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Masculinidades em Pauta: UNFPA convida para oficina sobre jornalismo esportivo e estereótipos de gênero
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
Discurso
03 setembro 2026
Paz e Tolerância nas Eleições 2026
Bom dia a todas e todos e muito obrigado pelo convite. Muito me engrandece representar o Sistema das Nações Unidas no Brasil neste evento. Em nome de nosso secretário-geral, cumprimento:Senhor Ministro Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal;Senhor Ministro Nunes Marques, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral;Senhor Ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral;Alexandre Espinosa, da Procuradoria-Geral Eleitoral;Sidney Neves, do Conselho Federal da OAB;Autoridades presentes;Representantes das instituições religiosas, da sociedade civil e das organizações parceiras. Senhoras e senhores,É uma honra para as Nações Unidas participar deste momento em que instituições tão diversas se reúnem para firmar um compromisso com a paz, com o diálogo e com a democracia.Estive recentemente em outros eventos promovidos pelo Tribunal Superior Eleitoral em preparação para as eleições e fiquei muito impressionado com o preparo, a seriedade e a inovação do sistema eleitoral do país. Gostaria de deixar registrado um reconhecimento ao papel fundamental desta Corte na construção e na proteção da democracia brasileira.O Brasil possui uma das maiores democracias eleitorais do mundo. Ao longo de décadas, o país construiu instituições eleitorais sólidas, um sistema de votação reconhecido internacionalmente e uma capacidade extraordinária de organizar eleições de grande escala, de forma segura, transparente e eficiente.As eleições brasileiras são, portanto, motivo de orgulho não apenas para o Brasil, mas também para todos aqueles que, no mundo, trabalham pela democracia e pelo Estado de Direito.E é justamente porque a democracia brasileira é forte que iniciativas como esta são tão importantes.A democracia não se restringe ao ato de votar. Democracia é também conviver, ouvir, respeitar. É aceitar a diversidade de opiniões e construir caminhos a partir da divergência. Para isso, precisamos reconhecer no outro — inclusive naquele que pensa diferente de nós — um cidadão ou uma cidadã com os mesmos direitos.É nesse espírito que a iniciativa “Paz e Tolerância nas Eleições” ganha um significado especial. A democracia precisa de instituições fortes, mas também precisa de uma cultura democrática. E essa cultura é construída todos os dias — nas escolas, nas famílias, nas comunidades, nas redes sociais, nas igrejas e organizações religiosas, nos espaços públicos e nas relações entre cidadãos.Por isso, o pacto que hoje será celebrado tem um valor que vai muito além do período eleitoral. Ele reafirma que divergência não precisa significar hostilidade e que convicções diferentes podem e devem coexistir, sem animosidade ou violência. É daí que sai a riqueza do debate político, que deve, sempre, ser um espaço para que possamos desenhar coletivamente o nosso futuro comum.A visão das Nações Unidas sobre democracia parte exatamente dessa premissa.Para a ONU, a democracia é um princípio universal, indivisível e interdependente dos direitos humanos, do desenvolvimento e da paz. A democracia pertence aos povos, e seu fundamento está na vontade livremente expressa das pessoas. Como estabelece o artigo 21 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: a vontade do povo deve ser a base da autoridade do governo, expressa por meio de eleições legítimas e periódicas.Mas, para que essa vontade possa ser verdadeiramente manifestada, é preciso garantir as condições que tornam a democracia possível. Cito aqui algumas: liberdade de expressão; liberdade de reunião e associação; participação; igualdade; acesso à informação.E para alcançarmos tudo isso, precisamos de instituições com condições e coragem de proteger os direitos de todas as pessoas, especialmente daquelas que historicamente enfrentam maiores barreiras para participar plenamente da vida pública.Por isso, a democracia e os direitos humanos caminham juntos.Da mesma forma, democracia e paz também caminham juntas. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável traduz essa conexão de maneira muito clara no ODS 16, que nos convoca a promover sociedades pacíficas, garantir acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.Eleições são, por definição, momentos em que precisamos administrar a diferença. É natural — e até saudável — que existam projetos políticos distintos, visões diferentes sobre o futuro do país e debates intensos sobre as escolhas que precisam ser feitas.O desafio democrático é garantir que essas diferenças possam ser expressas, debatidas e decididas de maneira pacífica e harmoniosa, afinal, ninguém possui o monopólio da verdade e ninguém deve ser privado do direito de participar porque pensa diferente.O secretário-geral das Nações Unidas tem enfatizado essa dimensão da democracia. Como ele afirmou:“A democracia é movida pela vontade do povo — pelas suas vozes, pelas suas escolhas e pela sua participação. Prospera quando os direitos humanos e as liberdades fundamentais de todas as pessoas são respeitados — especialmente das mais vulneráveis.”E essa mensagem é particularmente importante no momento que vivemos.Ainda nas palavras do secretário-geral: “Num momento em que a democracia e o Estado de Direito estão sob ataque através da desinformação, da divisão e da redução do espaço cívico, estes esforços são mais vitais do que nunca.”Hoje, uma das grandes ameaças à convivência democrática não está apenas nos conflitos que acontecem no mundo físico. Ela também se manifesta no ambiente digital.A desinformação pode corroer a confiança nas instituições, a manipulação pode aprofundar divisões, e o discurso de ódio pode transformar adversários políticos em inimigos. Sabemos ainda que a violência verbal pode, em determinadas circunstâncias, abrir espaço para a violência física.Por isso, defender eleições pacíficas é também defender um ambiente público em que as pessoas possam receber informação confiável, formar suas próprias opiniões e participar do debate sem medo, intimidação ou violência.É uma responsabilidade que cabe às instituições, mas que também exige a participação de toda a sociedade. E é exatamente por isso que a presença das instituições religiosas e das organizações da sociedade civil nesta iniciativa é tão significativa.Essas instituições têm uma presença profunda e capilarizada nas comunidades brasileiras. Elas estão próximas das pessoas, conhecem suas realidades e podem desempenhar um papel fundamental na promoção do diálogo, da solidariedade e da não violência.É também nesse espírito que as Nações Unidas trabalham no Brasil. Nosso papel não é escolher candidatos, partidos ou projetos políticos. Nosso papel é apoiar os princípios que permitem que os cidadãos façam suas próprias escolhas livremente, promover os direitos humanos, fortalecer a participação, e combater a discriminação, sempre respeitando plenamente a soberania nacional. Senhoras e senhores,Às vésperas de mais um processo eleitoral, talvez a mensagem mais importante que possamos transmitir seja simples: a democracia não exige que concordemos uns com os outros; ela exige que sejamos capazes de conviver uns com os outros.Que possamos fazer deste período eleitoral uma celebração da participação cidadã e do diálogo, para lembrarmos que, acima de nossas diferenças políticas, existe algo que compartilhamos: o compromisso com uma sociedade em que todas as pessoas tenham o direito de participar e de ajudar a decidir o futuro do seu país.As Nações Unidas estão honradas em estar ao lado do Tribunal Superior Eleitoral e de todas as instituições aqui presentes nesta jornada.Muito obrigado.Para saber mais, visite a página especial da ONU Brasil sobre democracia.
