com novas pandemias e riscos biológicos em comparação com 2024.Também perderam importância relativa os riscos relacionados a movimentos em massa de pessoas e à proliferação de atores não estatais.Ao mesmo tempo, as pessoas participantes consideraram o sistema multilateral mais preparado para responder a esses riscos do que há dois anos.Um mapa de riscos em transformaçãoA comparação entre as pesquisas de 2024 e 2026 mostra que o cenário global não está apenas mudando, mas que os diferentes riscos estão evoluindo em ritmos distintos.Os resultados apontam para uma maior preocupação com conflitos, tecnologias de fronteira e instabilidade econômica, ao mesmo tempo em que algumas ameaças ambientais e sociais perderam importância relativa.Para as Nações Unidas, compreender essas mudanças é fundamental para fortalecer a capacidade de prevenção e resposta internacional. Ao oferecer aos Estados-membros e formuladores de políticas uma visão compartilhada e baseada em evidências sobre os riscos globais e a capacidade de resposta do sistema multilateral, o relatório busca contribuir para que ações sejam tomadas antes que os riscos atuais se transformem em crises.Para saber mais, acesse o relatório completo e visite a página especial da ONU Brasil para a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
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18 setembro 2026
ONU: Uma em cada três instituições criadas para promover a igualdade de gênero perdeu poder em dois anos
O Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026, divulgado em 17 de setembro pela ONU Mulheres e pelo Departamento das de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), mostra que, nos lugares onde as mulheres detêm poder real, os resultados melhoram em todas as dimensões da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável — desde a paz até a educação e da pobreza até a ação climática. No entanto, as próprias instituições construídas ao longo de décadas para promover a igualdade de gênero estão sendo sistematicamente enfraquecidas, paralisadas ou revertendo o progresso justamente no momento em que o mundo não pode se dar ao luxo de retroceder.As conclusões do Relatório sobre Panorama de Gênero 2026 revelam um retrocesso político em relação à igualdade de gênero que é transversal, mensurável e cada vez mais grave: Um em cada três mecanismos institucionais para a igualdade de gênero sofreu uma erosão institucional nos últimos dois anos. Cerca de uma em cada quatro instituições dedicadas à igualdade de gênero teve seu orçamento operacional reduzido no mesmo período. Quase uma em cada dez perdeu totalmente o controle sobre seu orçamento. O financiamento para a igualdade de gênero caiu para seu nível mais baixo desde 2021, com o financiamento para organizações de direitos das mulheres como mais afetado. Em meio aos cortes de financiamento, 42% das entidades da ONU relatam um enfraquecimento de seus esforços em prol da igualdade de gênero.A concentração do poder político continua acentuada: seis em cada sete países são liderados por homens. As mulheres continuam enfrentando barreiras sistêmicas em todas as etapas. O custo de uma candidatura a um cargo público pode ultrapassar 100 vezes a renda per capita média de um país, o que exclui muitas mulheres antes mesmo do início da disputa. Em alguns países, até oito em cada dez mulheres que concorrem a um cargo público enfrentam violência na vida pública. E quando as mulheres chegam ao governo, ainda são desviadas de forma desproporcional das áreas que detêm maior poder econômico e de segurança. Quase nove em cada dez ministros da área de defesa e mais de oito em cada dez ministros da área de finanças são homens.À medida que as mulheres continuam enfrentando barreiras à participação e influência, décadas de conquistas políticas e jurídicas em matéria de igualdade de gênero estão sendo cada vez mais contestadas e, em alguns casos, desmanteladas. Nenhum indicador do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para a Igualdade de Gênero (ODS 5) está no caminho certo para ser alcançado até 2030. “As evidências são claras: quando as mulheres lideram, as sociedades ficam mais fortes, as economias são mais resilientes e os resultados são melhores para todos. No entanto, enquanto o poder permanecer concentrado em instituições que excluem sistematicamente as mulheres, as sociedades continuam aquém de seu pleno potencial. A igualdade não pode ser alcançada sem acesso igualitário ao poder — porque igualdade sem poder não é igualdade alguma”, afirmou a diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous.“Os dados não deixam margem para ambiguidade:, no ritmo atual, ainda faltam 171 anos para alcançarmos a igualdade de gênero. O que o Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026 mostra é que isso não é inevitável — é o resultado de escolhas, tornadas visíveis por meio dos dados. Investir na igualdade de gênero, nas instituições e nos sistemas estatísticos que as responsabilizam não é um custo. É o caminho mais rápido de volta à promessa da Agenda 2030 de poder igual para todos”, afirmou o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. Esse padrão se estende além do governo. As mulheres ocupam apenas 6% dos cargos de diretora executiva em empresas em todo o mundo e lideram menos de 20% dos tribunais superiores, deixando as decisões que moldam os negócios, o sistema jurídico, o emprego e a economia global predominantemente nas mãos dos homens.As conclusões do relatório surgem em um momento decisivo para o sistema multilateral. Os líderes mundiais estão se reunindo para a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU (UNGA81), enquanto a Organização das Nações Unidas se prepara para eleger seu décimo secretário-geral – cargo que nenhuma mulher ocupou nos 80 anos de história da ONU. Enquanto os governos debatem o futuro do multilateralismo, o Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026 argumenta que nenhuma visão para o futuro do mundo é aceitável sem que mulheres e meninas tenham participação igualitária no poder para moldá-la. A ONU Mulheres e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA) cobram uma reversão do retrocesso político em relação à igualdade de gênero – e que o poder seja compartilhado de forma mais equitativa. Isso significa garantir que as mulheres tenham voz igualitária nas decisões políticas e econômicas, financiar adequadamente as instituições de igualdade de gênero, proteger as organizações de direitos das mulheres e o espaço cívico, e assegurar que as mulheres tenham poder igualitário para moldar as decisões que afetam as economias, a paz e a segurança, a tecnologia e a vida pública.Para saber mais, acesse o relatório completo na página global da ONU Mulheres e siga @onumulheresbr nas redes sociais! NOTAS PARA EDITORESO Relatório sobre o Panorama de Gênero é a principal fonte mundial de dados sobre igualdade de gênero e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Com base em mais de 100 fontes de dados, ele acompanha o progresso das mulheres e meninas em todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).Os dados referem-se a todos os mecanismos de igualdade de gênero. Os mecanismos institucionais para a igualdade de gênero, ou mecanismos de igualdade de gênero, referem-se a estruturas estatais encarregadas de promover a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas (por exemplo, “Ministério do Desenvolvimento da Mulher e da Criança”, “Diretoria de Igualdade de Gênero”). Esses mecanismos são responsáveis por promover os direitos, a condição social e o bem-estar de mulheres e meninas, bem como por combater normas de gênero discriminatórias.Contatos para a imprensa:Assessoria de Imprensa da ONU Mulheres em Nova Iorque: media.team@unwomen.org Sharon Birch, Departamento de Comunicação Global da ONU: birchs@un.org Helen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.org
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18 setembro 2026
Prevenção do Aliciamento de crianças e adolescentes: uma estratégia essencial para desmantelar o crime organizado, aponta o UNODC
O UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) apontou, nesta quinta-feira (17), que prevenir o aliciamento de crianças e adolescentes é um caminho essencial para desmantelar as estruturas do crime organizado no Brasil.
A posição foi apresentada durante a mesa “Dos territórios às plataformas: dados e respostas ao aliciamento de crianças e adolescentes pelo crime organizado”, realizada na Academia de Polícia Civil de São Paulo (Acadepol), como parte do 20º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), um dos principais espaços de debate sobre segurança pública da América Latina. A mesa reuniu representantes do UNODC, da Polícia Federal, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes e do Instituto Latinoamericano para la Paz y la Seguridad. O aliciamento de crianças e adolescentes por organizações criminosas é um processo que envolve aproximação, criação de vínculos, oferta de proteção ou vantagens, dependência e coerção. Esse processo, que ocorre nos territórios e no ambiente digital, ainda carece de registros administrativos e estatísticos de segurança pública, o que é requisito essencial para a compreensão do fenômeno e elaboração de políticas públicas eficazes, que responsabilizem os aliciadores, desarticulem os fluxos financeiros e as cadeias de comando por trás do aliciamento. Para o UNODC, esse enfoque pressupõe o reconhecimento do aliciamento como um crime e do status legal de crianças e adolescentes aliciados como vítimas.Segundo Alexandra Martins, líder da equipe global de Prevenção e Resposta ao Crime e à Violência contra Crianças, Mulheres e Comunidades do UNODC, o aliciamento de crianças e adolescentes é função operacional das estruturas criminosas e proteger a infância e a adolescência deste fenômeno é tarefa crucial para desmantelar o crime organizado. Assim, ela propôs uma mudança de paradigma e ressaltou a necessidade de mensuração do processo de aliciamento e não apenas do seu desfecho.
