Últimas
Notícias
02 julho 2026
ONU-Habitat e Maufi (SP) avançam em diagnóstico participativo de comunidades
Saiba mais
Notícias
02 julho 2026
CEPAL: Brasil recebeu 40% do investimento estrangeiro direito na América Latina e Caribe em 2025
Saiba mais
Notícias
01 julho 2026
ONU apoia envio de ajuda humanitária brasileira à Venezuela
Saiba mais
Últimas
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
Notícias
18 junho 2026
Brasília sedia fórum internacional sobre acesso à terra e agricultura familiar
A agricultura familiar constitui a base dos sistemas agroalimentares globais, sendo responsável por mais de 80% dos alimentos produzidos no mundo em termos de valor e garantindo os meios de subsistência de mais de 2,5 bilhões de pessoas. Representantes de 19 países de quatro continentes se reúnem na próxima semana, em Brasília (DF), para dialogar e trocar experiências sobre políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à governança responsável da posse da terra e à ampliação do acesso equitativo aos recursos produtivos.De 22 a 24 de junho, acontece a segunda edição dos Diálogos Inter-regionais sobre Agricultura Familiar: Inovações para uma Melhor Governança e Acesso Equitativo à Terra, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), no marco das ações de sua Plataforma Técnica Regional de Agricultura Familiar, em parceria com o Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O evento reunirá representantes de governos, organizações de agricultores familiares, organismos internacionais, especialistas e instituições de quatro continentes: América Latina e o Caribe, Ásia, África e Europa.Alinhado à Década das Nações Unidas para a Agricultura Familiar (2019–2028) e às Diretrizes Voluntárias sobre a Governança Responsável da Posse da Terra, da Pesca e das Florestas (DVGT), os Diálogos Inter-Regionais visam contribuir para o avanço do desenvolvimento rural sustentável, da segurança alimentar, e da redução das desigualdades. Além desta sessão no Brasil, esta segunda edição terá outros quatros encontros - Filipinas, Hungria, Egito e Itália - para compartilhar experiências, analisar desafios comuns e identificar oportunidades.Ao longo de três dias, os participantes analisarão evidências globais, regionais e nacionais sobre governança fundiária, conhecerão experiências de referência em políticas públicas de acesso à terra, reforma agrária e regularização fundiária, além de compartilhar soluções e boas práticas desenvolvidas em diferentes regiões do mundo.Os debates destacarão a importância de fortalecer acesso à terra e a governança fundiária de povos indígenas, comunidades afrodescendentes e outras comunidades tradicionais, reconhecendo que a proteção desses territórios é fundamental para preservar meios de subsistência, conservar a biodiversidade e contribuir para o enfrentamento da mudança climática. Segundo o estudo A Situação da Posse e da Governança da Terra, desde a adoção das Diretrizes Voluntárias em 2012, 71 países implementaram algum tipo de reforma agrária. Desses, 27 fizeram referência explícita às Diretrizes em seus processos de reforma. Ainda assim, apenas 35% das terras do mundo possuem documentação oficial de propriedade, posse ou direitos de uso registrados em cadastros ou registros reconhecidos. E mais de 1,1 bilhão de pessoas, quase 23% da população adulta mundial, sentem-se inseguras quanto à posse de suas terras.Em 2025, a primeira edição dos Diálogos reuniu representantes de mais de 40 países e permitiu identificar em práticas sustentáveis, inovação, transferência de tecnologia e parcerias estratégicas. Serviço: II Edição dos Diálogos Inter-regionais sobre Agricultura Familiar – Inovações para uma Melhor Governança e Acesso Equitativo à TerraData: 22 a 24 de junho de 2026Local: Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF)Participantes: representantes de governos, organismos internacionais, organizações da agricultura familiar, instituições de pesquisa e especialistas de diferentes regiões do mundo.Para mais informações, siga @FAOBrasilCoop e acesse a página em português dos Diálogos Inter-Regionais da FAO. Contato para a Imprensa:Palova Brito, Comunicadora do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO: Palova.SouzaBrito@fao.org
1 of 5
Notícias
12 junho 2026
Uma Copa sob calor extremo: ONU lança pacote sobre impactos climáticos no Mundial de 2026
A Copa do Mundo da FIFA de 2026 será disputada em um momento de aumento dos níveis de calor extremo, impulsionado pelo agravamento das mudanças climáticas que afetam bilhões de pessoas em todo o mundo.Espera-se que o calor extremo seja parte importante da narrativa do torneio — em campo, nas arquibancadas, nas cidades-sede e também para os torcedores que acompanharão os jogos ao redor do planeta.O público provavelmente verá sinais visíveis de como o esporte está sendo afetado: ritmo de jogo mais lento, jogadores administrando melhor o esforço físico, mudanças táticas, substituições precoces, pausas para hidratação, toalhas refrescantes, coletes com gelo, medidas de proteção para os torcedores e possíveis interrupções, além de riscos à saúde dentro e no entorno das cidades-sede.Pacote informativo e materiais visuaisPara ajudar emissoras, veículos de comunicação de todos os formatos, narradores, comentaristas e analistas a explicar esses impactos com precisão e contar essa história de forma envolvente, a ONU Mudança do Clima (UNFCCC) preparou um pacote informativo, disponível aqui. O pacote inclui:Informações factuais sobre como o calor extremo deverá impactar o torneio, incluindo dados-chave e fontes. Um breve resumo dos principais fatos está apresentado abaixo.Depoimentos em vídeo, incluindo participações do jogador Malik Tillman (seleção dos Estados Unidos), do secretário-executivo da ONU Mudança do Clima, Simon Stiell, e do especialista em saúde Professor Ollie Jay. (Sem embargo; transcrições também disponíveis.)Imagens de apoio (B-roll) destacando impactos mais amplos das mudanças climáticas, suas causas e possíveis soluções. (Distribuídas pela UNifeed, sem restrições de direitos e sem embargo.)Lista de especialistas disponíveis para entrevistas e respectivas informações de contato.Resumo dos principais fatos sobre calor extremo e a Copa do Mundo da FIFA de 2026:Um quarto de todas as partidas da Copa do Mundo de 2026 — 26 dos 104 jogos — deverá ocorrer em condições de calor consideradas perigosas.A final da Copa do Mundo, em Nova York/Nova Jersey, duas partidas das quartas de final e a disputa pelo terceiro lugar estão entre os jogos que podem ultrapassar esse limite de calor.Quatorze dos dezesseis estádios-sede já excedem os limites considerados seguros para a prática esportiva em relação a pelo menos três grandes riscos climáticos, incluindo calor extremo, chuvas intensas que inviabilizam partidas e inundações.O público está engajado. Pesquisas com torcedores mostram um forte apoio popular à ação climática:96% dos torcedores mexicanos, 90% dos canadenses e 87% dos norte-americanos acreditam que a Copa do Mundo deve servir como modelo global de sustentabilidade no esporte.Nos três países, 86% afirmam que clubes e entidades esportivas devem se posicionar sobre a crise climática, enquanto 92% apoiam que atletas falem publicamente sobre as mudanças climáticas.Consulte o pacote informativo acima para obter mais dados e acessar os links para as fontes utilizadas.A mensagem principal é simples: o aquecimento global está afetando aquilo de que precisamos, como alimentos e empregos. Mas também está impactando aquilo que amamos — como o futebol, desde o mais alto nível profissional até as categorias de base e o esporte comunitário.As informações serão atualizadas durante o torneio.Contato para a imprensa:Dom Goggins, ONU Mudança do Clima: DGoggins@unfccc.int e press@unfccc.int Para questões técnicas relacionadas ao b-roll e/ou depoimentos em vídeo, entre em contato pelo e-mail press@unfccc.int.