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História
27 agosto 2026
“Migrar é um direito e como indígenas também podemos migrar”
“Meu país começou a sofrer uma crise muito forte e isso fez com que muitos indígenas saíssem de seus contextos deixando tudo, em muitos casos deixando comunidades vazias e eu também tive que migrar”.De origem Warao, a venezuelana está há três anos no estado de Roraima, se adaptando e traçando novos planos para sua vida e sua família, sem deixar de pensar no desenvolvimento de sua comunidade.Aos 44 anos, atualmente ela mora com seus pais e um de seus três filhos na comunidade Warao Janoko, localizada no município de Cantá (RR). Nesse contexto, Rosmery assumiu, assim como tantas outras mulheres refugiadas e migrantes, a responsabilidade de cuidar dos familiares que vivem com ela, já que seus pais são pessoas idosas. A comunidade, que é formada por famílias das etnias Warao e Kariña, sobrevive da agricultura, embora considerem que a terra não esteja apta para isso. Da produção familiar, Rosmery garante os alimentos diários e parte do sustento financeiro.Rosmery expressa o que significou essa mudança: “Para migrar você tem que aceitar sua realidade e deixar tudo o que você era para trás. Na Venezuela fui professora com 25 anos de serviço. Cobri todos os níveis de educação, desde educação inicial até a etapa universitária. Chegar ao Brasil foi uma mudança muito profunda e brusca”, afirma.“Busco que a minha vida no Brasil seja ativa e criativa. Por isso desde que cheguei, realizo alguns cursos e isso me ajudou a começar o meu próprio negócio, que é uma padaria”, conta. Rosmery foi aluna em cursos de Português, confeitaria, ajudante de cozinha, gastronomia e panificação, ofertados por projetos implementados por diferentes organizações, entre elas a ONU Mulheres, o ACNUR e o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA). O pequeno negócio de Rosmery começou a funcionar este ano, após dois anos de planejamento e organização financeira. “Meu principal objetivo é fazer com que a minha comunidade, a comunidade Warao a Janoko, se desenvolva e seja vista como um lugar turístico. Começamos com essa padaria familiar e logo ela apoiará outras oportunidades de desenvolvimento”, explica. O fortalecimento da sua comunidade no Brasil é uma das principais motivações de Rosmery. A importância do seu engajamento para esse objetivo, fez com que ela estivesse em Brasília (DF), ao lado de outras 15 mulheres indígenas venezuelanas de diferentes etnias, durante o Acampamento Terra Livre (ATL). Durante o acampamento, Rosmery foi uma das vozes que levantou as demandas e necessidades das mulheres refugiadas e migrantes em diferentes agendas de articulação com organizações indígenas brasileiras e com representantes do governo federal. A participação do grupo de mulheres indígenas refugiadas e migrantes no ATL foi possível através do programa conjunto realizado por ONU Mulheres, ACNUR e UNFPA, com o apoio do Governo de Luxemburgo, que visa o desenvolvimento de políticas públicas sensíveis aos direitos humanos e ao gênero, que atendam as necessidades diferenciadas de mulheres refugiadas e migrantes e de outros grupos de pessoas que enfrentam múltiplas formas de discriminação.Para Rosmery, representar sua comunidade e desenvolver formas para que ela prospere em outro território é uma forma de garantir seus direitos individuais e coletivos:“Migrar é um direito e como indígenas também podemos migrar, porque é um direito internacional. Ao ser migrante, não é possível que nos coíbam de muitos direitos que nos correspondem como humanos”, ressalta.Para saber mais, acompanhe a série #BrasilAcolhedor nas redes sociais da @onubrasil!
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27 agosto 2026
Iniciativa de restauração do Cerrado ganha Prêmio da ONU
O Cerrado brasileiro acaba de receber um dos mais importantes reconhecimentos globais para projetos de recuperação de ecossistemas!A iniciativa Araticum - Restauração do Cerrado Brasileiro foi reconhecida nesta quarta (26) como uma Iniciativa de Referência da Restauração Mundial, prêmio liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), no âmbito da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas (2021-2030). Com esse reconhecimento, o Brasil se torna o único país a contar com duas Iniciativas de Referência da Restauração Mundial. As 30 iniciativas reconhecidas pela ONU desde 2022 somam quase 20 milhões de hectares em restauração e compromissos para restaurar cerca de 75 milhões de hectares até 2030, além de gerar mais de 800 mil empregos. A Araticum reúne mais de 180 organizações, incluindo Povos Indígenas, Quilombolas, comunidades locais, agricultores, pesquisadores e governos, com a meta de restaurar 2 milhões de hectares do Cerrado até 2030. Os resultados já mostram a força da ação coletiva: ✅ Mais de 27 mil hectares já foram mapeados para restauração.
✅ Sementes de mais de 150 espécies nativas já foram coletadas e utilizadas.“Os impactos das mudanças climáticas, da seca e da desertificação estão afetando duramente os sistemas alimentares globais. Investir na saúde das terras é uma das nossas defesas mais fortes contra essas ameaças”, destacou a diretora executiva do PNUMA, Inger Andersen. Para saber mais, siga @unep_pt nas redes e acompanhe a cobertura da ONU News em português.
✅ Sementes de mais de 150 espécies nativas já foram coletadas e utilizadas.“Os impactos das mudanças climáticas, da seca e da desertificação estão afetando duramente os sistemas alimentares globais. Investir na saúde das terras é uma das nossas defesas mais fortes contra essas ameaças”, destacou a diretora executiva do PNUMA, Inger Andersen. Para saber mais, siga @unep_pt nas redes e acompanhe a cobertura da ONU News em português.
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17 agosto 2026
ONU News entrevista novo coordenador residente da ONU no Brasil
A prioridade do novo líder da ONU Brasil, Igor Garafulic, é construir pontes entre a sociedade e o setor público para garantir um futuro mais justo e verde. Liderando 3,5 mil profissionais nas 25 entidades das Nações Unidas que atuam no Brasil, o novo coordenador residente aposta na força das parcerias multissetoriais para acelerar o desenvolvimento sustentável. Com quase 30 anos de experiência na ONU, Igor Garafulic já serviu em países como Azerbaijão, Honduras, Guatemala, Paraguai e Peru. Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Garafulic foi governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores.Garafulic substitui a engenheira uruguaia Silvia Rucks, que liderou o trabalho da ONU no Brasil até o início deste ano e foi o ponto focal para a realização da COP30, a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, em Belém do Pará.Em entrevista exclusiva à ONU News, o novo líder do Sistema da ONU no Brasil destacou a atuação estratégica da organização no país, priorizando o desenvolvimento sustentável e a proteção da região amazônica. Para saber mais, leia a matéria completa da ONU News e siga @ONUNews e @ONUBrasil nas redes sociais!