“O indicador de sucesso de uma política de segurança pública em relação à infância não pode ser quantos adolescentes são apreendidos, mas quantos deixaram de ser aliciados” completou Alexandra.Tratar o aliciamento como peça estrutural do crime organizado, e não como um problema à parte, também abre caminho para fortalecer a produção de dados e indicadores sobre esse fenômeno e para construir uma leitura compartilhada entre segurança pública, justiça, proteção social, educação e saúde, capaz de sustentar respostas coordenadas. Essa abordagem está alinhada aos princípios que orientam a atuação do UNODC na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC) — de que respostas eficazes ao crime organizado devem se apoiar em evidências, cooperação institucional e no fortalecimento de capacidades nacionais.No Brasil, no âmbito da proteção de crianças e adolescentes, o UNODC vem apoiando instituições nacionais na construção de diversas iniciativas, entre elas a Estratégia Crescer em Paz, lançada em 2025 e baseada na versão global ENDVAC (End Violence Against Children) do UNODC, além de dialogar com outras iniciativas em curso no país voltadas a essa mesma agenda, como o projeto Protegendo Futuros, desenvolvido em conjunto com a União Europeia; o Crescer em Segurança, cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD); a Plataforma CRIA e a metodologia PIPA de prevenção do uso de álcool e outras drogas; o Pronasci Juventude; e o programa Vidas Protegidas, desenvolvido em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.Sobre o Protegendo FuturosO Protegendo Futuros (Protecting Futures) é uma iniciativa conjunta da União Europeia e do UNODC que atua no Brasil e nas Filipinas para prevenir e responder ao aliciamento e à exploração de crianças e adolescentes por grupos armados e criminosos, em respeito aos direitos humanos, à igualdade de gênero e ao direito internacional. O projeto tem como principal documento norteador a resolução A/RES/79/188 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adotada em dezembro de 2024, apoiando-se também na Convenção sobre os Direitos da Criança e na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC). No Brasil, sua governança reúne instituições como o Conselho Nacional de Justiça, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, a Polícia Federal e a Defensoria Pública da União.
A posição foi apresentada durante a mesa “Dos territórios às plataformas: dados e respostas ao aliciamento de crianças e adolescentes pelo crime organizado”, realizada na Academia de Polícia Civil de São Paulo (Acadepol), como parte do 20º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), um dos principais espaços de debate sobre segurança pública da América Latina. A mesa reuniu representantes do UNODC, da Polícia Federal, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes e do Instituto Latinoamericano para la Paz y la Seguridad. O aliciamento de crianças e adolescentes por organizações criminosas é um processo que envolve aproximação, criação de vínculos, oferta de proteção ou vantagens, dependência e coerção. Esse processo, que ocorre nos territórios e no ambiente digital, ainda carece de registros administrativos e estatísticos de segurança pública, o que é requisito essencial para a compreensão do fenômeno e elaboração de políticas públicas eficazes, que responsabilizem os aliciadores, desarticulem os fluxos financeiros e as cadeias de comando por trás do aliciamento. Para o UNODC, esse enfoque pressupõe o reconhecimento do aliciamento como um crime e do status legal de crianças e adolescentes aliciados como vítimas.Segundo Alexandra Martins, líder da equipe global de Prevenção e Resposta ao Crime e à Violência contra Crianças, Mulheres e Comunidades do UNODC, o aliciamento de crianças e adolescentes é função operacional das estruturas criminosas e proteger a infância e a adolescência deste fenômeno é tarefa crucial para desmantelar o crime organizado. Assim, ela propôs uma mudança de paradigma e ressaltou a necessidade de mensuração do processo de aliciamento e não apenas do seu desfecho.
“O indicador de sucesso de uma política de segurança pública em relação à infância não pode ser quantos adolescentes são apreendidos, mas quantos deixaram de ser aliciados” completou Alexandra.Tratar o aliciamento como peça estrutural do crime organizado, e não como um problema à parte, também abre caminho para fortalecer a produção de dados e indicadores sobre esse fenômeno e para construir uma leitura compartilhada entre segurança pública, justiça, proteção social, educação e saúde, capaz de sustentar respostas coordenadas. Essa abordagem está alinhada aos princípios que orientam a atuação do UNODC na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC) — de que respostas eficazes ao crime organizado devem se apoiar em evidências, cooperação institucional e no fortalecimento de capacidades nacionais.No Brasil, no âmbito da proteção de crianças e adolescentes, o UNODC vem apoiando instituições nacionais na construção de diversas iniciativas, entre elas a Estratégia Crescer em Paz, lançada em 2025 e baseada na versão global ENDVAC (End Violence Against Children) do UNODC, além de dialogar com outras iniciativas em curso no país voltadas a essa mesma agenda, como o projeto Protegendo Futuros, desenvolvido em conjunto com a União Europeia; o Crescer em Segurança, cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD); a Plataforma CRIA e a metodologia PIPA de prevenção do uso de álcool e outras drogas; o Pronasci Juventude; e o programa Vidas Protegidas, desenvolvido em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.Sobre o Protegendo FuturosO Protegendo Futuros (Protecting Futures) é uma iniciativa conjunta da União Europeia e do UNODC que atua no Brasil e nas Filipinas para prevenir e responder ao aliciamento e à exploração de crianças e adolescentes por grupos armados e criminosos, em respeito aos direitos humanos, à igualdade de gênero e ao direito internacional. O projeto tem como principal documento norteador a resolução A/RES/79/188 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adotada em dezembro de 2024, apoiando-se também na Convenção sobre os Direitos da Criança e na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC). No Brasil, sua governança reúne instituições como o Conselho Nacional de Justiça, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, a Polícia Federal e a Defensoria Pública da União.