1 of 5
Notícias
15 junho 2026
Especialistas da ONU prestam assessoria técnica para fortalecer a proteção dos Povos Indígenas em isolamento e em contato inicial
Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas concluíram uma missão de 10 dias ao Brasil, realizada de 1 a 10 de junho de 2026, para coletar informações e participar de diálogos que servirão de base para recomendações técnicas destinadas a fortalecer a proteção dos direitos dos povos indígenas em isolamento voluntário e em contato inicial. Após a conclusão da missão internacional, o Mecanismo de Especialistas das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP) enfatizou que a proteção efetiva desses povos depende do pleno reconhecimento, da demarcação, da segurança jurídica e da proteção de suas terras, territórios e recursos, incluindo medidas preventivas contra invasões, atividades ilegais, violência e danos ambientais, em conformidade com as normas internacionais de direitos humanos, incluindo a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. O Mecanismo das Nações Unidas enfatizou que o pleno respeito à decisão de permanecer em isolamento, incluindo o princípio do não contato, deve orientar todas as ações de proteção dos direitos dos povos indígenas em isolamento voluntário e em contato inicial. O Governo do Brasil acolheu com satisfação a visita, realizada a pedido do Grupo de Trabalho Internacional para a Proteção dos Povos Indígenas em Isolamento e em Contato Inicial (GTI-PIACI), uma aliança de 21 organizações indígenas e indigenistas da América do Sul.Durante a missão, a delegação do EMRIP, composta por Anexa B. Alfred Cunningham, presidente e chefe da missão, e Ojot Miru Ojulu, vice-presidente, visitou o Território Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, uma reserva protegida de 1,8 milhão de hectares no estado de Rondônia. A missão incluiu visitas à Base de Proteção Etnoambiental de Bananeiras (FUNAI), à aldeia de Trincheiras do Povo Amondawa e à aldeia de Jamari do Povo Jupaú, bem como reuniões com autoridades em Brasília, a capital federal.Ao longo dos dez dias, os especialistas se reuniram com autoridades federais e estaduais, organizações de povos indígenas, estruturas de liderança tradicionais, sociedade civil, instituições nacionais de direitos humanos e outras partes interessadas. Eles também mantiveram intercâmbios diretos com representantes indígenas que trabalham para proteger territórios onde vivem povos em isolamento e em contato inicial. A delegação expressou seu agradecimento a todos os interlocutores pelo diálogo e pelo compartilhamento de conhecimentos.Os especialistas ressaltaram que todas as políticas e medidas devem ser elaboradas e implementadas em parceria com os povos indígenas e suas instituições representativas, respeitando seus direitos à autodeterminação, ao consentimento livre, prévio e informado e a abordagens culturalmente adequadas.Além disso, o EMRIP destacou o papel fundamental das instituições judiciais na proteção dos povos indígenas em isolamento e em contato inicial contra o contato forçado relacionado a atividades econômicas, como mineração, agronegócio, turismo e projetos de infraestrutura, bem como outras incursões de terceiros que possam levar ao deslocamento, contaminação ou outros danos.O Mecanismo de Especialistas emitirá uma nota técnica consultiva nos próximos meses. Tanto o Estado quanto as organizações solicitantes também serão convidados a compartilhar suas experiências de engajamento de país na 19ª sessão anual do EMRIP, a ser realizada em Genebra de 13 a 17 de julho de 2027.NOTAS PARA EDITORES O Mecanismo de Especialistas de Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP) é um órgão subsidiário do Conselho de Direitos Humanos da ONU com o mandato de prover o Conselho com conhecimentos especializados sobre os direitos dos povos indígenas, conforme estabelecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, e prestar assistência aos Estados-membros, mediante solicitação, na implementação dos direitos previstos na Declaração por meio da promoção, proteção e realização dos direitos dos povos indígenas.Mais informações (em inglês): https://www.ohchr.org/EN/Issues/IPeoples/EMRIP/Pages/EMRIPIndex.aspxContatos para a imprensa: Belen Rodriguez de Alba Freiria, EMRIP: belen.rodriguezdealbafreiria@un.orgPascal Sim, Porta-voz do Conselho de Direitos Humanos: simp@un.orgMatthew Brown, Oficial de Comunicação Pública, Conselho de Direitos Humanos: matthew.brown@un.org
1 of 5
Notícias
06 junho 2026
Igor Garafulic assume como coordenador residente da ONU no Brasil
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou o chileno Igor Garafulic como coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, com a aprovação do Governo brasileiro. Ele assumiu suas funções no dia 1º de junho.O Sr. Garafulic possui mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento internacional, política econômica, diálogo político e coordenação multilateral, adquirida por meio de cargos de liderança no Sistema das Nações Unidas e no serviço público em diversos países da América Latina e de outras regiões.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
1 of 5
Notícias
14 maio 2026
ONU Brasil lança Relatório Anual 2025
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas destaca os principais resultados alcançados pelo Sistema ONU no Brasil ao longo de 2025. Por meio de planejamento integrado, coordenação interagencial e investimentos catalisadores, as 25 entidades da ONU atuaram em parceria com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável do país, considerando as necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e a proteção do meio ambiente.Em um ano de muito destaque internacional para o Brasil, com a Cúpula dos BRICS e a realização da COP30 na Amazônia, a ONU trabalhou incessantemente para apoiar o país e ajudou na formulação, aperfeiçoamento e implementação de 85 políticas públicas, além de 18 instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2025 a ONU trabalhou em temas como direitos humanos, ação climática, combate à fome e à pobreza, comércio, justiça, prevenção de desastres e trabalho decente. Foram 338 iniciativas implementadas, às quais foram destinados US$ 213 milhões. Os benefícios alcançaram milhões de pessoas em todo o país. De acordo com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, “o ano de 2025 marcou a consolidação do Sistema das Nações Unidas no Brasil como um parceiro estratégico, coerente e de alto valor agregado para o país, em um contexto nacional e internacional de elevada complexidade”. O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 253 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Apresenta, ainda, as principais conquistas de cada uma das 25 agências especializadas, fundos e programas da ONU que atuam no Brasil.Confira dez destaques de 2025:10 anos da Livres & Iguais no BrasilFundo Brasil-ONU para a Amazônia em açãoJovens indígenas ocupam redes da @ONUBrasilApoio aos BRICSPreparação da COP30Brasil fora do Mapa da Fome80 anos da ONUONU Brasil na COP30Revisão de meio termo do Marco de CooperaçãoEliminação da transmissão vertical do HIVMarco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento Sustentável Para saber mais, leia aqui o relatório completo e siga @onubrasil nas redes!Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
1 of 5
História
01 julho 2026
“Essa tranquilidade e apoio que estamos recebendo amortecem os traumas e nos devolvem a esperança”
Sofía del Carmen, técnica ambiental, e Luis Beltrán Fuentes, técnico superior petroleiro, chegaram ao Brasil atravessados por incertezas. “Chegamos nervosos, cheios de expectativas e temores”, contou Sofía. O filho do casal, Luciano Stefano, resume o período: “Eu me sentia assustado”.Luis, o pai, foi perseguido político na Venezuela, o que forçou a família a deixar tudo para trás. “Tivemos que sair do nosso país com todos esses traumas… Em alguns momentos, precisamos deixar de comer para que nosso filho comesse”, relembrou.“Mas aqui isso mudou. Essa tranquilidade e apoio que estamos recebendo amortecem os traumas e nos devolvem a esperança”, acrescentou.A mudança que se descortina agora, segundo a família, é a possibilidade de pensar no futuro sem que o presente esteja permeado por emergências. “Sempre mantivemos uma postura positiva, independentemente das adversidades”, afirmou Luis. “Mas as oportunidades que nos foram oferecidas aqui nos permitem fazer aquilo que toda família deveria poder fazer: planejar a própria vida.” O planejamento inclui também retribuir. “Queremos colocar nosso grão de areia, nossa força de trabalho e tudo o que temos de bom para colaborar com o desenvolvimento do Brasil”, disse. Sobre o futuro, Luciano reflete: “Quero aprender português, estudar o máximo que puder e depois seguir a carreira que eu gostar. Quero ser arquiteto.” A realidade da família se assemelha com a de muitas outras. Kariannys veio de Ciudad Guayana, na Venezuela. “Viemos quase sem nada. Tivemos que começar do zero”, lembrou. O que encontrou no abrigo da Aldeias Infantis SOS em Brasília, portanto, foi o início de um tempo diferente. Um tempo em que se pode fechar a porta do quarto, tomar banho com privacidade, guardar roupas em um armário, ter segurança alimentar e voltar a fazer planos.“Meus filhos têm muitos sonhos”, contou. “Aqui eu me sinto confiante de que poderei realizá-los. Quero que estudem, que sejam alguém na vida. Estamos, de verdade, contentes por esse cuidado conosco.” Ela adiciona: “Aqui nos fizeram sentir em casa. É um alívio e nos devolve a confiança e a esperança para seguir adiante”.ACNUR em ação: Operação Acolhida Chegaram a Brasília, em janeiro, 13 famílias, 60 pessoas ao todos, por meio do processo de interiorização nas Aldeias Infantis SOS, coordenado pela Operação Acolhida - estratégia do Governo Federal em resposta ao fluxo migratório venezuelano - com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).O acolhimento ocorre no âmbito do projeto Brasil Sem Fronteiras, uma parceria que garante abrigo temporário, apoio psicossocial e acompanhamento para a integração local. A iniciativa agora entra em um novo momento, com sua continuidade assegurada por um aporte da Children’s Village Worldwide (CVW), organização que integra a rede global da Aldeias Infantis SOS, presente em mais de 130 países, referência em cuidado de crianças. Do abrigamento emergencial ao recomeço possível: a rede por trás da integraçãoPara Edson Neris Bahia, representante das Aldeias Infantis SOS, o momento traz um significado especial. “Para nós é um momento de muita alegria. Estávamos ansiosos pela chegada das primeiras famílias nessa nova fase do projeto, contemplada pela CVW. Um espaço bonito e tranquilo, com uma equipe que dará o apoio necessário para que essas famílias possam ter novas oportunidades para conquistar autonomia e independência”, relatou.A realocação voluntária dessas famílias integra o processo de interiorização coordenado pela Operação Acolhida, estratégia do Governo Federal em resposta ao fluxo migratório venezuelano iniciado em 2018. Em colaboração com parceiros estratégicos como o ACNUR, a Força-Tarefa Logística Humanitária já interiorizou mais de 156 mil pessoas para cerca de 1.100 municípios brasileiros.“Transformar vidas é a essência do nosso trabalho. A Operação Acolhida chega ao seu oitavo ano como um marco de dignidade e proteção social, buscando garantir a integração de refugiados e migrantes venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade nos municípios de todo o país”, declarou o chefe da Assessoria de Comunicação da Operação Acolhida, Tenente-Coronel Magno Barros.O processo de interiorização, explica, é uma das chaves dessa estratégia. “Aqui, essas famílias passam a ter acesso a serviços, como educação, trabalho e geração de renda, com o objetivo de reconstruir suas vidas com dignidade.” Um trabalho que se faz em rede e que cria condições para que famílias como as de Kariannys, Sofía, Luis e Luciano possam voltar a permanecer, planejar e seguir adiante com segurança e pertencimento.Para saber mais, siga @acnurbrasil e visite a página do ACNUR no Brasil!