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História
18 maio 2026
“Nós, os povos das Nações Unidas”
2025 foi ano de celebrar os 80 anos de parceria do Brasil com as Nações Unidas para a promoção da paz, do desenvolvimento, da igualdade e dos direitos humanos. O Brasil teve um papel de liderança nas negociações internacionais que ergueram as Nações Unidas sobre as cinzas e a devastação da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Desde então, a ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta. Para celebrar essas oito décadas de parceria, em todo o Brasil, celebramos, o Dia das Nações Unidas foi lembrado por pessoas e instituições que, junto com a ONU, defendem e lutam pela paz, pelos direitos humanos e pelo desenvolvimento sustentável, sem deixar ninguém para trás.Exposição de fotosO Ministério das Relações Exteriores e a ONU Brasil inauguraram, em 14 de outubro, a exposição “Construindo Nosso Futuro Juntos”, em alusão aos 80 anos de criação da Organização das Nações Unidas. A abertura ocorreu em solenidade realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, com a participação da vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, e a ministra substituta das Relações Exteriores, Embaixadora Maria Laura da Rocha.“A cooperação é o maior ato de coragem da humanidade. Agradeço ao governo do Brasil por tornar esta exposição possível; ela conta a história de como o mundo escolheu o multilateralismo,” afirmou a vice-chefe das Nações Unidas, Amina J. Mohammed no Palácio Itamaraty.“É com muita alegria que o Itamaraty abre suas portas para receber esse evento em celebração dos 80 anos da ONU,” disse a Embaixadora Maria Laura da Rocha na cerimônia de abertura da exposição. A exposição foi organizada pelo Escritório de Coordenação das Nações Unidas no Brasil e reuniu 80 fotos de duas mostras realizadas em Nova Iorque por ocasião dos 80 anos da ONU. A primeira parte apresentou 36 fotos históricas de “Revivendo o espírito de São Francisco”, exposição que resgatou os ideais que uniram a humanidade em seu momento mais sombrio. A segunda parte trouxe 32 fotos da exposição “Vidas compartilhadas, futuro compartilhado”, com imagens do presente que mostram o trabalho cotidiano das Nações Unidas e o impacto duradouro do multilateralismo construído em 1945. A mostra foi completada por 12 fotos do acervo das agências especializadas, fundos e programas da ONU no Brasil.Paz por todo ladoA ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta.Para levar a celebração dos 80 anos para todo o Brasil, a ONU convocou Prefeituras, organizações da sociedade civil e instituições de ensino de todo o país a organizar eventos para marcar o 80º aniversário de fundação da ONU.Milhares de pessoas participaram de 56 eventos organizados em 41 cidades de 16 estados de todas as regiões do Brasil. Ecoando a criatividade e a alegria do povo brasileiro, as celebrações aconteceram nos mais variados formatos, desde saraus e oficinas culturais até caminhadas e ações de recuperação da natureza. As celebrações contaram com mais de 12.000 participantes presenciais e mais de 142.000 em eventos online. A ONU Brasil preparou um catálogo digital com fotos e vídeos das celebrações que tomaram conta do Brasil em 2025. A participação de cidades brasileiras reforçou que a sustentabilidade se ancora nas cidades e comunidades, e destacou a importância do multilateralismo, da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).“Apesar de sermos uma instituição presente em todo o mundo, é no nível local que está o verdadeiro impacto da ONU. É nos municípios que vemos como nosso trabalho ajuda a melhorar a vida das pessoas em áreas como educação, inclusão, saúde, promoção da igualdade, emprego e renda”, afirma a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
09 setembro 2026
“Quero compartilhar meu conhecimento e mostrar a outras mulheres este ofício tão bonito”
Há sete anos, Glaiddys deixou a Venezuela em busca de novas oportunidades. Os caminhos no Brasil convergiram em Pacaraima, cidade fronteiriça entre o Brasil e o país vizinho, onde encontrou no trabalho a possibilidade de recomeçar. Natural de Ciudad Bolívar, no estado de Bolívar, Glaiddys começou a trabalhar como cabeleireira aos 18 anos. Após ter experiência em diferentes salões, realizou o sonho de abrir o próprio negócio na Venezuela. Porém, as dificuldades no país a levaram a deixar para trás o salão, a casa e a família para uma nova vida. Ao chegar a Pacaraima, em Roraima, ela contou com o apoio da irmã e do cunhado para dar os primeiros passos. Enquanto conhecia a cidade e construía uma nova rede de contatos, trabalhou em dois salões de beleza até perceber que era hora de voltar a empreender. O desejo de ter um espaço próprio voltava a ganhar forma. Hoje, aos 50 anos, atende clientes em um salão montado em sua própria casa. Entre o ambiente acolhedor e o cuidado com cada detalhe, reencontrou na profissão a felicidade que sempre a acompanhou. “Eu sou feliz. Quando estou trabalhando, sou feliz. Amo este trabalho e não o trocaria por outro.” Mais do que estabilidade, Glaiddys busca aperfeiçoamento constante. Desde que chegou ao Brasil, aprendeu um novo idioma, participou de cursos e segue investindo em sua formação.Em 2025, Glaiddys recebeu apoio da iniciativa “Empreendedores em Movimento”, promovida pela Agência da ONU para as Migrações (OIM). Com a doação de equipamentos e insumos, como cadeiras, lavatórios, gaveteiros e outros materiais de trabalho, foi possível ampliar a estrutura do negócio e aprimorar o atendimento. “Comecei a estudar para me preparar melhor, porque para mim isso não é apenas um trabalho. É uma forma de transformar, cuidar e ajudar outras pessoas. Quero compartilhar meu conhecimento e mostrar a outras mulheres este ofício tão bonito.” Hoje, o som do secador, as conversas que envolvem o espaço e a confiança das clientes seguem marcando a rotina de Glaiddys, que demonstra como os acessos a oportunidades para pessoas migrantes fortalecem a integração e autonomia. Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes!
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História
31 agosto 2026
No campo, a educação também semeia futuros
Filhas de agricultores familiares, as irmãs Maria Eduarda, de 19 anos, e Maria Clara, de 17 cresceram no campo e compartilham o sonho de, por meio da educação, construir um futuro melhor para suas famílias e comunidade. A equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) conheceu mais de perto as irmãs durante uma visita ao município de Grajaú, no Maranhão. O encontro ocorreu durante a missão de revisão de meio termo do Projeto Amazônico de Gestão Sustentável (PAGES), financiado pelo FIDA com recursos do Governo da Alemanha, por meio do Programa de Adaptação para a Agricultura Familiar (ASAP+).Maria Eduarda é egressa da Escola Família Agrícola de Grajaú (EFAGMA) e atualmente é primeira secretária da associação da escola. Está cursando Licenciatura em Ciências Naturais - Química na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no campus de Grajaú, onde pretende ampliar seu conhecimento técnico para aplicar nos investimentos produtivos da sua comunidade. Maria Clara está no terceiro ano do ensino médio na mesma escola. A EFAGMA adota a metodologia da Pedagogia da Alternância, que combina períodos de quinze dias de internato, dedicados à formação da base curricular comum e à formação técnica agrícola, com quinze dias de permanência junto às famílias. Essa dinâmica aproxima teoria e prática e permite que os conhecimentos adquiridos na escola sejam aplicados à realidade do campo e contribuam para o aprimoramento das práticas agroecológicas nas comunidades.Mas a realidade nem sempre foi essa.Maria Eduarda compartilhou que, antes do PAGES, a escola funcionava em condições muito precárias. Nem sempre havia garantia das três refeições diárias e os estudantes muitas vezes dormiam em redes ou colchonetes no chão da própria sala de aula, por falta de uma estrutura adequada de alojamento.Hoje, a realidade começa a ser transformada.Por meio do PAGES, foram realizados investimentos na infraestrutura dos alojamentos, com instalação de ar-condicionado, aquisição de beliches, colchões e móveis. Também foram reativados tanques para a produção de peixes e introduzidas tecnologias e investimentos produtivos, como técnicas de revolvimento do solo e kits de irrigação. Para Maria Eduarda, uma das maiores alegrias é ver sua irmã, Maria Clara, vivenciando uma realidade diferente daquela que ela própria encontrou quando estudava na escola. Nas palavras de Maria Eduarda:“Levantar a bandeira da educação do campo é ter força, é necessário ter coragem para levantar essa bandeira e seguir unidos na representação da educação no campo, pois na EFA de Grajaú teoria se torna prática e prática educação.”São histórias como a de Maria Eduarda e Maria Clara que nos emocionam, nos inspiram e reforçam o propósito de seguir trabalhando para que o desenvolvimento sustentável também signifique mais oportunidades, dignidade e esperança para quem vive e produz no campo.Para saber mais, siga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X e YouTube e siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).Sobre o FIDAO Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.Contato para a imprensa: Justina Tellechea, FIDA no Brasil: j.tellechea@ifad.org