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17 setembro 2026
ONU lança Década da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável
A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em 4 de setembro, o período de 2027 a 2036 como a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável, estabelecendo um marco global de dez anos para fortalecer a cultura em prol de sociedades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis. Iniciada pelo Vietnã, com o apoio de um grupo inter-regional de copatrocinadores e do Grupo de Amigos da Cultura, a Década representa um importante avanço para colocar a cultura no centro do próximo marco mundial de desenvolvimento. Proposta pela Conferência Geral da UNESCO, por meio da Resolução 43 C/41, e apresentada como o projeto de resolução A/80/L.102, a resolução, copatrocinada por 103 Estados-membros, foi adotada por votação registrada, com 174 votos a favor, um contra e nenhuma abstenção.A adoção da resolução assume particular relevância diante do atual contexto internacional desafiador. Em um momento marcado pela sobreposição de crises globais e pela crescente pressão sobre a cooperação internacional, os Estados-membros se uniram em torno de uma convicção comum: a cultura pode contribuir para a construção de consensos e para o avanço do desenvolvimento sustentável. A proclamação representa, portanto, não apenas um marco para a cultura, mas também uma reafirmação do multilateralismo e da capacidade da ação coletiva de promover avanços em relação às prioridades globais compartilhadas. Da ambição global à açãoComo organização líder na implementação, a UNESCO elaborará um Plano de Ação para a Década, em consulta com os Estados-membros, as entidades das Nações Unidas e outras partes interessadas. O Plano de Ação traduzirá a ambição da Resolução em prioridades coordenadas e ações concretas. Com base nas Convenções e Recomendações da UNESCO sobre Cultura, em seus programas, em sua expertise em políticas públicas, em seus dados e em suas redes globais, a Década mobilizará governos, organizações internacionais e regionais, a sociedade civil, profissionais da cultura, comunidades e parceiros de desenvolvimento e financiamento em torno de uma ambição comum: colocar a cultura no centro de um futuro mais sustentável, inclusivo, pacífico e resiliente.“Esta Década reafirma nosso compromisso compartilhado com a cultura como força motriz do desenvolvimento sustentável. Gostaria de elogiar o Vietnã pela visão e liderança que tornaram possível este marco, bem como todos os Estados-membros que se uniram em torno dele, particularmente o grupo central e o Grupo de Amigos da Cultura. A UNESCO está pronta para traduzir essa ambição global renovada em políticas, investimentos e ações mais sólidas em benefício das pessoas, em todos os lugares”, disse o diretor-geral adjunto para a Cultura da UNESCO, Nayef Al-Fayez. A Cultura como Força para o Desenvolvimento SustentávelA Década baseia-se no crescente reconhecimento de que a cultura é um poderoso impulsionador e facilitador do desenvolvimento sustentável. No Pacto para o Futuro de 2024, os Estados-membros reconheceram a cultura como um componente essencial do desenvolvimento sustentável e se comprometeram a integrá-la nas políticas e estratégias econômicas, sociais e ambientais, garantindo, ao mesmo tempo, investimento público adequado para sua proteção e promoção. Esse reconhecimento foi reafirmado no Compromisso de Sevilha, adotado na Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento em 2025, que reconheceu a contribuição da cultura e da economia criativa para o desenvolvimento sustentável e destacou a necessidade de financiamento público adequado para a cultura e investimento em infraestrutura cultural.Esse impulso foi ainda mais fortalecido durante a MONDIACULT 2025, quando mais de 100 ministros da Cultura reafirmaram seu compromisso coletivo de consolidar a cultura como um objetivo autônomo e específico em um futuro marco de desenvolvimento das Nações Unidas. Essa ambição foi acompanhada por um compromisso mais amplo no fortalecimento do multilateralismo, tendo a cultura como um dos pilares da cooperação global, da solidariedade e do respeito aos direitos humanos.A Década oferece agora uma oportunidade concreta para dar continuidade a essa ambição multilateral, reunindo países e parceiros para transformar o reconhecimento político da cultura em cooperação, investimento e ação sustentáveis. À medida que os países aceleram as ações rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e