1 of 5
História
19 junho 2026
“Desenvolvi habilidades que eu não sabia que tinha”
Em 2025, aos 16 anos, Iara Lima, estudante da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José de Caldas Brito, em Linhares (ES), iniciou o ano letivo no 6º ano, com cinco anos de atraso em relação à idade adequada para a série. Por esse motivo, ingressou no Programa Sucesso Escolar (PSE) – iniciativa que faz parte da estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) –, implementado pela Secretaria Estadual de Educação do Espírito Santo. O programa tem como objetivo o enfrentamento da distorção idade-série e a recomposição das aprendizagens para que os estudantes aprendam e avancem nos estudos.“Eu estava bem defasada e vi o programa como uma oportunidade para conseguir progredir mais e alcançar meu objetivo. Eu entrei determinada a passar”, afirma.Seu desempenho consistente consolidou sua progressão para o 9º ano e reforçou seu projeto de continuar os estudos e ingressar no ensino superior. Iara assumiu um papel de protagonismo na turma, foi eleita vice-líder de classe e passou a apoiar colegas que enfrentavam dificuldades semelhantes às que ela própria vivenciou.“O professor me apoiou bastante, me deu conselhos, e eu conversava muito com ele. Percebi que tenho capacidade de liderar pessoas e desenvolvi habilidades que eu não sabia que tinha”, diz Iara. Para a mãe, Camila da Silva, o retorno à escola marcou um novo momento na vida da filha:“Fiquei muito feliz. Ela voltou mais esforçada e cada dia está se dedicando mais”.Os planos para o futuro de Iara já estão desenhados. “Quero terminar a escola e fazer faculdade de psicologia”, afirma. O interesse surgiu a partir da convivência com outras pessoas no ambiente escolar. “Eu gosto de conversar, de ajudar quando vejo alguém mais isolado. Isso me chamou atenção”. Ainda sobre o futuro, Iara conta: “Eu penso muito em como vou me ver lá na frente. Quero ter um futuro melhor e estou aproveitando as oportunidades”. Refletindo sobre sua trajetória, ela deixa um conselho para outros jovens que enfrentam dificuldades na escola: “Eu daria o conselho de não desistir. Com fé e perseverança, você vai conseguir”.Escola como ambiente acolhedorAo longo de cinco anos de implementação, o Programa Sucesso Escolar (PSE) ganhou identidade própria e se consolidou como um espaço de acolhimento para estudantes em distorção idade-série na escola. Sem rótulos, os estudantes são acompanhados por meio de tutorias individualizadas e incentivados a desenvolver o sentimento de pertencimento à escola. Durante o ano letivo, a equipe pedagógica acompanha de perto cada estudante, observando seu desenvolvimento, amadurecimento e a construção de habilidades para definir, de forma responsável, o avanço mais adequado em sua trajetória escolar.Para a coordenadora pedagógica, Carmen Gisele Martins da Silva, o acompanhamento individualizado e a tutoria são fundamentais para que os estudantes se engajem novamente: “Quando o aluno percebe que tem alguém acompanhando de perto, cobrando, orientando e entendendo o que ele viveu, ele se sente mais seguro e passa a se envolver mais com a escola. Quando eles começam a se sentir importantes dentro da escola, o desenvolvimento aparece”.A experiência de Iara reflete a de muitos estudantes atendidos pelo Programa Sucesso Escolar. Segundo o ex-professor de Iara na turma do programa, Bruno Gomes, os estudantes costumam chegar com histórico de interrupções na trajetória escolar e dificuldades acumuladas ao longo dos anos.“Esses estudantes chegam com defasagens e, muitas vezes, com dificuldades de aprendizagem e de adaptação ao ambiente escolar. O trabalho começa mostrando que é possível avançar, mas com acompanhamento próximo, diálogo e com exigência, para que o resultado seja consistente”, explica.Para a professora de Língua Portuguesa e nova tutora da turma, Andressa Alvarenga, o trabalho vai além do conteúdo escolar. “A gente procura trabalhar de forma dinâmica, com projetos, convivência, empatia e responsabilidade. Não é só aprender o conteúdo, mas também se desenvolver como pessoa e como estudante”, afirma. Ação do UNICEF e estratégia Trajetórias de Sucesso EscolarPara a subgerente de Desenvolvimento Curricular no Estado, Débora Aparecida Furieri Matos, a parceria constante com o UNICEF tem sido fundamental para fortalecer a proposta do programa:“O Programa Sucesso Escolar foi construído em diálogo com o UNICEF para enfrentar a distorção idade-série no estado. Desde então, mantemos uma parceria permanente, com reuniões, diálogos pedagógicos, visitas às escolas e apoio para o aprimoramento do programa. Essa cooperação tem sido fundamental para fortalecer a proposta, revisar o currículo ao longo dos anos e apoiar as equipes escolares no atendimento aos estudantes que chegam com maiores dificuldades”.A estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar (TSE) é desenvolvida tendo a Roda Educativa como parceiro implementador. O objetivo é facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes.A página da TSE disponibiliza materiais pedagógicos – com as experiências didáticas –, textos, vídeos e dados relativos às taxas de distorção, abandono escolar e reprovação, com recortes por gênero, raça e localidade, que mostram as relações entre o atraso escolar e as desigualdades brasileiras.Para a estratégia, o UNICEF Brasil conta com a parceria do Instituto Claro. Para ações gerais de Educação, temos também a parceria estratégica de TP, parceria da Fundação Itaú e o apoio de FTD Educação. Além disso, o UNICEF tem a XBRI Pneus como parceira estratégica para toda sua atuação no Brasil.Para saber mais, acesse a página das Trajetórias de Sucesso Escolar e siga @unicefbrasil nas redes.
1 of 5
História
16 junho 2026
“É muito importante ter representação indígena numa sociedade”
Em Pacaraima, Roraima, Gabriel auxilia quem vive uma realidade parecida com a qual ele mesmo já enfrentou. Natural da Venezuela, vivenciou as dificuldades de ser Warao e refugiado. Hoje, faz a identificação, atendimento e acompanhamento de pessoas indígenas que buscam proteção no país. Gabriel trabalha como mediador intercultural no Serviço Jesuítas para Migrantes e Refugiados (SJMR), organização parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “No acompanhamento, eu gosto de fazer perguntas, conhecer as culturas, aprender algumas palavras do dialeto da pessoa e ter essa troca de conhecimentos”, explica. Ele conta que é muito importante levar em consideração todas as etnias e suas diferenças. “Muitas pessoas chegam aqui e acham que como indígenas, não vão receber atenção”.Ele afirma que a maior demanda é justamente de sua população, Warao, mas no exercício do seu trabalho, percebeu que outras tantas etnias, por vezes, passavam despercebidas ou não identificadas. Desde que começou na função, o mediador intercultural já mapeou 19 etnias indígenas vindas da Venezuela para o Brasil.“Eu me apresento, falo o meu cargo e depois explico os serviços que presto como mediador intercultural. Eu faço eles saberem que eu vou dar atendimento por ser parte de uma etnia indígena. E que eles vão receber um atendimento diferenciado”.Hoje, possui algumas tarefas de intérprete, traduzindo português, espanhol e Warao, mas, principalmente, acompanha grupos que estão chegando no Brasil na emissão e renovação dos documentos.A importância da representação“Quando comecei como mediador, logo na primeira semana, chegou à Pacaraima uma família que tinha mais ou menos 36 pessoas Warao. Nesse grupo, havia uma mulher grávida. Pouco tempo após a chegada, ela deu à luz à criança. Eu já tinha feito o atendimento dela. Prestei apoio como mediador e os pais me perguntaram se podiam colocar o nome da criança de Gabriel Jesus, como forma de agradecimento a mim e aos Jesuítas. Eu estou representando essa gente também”, se emociona. Em 1991, o IBGE incluiu indígenas no censo demográfico nacional. Dados de 2022 registraram 1.693.535 pessoas indígenas no Brasil, de 391 etnias, que falam 295 línguas. Quanto aos indígenas vindos da Venezuela em situação de refúgio no país, dados do proGres, sistema do ACNUR voltado ao registro e à gestão de casos, indicam, até março de 2026, a presença de 13.962 pessoas. Já o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) registrava, no mesmo período, 9,4 mil indígenas refugiados e migrantes cadastrados em diferentes estados do Brasil.“É muito importante ter representação indígena numa sociedade. Assegura as tradições e culturas das várias etnias, que fazem parte da diversidade que existe aqui no Brasil”, comenta Gabriel sobre a representatividade indígena nas políticas públicas brasileiras. O sonho dele, enquanto indígena Warao, é levar para a Venezuela o conhecimento que o Brasil oferece sobre representatividade indígena.“Quero demonstrar esse conhecimento às comunidades na Venezuela e que elas saibam da autonomia que se tem aqui”.Entre a cidade, a comunidade e um novo paísGabriel é natural da cidade de Sotillo, no estado venezuelano de Monagas. Aos seis anos, seus pais o levaram para passar um tempo na comunidade Warao de sua família para que ele pudesse aprender os conhecimentos fundamentais de sua etnia.“É uma lembrança que até hoje não esqueço. Quando fui levado para lá para conhecer como são as casas de palafita, como distribuem os afazeres e como levar esse os conhecimentos para outras pessoas. Minha avó me contou das histórias Warao dos costumes que temos na comunidade. Meu avô explicou como era o deslocamento do povo Warao navegando em rios, a responsabilidade da pesca, colheita de frutas e do trabalho do dia a dia. Eu não sabia nadar muito bem e ele me ensinou também”, conta emocionado. Hoje em dia, Gabriel mora com parte de sua família e faz questão de se comunicar no dialeto Warao. Além da língua, ele preserva a cultura do artesanato, que também aprendeu ainda pequeno.“O artesanato é algo que vem passando por anos e gerações. Esse conhecimento vem perseverando. O que mais guardo da minha cultura são essas manualidades. Ser Warao é ter essa responsabilidade de manter nossa cultura viva para quem vêm depois”.A vinda para o Brasil não foi fácil. Ele enfrentou discriminação, preconceito, dificuldades de adaptação. Mas hoje em dia, além de falar muito bem português, Gabriel tenta compartilhar com brasileiros os saberes Warao. O trabalho do ACNUR junto às populações indígenas“Pessoas refugiadas costumam chegar a um novo país bastante fragilizadas, com muitos medos e inseguranças. Mas há grupos que chegam em situações ainda mais vulneráveis, como é o caso de pessoas indígenas. É por isso que essas pessoas precisam de apoio específico, considerando suas necessidades e particularidades de suas culturas e tradições. Viabilizar a contratação de um mediador intercultural indígena com a parceria de SJMR é oferecer conforto e confiança a essas pessoas”, destaca o representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli.Com o início do fluxo de pessoas refugiadas e em busca de proteção internacional da Venezuela para o Brasil, o ACNUR passou a desenvolver atividades voltadas à população indígena do país vizinho. Desde 2025, esse trabalho – incluindo a contratação de Gabriel como mediador intercultural – tem contado com o apoio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, iniciativa das Nações Unidas, Governo do Brasil e Consórcio Amazônia Legal, com financiamento do Governo do Canadá.No ano passado, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o ACNUR e o Ministério dos Povos Indígenas, durante a COP30, que consolidou bases de cooperação voltadas ao fortalecimento de políticas públicas culturalmente adequadas, à ampliação da capacidade institucional de estados e municípios, à promoção da convivência pacífica entre comunidades indígenas anfitriãs e indígenas refugiada, e o apoio à liderança, participação e organização comunitária. Para saber mais, siga @acnurbrasil e visite a página do ACNUR sobre o trabalho com populações indígenas.