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História
24 agosto 2026
Juventude transforma realidades no UNOPS
A quatro mil quilômetros de casa, a jovem arquiteta Talia Fernandes, de 25 anos, encontrou seu verdadeiro propósito. Nascida em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, ela atravessou o Brasil com destino ao Rio Grande do Sul para cursar o mestrado em Planejamento Urbano. Longe da família e da terra natal, a vontade de aplicar seu conhecimento em cidades devastadas por catástrofes climáticas falou mais alto e a levou a seu primeiro posto no Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). A jovem, que ingressou na organização como estagiária, hoje ocupa uma vaga regular e ajuda a monitorar de perto a recuperação de 101 unidades de saúde que foram afetadas pelas enchentes no RS no ano passado. Anteriormente, Talia sentiu a frustração com o trabalho em escritórios de arquitetura tradicionais, mas, na ONU, descobriu o valor real e prático da sua profissão. “Não é porque eu sou jovem que a minha opinião não importa. Aqui, eu me sinto muito valorizada como profissional”, destaca a arquiteta.A história de Talia reflete o tema do Dia Internacional da Juventude de 2026: “Contextos diferentes, aspirações comuns”. No UNOPS, escritório da ONU especializado em infraestrutura, 45 jovens atuam nas equipes espalhadas em todo o Brasil. Para alguns deles, a trajetória exigiu ainda mais superação. É o caso da engenheira Kércia dos Santos, 30 anos. Aos 17, ela deixou a zona rural no interior da Bahia e desembarcou em Brasília com apenas uma cesta básica e muitos sonhos. Aluna de escola pública e beneficiária de políticas públicas para acesso a transporte e alimentação, ela superou muitos obstáculos. Tornou-se a primeira pessoa da sua família inteira a conquistar um diploma de curso superior e, ao escolher a Engenharia Civil, abriu seu próprio espaço, construindo um legado em uma área tradicionalmente masculina. Hoje, atua como coordenadora de obras em um dos projetos mais complexos do UNOPS, a finalização das obras de escolas em comunidades indígenas e quilombolas afastadas dos grandes centros urbanos.“Se a minha trajetória puder fazer com que outra menina do interior olhe para a Engenharia e pense 'eu também posso chegar lá', isso já tem um significado enorme para mim”, declara a coordenadora.Por trás de cada obra monitorada por Kércia e Talia, existe uma outra frente essencial para que todo o trabalho do escritório aconteça: a área de operações. Sem o suporte técnico e o cuidado humano nos bastidores, nenhum projeto sai do papel. Gabriel Bezerra, de 26 anos, atua diariamente de forma essencial para que esse processo aconteça. Morador de uma área periférica de Brasília, o jovem cresceu longe de qualquer incentivo e atuar na ONU parecia restrito às telas de televisão.“Eu nunca iria imaginar que teria um escritório da ONU aqui em Brasília. Vindo de escola pública, isso nunca foi uma conversa que eu tive”, confessa Gabriel.Há quatro anos atrás, ele ingressou como estagiário de Tecnologia da Informação (TI) e sofreu um enorme choque cultural em um ambiente tão multicultural. O convívio transformou sua visão de mundo de maneira profunda. Ele relata que os debates sobre gênero, diversidade e inclusão dentro do escritório o auxiliaram a ter uma nova visão de mundo. Profissionalmente, apesar da insegurança, teve a oportunidade de inovar. Gabriel, mesmo tão jovem, desenvolveu um aplicativo capaz de automatizar as demandas de trabalho de uma tarde inteira em apenas 15 minutos e, com dedicação, assumiu a liderança de TI para os escritórios do UNOPS no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Inspirado na trajetória dos colegas, Gabriel iniciou um mestrado, um plano antes inexistente em sua vida. “Saber que o seu trabalho faz a diferença, desde a troca de um mouse até a compra de computadores para uma escola indígena, traz uma motivação, uma vontade de acordar com um propósito”, expressa o especialista em TI. Na operação dos Recursos Humanos, Amanda Louize, com 25 anos, apoia a seleção das equipes responsáveis por transformar vidas em todo o Brasil. Formada em Relações Internacionais, ela sofreu com rejeições sucessivas em processos seletivos na época da pandemia. O sonho de integrar as Nações Unidas parecia um objetivo distante, que somente aconteceria após anos de experiência. No entanto, esse sonho não demorou tanto quanto ela imaginava para ser realizado. Amanda entrou no UNOPS como estagiária e encontrou no setor de RH o fim das incertezas. Hoje, ela trabalha em todas as etapas dos processos de seleção de equipes do escritório e encontrou a sua vocação no trabalho: ter contato com pessoas.“Eu vivo a realidade que a Amanda de 17 anos sonhava. É uma baita responsabilidade, pois a gente lida com o sonho das pessoas”, destaca a assistente.A determinação de Talia, a força de Kércia, a superação de Gabriel e a vocação de Amanda ilustram a essência e as aspirações dos jovens profissionais que trabalham na ONU no Brasil. Mais do que um brilho no olhar, eles compartilham a mesma vontade incansável de deixar um legado no que constroem cotidianamente. Com passados e realidades tão distintas, esses jovens profissionais contribuem, cada um a seu modo, com a mudança, com a promoção da igualdade e com a superação de desafios. São as pessoas que ajudam a construir o Brasil do futuro, no presente.Para saber mais, siga @onubrasil e @unops_official nas redes sociais!
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História
17 agosto 2026
“O diagnóstico não define a criança”
A Jade (Jogos de Aprendizagem para Desenvolvimento Educacional), iniciativa de aprendizagem baseada em jogos digitais para crianças neurodivergentes, foi reconhecida pelo Prêmio Global da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) de 2026. Fundada em 2018, no Espírito Santo, a iniciativa utiliza tecnologia e acompanhamento individualizado para apoiar o desenvolvimento cognitivo e a inclusão pedagógica de crianças e adolescentes neurodivergentes.Tecnologia e inclusão: acompanhamento individualizadoA ideia surgiu quando Ronaldo Cohin, ao acompanhar o crescimento do filho, percebeu a escassez de especialistas e o alto custo do atendimento voltado a crianças neurodivergentes. Em 2018, fundou a Jade App, com a proposta de utilizar jogos digitais para compreender melhor as necessidades de cada criança e apoiar seu desenvolvimento.“Nosso intuito é usar as decisões da criança durante os jogos para entendermos as funções executivas e onde estão causando um atraso na educação. A partir dessa verificação, geramos uma série de atividades especificamente para aquela criança”, contou Ronaldo Cohin em entrevista ao Centro de Informações das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).O aplicativo utiliza uma metodologia de ensino voltada ao desenvolvimento cognitivo de pessoas neurodivergentes, por meio de associações entre palavras, objetivos e figuras. Durante as atividades, a ferramenta coleta dados sobre o que a criança faz, por quanto tempo e de que maneira realiza cada tarefa. Essas informações permitem mensurar aspectos relacionados às funções executivas e identificar possíveis fatores associados a dificuldades no desenvolvimento escolar. A proposta não substitui o diagnóstico nem o acompanhamento de profissionais especializados. Em vez disso, busca oferecer informações que contribuam para uma compreensão mais individualizada das necessidades de cada aluno e orientar atividades voltadas ao desenvolvimento de suas habilidades cognitivas.