Últimas
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
Discurso
03 setembro 2026
Paz e Tolerância nas Eleições 2026
Bom dia a todas e todos e muito obrigado pelo convite. Muito me engrandece representar o Sistema das Nações Unidas no Brasil neste evento. Em nome de nosso secretário-geral, cumprimento:Senhor Ministro Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal;Senhor Ministro Nunes Marques, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral;Senhor Ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral;Alexandre Espinosa, da Procuradoria-Geral Eleitoral;Sidney Neves, do Conselho Federal da OAB;Autoridades presentes;Representantes das instituições religiosas, da sociedade civil e das organizações parceiras. Senhoras e senhores,É uma honra para as Nações Unidas participar deste momento em que instituições tão diversas se reúnem para firmar um compromisso com a paz, com o diálogo e com a democracia.Estive recentemente em outros eventos promovidos pelo Tribunal Superior Eleitoral em preparação para as eleições e fiquei muito impressionado com o preparo, a seriedade e a inovação do sistema eleitoral do país. Gostaria de deixar registrado um reconhecimento ao papel fundamental desta Corte na construção e na proteção da democracia brasileira.O Brasil possui uma das maiores democracias eleitorais do mundo. Ao longo de décadas, o país construiu instituições eleitorais sólidas, um sistema de votação reconhecido internacionalmente e uma capacidade extraordinária de organizar eleições de grande escala, de forma segura, transparente e eficiente.As eleições brasileiras são, portanto, motivo de orgulho não apenas para o Brasil, mas também para todos aqueles que, no mundo, trabalham pela democracia e pelo Estado de Direito.E é justamente porque a democracia brasileira é forte que iniciativas como esta são tão importantes.A democracia não se restringe ao ato de votar. Democracia é também conviver, ouvir, respeitar. É aceitar a diversidade de opiniões e construir caminhos a partir da divergência. Para isso, precisamos reconhecer no outro — inclusive naquele que pensa diferente de nós — um cidadão ou uma cidadã com os mesmos direitos.É nesse espírito que a iniciativa “Paz e Tolerância nas Eleições” ganha um significado especial. A democracia precisa de instituições fortes, mas também precisa de uma cultura democrática. E essa cultura é construída todos os dias — nas escolas, nas famílias, nas comunidades, nas redes sociais, nas igrejas e organizações religiosas, nos espaços públicos e nas relações entre cidadãos.Por isso, o pacto que hoje será celebrado tem um valor que vai muito além do período eleitoral. Ele reafirma que divergência não precisa significar hostilidade e que convicções diferentes podem e devem coexistir, sem animosidade ou violência. É daí que sai a riqueza do debate político, que deve, sempre, ser um espaço para que possamos desenhar coletivamente o nosso futuro comum.A visão das Nações Unidas sobre democracia parte exatamente dessa premissa.Para a ONU, a democracia é um princípio universal, indivisível e interdependente dos direitos humanos, do desenvolvimento e da paz. A democracia pertence aos povos, e seu fundamento está na vontade livremente expressa das pessoas. Como estabelece o artigo 21 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: a vontade do povo deve ser a base da autoridade do governo, expressa por meio de eleições legítimas e periódicas.Mas, para que essa vontade possa ser verdadeiramente manifestada, é preciso garantir as condições que tornam a democracia possível. Cito aqui algumas: liberdade de expressão; liberdade de reunião e associação; participação; igualdade; acesso à informação.E para alcançarmos tudo isso, precisamos de instituições com condições e coragem de proteger os direitos de todas as pessoas, especialmente daquelas que historicamente enfrentam maiores barreiras para participar plenamente da vida pública.Por isso, a democracia e os direitos humanos caminham juntos.Da mesma forma, democracia e paz também caminham juntas. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável traduz essa conexão de maneira muito clara no ODS 16, que nos convoca a promover sociedades pacíficas, garantir acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.Eleições são, por definição, momentos em que precisamos administrar a diferença. É natural — e até saudável — que existam projetos políticos distintos, visões diferentes sobre o futuro do país e debates intensos sobre as escolhas que precisam ser feitas.O desafio democrático é garantir que essas diferenças possam ser expressas, debatidas e decididas de maneira pacífica e harmoniosa, afinal, ninguém possui o monopólio da verdade e ninguém deve ser privado do direito de participar porque pensa diferente.O secretário-geral das Nações Unidas tem enfatizado essa dimensão da democracia. Como ele afirmou:“A democracia é movida pela vontade do povo — pelas suas vozes, pelas suas escolhas e pela sua participação. Prospera quando os direitos