1 of 5
História
15 junho 2026
“Sejam bem-vindos à rua mais bonita do mundo, onde a inclusão é o nosso gol de placa”
Em uma primeira reportagem, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) mostrou como moradores das ruas Capiberibe, Carlos de Vasconcelos e da comunidade Mata Machado, no Rio de Janeiro (RJ), estão revivendo a tradição de decorar as ruas para a Copa do Mundo 2026, e como essas iniciativas expressam, na prática, o ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis. Mas, para uma parcela significativa das pessoas com deficiência, eventos coletivos como as transmissões da Copa do Mundo, seguem sendo inacessíveis, seja por barreiras físicas, sensoriais ou pela simples ausência de um espaço pensado para recebê-las.Dados da PNAD Contínua 2023, realizada pelo IBGE, indicam que o Brasil possui aproximadamente 18,6 milhões de Pessoas com Deficiência (PcD) a partir dos 2 anos de idade, representando 8,9% da população.Na Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, a mobilização comunitária para a Copa gira em torno da inclusão, transformando a rua em um espaço que expressa, além do ODS 11, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10: Redução das Desigualdades.Para registrar essa mobilização, o UNIC Rio visitou a Pereira Nunes para entrevistar Celso Mendes, coordenador e guardião da tradição local, e a psicomotricista Amanda Mendes, uma das organizadoras responsáveis pelas atividades neste ano. Na Rua Pereira Nunes, na Zona Norte do Rio, os moradores se reuniram pela primeira vez em 1978 para pintar o chão. Celso, que organiza as pinturas desde 1994, assumiu a tarefa de evitar que a tradição desaparecesse. “Em 94, eles não iam fazer. Aí eu juntei os mais novos e falei: vamos pintar. Toda a dificuldade do mundo, a gente conseguiu. O Brasil foi campeão.” As atividades deste ano começaram em abril, no Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo. Cerca de 40 crianças com autismo e suas mães vieram à rua para pintar o primeiro desenho da temporada na rua relacionado ao tema de inclusão.“Vieram 40 crianças e elas puderam pintar o primeiro desenho da rua. Isso foi incrível para eles, para a família, para as mães atípicas verem os seus filhos participarem de um momento desses, que não acontece. Então foi muito gratificante poder trazer e ver esse trabalho feito por eles”, explica Celso Mendes, coordenador das mobilizações para a Copa na Pereira Nunes desde 1994.A escolha do tema vem de uma história pessoal. Amanda Mendes, que trabalhou por anos como psicomotricista com crianças autistas, viu na Copa uma oportunidade de unir duas lutas. Amanda conta:“Juntar esse tema com a Copa, foi de muita valia para promover o desenvolvimento motor. Porque eu, como psicomotricista, o meu trabalho é desenvolver realmente a parte cognitiva e motora das crianças. Então, por que não juntar os dois, o futebol e a luta pelo autismo?” “Aceitar a diversidade fortalece todos nós. Hoje e todos os dias, reafirmemos nossa humanidade comum e renovemos nosso compromisso com um mundo mais inclusivo para todas as pessoas.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, em mensagem para o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, assinalado em 2 de abril de 2026.O tema da inclusão na Pereira Nunes vai além das atividades de pintura. Celso conta que eles pretendem fazer uma área com acessibilidade para pessoas com deficiência e idosos durante a transmissão dos jogos. “Não sei se você viu lá na rua: "Seja bem-vindo à rua mais bonita do mundo, onde a inclusão é o nosso gol de placa". Então cada pessoa que a gente incluir de verdade, a gente tá fazendo um golaço (...) todo jogo do Brasil vai ter telão, vai ter pagode, vai ter uma área só para a inclusão lá na frente do palco”, enfatiza Celso Mendes. “Quando a inclusão é real, todas as pessoas se beneficiam. Juntas e juntos, podemos construir sociedades mais acessíveis e resilientes, onde todas as pessoas possam prosperar.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, em mensagem para o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, assinalado em 3 de dezembro de 2025. ODS em açãoA mobilização da Rua Pereira Nunes, no Rio de Janeiro, é um exemplo do ODS 10 (Redução das Desigualdades) em ação: ao garantir que crianças neurodivergentes, pessoas com deficiência e idosos tenham um espaço real de participação na torcida. As metas do ODS 10 incluem garantir, até 2030, a igualdade de oportunidades e reduzir as desigualdades de resultados, inclusive por meio da eliminação de leis, políticas e práticas discriminatórias e da promoção de legislação, políticas e ações adequadas a este respeito. A iniciativa também dialoga com o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), fortalecendo os espaços públicos como lugar de convivência, pertencimento e cultura.“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nasceram no Brasil. Do Rio em 1992 à Rio +20, o Brasil sempre foi uma voz de liderança para um modelo de desenvolvimento que integra as dimensões social, econômica e ambiental.” - Amina J. Mohammed, vice-secretária-geral das Nações Unidas, 1º de agosto de 2023. Descubra mais e faça sua parte:Legislação brasileira:Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei Nº 13.146/15)Convenções e estratégias das Nações Unidas sobre pessoas com deficiência: Convenção sobre os Direitos das Pessoas com DeficiênciaEstratégia da ONU de Inclusão de Pessoas com Deficiência30 anos da Declaração de Salamanca sobre Educação InclusivaGuia “Incluir: o que é, como e por que fazer?"Página da OPAS/OMS sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA)
1 of 5
História
10 junho 2026
“O saber tradicional mostra que cultivar guaraná é muito mais que produzir”
Em Maués, no estado do Amazonas, município conhecido como a Terra do Guaraná, o sítio Surucucu é exemplo da combinação sustentável entre conservação, inovação e produção agrícola. À frente dessa história, estão Claudomiro de Souza e seu filho, Cleberson de Souza, que dão continuidade a uma herança cultivada há gerações: o guaraná amazônico. Cleberson conta, com orgulho, que é a terceira geração de “guaranacultor”, como são chamados os produtores de guaraná. A história do sítio Surucucu, no entanto, não é isolada. Em Maués, cerca de mil famílias vivem direta ou indiretamente do guaraná. O fruto, considerado um dia moeda de troca entre povos indígenas, firma-se hoje como motor de uma bioeconomia em diálogo com a floresta e que sustenta as comunidades locais.As famílias que se dedicam à cultura do guaraná, como Claudomiro e Cleberson, ajudam a preservar o bioma amazônico. “O guaraná é um produto-prêmio da Amazônia. É a origem da nossa cidade, Maués, e é também o futuro para nós e para nossos filhos”, explica Cleberson. Por meio da marca Flor do Guaraná, criada pelo pai e filho, o produto chega a todo o Brasil e alcança mercados europeus e dos Estados Unidos. A produção do sítio Surucucu mantém a área de vegetação nativa da propriedade conservada e possui certificação orgânica e Indicação Geográfica (IG) – garantindo não apenas qualidade, mas também o reconhecimento e validação das técnicas tradicionais de cultivo utilizadas. Grande motor da economia local, o guaraná de Maués mantém vivas as práticas ancestrais de cultivo do pequeno produtor e mostra que é possível combinar conservação, saberes tradicionais e inovação.Floresta como sustento: ação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)A trajetória de Claudomiro e Cleberson ganhou um novo capítulo com a chegada do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), pela Modalidade Conservação do Projeto Floresta+ Amazônia. Por conservar áreas de floresta nativa e manter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em dia, a família passou a receber apoio financeiro que se reverte em melhorias diretas para a produção e a vida comunitária. “Com gratidão, lembro que não estamos sozinhos: o saber tradicional, aliado ao apoio de parceiros como o Projeto Floresta+ Amazônia, mostra que cultivar guaraná é muito mais que produzir. É manter viva uma tradição, gerar renda com dignidade e fortalecer a raiz cultural que sustenta nossa família”, afirma Cleberson. Com os recursos do Floresta+ Amazônia, foi possível investir em embalagens modernas e atrativas, desenvolvidas também em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/Amazonas), além de garantir presença em feiras que conectam produtores locais a compradores de todo o Brasil e do mundo. As técnicas de colheita seletiva dos frutos maduros, a torra das sementes e o beneficiamento artesanal resultam em pó e bastão de guaraná considerados entre os melhores do mundo. Hoje, os produtos da família chegam a mercados exigentes dos Estados Unidos e da Europa, conquistando espaço também nas feiras nacionais e internacionais, onde são apresentados sob a marca Flor do Guaraná.Recentemente, os agricultores expuseram seus produtos orgânicos na Amazon Tech, que reuniu empreendedores de toda a América Latina e do Brasil. “O Pagamento por Serviços Ambientais nos permitiu melhorar os tratos culturais, as embalagens e levar o nosso guaraná para competir de forma justa e valorizada. Estamos felizes e agradecidos pela parceria”, ressalta Claudomiro.Para saber mais, siga @pnud_brasil e @florestamaisamazonia e visite a página do Projeto Floresta+ Amazônia do PNUD Brasil.