“O olhar individualizado precisa existir. O diagnóstico não define a criança”, afirma Ronaldo.A partir desses recursos, a Jade ND busca aproximar famílias, educadores e crianças de uma compreensão mais ampla e individualizada das dificuldades de aprendizagem. “Muitas vezes as famílias não têm suporte mínimo”, afirma Ricardo. As soluções desenvolvidas pela iniciativa apoiam crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, discalculia, deficiência intelectual, síndrome de Down e dislexia. Também podem ser utilizadas por crianças e adolescentes que precisam desenvolver habilidades como atenção, flexibilidade mental, memória auditiva, controle de impulsos, raciocínio lógico, reconhecimento emocional e velocidade de processamento.Além da Jade App, a iniciativa reúne atualmente outras soluções, como a Jade Edu, Jade Academy e Jade Astea. Juntas, elas ampliam a atuação da empresa na inclusão pedagógica e na avaliação cognitiva, conectando diferentes espaços de aprendizagem– da sala de aula ao ambiente familiar. Atualmente, a Jade apoia mais de 220 mil crianças em mais de 179 países.“Colher os frutos que a tecnologia nos dá, respeitando as recomendações médicas, da ciência e da proteção de dados, é um ganho muito grande”, disse Ronaldo ao UNIC Rio. Sobre o Prêmio Global da OMPIO Prêmio Global da OMPI reconhece, anualmente, pequenas e médias empresas (PMEs) e startups que demonstram excelência no uso da propriedade intelectual para levar produtos ao mercado, melhorar vidas e gerar empregos.“As PMEs constituem a maioria das empresas em todos os países, impulsionando o crescimento, gerando empregos e, muitas vezes, promovendo as inovações mais disruptivas. No entanto, a maioria ainda não tem consciência do poder da propriedade intelectual como ferramenta de negócios”, disse o diretor-geral da OMPI, Daren Tang. A iniciativa da OMPI busca contribuir para um mundo em que os direitos de propriedade intelectual apoiem a inovação e a criatividade em qualquer lugar, para o benefício de todas as pessoas. Os prêmios são definidos por um júri independente e reconhecem empresas de menor porte que contribuem para o progresso e para a melhoria da vida das pessoas.Em 2026, um júri internacional selecionou onze vencedores entre 1.300 inscrições de 126 países. A avaliação considera planos de negócios, estratégias e cultura interna de propriedade intelectual, além da contribuição das iniciativas para o enfrentamento de desafios sociais.O diretor-geral da OMPI, Daren Tang, entregou, em julho, os prêmios aos representantes dos vencedores em uma cerimônia realizada durante a Assembleia Geral dos Estados-membros da OMPI, em Genebra, na Suíça. As iniciativas vencedoras também recebem um programa de mentoria personalizado para ajudá-las a utilizar a propriedade intelectual em prol do crescimento da empresa, além de apoio para facilitar o acesso a financiamento e oportunidades de negócios. Para saber mais, siga @wipo nas redes e acesse a página da OMPI para o Brasil: https://www.wipo.int/pt/web/office-brazil
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História
11 agosto 2026
“Chega de exploração. Chega de pilhagem.”
À medida que a demanda global por minerais críticos aumenta, é necessário garantir que comunidades locais também se beneficiem das oportunidades econômicas e dos meios de subsistência que elas mesmas proporcionam à economia mundial. A ONU tem trabalhado com parceiros nacionais e comunitários em todo o mundo para garantir que os minerais críticos também gerem empregos, capacitação e benefícios locais. Em seu discurso ao Conselho de Segurança em 22 de julho de 2026, o secretário-geral António Guterres cobrou compromisso com a responsabilidade social e com práticas sustentáveis num momento em que um número cada vez maior de nações buscam capitalizar o potencial dos recursos minerais para o desenvolvimento.“Devemos garantir que o desenvolvimento do setor mineral gere resultados justos e sustentáveis para os países e para as comunidades dotadas de recursos naturais.” Na sessão do Conselho de Segurança sobre a manutenção da paz e da segurança internacionais com foco na “Governança dos recursos naturais: O fundamento da paz, segurança e prosperidade”, o líder das Nações Unidas enfatizou:“É hora de romper com o antigo padrão, em que os recursos são extraídos, o valor é capturado em outros lugares e as comunidades empobrecidas são deixadas para trás, tendo de lidar com os danos ambientais e socioeconômicos.” Com o agravamento da crise climática, a demanda global por minerais críticos para tecnologias de energia limpa – como lítio para veículos elétricos ou selênio para células solares – deve triplicar até 2030 e quadruplicar até 2040, conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE).Lançado em outubro de 2025, o relatório do Painel Internacional de Recursos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) enfatiza que o financiamento da mineração responsável será fundamental para uma transição energética bem-sucedida e justa. “A demanda por minerais e metais necessários para a transição energética requer uma indústria de mineração que contribua para o desenvolvimento sustentável, respeitando os direitos humanos e o meio ambiente. Por meio de finanças sustentáveis, a mineração responsável pode se tornar o padrão, não a exceção”, disse o copresidente do Painel Internacional de Recursos, Janez Potočnik. Desde 1970, o volume de extração mineral quintuplicou, e a expectativa é que o segmento de minerais essenciais para a transição energética mantenha uma rápida trajetória de crescimento.Apenas no ano de 2023, a busca por insumos como cobalto, grafite, níquel e elementos de terras raras registrou crescimentos de 8% a 15%. Além disso, é estimado que a procura por lítio até o ano de 2050 vai corresponder a 9 vezes o volume total produzido globalmente em 2022. O relatório de setembro de 2024 do Painel do Secretário-Geral da ONU sobre Minerais Críticos para a Transição Energética enfatizou que o aproveitamento de minerais críticos requer novas abordagens, priorizando a justiça, equidade e sustentabilidade ao longo de toda a cadeia de valor dos minerais críticos – desde a mineração, refino e fabricação, até o transporte e reciclagem. A mensagem do secretário-geral aos membros do Conselho de Segurança, em julho deste ano, foi enfática: “O desafio é transformar a forma como os recursos naturais são extraídos, processados, comercializados e utilizados – garantindo que muito mais valor agregado seja retido pelos países produtores e pelas comunidades afetadas. Chega de exploração. Chega de saques.”“E devemos privar os grupos armados e as redes criminosas das rendas que alimentam conflitos prolongados. Se não agirmos, a exploração ilícita dos recursos naturais continuará a alimentar a desigualdade, a instabilidade e a violência”, enfatizou Guterres. Matérias relacionadas: UNODC: Crescente demanda por minerais aumenta riscos de crime, corrupção e instabilidadeONU Brasil: Histórias do Garimpo Descubra mais: Sobre o Painel do Secretário-Geral sobre Minerais Críticos: Criado pelo secretário-geral da ONU em abril de 2024, o Painel sobre Minerais Críticos para a Transição Energética reuniu governos, setor privado, organizações internacionais e sociedade civil para desenvolver princípios comuns que promovam cadeias de valor minerais justas, sustentáveis e transparentes. Entre as principais recomendações do relatório final do Painel estão: agregar mais valor localmente nos países produtores, fortalecer a rastreabilidade e a transparência das cadeias de suprimento e garantir benefícios econômicos, sociais e ambientais às comunidades afetadas pela mineração.Sobre o Painel Internacional de Recursos (IRP): O IRP foi lançado em 2007 pelo PNUMA para estabelecer uma interface ciência e política sobre o uso sustentável dos recursos naturais e, em particular, seus impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida. O Painel é composto por atores governamentais, da indústria e da sociedade civil e liderado conjuntamente pela equipe de ação climática do Secretariado da ONU, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O Painel estuda questões-chave sobre o uso global de recursos e produz relatórios de avaliação sobre as mais recentes descobertas científicas, técnicas e socioeconômicas para informar a tomada de decisões.Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português.