humanos e as liberdades fundamentais de todas as pessoas são respeitados — especialmente das mais vulneráveis.”E essa mensagem é particularmente importante no momento que vivemos.Ainda nas palavras do secretário-geral: “Num momento em que a democracia e o Estado de Direito estão sob ataque através da desinformação, da divisão e da redução do espaço cívico, estes esforços são mais vitais do que nunca.”Hoje, uma das grandes ameaças à convivência democrática não está apenas nos conflitos que acontecem no mundo físico. Ela também se manifesta no ambiente digital.A desinformação pode corroer a confiança nas instituições, a manipulação pode aprofundar divisões, e o discurso de ódio pode transformar adversários políticos em inimigos. Sabemos ainda que a violência verbal pode, em determinadas circunstâncias, abrir espaço para a violência física.Por isso, defender eleições pacíficas é também defender um ambiente público em que as pessoas possam receber informação confiável, formar suas próprias opiniões e participar do debate sem medo, intimidação ou violência.É uma responsabilidade que cabe às instituições, mas que também exige a participação de toda a sociedade. E é exatamente por isso que a presença das instituições religiosas e das organizações da sociedade civil nesta iniciativa é tão significativa.Essas instituições têm uma presença profunda e capilarizada nas comunidades brasileiras. Elas estão próximas das pessoas, conhecem suas realidades e podem desempenhar um papel fundamental na promoção do diálogo, da solidariedade e da não violência.É também nesse espírito que as Nações Unidas trabalham no Brasil. Nosso papel não é escolher candidatos, partidos ou projetos políticos. Nosso papel é apoiar os princípios que permitem que os cidadãos façam suas próprias escolhas livremente, promover os direitos humanos, fortalecer a participação, e combater a discriminação, sempre respeitando plenamente a soberania nacional. Senhoras e senhores,Às vésperas de mais um processo eleitoral, talvez a mensagem mais importante que possamos transmitir seja simples: a democracia não exige que concordemos uns com os outros; ela exige que sejamos capazes de conviver uns com os outros.Que possamos fazer deste período eleitoral uma celebração da participação cidadã e do diálogo, para lembrarmos que, acima de nossas diferenças políticas, existe algo que compartilhamos: o compromisso com uma sociedade em que todas as pessoas tenham o direito de participar e de ajudar a decidir o futuro do seu país.As Nações Unidas estão honradas em estar ao lado do Tribunal Superior Eleitoral e de todas as instituições aqui presentes nesta jornada.Muito obrigado.Para saber mais, visite a página especial da ONU Brasil sobre democracia.
1 of 5
História
07 agosto 2026
“A luta indígena é a luta de todos”
Aos 53 anos, Alida se reconhece, com firmeza, como uma liderança indígena Warao.“Hoje sou uma líder de verdade. E não é porque sou boa, mas porque faço acontecer. Líder é a pessoa que trabalha, que está a frente da batalha”, explica. Mas a história de Alida prova que ela é uma liderança há muito tempo. A filha de cacique é mãe de três filhos e formada em pedagogia. Atualmente, ocupa a posição de vice-presidente do Conselho Indígena Najakara Mooru (Cinamo) organização representativa do povo indígena com sede na comunidade Warao a Janoko no município de Cantá, Roraima. Antes disso, já liderava grupos de mulheres indígenas nos abrigos onde viveu em Pacaraima e Boa Vista. “Me sinto muito contente de estar à frente de uma associação civil de comunidades indígenas onde se encontram dois povos diferentes da Venezuela, Kari’ñas e Warao, cada um com seus costumes. O objetivo da associação é zelar pela segurança da comunidade em todos os espaços: na educação, moradia, saúde”, relata.Em 2019, mesmo ano em que Alida ingressou no Brasil, dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) mostravam que mais de 2,5 mil indígenas vieram da Venezuela em busca de proteção. Hoje em dia já são mais de 13.960 mil pessoas indígenas venezuelanas no país, de acordo com dados de março de 2026 extraídos do proGres, sistema do ACNUR voltado ao registro e à gestão de casos. Na comunidade Warao a Janoko estão cerca de 150 pessoas de 28 famílias. Localizada a 35 quilômetros de Boa Vista (RR), conta com uma casa cultural, energia elétrica e banheiros. O ACNUR tem apoiado a comunidade por meio de um projeto de autoconstrução de casas. A comunidade se estabeleceu por esforço próprio na região e está, atualmente, trabalhando junto com a Prefeitura do Cantá, governo do estado de Roraima e o ACNUR para fazer parte da rota de turismo da região. “A esperança é o movimento que impulsiona a vida. Meu sonho é ter uma comunidade organizada, com boas casas e com todos os serviços necessários. Que cada pessoa dê sua contribuição e impulsione o empreendimento voltado para o turismo, e que também o governo perceba isso. Nós, povos indígenas, somos trabalhadores e continuaremos sendo. Somos verdadeiros guerreiros neste país”, afirma