começam a definir o marco global de desenvolvimento para além de 2030, a Década oferece uma plataforma oportuna para aproveitar as múltiplas contribuições da cultura para as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.Do patrimônio material e imaterial às indústrias culturais e criativas e à participação na vida cultural, a cultura constrói a forma como as sociedades respondem aos desafios globais compartilhados. As indústrias culturais e criativas geram 3,39% do PIB mundial e representam, em média, 3,55% dos empregos, ao mesmo tempo em que criam oportunidades para inovação, diversificação econômica e crescimento. De forma mais ampla, a cultura é uma fonte de conhecimento, criatividade e resiliência, contribuindo para a educação inclusiva, a ação climática, o turismo sustentável, a igualdade de gênero, o empoderamento dos jovens, a coesão social e a paz.Abrangendo os últimos quatro anos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e os primeiros anos do marco que a sucederá, a Década funcionará como uma ponte estratégica entre os compromissos de hoje e as prioridades globais do futuro. Com base no impulso político gerado pela MONDIACULT 2022 e 2025, a Década contribuirá para promover uma integração mais sistemática da cultura nas políticas de desenvolvimento, nos marcos de cooperação, no financiamento e nos mecanismos de monitoramento.Para mais informações, siga @unescobrasil e @unesco nas redes! Contato para a imprensa: Pia Palermo, Coordenadora de Comunicação, UNESCO Brasil: brz-press@unesco.org
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Notícias
17 setembro 2026
A 15 dias das eleições, ONU Mulheres apresenta dez propostas pela vida das mulheres
A ONU Mulheres lançou, nesta quinta (17) o documento 10 Propostas pela Vida das Mulheres, voltado a candidatas, candidatos, partidos políticos, instituições públicas e à sociedade. A iniciativa busca qualificar o debate público e fortalecer compromissos com a igualdade de gênero no contexto das eleições de 2026“Não há democracia sem mulheres no poder. As desigualdades que mantêm as mulheres longe das instâncias de decisão são as mesmas que organizam a vida delas fora da política: a sobrecarga de cuidado, a diferença salarial e a violência”, afirma a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret.“Estas dez propostas são caminhos objetivos para que a democracia brasileira represente, de fato, a maioria da sua população.”A representante redigiu e publicou uma carta aberta detalhando a motivação por trás das 10 propostas. Os dados reunidos no documento mostram a dimensão do desafio: No Brasil, as mulheres dedicam 21,3 horas por semana a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens. Nas empresas com mais de 100 funcionários, recebem cerca de 21% menos que os homens. Uma em cada três mulheres sofre violência ao longo da vida e, em 2025, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, 65,1% delas negras e 62,5% mortas dentro da própria casa.O documento também trata do clima. Na COP30, em Belém, as mulheres foram 44% das delegações nacionais, mas apenas 36% de quem as chefiava, e nos ministérios de meio ambiente da América Latina ocupam 7% dos cargos de direção, o pior índice do mundo. O Brasil já dispõe de instrumentos para mudar esse quadro, como a Estratégia Transversal Mulheres e Clima, prevista no Plano Clima 2024-2035.“O objetivo das propostas é fomentar o debate público e apontar caminhos concretos”, diz Gallianne. “Qualquer candidatura, de qualquer partido, pode assumir esses compromissos. E qualquer eleitora e eleitor pode cobrar. Quem pede o voto das mulheres precisa dizer o que fará por elas.”A ONU Mulheres não apoia candidaturas nem partidos. O documento é parte da atuação da organização pela participação política das mulheres e pelo enfrentamento à violência política de gênero e raça no ciclo eleitoral de 2026.Para saber mais, acesse as 10 Propostas pela Vida das Mulheres. Reprodução livre, com citação da fonte.Sobre a ONU MulheresA ONU Mulheres é a entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e o secretariado da Comissão pelo Status da Mulher da ONU. Atua para transformar leis, instituições, comportamentos sociais e serviços em quatro áreas: liderança e participação política, empoderamento econômico, eliminação da violência contra mulheres e meninas, e mulheres, paz e segurança, além da ação humanitária.Contato para a imprensaPedro Nogueira, Oficial de Comunicação, ONU Mulheres Brasil: pedro.nogueira@unwomen.org
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