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11 setembro 2026
Masculinidades em Pauta: UNFPA convida para oficina sobre jornalismo esportivo e estereótipos de gênero
Como uma entrevista, um título ou uma imagem podem reforçar estereótipos sobre o que significa ser homem no esporte? E como a cobertura esportiva pode ajudar a transformar essas narrativas?Para responder a essas perguntas, o UNFPA, em parceria com o Esporte Clube Bahia SAF e o Instituto Papo de Homem, promove a oficina online Masculinidades em Pauta, voltada a jornalistas e profissionais de comunicação esportiva. A iniciativa integra o Movimento Bola da Vez: Masculinidades Positivas.Com foco na rotina das redações, o encontro parte de situações reais da cobertura esportiva para oferecer ferramentas práticas: como fazer perguntas melhores, identificar estereótipos, escolher enquadramentos mais responsáveis e tratar temas como saúde mental, violência, assédio, futebol feminino, cuidado e paternidade.A oficina é aberta a qualquer jornalista, independentemente da editoria ou função na redação: repórteres, editores, apresentadores, comentaristas, produtores, redatores de redes sociais e demais profissionais de comunicação esportiva. A proposta é mostrar como o jornalismo esportivo pode contribuir para a prevenção da violência baseada em gênero e para relações mais igualitárias — sem abrir mão do rigor e da qualidade jornalística que a profissão exige.A oficina é gratuita e será realizada 100% online, em duas etapas, em setembro e outubro de 2026. SERVIÇO: Oficina Masculinidades em Pauta📅 17 de setembro e 22 de outubro, às 10h💻 Online | Duração aproximada de 2 horas por encontro🎯 Para jornalistas e profissionais de comunicação esportiva✍️ Inscrições: https://bit.ly/UNFPAMasculinidadesEmPauta Para saber mais, siga @unfpabrasil nas redes!
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10 setembro 2026
Assembleia Geral da ONU institui Dia Internacional para a Eliminação do Casamento Infantil
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, em 4 de setembro, a resolução que estabelece 27 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação do Casamento Infantil, Precoce e Forçado. Adotada por consenso, a iniciativa contou com o Brasil entre seus copatrocinadores/apoiadores. A nova data busca ampliar a mobilização internacional para prevenir e eliminar uma prática que viola direitos humanos e afeta desproporcionalmente meninas. Considera-se casamento infantil qualquer casamento ou união conjugal, formal ou informal, em que pelo menos uma das pessoas envolvidas tenha menos de 18 anos.O casamento infantil compromete o acesso à educação e à saúde, aumenta a exposição à violência e a gravidez precoce e reduz as oportunidades econômicas e a autonomia das meninas. A resolução recomenda que os países adotem políticas abrangentes de prevenção e proteção, incluindo medidas que assegurem a permanência ou o retorno à escola de crianças e adolescentes em situação de união.“A criação desta data transforma a realidade muitas vezes invisibilizada em uma prioridade internacional. Agora, é fundamental converter essa visibilidade em políticas públicas, proteção efetiva e oportunidades para que cada menina possa decidir sobre o próprio presente e construir livremente o seu futuro”, afirma a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Florbela Fernandes. A resolução reforça ainda a meta 3 do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, que prevê a eliminação do casamento infantil, precoce e forçado até 2030. Liderança de Serra LeoaLiderada por Serra Leoa, a proposta foi apresentada à Assembleia Geral pela primeira-dama do país e presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, Fatima Maada Bio, cuja atuação contra o casamento infantil está relacionada a sua própria trajetória: aos 13 anos, ela tinha sido prometida em casamento a um homem com mais de 30 anos, mas conseguiu escapar da união. Desde 2018, ela está à frente de uma mobilização nacional em defesa das meninas. Em 2024, Serra Leoa adotou uma legislação que proíbe o casamento e a união envolvendo pessoas com menos de 18 anos: quem se casa com uma criança ou adolescente, facilita ou incentiva a união pode ser condenado a pelo menos 15 anos de prisão e ao pagamento de multa. Quem celebra a cerimônia também pode ser condenado, com pena de mais de 10 anos de prisão.Ao apresentar a iniciativa, a primeira-dama ressaltou que a criação do Dia Internacional deve funcionar como um catalisador para ações concretas, maior investimento e responsabilização. Também destacou que a legislação é essencial, mas precisa ser acompanhada por instituições fortes, educação, participação comunitária, oportunidades econômicas e compromisso político. Casamento infantil no BrasilEm agosto deste ano, o Fundo de População da ONU lançou a campanha “Casamento é coisa de adulto” para ampliar o conhecimento da população sobre o casamento infantil no Brasil. A campanha parte de uma realidade ainda pouco conhecida pelos brasileiros: o Brasil é o país da América Latina com o maior número absoluto de uniões envolvendo pessoas com menos de 18 anos e ocupa a sexta posição no mundo. Estimativas disponíveis indicam que uma em cada quatro brasileiras entre 20 e 24 anos entrou em uma união conjugal antes da idade adulta.Mesmo assim, o casamento infantil permanece invisível no país. Ao contrário de outros contextos, no Brasil, essas uniões acontecem majoritariamente de maneira informal, muitas vezes entendidas apenas como “morar junto”, e podem ser naturalizadas pelas próprias famílias, comunidades e pela sociedade. Segundo o Censo de 2022 do IBGE, 87% das uniões envolvendo crianças de 10 a 14 anos são informais.“Quando falamos em casamento infantil, muitas pessoas imaginam uma cerimônia formal ou uma situação explicitamente forçada. No Brasil, o casamento infantil acontece, na maioria das vezes, de forma menos perceptível, em relações informais. Para muitas meninas, essas uniões significam interrupção dos estudos, gravidez precoce, dependência econômica e maior exposição à violência”, explica a representante do Fundo de População da ONU no Brasil, Florbela Fernandes. MATERIAL DA CAMPANHA DISPONÍVEL PARA JORNALISTAS: https://bit.ly/4g89rcKContato para a imprensa:Gabriel Luiz, UNFPA Brasil: gaaraujo@unfpa.org
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09 setembro 2026
ONU Brasil lança página em português sobre a Assembleia Geral de 2026
A 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas reunirá, mais uma vez, na sede da ONU em Nova Iorque, líderes mundiais para fortalecer a cooperação global e impulsionar os esforços em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.A Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA, na sigla em inglês) é o principal espaço de debate e cooperação multilateral. Anualmente, os 193 Estados-membros se reúnem para discutir uma ampla gama de questões internacionais previstas na Carta das Nações Unidas e buscar respostas coletivas para desafios globais.Entre suas atribuições, estão decisões importantes para o funcionamento da própria Organização, como a aprovação do orçamento da ONU, a eleição dos membros não permanentes do Conselho de Segurança e a nomeação do secretário-geral, com base em recomendação do Conselho de Segurança. O Debate Geral acontecerá entre 22 e 28 de setembro. Durante esse período, chefes de Estado e de governo dos Estados-membros farão declarações nas quais apresentarão suas posições e prioridades diante de desafios globais complexos e interligados.O tema geral deste ano será “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.Além do Debate Geral, a programação de eventos especiais e da Semana de Alto Nível, de 22 a 29 de setembro, incluirá:Momento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).Evento de Alto Nível sobre Ação Climática e Transição Justa.Reunião de Alto Nível para comemorar o 40º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento.Reunião Plenária de Alto Nível sobre a Elevação do Nível do Mar. Reunião de Alto Nível sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias.Reunião de Alto Nível para marcar o 25º aniversário da adoção da Declaração e do Programa de Ação de Durban. Reunião Plenária de Alto Nível para comemorar e promover o Dia Internacional pela Eliminação Total das Armas Nucleares. “Todos os Estados-membros têm a obrigação de garantir que a força da lei prevaleça sobre a lei da força. Que os meios pacíficos são a única forma de resolver controvérsias. E que todos os Estados, grandes e pequenos, ajam em conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional — sempre [e] sem exceção.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, 8 de setembro de 2026Para saber mais, acesse a página especial da ONU Brasil sobre a Assembleia Geral de 2026.Fique de olho nas redes sociais da @nacoesunidas e @onubrasil para acompanhar as principais informações sobre a Assembleia Geral.Acompanhe a transmissão ao vivo das sessões e eventos especiais pela TV On-line da ONU.Confira também a cobertura completa da ONU News em português sobre a Assembleia Geral.