1 of 5
Notícias
02 julho 2026
ONU-Habitat e Maufi (SP) avançam em diagnóstico participativo de comunidades
Em Mauá (SP), cerca de 90 moradores e profissionais da rede pública do Jardim Zaíra/Chafick-Macuco já participaram de ações de diagnóstico para identificar características, desafios e potencialidades do território e apoiar na definição de prioridades para a região.
As ações são parte do programa Periferia Viva, coordenado pelo Ministério das Cidades e implementado pela Prefeitura de Mauá com apoio do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).O programa realizou, ao longo do mês de junho, três encontros para validar informações e identificar o que é mais importante de ser contemplado no Plano de Ação do Periferia Viva, documento que vai orientar as futuras intervenções urbanas no território a partir da combinação entre análises técnicas e conhecimento local.A validação coletiva do diagnóstico foi iniciada no encontro do dia 20 de junho, com moradores e moradoras apoiando na validação das informações sobre a realidade local. Uma das atividades envolveu uma dinâmica de reconhecimento do território: utilizando um mapa da área, cada participante identificou o local onde vive e compartilhou uma palavra que representa sua relação com o bairro. As respostas revelaram tanto o sentimento de pertencimento quanto os desafios cotidianos, reunindo expressões como "esperança", "aconchego", "paz" e "conquista", ao lado de "difícil", "complicado" e "desilusão". Na sequência, a equipe apresentou o diagnóstico territorial, elaborado a partir dos levantamentos realizados pela iniciativa desde janeiro. O documento reúne informações e análises sobre a realidade da comunidade, incluindo temas como moradia, infraestrutura, mobilidade, meio ambiente e áreas com maior risco de alagamento ou deslizamento. Para isso, foram utilizados dados do Censo Demográfico de 2022, informações da metodologia Mapa Rápido Participativo (MRP) e de estudos técnicos realizados no território. O encontro também promoveu um debate sobre os principais desafios e pontos fortes da comunidade, a qualidade dos espaços de convivência e possíveis ações que podem ser implementadas antes da execução das obras previstas pelo projeto.Percepções da população Entre os principais desafios apontados estiveram a mobilidade, problemas de saneamento, áreas de risco e a ausência de equipamentos de lazer e cultura. Moradoras e moradores também destacaram pontos positivos do local, como a nascente da Rua Roberto Stella, a atuação da Associação Ouro Verde e o potencial empreendedor da comunidade.Também surgiram propostas de melhorias de curto prazo, como reforço da iluminação pública, limpeza de vielas e escadarias, implantação de pontos de coleta de resíduos e qualificação de espaços de lazer.
Para Ana Carolina Nunes, coordenadora de programas do ONU-Habitat, a construção coletiva do diagnóstico fortalece o planejamento das futuras intervenções e amplia a legitimidade das decisões tomadas ao longo do programa. "O Plano de Ação é construído a partir da combinação entre conhecimento técnico e conhecimento comunitário. A participação da população da Chafick-Macuco é fundamental para identificar prioridades e orientar soluções que dialoguem com a realidade do território", destaca."Foi muito importante a reunião para a gente discutir projetos e melhorias para o nosso bairro. Quem mora aqui precisa participar desse processo, pensando nas crianças, nos idosos e no nosso bem-estar. Quando a comunidade se reúne e participa, conseguimos construir caminhos para melhorar o lugar onde vivemos", destacou a moradora Tatiana Coelho Miranda.Para ampliar a participação das famílias, a reunião contou ainda com um espaço de acolhimento para as crianças, onde puderam colorir uma série de ilustrações inspirada em elementos do território, desenvolvida pela equipe do Periferia Viva Mauá.Rede pública fortalece construção coletiva Além do encontro com moradores, foram realizadas duas reuniões voltadas a profissionais da rede pública que atuam no Jardim Zaíra. Os encontros foram realizados nos dias 12 e 26 de junho no CRAS Zaíra e no CRAS Macuco, reunindo representantes das secretarias municipais, unidades de saúde, assistência social, educação e organizações comunitárias.As atividades também incluíram momentos de escuta e dinâmicas voltadas ao levantamento de informações sobre o território e à identificação de oportunidades para articular ainda mais o serviço público e a comunidade.Para a gerente de rede da Secretaria Municipal de Políticas Públicas, Júlia Tenório, o programa representa uma oportunidade importante para ampliar a presença das políticas públicas em um dos territórios mais vulneráveis do município."É uma felicidade muito grande participar desse processo. A Chafick é uma das áreas mais vulneráveis da cidade, e iniciativas como essa fortalecem as políticas públicas e chegam em um momento muito importante para a nossa população”, ressaltou. "Mesmo trabalhando aqui há algum tempo e morando há muitos anos no Jardim Zaíra, eu não conhecia toda a extensão da Chafick. O diagnóstico trouxe um aprendizado importante para todos nós. Quanto mais conhecemos o território e ouvimos a comunidade, maiores são as possibilidades de construir ações que realmente respondam às necessidades das pessoas", destaca o coordenador do CRAS Zaíra, Eduardo Aparecido Domingos.Sobre o Periferia Viva O Periferia Viva Mauá integra o Novo PAC, iniciativa do Governo Federal voltada ao melhoramento urbano de assentamentos precários. Em parceria com a Prefeitura de Mauá, o ONU-Habitat atua como Assessoria Técnica Territorial para desenvolver o Plano de Ação de forma participativa e orientado pelas necessidades e prioridades dos moradores do território.de forma participativa e orientado pelas necessidades e prioridades dos moradores do território.O programa promove a transformação de áreas urbanas vulneráveis por meio de uma abordagem territorial, participativa e integrada, com a previsão de obras de saneamento básico, drenagem, pavimentação, contenção de encostas e melhorias habitacionais, definidas a partir de diagnóstico técnico aliado à escuta e à participação da população no processo.Contato para imprensa:Salmom Lucas (salmom.monteirocosta@un.org) Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
As ações são parte do programa Periferia Viva, coordenado pelo Ministério das Cidades e implementado pela Prefeitura de Mauá com apoio do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).O programa realizou, ao longo do mês de junho, três encontros para validar informações e identificar o que é mais importante de ser contemplado no Plano de Ação do Periferia Viva, documento que vai orientar as futuras intervenções urbanas no território a partir da combinação entre análises técnicas e conhecimento local.A validação coletiva do diagnóstico foi iniciada no encontro do dia 20 de junho, com moradores e moradoras apoiando na validação das informações sobre a realidade local. Uma das atividades envolveu uma dinâmica de reconhecimento do território: utilizando um mapa da área, cada participante identificou o local onde vive e compartilhou uma palavra que representa sua relação com o bairro. As respostas revelaram tanto o sentimento de pertencimento quanto os desafios cotidianos, reunindo expressões como "esperança", "aconchego", "paz" e "conquista", ao lado de "difícil", "complicado" e "desilusão". Na sequência, a equipe apresentou o diagnóstico territorial, elaborado a partir dos levantamentos realizados pela iniciativa desde janeiro. O documento reúne informações e análises sobre a realidade da comunidade, incluindo temas como moradia, infraestrutura, mobilidade, meio ambiente e áreas com maior risco de alagamento ou deslizamento. Para isso, foram utilizados dados do Censo Demográfico de 2022, informações da metodologia Mapa Rápido Participativo (MRP) e de estudos técnicos realizados no território. O encontro também promoveu um debate sobre os principais desafios e pontos fortes da comunidade, a qualidade dos espaços de convivência e possíveis ações que podem ser implementadas antes da execução das obras previstas pelo projeto.Percepções da população Entre os principais desafios apontados estiveram a mobilidade, problemas de saneamento, áreas de risco e a ausência de equipamentos de lazer e cultura. Moradoras e moradores também destacaram pontos positivos do local, como a nascente da Rua Roberto Stella, a atuação da Associação Ouro Verde e o potencial empreendedor da comunidade.Também surgiram propostas de melhorias de curto prazo, como reforço da iluminação pública, limpeza de vielas e escadarias, implantação de pontos de coleta de resíduos e qualificação de espaços de lazer.