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05 setembro 2026
ONU abre inscrições para programa de bolsas de estudo sobre Oceano e Direito do Mar
A Divisão de Assuntos Oceânicos e Direito do Mar das Nações Unidas (DOALOS) abriu inscrições para a edição de 2027 do Programa de Bolsa de Estudos das Nações Unidas e da Fundação Nippon sobre Assuntos Oceânicos e Direito do Mar.Com duração de nove meses, o programa oferece aos participantes formação e experiência de pesquisa em assuntos oceânicos e Direito do Mar. As atividades serão realizadas presencialmente em duas etapas, em Nova Iorque e em uma instituição acadêmica parceria do programa. O programa é destinado a funcionários públicos e profissionais de países em desenvolvimento que atuam diretamente com questões relacionadas ao Direito do Mar e à preservação dos oceanos e dos ecossistemas costeiros e marinhos. As inscrições estão abertas até 13 de setembro de 2026. Os resultados da seleção serão publicados até meados de dezembro de 2026. A convocatória está disponível em inglês, francês e espanhol. As aulas serão conduzidas em inglês. Estrutura do programaO programa de estudos tem duração de nove meses e é composto por duas fases:Primeira fase: programa de treinamento de três meses na DOALOS, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, de 24 de março a 30 de junho de 2027.Segunda fase: estágio de pesquisa de seis meses em uma instituição acadêmica parceira do programa, selecionada de acordo com sua especialização na área de pesquisa da pessoa bolsista, de 1º de julho a 17 de dezembro de 2027.Requisitos de elegibilidadePara se candidatar, é necessário:Ter entre 25 e 45 anos;Possuir, no mínimo, diploma de graduação ou qualificação equivalente;Demonstrar capacidade para realizar pesquisas e estudos acadêmicos avançados;Ser cidadão de um país em desenvolvimento;Ser funcionário(a) público(a) de nível médio ou profissional de nível médio que atue diretamente na área de assuntos oceânicos e/ou Direito do Mar.Entre as áreas de atuação consideradas estão:Implementação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e de instrumentos relacionados;Implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, particularmente o ODS 14;Zonas marítimas e delimitação de fronteiras marítimas;Política oceânica nacional e regional;Gestão da zona costeira;Conservação e gestão sustentável dos recursos vivos marinhos;Transporte marítimo e navegação;Segurança marítima;Proteção e preservação do meio ambiente marinho; eCiências marinhas e áreas afins.As pessoas candidatas também devem ter domínio avançado do inglês, tanto falado quanto escrito. Todas as atividades da bolsa são conduzidas em inglês e exigem participação presencial.Materiais de treinamento em francês e espanhol estão disponíveis mediante solicitação, conforme a disponibilidade. O projeto de pesquisa poderá ser realizado em inglês ou francês, desde que a instituição anfitriã seja capaz de oferecer orientação no idioma escolhido. Antes de iniciar a inscrição on-lineAntes de preencher o Formulário de Inscrição on-line do Indico.UN, as pessoas interessadas devem preparar os seguintes documentos:Formulário de Inscrição UNNF OALOS 2027 – Histórico Pessoal e Proposta de Programa de Pesquisa/Estudo, que deve ser baixado, preenchido e assinado. O formulário deve ser preenchido eletronicamente e pode receber assinatura eletrônica ou manuscrita. Todos os campos devem ser respondidos de forma clara e completa, com atenção especial às seções 16, 17 e 18.Formulário de Indicação para a Bolsa de Estudos, preenchido, assinado e carimbado pela autoridade indicadora.Cópia de um passaporte nacional válido.Os documentos preenchidos devem ser enviados em formato Microsoft Word ou PDF. Os três documentos devem ser submetidos pela plataforma Indico.UN.Guia do usuário: plataforma Indico.UNPara obter orientações sobre como criar uma conta, preencher a inscrição, enviar documentos e concluir o processo pela Indico.UN, consulte o Guia do Participante da Indico.UN.Após acessar a plataforma Indico.UN, selecione a guia “Inscrição” no menu à esquerda ou role até o final da página e clique em “Inscreva-se agora” para iniciar sua inscrição.Para saber mais, acesse a página em inglês da Divisão de Assuntos Oceânicos e Direito do Mar das Nações Unidas (DOALOS) e siga @undoalos nas redes.
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04 setembro 2026
ONU-Habitat lança curso sobre Assistência Técnica para Habitação Social em 10 cidades paulistas
Estão abertas as inscrições para o curso ATHIS em foco: transformações em territórios e vivências. Voltada a profissionais e estudantes de Arquitetura e Urbanismo, da gestão pública e de organizações da sociedade civil, a formação busca ampliar conhecimentos teóricos e práticos sobre projetos de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS), buscando um diálogo com as comunidades e a compreensão das especificidades de cada território.
As inscrições podem ser realizadas neste link: https://tr.ee/vIw5pU.O curso é uma iniciativa do projeto ATHIS em Rede: fortalecendo a moradia digna no Sul Global, parceria entre o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), o ONU-Habitat e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). O curso será realizado presencialmente de 14 de setembro até novembro, simultaneamente em 10 cidades do estado de São Paulo: Bauru, Campinas, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. As datas de encerramento variam de acordo com o município. Cada cidade terá entre 40 e 100 vagas disponíveis.Ao final da formação, espera-se que os participantes sejam capazes de: interpretar criticamente os territórios; analisar e propor soluções interdisciplinares para as condições habitacionais; planejar e gerenciar os aspectos técnicos, financeiros, estéticos, funcionais, ambientais e de sustentabilidade das intervenções nesses territórios; além de aprofundar seus conhecimentos teóricos e práticos sobre ATHIS.A formação está organizada em três etapas sequenciais, que combinam momentos de aprendizagem específicos para cada público e atividades de integração entre os participantes.Etapa 1 – Formação comum: reúne duas disciplinas e três palestras destinadas a nivelar e ampliar os conhecimentos dos participantes sobre ATHIS.Etapa 2 – Trilhas de aprendizagem: reúne seis disciplinas, três palestras com atores locais e três fóruns de discussão, todos de caráter eletivo. As atividades estão organizadas em três trilhas, definidas para cada tipo de público. Cada estudante poderá seguir uma trilha de forma vertical ou escolher livremente as atividades de acordo com seus interesses e necessidades.Etapa 3 – Integração e consolidação: reúne participantes dos três públicos em atividades de trabalho em equipe e seminários de consolidação dos conteúdos. A etapa prioriza abordagens práticas e aplicadas, com estudos de caso locais, oficinas, experiências reais e elaboração de instrumentos que possam ser utilizados após o curso. Poderá também ser complementada por visitas de campo.A avaliação será realizada por meio de questionários aplicados no início e ao final da capacitação. Para aprovação, será exigida frequência mínima de 75% nas atividades propostas. Diagnóstico e desafios locaisA estrutura do curso foi desenvolvida a partir dos resultados de um diagnóstico realizado no primeiro semestre, que envolveu visitas a 20 cidades do estado de São Paulo. O trabalho buscou identificar capacidades, experiências, demandas e desafios relacionados à ATHIS junto a prefeituras, profissionais de Arquitetura e Urbanismo e organizações da sociedade civil. “Procuramos entender o que já existia em cada região e estava funcionando, além de identificar lacunas de conhecimento, dificuldades e desafios”, explica o coordenador do projeto ATHIS em Rede pelo ONU-Habitat, Nilcio Regueira Dias.Além da coleta de informações em campo, o diagnóstico incluiu a pesquisa e análise de dados existentes sobre déficit e necessidades habitacionais, bem como o mapeamento de práticas, especialistas e experiências de ATHIS.“Tudo isso permitiu elaborar uma estrutura pedagógica adaptada às necessidades e às realidades de cada região. Também permitiu identificar e aproximar pessoas e instituições que já atuam com ATHIS, contribuindo para a formação de uma rede ativa de agentes”, ressalta Nilcio.Profissionais, poder público e sociedade civilA definição dos três públicos-alvo do curso parte da compreensão de que o fortalecimento da ATHIS depende da articulação entre profissionais, poder público e sociedade civil organizada.Os profissionais e estudantes de Arquitetura e Urbanismo constituem um público estratégico por sua formação e capacidade de atuação direta nos territórios. “É fundamental aprimorar as capacidades desses profissionais e fortalecer a ATHIS como campo de atuação. Trata-se de um passo importante para consolidar essa política, o que é uma prioridade para o Conselho”, afirma a presidente do CAU/SP, Camila Moreno de Camargo.Segundo ela, a atuação nessa área ainda enfrenta desafios, como a falta de oportunidades nas instituições, a baixa valorização da assistência técnica em comparação com o mercado imobiliário e a ausência de mecanismos estruturados de contratação pública.Nesse sentido, gestores públicos e organizações da sociedade civil também são públicos estratégicos. “A proposta é ampliar as capacidades institucionais, favorecer a incorporação da assistência técnica às agendas e aos orçamentos municipais e contribuir para a continuidade e a ampliação das ações como política pública permanente”, completa.ATHIS em RedeCriado em 2026, o projeto ATHIS em Rede: fortalecendo a moradia digna no Sul Global tem como objetivo preparar pessoas e instituições para fortalecer a Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social no Sul Global, formando uma rede de profissionais e instituições atuantes no campo e contribuindo para ampliar o acesso da população à ATHIS. No Brasil, o direito à assistência técnica gratuita para projetos e construção de habitação de interesse social para famílias de baixa renda é previsto pela Lei Federal nº 11.888/2008.Saiba mais em: redus.org.br/athis-em-redeContato para imprensa:
projeto ATHIS em Rede: Ana Maria Barbour: ana.alvesbarbour@un.org
ONU-Habitat Brasil: Aléxia Saraiva - alexia.saraiva@un.org
CAU/SP: Antonio Biondi - antonio.biondi@causp.gov.br
ABC/MRE: Janaina Plessmann - janaina.plessmann@abc.gov.br
As inscrições podem ser realizadas neste link: https://tr.ee/vIw5pU.O curso é uma iniciativa do projeto ATHIS em Rede: fortalecendo a moradia digna no Sul Global, parceria entre o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), o ONU-Habitat e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). O curso será realizado presencialmente de 14 de setembro até novembro, simultaneamente em 10 cidades do estado de São Paulo: Bauru, Campinas, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. As datas de encerramento variam de acordo com o município. Cada cidade terá entre 40 e 100 vagas disponíveis.Ao final da formação, espera-se que os participantes sejam capazes de: interpretar criticamente os territórios; analisar e propor soluções interdisciplinares para as condições habitacionais; planejar e gerenciar os aspectos técnicos, financeiros, estéticos, funcionais, ambientais e de sustentabilidade das intervenções nesses territórios; além de aprofundar seus conhecimentos teóricos e práticos sobre ATHIS.A formação está organizada em três etapas sequenciais, que combinam momentos de aprendizagem específicos para cada público e atividades de integração entre os participantes.Etapa 1 – Formação comum: reúne duas disciplinas e três palestras destinadas a nivelar e ampliar os conhecimentos dos participantes sobre ATHIS.Etapa 2 – Trilhas de aprendizagem: reúne seis disciplinas, três palestras com atores locais e três fóruns de discussão, todos de caráter eletivo. As atividades estão organizadas em três trilhas, definidas para cada tipo de público. Cada estudante poderá seguir uma trilha de forma vertical ou escolher livremente as atividades de acordo com seus interesses e necessidades.Etapa 3 – Integração e consolidação: reúne participantes dos três públicos em atividades de trabalho em equipe e seminários de consolidação dos conteúdos. A etapa prioriza abordagens práticas e aplicadas, com estudos de caso locais, oficinas, experiências reais e elaboração de instrumentos que possam ser utilizados após o curso. Poderá também ser complementada por visitas de campo.A avaliação será realizada por meio de questionários aplicados no início e ao final da capacitação. Para aprovação, será exigida frequência mínima de 75% nas atividades propostas. Diagnóstico e desafios locaisA estrutura do curso foi desenvolvida a partir dos resultados de um diagnóstico realizado no primeiro semestre, que envolveu visitas a 20 cidades do estado de São Paulo. O trabalho buscou identificar capacidades, experiências, demandas e desafios relacionados à ATHIS junto a prefeituras, profissionais de Arquitetura e Urbanismo e organizações da sociedade civil. “Procuramos entender o que já existia em cada região e estava funcionando, além de identificar lacunas de conhecimento, dificuldades e desafios”, explica o coordenador do projeto ATHIS em Rede pelo ONU-Habitat, Nilcio Regueira Dias.Além da coleta de informações em campo, o diagnóstico incluiu a pesquisa e análise de dados existentes sobre déficit e necessidades habitacionais, bem como o mapeamento de práticas, especialistas e experiências de ATHIS.“Tudo isso permitiu elaborar uma estrutura pedagógica adaptada às necessidades e às realidades de cada região. Também permitiu identificar e aproximar pessoas e instituições que já atuam com ATHIS, contribuindo para a formação de uma rede ativa de agentes”, ressalta Nilcio.Profissionais, poder público e sociedade civilA definição dos três públicos-alvo do curso parte da compreensão de que o fortalecimento da ATHIS depende da articulação entre profissionais, poder público e sociedade civil organizada.Os profissionais e estudantes de Arquitetura e Urbanismo constituem um público estratégico por sua formação e capacidade de atuação direta nos territórios. “É fundamental aprimorar as capacidades desses profissionais e fortalecer a ATHIS como campo de atuação. Trata-se de um passo importante para consolidar essa política, o que é uma prioridade para o Conselho”, afirma a presidente do CAU/SP, Camila Moreno de Camargo.Segundo ela, a atuação nessa área ainda enfrenta desafios, como a falta de oportunidades nas instituições, a baixa valorização da assistência técnica em comparação com o mercado imobiliário e a ausência de mecanismos estruturados de contratação pública.Nesse sentido, gestores públicos e organizações da sociedade civil também são públicos estratégicos. “A proposta é ampliar as capacidades institucionais, favorecer a incorporação da assistência técnica às agendas e aos orçamentos municipais e contribuir para a continuidade e a ampliação das ações como política pública permanente”, completa.ATHIS em RedeCriado em 2026, o projeto ATHIS em Rede: fortalecendo a moradia digna no Sul Global tem como objetivo preparar pessoas e instituições para fortalecer a Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social no Sul Global, formando uma rede de profissionais e instituições atuantes no campo e contribuindo para ampliar o acesso da população à ATHIS. No Brasil, o direito à assistência técnica gratuita para projetos e construção de habitação de interesse social para famílias de baixa renda é previsto pela Lei Federal nº 11.888/2008.Saiba mais em: redus.org.br/athis-em-redeContato para imprensa:
projeto ATHIS em Rede: Ana Maria Barbour: ana.alvesbarbour@un.org
ONU-Habitat Brasil: Aléxia Saraiva - alexia.saraiva@un.org
CAU/SP: Antonio Biondi - antonio.biondi@causp.gov.br
ABC/MRE: Janaina Plessmann - janaina.plessmann@abc.gov.br
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