Para Ana Carolina Nunes, coordenadora de programas do ONU-Habitat, a construção coletiva do diagnóstico fortalece o planejamento das futuras intervenções e amplia a legitimidade das decisões tomadas ao longo do programa. "O Plano de Ação é construído a partir da combinação entre conhecimento técnico e conhecimento comunitário. A participação da população da Chafick-Macuco é fundamental para identificar prioridades e orientar soluções que dialoguem com a realidade do território", destaca."Foi muito importante a reunião para a gente discutir projetos e melhorias para o nosso bairro. Quem mora aqui precisa participar desse processo, pensando nas crianças, nos idosos e no nosso bem-estar. Quando a comunidade se reúne e participa, conseguimos construir caminhos para melhorar o lugar onde vivemos", destacou a moradora Tatiana Coelho Miranda.Para ampliar a participação das famílias, a reunião contou ainda com um espaço de acolhimento para as crianças, onde puderam colorir uma série de ilustrações inspirada em elementos do território, desenvolvida pela equipe do Periferia Viva Mauá.Rede pública fortalece construção coletiva Além do encontro com moradores, foram realizadas duas reuniões voltadas a profissionais da rede pública que atuam no Jardim Zaíra. Os encontros foram realizados nos dias 12 e 26 de junho no CRAS Zaíra e no CRAS Macuco, reunindo representantes das secretarias municipais, unidades de saúde, assistência social, educação e organizações comunitárias.As atividades também incluíram momentos de escuta e dinâmicas voltadas ao levantamento de informações sobre o território e à identificação de oportunidades para articular ainda mais o serviço público e a comunidade.Para a gerente de rede da Secretaria Municipal de Políticas Públicas, Júlia Tenório, o programa representa uma oportunidade importante para ampliar a presença das políticas públicas em um dos territórios mais vulneráveis do município."É uma felicidade muito grande participar desse processo. A Chafick é uma das áreas mais vulneráveis da cidade, e iniciativas como essa fortalecem as políticas públicas e chegam em um momento muito importante para a nossa população”, ressaltou. "Mesmo trabalhando aqui há algum tempo e morando há muitos anos no Jardim Zaíra, eu não conhecia toda a extensão da Chafick. O diagnóstico trouxe um aprendizado importante para todos nós. Quanto mais conhecemos o território e ouvimos a comunidade, maiores são as possibilidades de construir ações que realmente respondam às necessidades das pessoas", destaca o coordenador do CRAS Zaíra, Eduardo Aparecido Domingos.Sobre o Periferia Viva O Periferia Viva Mauá integra o Novo PAC, iniciativa do Governo Federal voltada ao melhoramento urbano de assentamentos precários. Em parceria com a Prefeitura de Mauá, o ONU-Habitat atua como Assessoria Técnica Territorial para desenvolver o Plano de Ação de forma participativa e orientado pelas necessidades e prioridades dos moradores do território.de forma participativa e orientado pelas necessidades e prioridades dos moradores do território.O programa promove a transformação de áreas urbanas vulneráveis por meio de uma abordagem territorial, participativa e integrada, com a previsão de obras de saneamento básico, drenagem, pavimentação, contenção de encostas e melhorias habitacionais, definidas a partir de diagnóstico técnico aliado à escuta e à participação da população no processo.Contato para imprensa:Salmom Lucas (salmom.monteirocosta@un.org) Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
1 of 5
Notícias
02 julho 2026
CEPAL: Brasil recebeu 40% do investimento estrangeiro direito na América Latina e Caribe em 2025
Em um cenário de grande incerteza e elevadas tensões mundiais, a América Latina e o Caribe receberam 194 bilhões de dólares de investimento estrangeiro direto (IED) em 2025, um aumento de 1,7% em relação a 2024, embora com resultados díspares entre países e setores de destino, aponta relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).O peso do IED nas economias varia muito entre os países, mas, em média, a participação do IED recebido pela região no produto interno bruto (PIB) (2,8%) e na formação bruta de capital fixo (14,0%) se manteve estável em 2025, indica o relatório anual O Investimento Estrangeiro Direto na América Latina e no Caribe 2026: navegando o novo contexto global, apresentado pelo secretário executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, em coletiva de imprensa em Santiago do Chile, em 23 de junho. De acordo com a publicação anual, em 2025, a maioria dos países da América do Sul e da América Central registrou um volume de investimentos superior ao observado no ano anterior. No Caribe, porém, o desempenho foi mais heterogêneo.O Brasil, que recebeu 77.676 bilhões de dólares (40% do total), e México, que obteve 43.221 bilhões de dólares (22%), concentraram 62% do total de receitas de IED em 2025. No caso do Brasil, os fluxos aumentaram, aproximando-se dos máximos da década de 2010. O México, por sua vez, registrou em 2025 o terceiro maior montante desde 1990, apesar de uma variação interanual negativa.As duas maiores economias da América Latina concentraram 62% do total do investimento estrangeiro direto. Depois do Brasil e do México, os países que receberam mais IED em 2025 foram Chile (7% do total), Peru (6%), Colômbia (6%), Guiana (5%), Costa Rica (3%) e República Dominicana (3%). “No atual contexto global de interdependência instrumentalizada, é crucial entender o vínculo entre comércio e investimento estrangeiro direto para desenhar políticas que nos permitam avançar em direção a um desenvolvimento mais produtivo, inclusivo e sustentável. Na América Latina e no Caribe, mais do que uma ausência de instrumentos, vemos que prevalece a dificuldade de integrar de forma coerente e estratégica as agendas de comércio, investimento e desenvolvimento produtivo, o que limita o impacto transformador que o IED poderia ter na região”, afirmou o secretário executivo José Manuel Salazar-Xirinachs. Em 2025, o reinvestimento de lucros (51%) manteve-se como o principal componente do IED, embora reduzido. Seguiram-se as contribuições de capital (34% do total) e os empréstimos entre empresas (15%).Quanto aos setores de destino, as entradas em serviços (+19,5%) e em recursos naturais (+7,0%) aumentaram, e em manufaturas (-17,2%) diminuíram. Desse modo, em 2025 os serviços receberam 53% do IED, as manufaturas 31% e os recursos naturais 16%.Por outro lado, 67% do investimento que ingressou na região em 2025, com origem identificável, veio dos Estados Unidos (35%) e da Europa (32%). No entanto, a publicação especifica que, em 2025, foram recebidos um volume menor de investimentos dos Estados Unidos (-11%), enquanto as entradas da Europa aumentaram.Assim como no resto do mundo, o cenário de grande incerteza afetou negativamente, em particular, os anúncios de investimentos na região em 2025, segundo o relatório. Em 2025, foram anunciados 1.326 projetos, com um total de 114.100 bilhões de dólares na América Latina e no Caribe, o que representa uma redução de -10,2% na quantidade de anúncios e de -34,3% no montante em relação a 2024.Pelo contrário, as saídas de IED da região mostraram uma recuperação nos últimos três anos, totalizando 62.286 bilhões de dólares em 2025, um aumento de 19,3% em relação a 2024 e o segundo valor mais alto registrado desde 2010. As políticas públicas podem ter um papel crucial no esforço de direcionar esses investimentos, diz a CEPAL, de modo que gerem benefícios em termos de produtividade, aprendizado tecnológico, inovação e acesso a mercados, e se evitem riscos fiscais e produtivos.Finalmente, o relatório inclui este ano um capítulo onde se analisa a forma como o IED na região pode ser afetado pelas mudanças recentes nas políticas tarifárias dos Estados Unidos. A CEPAL sugere que o nível de exposição da região a mudanças na política comercial dos Estados Unidos é altamente heterogêneo entre países e setores e depende tanto da estrutura produtiva quanto da integração em cadeias regionais de valor de cada país. As políticas, as instituições e as capacidades são importantes, reitera a CEPAL, propondo as seguintes recomendações de política para navegar o novo contexto global:Diversificar mercados de exportação e origens de IED, especialmente em economias com alta participação do mercado estadunidense em suas exportações.Articular comércio, investimento e desenvolvimento produtivo em um quadro de política que vise a maximizar o impacto do investimento instalado.Coordenar as instituições de promoção de investimento e comércio e as entidades responsáveis por promover outras áreas de desenvolvimento produtivo (talento humano, transferência tecnológica, inovação etc.).Fortalecer as capacidades técnicas, operacionais, políticas e prospectivas das agências de promoção de investimentos e comércio, e incorporar mecanismos de monitoramento e aprendizado diante das mudanças do ambiente.Criar e fortalecer espaços de articulação regional para ampliar oportunidades de comércio, investimento e desenvolvimento produtivo entre os países da região.Para saber mais, acesse o relatório completo na página da CEPAL e siga @cepal_onu nas redes social! Contato para imprensa: Unidade de Informação Pública da CEPAL, Santiago: prensa@cepal.org
1 of 5
Notícias
01 julho 2026
Sul da Bahia articula rede para transformar conservação em renda para agricultores
Em um momento em que o Brasil se prepara para ampliar seus compromissos climáticos e fortalecer mecanismos de conservação ambiental, uma iniciativa apoiada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) está ajudando a transformar um conceito ainda pouco conhecido em oportunidade concreta para agricultores familiares.
O Diálogo Regional sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), realizado na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, reuniu mais de 200 participantes e resultou na criação de uma articulação permanente para impulsionar essa agenda no Sul da Bahia.O encontro integrou as ações do Projeto CompensAÇÃO, executado pela Organização de Conservação da Terra (OCT) com financiamento do FIDA por meio de recursos da Cooperação Alemã. A iniciativa representa um marco para a região ao reunir, pela primeira vez em um mesmo espaço, representantes dos governos federal, estadual e municipal, organismos internacionais, universidades, organizações da sociedade civil, setor privado e produtores rurais para discutir caminhos concretos para a implementação do PSA.O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é um instrumento que reconhece e remunera quem contribui para a conservação dos recursos naturais. Na prática, isso significa criar mecanismos para que agricultores e comunidades rurais recebam incentivos por proteger florestas, conservar nascentes, recuperar áreas degradadas e manter a biodiversidade. Para os pequenos agricultores familiares, esse tipo de política pode representar uma importante fonte complementar de renda, ao mesmo tempo em que valoriza práticas produtivas sustentáveis já adotadas nos territórios. Em regiões como o Sul da Bahia, onde o sistema agroflorestal cacau-cabruca combina produção agrícola e conservação da Mata Atlântica, o PSA surge como uma ferramenta capaz de conectar desenvolvimento econômico, segurança alimentar e ação climática.“Mais do que reconhecer o papel dos agricultores familiares na conservação ambiental, o PSA cria condições para que essa contribuição gere benefícios concretos para as famílias rurais”, destacou o diretor país do FIDA no Brasil, Arnoud Hameleers. Segundo ele, o Projeto CompensAÇÃO tem potencial para se tornar referência internacional ao conectar pagamentos por serviços ambientais, agroecologia e gestão florestal sustentável.O encontro ocorreu em um contexto favorável para o avanço dessa agenda. Atualmente, os 12 municípios da área núcleo do Projeto CompensAÇÃO já possuem legislações relacionadas ao PSA, mas muitos deles ainda enfrentam desafios para transformar as normas em programas efetivos. Por isso, uma das prioridades da iniciativa é fortalecer a governança local e apoiar a implementação dessas políticas no território.Além de promover o intercâmbio de experiências entre instituições e especialistas, o evento trouxe contribuições de iniciativas reconhecidas nacionalmente, como o Programa Produtor de Água da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Programa Reflorestar do Espírito Santo e projetos de conservação desenvolvidos pela The Nature Conservancy (TNC Brasil).Representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente da Bahia também reforçaram a importância da cooperação entre diferentes níveis de governo para garantir que os mecanismos de PSA alcancem quem mais precisa. O tema ganha relevância adicional diante das discussões sobre financiamento climático e das expectativas em torno da COP 30. Um dos resultados mais importantes do encontro foi o compromisso assumido pelas instituições participantes de manter uma Rede Regional de PSA, com espaços periódicos de diálogo, intercâmbio técnico e construção conjunta de soluções. A proposta é assegurar que o conhecimento compartilhado durante o evento continue gerando impactos concretos, fortalecendo a implementação de programas de PSA e ampliando oportunidades para agricultores familiares.A criação dessa rede demonstra o valor agregado da atuação do sistema ONU no Brasil. Ao apoiar iniciativas que promovem inclusão produtiva, conservação ambiental e fortalecimento institucional, o FIDA contribui para conectar compromissos globais de desenvolvimento sustentável às necessidades concretas das populações rurais.Ao colocar agricultores familiares no centro das soluções climáticas, a experiência do Sul da Bahia mostra que proteger a floresta não é apenas uma estratégia ambiental. É também uma oportunidade para gerar renda, fortalecer comunidades e construir um modelo de desenvolvimento mais resiliente e inclusivo para o futuro. Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA)O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é um instrumento econômico, que cria incentivos monetário ou não monetário para quem conserva, recupera ou melhora ecossistemas que geram benefícios coletivos. O mecanismo de PSA implementado pelo projeto CompensAÇÃO ocorre em três modalidades de incentivo: PSA Cabruca, PSA SAF e PSA Social.O PSA Cabruca reconhece proprietários rurais que conservam o tradicional modelo de produção do cacau plantado em sistema agroflorestal sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica. O PSA SAF busca incentivar proprietários rurais a enriquecerem seus sistemas produtivos para um sistema agroflorestal visando melhoria na dieta das famílias, a diversificação da produção e a lucratividade. O PSA Social promove a implementação de quintais produtivos agroecológicos visando a segurança alimentar das famílias do campo.Todas as modalidades de PSA do projeto CompensAÇÃO oferecem incentivos financeiros (até R$ 1.000,00 por hectare) e não financeiros (ATER, insumos agroecológicos, mudas de cacau, florestais e frutíferas).Clique aqui para conhecer mais sobre o Projeto CompensAÇÃO.
O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.
Contato para imprensa: Justina Tellechea | j.tellechea@ifad.orgSiga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X, YouTube Siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).
O Diálogo Regional sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), realizado na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, reuniu mais de 200 participantes e resultou na criação de uma articulação permanente para impulsionar essa agenda no Sul da Bahia.O encontro integrou as ações do Projeto CompensAÇÃO, executado pela Organização de Conservação da Terra (OCT) com financiamento do FIDA por meio de recursos da Cooperação Alemã. A iniciativa representa um marco para a região ao reunir, pela primeira vez em um mesmo espaço, representantes dos governos federal, estadual e municipal, organismos internacionais, universidades, organizações da sociedade civil, setor privado e produtores rurais para discutir caminhos concretos para a implementação do PSA.O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é um instrumento que reconhece e remunera quem contribui para a conservação dos recursos naturais. Na prática, isso significa criar mecanismos para que agricultores e comunidades rurais recebam incentivos por proteger florestas, conservar nascentes, recuperar áreas degradadas e manter a biodiversidade. Para os pequenos agricultores familiares, esse tipo de política pode representar uma importante fonte complementar de renda, ao mesmo tempo em que valoriza práticas produtivas sustentáveis já adotadas nos territórios. Em regiões como o Sul da Bahia, onde o sistema agroflorestal cacau-cabruca combina produção agrícola e conservação da Mata Atlântica, o PSA surge como uma ferramenta capaz de conectar desenvolvimento econômico, segurança alimentar e ação climática.“Mais do que reconhecer o papel dos agricultores familiares na conservação ambiental, o PSA cria condições para que essa contribuição gere benefícios concretos para as famílias rurais”, destacou o diretor país do FIDA no Brasil, Arnoud Hameleers. Segundo ele, o Projeto CompensAÇÃO tem potencial para se tornar referência internacional ao conectar pagamentos por serviços ambientais, agroecologia e gestão florestal sustentável.O encontro ocorreu em um contexto favorável para o avanço dessa agenda. Atualmente, os 12 municípios da área núcleo do Projeto CompensAÇÃO já possuem legislações relacionadas ao PSA, mas muitos deles ainda enfrentam desafios para transformar as normas em programas efetivos. Por isso, uma das prioridades da iniciativa é fortalecer a governança local e apoiar a implementação dessas políticas no território.Além de promover o intercâmbio de experiências entre instituições e especialistas, o evento trouxe contribuições de iniciativas reconhecidas nacionalmente, como o Programa Produtor de Água da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Programa Reflorestar do Espírito Santo e projetos de conservação desenvolvidos pela The Nature Conservancy (TNC Brasil).Representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente da Bahia também reforçaram a importância da cooperação entre diferentes níveis de governo para garantir que os mecanismos de PSA alcancem quem mais precisa. O tema ganha relevância adicional diante das discussões sobre financiamento climático e das expectativas em torno da COP 30. Um dos resultados mais importantes do encontro foi o compromisso assumido pelas instituições participantes de manter uma Rede Regional de PSA, com espaços periódicos de diálogo, intercâmbio técnico e construção conjunta de soluções. A proposta é assegurar que o conhecimento compartilhado durante o evento continue gerando impactos concretos, fortalecendo a implementação de programas de PSA e ampliando oportunidades para agricultores familiares.A criação dessa rede demonstra o valor agregado da atuação do sistema ONU no Brasil. Ao apoiar iniciativas que promovem inclusão produtiva, conservação ambiental e fortalecimento institucional, o FIDA contribui para conectar compromissos globais de desenvolvimento sustentável às necessidades concretas das populações rurais.Ao colocar agricultores familiares no centro das soluções climáticas, a experiência do Sul da Bahia mostra que proteger a floresta não é apenas uma estratégia ambiental. É também uma oportunidade para gerar renda, fortalecer comunidades e construir um modelo de desenvolvimento mais resiliente e inclusivo para o futuro. Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA)O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é um instrumento econômico, que cria incentivos monetário ou não monetário para quem conserva, recupera ou melhora ecossistemas que geram benefícios coletivos. O mecanismo de PSA implementado pelo projeto CompensAÇÃO ocorre em três modalidades de incentivo: PSA Cabruca, PSA SAF e PSA Social.O PSA Cabruca reconhece proprietários rurais que conservam o tradicional modelo de produção do cacau plantado em sistema agroflorestal sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica. O PSA SAF busca incentivar proprietários rurais a enriquecerem seus sistemas produtivos para um sistema agroflorestal visando melhoria na dieta das famílias, a diversificação da produção e a lucratividade. O PSA Social promove a implementação de quintais produtivos agroecológicos visando a segurança alimentar das famílias do campo.Todas as modalidades de PSA do projeto CompensAÇÃO oferecem incentivos financeiros (até R$ 1.000,00 por hectare) e não financeiros (ATER, insumos agroecológicos, mudas de cacau, florestais e frutíferas).Clique aqui para conhecer mais sobre o Projeto CompensAÇÃO.
O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.
Contato para imprensa: Justina Tellechea | j.tellechea@ifad.orgSiga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X, YouTube Siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).
1 of 5
Notícias
01 julho 2026
Painel Científico sobre Inteligência Artificial lança primeiro relatório sobre oportunidades, riscos e impactos da IA
O Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial da ONU lançou oficialmente nesta quarta-feira (1) seu Relatório Preliminar, apresentando a primeira avaliação científica global e independente sobre as oportunidades, riscos e impactos da IA. Este trabalho inicial do Painel fornece uma base fundamental de evidências para informar as políticas globais antes de seu primeiro relatório abrangente, previsto para 2027.Este esforço colaborativo para construir uma compreensão compartilhada sobre a IA chega em um ponto de inflexão crítico. Governos estão tomando decisões de grande impacto sobre a IA sob forte incerteza, lidando com fontes de evidência que mudam rapidamente e muitas vezes são conflitantes, além de perspectivas que não necessariamente refletem as realidades locais. À medida que as capacidades da IA continuam a crescer, aumentam também os riscos das decisões que estão sendo tomadas ao redor do mundo. Este é o desafio central que o Painel visa abordar.O Relatório Preliminar foi elaborado pelo Painel Científico Internacional Independente sobre IA, composto por 40 cientistas e especialistas renomados. Vindos de todas as regiões do mundo, seus membros atuam em capacidade estritamente pessoal, de forma independente de qualquer governo, empresa ou instituição. O Brasil é representado pela professora Teresa Ludermir, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As conclusões do relatório serão apresentadas aos governos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre Governança de IA, que será realizado em Genebra nos dias 6 e 7 de julho.Em seu Relatório Preliminar, o Painel descreve suas conclusões em sete áreas principais:Ciência, avanços e trajetórias da IAAplicações sociais: ciência, saúde, educação e agriculturaImplicações econômicasSegurança, sistemas e implicações ambientaisDireitos humanos, informação e democraciaCrescimento cultural e individual, autonomia e segurança infantilGestão, governança e confiabilidadeO Painel identifica um desafio crucial de evidências para os tomadores de decisão em todo o mundo: os formuladores de políticas precisam de evidências científicas para governar a IA de forma eficaz, mas, quando as evidências estiverem claras, pode ser tarde demais para agir. O cumprimento equitativo das promessas da IA dependerá das decisões informadas que as nações tomarem juntas e da base científica compartilhada que as guiará - justamente a base de evidências que o trabalho do Painel foi projetado para oferecer.“As capacidades da IA estão superando tanto o entendimento científico quanto a capacidade de adaptação dos governos. Com evidências crescentes de comportamentos enganosos da IA, a ciência atualmente não pode garantir que, à medida que essas capacidades continuam a aumentar, a IA não causará danos catastróficos, seja por conta própria ou devido a usuários mal-intencionados. Para agir de forma eficaz, os formuladores de políticas globais devem compreender esses sistemas. Este Painel fornece exatamente isso: uma base científica rigorosa e compartilhada para guiar nosso caminho coletivo em frente.” - Yoshua Bengio, co-presidente do Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial. “A tecnologia é transformadora, mas se o mundo continuar seguindo esta trajetória, a humanidade não conseguirá colher os benefícios que ela promete. Os riscos - para as sociedades, para a segurança e para a nossa espécie - são altos demais, e as forças que impulsionam a IA para a frente não são as mesmas que trarão seus benefícios.” - Maria Ressa, co-presidente do Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial. “O mundo não pode governar o que não consegue compreender. O relatório do Painel fornece dados científicos independentes, provenientes de todas as regiões e à disposição de todos os governos. Sua mensagem é clara: o potencial é imenso, mas os riscos são reais, e o custo da espera está aumentando. Exorto todos os líderes a usarem essas evidências compartilhadas para agirem juntos e sem demora.” - António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas“A IA, por si só, não vai fechar as lacunas. Os benefícios chegam onde já existem instituições, competências e dados. Onde isso não ocorre, a mesma tecnologia pode substituir trabalhadores, aumentar a desigualdade e deixar comunidades dependentes de sistemas criados sem levá-las em consideração. Este relatório traduz isso, pela primeira vez, em uma linguagem científica comum. Essas realidades agora estão registradas, foram verificadas de forma independente e são impossíveis de serem ignoradas.” - Amandeep Singh Gill, subsecretário-geral e enviado especial para Tecnologias Digitais e EmergentesO Relatório Preliminar do Painel Científico Internacional Independente sobre IA: Avaliação baseada em evidências das oportunidades, riscos e impactos da IA é o primeiro resultado de um órgão científico criado para acompanhar a evolução da tecnologia. O Painel publicará avaliações regulares e resumos temáticos à medida que a IA evoluir, a fim de fornecer aos formuladores de políticas e ao público avaliações atualizadas dos dados científicos. Saiba mais: Assista ao lançamento do relatório ao vivo a partir das 12h (horário de Brasília) na UN WebTV.O Relatório Preliminar completo, incluindo um sumário executivo, está disponível em https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-reportUma mensagem dos co-presidentes do Painel também está disponível em https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-reportContato para imprensa: Karoline Hassfurter, Líder de Comunicação, Escritório das Nações Unidas para Tecnologias Digitais e Emergentes: karoline.hassfurter@un.orgPara outras dúvidas, entre em contato através do e-mail: aiscientificpanel@un.orgNOTAS PARA EDITORESOs membros do Painel estão disponíveis para entrevistas imediatamente. Mais de 30 membros também estarão presentes no Diálogo Global sobre Governança da Inteligência Artificial em Genebra, nos dias 6 e 7 de julho, e entrevistas presenciais podem ser solicitadas no local. Para mais detalhes sobre o Diálogo Global sobre Governança de IA, consulte o comunicado oficial à imprensa.Sobre o Painel: O Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial é o primeiro órgão científico global sobre IA criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Ele foi estabelecido pela resolução A/RES/79/325, adotada em 26 de agosto de 2025, e baseia-se no Pacto Digital Global acordado pelos Estados-membros em 2024, bem como nas recomendações do Órgão Consultivo de Alto Nível sobre Inteligência Artificial do secretário-geral. O mandato do Painel é avaliar a ciência, não prescrever políticas.O Painel reúne 40 especialistas nomeados pela Assembleia Geral para um mandato de três anos, selecionados por meio de uma convocatória global aberta que atraiu mais de 2.600 candidaturas de mais de 140 países. Os membros foram escolhidos com base em sua experiência, perspectiva interdisciplinar e equilíbrio geográfico e de gênero, e atuam como especialistas científicos independentes a título pessoal, não como representantes de governos, empregadores ou instituições. O Painel reúne um grupo equilibrado em termos de gênero, composto por 40 especialistas de todas as cinco regiões das Nações Unidas, provenientes da academia, do setor privado, da sociedade civil e da comunidade técnica. É independente de qualquer governo, empresa ou instituição, incluindo as próprias Nações Unidas.O Painel é copresidido por Yoshua Bengio (Canadá) e Maria Ressa (Filipinas), eleitos na reunião inaugural do Painel em 3 de março de 2026. Seu mandato consiste em produzir relatórios anuais que sejam relevantes para políticas públicas, mas não prescritivos, que sintetizem pesquisas sobre as oportunidades, riscos e impactos da IA no domínio não militar. O Secretariado do Painel é coordenado pelo Escritório da ONU para Tecnologias Digitais e Emergentes, que, como entidade coordenadora, apoia o processo do Painel, mas não orienta suas conclusões científicas, e inclui membros da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), além de contar com outras capacidades de todo o sistema.O Relatório Preliminar é a primeira contribuição do Painel para o Diálogo Global das Nações Unidas sobre Governança de IA, também estabelecido sob a resolução A/RES/79/325. O próximo relatório anual do Painel servirá de base para o segundo Diálogo Global, a ser realizado em Nova Iorque em maio de 2027.
1 of 5
Notícias
01 julho 2026
ONU apoia envio de ajuda humanitária brasileira à Venezuela
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) está apoiando o Governo brasileiro em ações emergenciais de cooperação humanitária na Venezuela. O organismo da ONU realizou a aquisição de 100 purificadores de água, com financiamento do governo brasileiro, que foram enviados ao país vizinho em um voo da FAB no último fim de semana.A operação, coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), busca apoiar os venezuelanos na recuperação após os fortes terremotos que atingiram o norte daquele país no dia 24 de junho. Mais de 1.500 pessoas morreram e as estimativas indicam que há 50 mil desaparecidos. Segundo o Governo da Venezuela, 774 prédios desabaram.Os purificadores têm capacidade para tratar, cada um, mais de 5 mil litros de água por dia. Também foram enviados, para cada purificador, um kit voltaico - com painel solar, inversor veicular e controlador de carga.A aquisição emergencial foi viabilizada pelo UNOPS no âmbito de um acordo de cooperação com a ABC/MRE. Por meio da parceria, o UNOPS apoia a cooperação humanitária do Brasil com países que vivem situações de crise e calamidade. No ano passado, a parceria permitiu o envio de itens como vacinas, suprimentos médicos, alimentos desidratados e purificadores de água para 35 países.“O UNOPS faz aquisições e logística de envio de suprimentos com a máxima atenção à qualidade e rapidez, muitas vezes, em localidades distantes e com acesso complexo. Com isso, apoiamos o Governo do Brasil e ajudamos também a levar alívio a quem mais precisa”, destacou a gerente do projeto no UNOPS, Cecilia Abdo.
1 of 5
Últimos recursos
1 / 11
Recursos
18 maio 2026
Recursos
22 abril 2026
Recursos
10 novembro 2025
1 / 11