Alida. Segundo a líder, a comunidade está organizada em grupos que compartilham seus saberes ancestrais: cultura, contação de histórias, dança e interculturalidade por meio das línguas. A comunidade fala Warao, Kari’ña e espanhol, além de conhecimentos básicos de português.Na luta por reconhecimento, direitos e inclusão em políticas públicasEm abril de 2026, Alida e outras lideranças Taurepang, Warao e Kari’ña representaram suas etnias e comunidades na maior mobilização dos povos indígenas do país, o Acampamento Terra Livre, em Brasília. Em articulação conjunta, o ACNUR e a Agência da ONU para Migrações (OIM) apoiaram a comitiva composta por 16 pessoas indígenas refugiadas e migrantes que se deslocaram dos municípios de Pacaraima e Cantá (RR), Manaus (AM), Belém e Ananindeua (PA) para a capital federal. Durante uma semana, as lideranças tiveram a oportunidade de participar de agendas e discussões políticas sobre seus direitos e se uniram às marchas com sete mil indígenas de todas as regiões brasileiras. “Estou muito feliz por participar do ATL pela segunda vez. Nesse espaço, tive a oportunidade de participar de reuniões muito importantes com povos indígenas, representantes de direitos humanos e advogados. A questão da educação dos povos indígenas é uma das nossas bandeiras, e queremos continuar essa luta para o futuro”, explica.Alida e outras mulheres indígenas Warao e Kari’ña participaram também do encontro Diálogos Fundo Brasil ONU: Rede Brasileira dos Povos Originários das Reservas da Biosfera e Sociobiodiversidade, organizado pela Unesco, com foco na valorização cultural e linguística a partir da produção de materiais educativos em dialetos indígenas. Para Alida, participar em debates e espaços como estes são oportunidades de reconhecimento e inclusão da população indígena venezuelana nas políticas públicas brasileiras por todas as esferas de governo. “A luta indígena é a luta de todos. Espero que os indígenas venezuelanos sejam incluídos, e que não nos vejam como indígenas de outro país ou indígenas estrangeiros, mas sim como povos indígenas da América Latina que convivem com a mesma realidade e enfrentam os mesmos desafios.”A participação de Alida e dos demais indígenas venezuelanos no Acampamento Terra Livre contou com apoio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia - uma iniciativa das Nações Unidas no Brasil, Consórcio Amazônia Legal, Governo do Brasil e financiamento do Governo do Canadá. A participação de Alida e dos demais indígenas venezuelanos no Acampamento Terra Livre contou com apoio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia - uma iniciativa das Nações Unidas no Brasil, Consórcio Amazônia Legal, Governo do Brasil e financiamento do Governo do Canadá.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse a página do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.
1 of 5
História
17 agosto 2026
“O diagnóstico não define a criança”
A Jade (Jogos de Aprendizagem para Desenvolvimento Educacional), iniciativa de aprendizagem baseada em jogos digitais para crianças neurodivergentes, foi reconhecida pelo Prêmio Global da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) de 2026. Fundada em 2018, no Espírito Santo, a iniciativa utiliza tecnologia e acompanhamento individualizado para apoiar o desenvolvimento cognitivo e a inclusão pedagógica de crianças e adolescentes neurodivergentes.Tecnologia e inclusão: acompanhamento individualizadoA ideia surgiu quando Ronaldo Cohin, ao acompanhar o crescimento do filho, percebeu a escassez de especialistas e o alto custo do atendimento voltado a crianças neurodivergentes. Em 2018, fundou a Jade App, com a proposta de utilizar jogos digitais para compreender melhor as necessidades de cada criança e apoiar seu desenvolvimento.“Nosso intuito é usar as decisões da criança durante os jogos para entendermos as funções executivas e onde estão causando um atraso na educação. A partir dessa verificação, geramos uma série de atividades especificamente para aquela criança”, contou Ronaldo Cohin em entrevista ao Centro de Informações das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).O aplicativo utiliza uma metodologia de ensino voltada ao desenvolvimento cognitivo de pessoas neurodivergentes, por meio de associações entre palavras, objetivos e figuras. Durante as atividades, a ferramenta coleta dados sobre o que a criança faz, por quanto tempo e de que maneira realiza cada tarefa. Essas informações permitem mensurar aspectos relacionados às funções executivas e identificar possíveis fatores associados a dificuldades no desenvolvimento escolar. A proposta não substitui o diagnóstico nem o acompanhamento de profissionais especializados. Em vez disso, busca oferecer informações que contribuam para uma compreensão mais individualizada das necessidades de cada aluno e orientar atividades voltadas ao desenvolvimento de suas habilidades cognitivas.“O olhar individualizado precisa existir. O diagnóstico não define a criança”, afirma Ronaldo.A partir desses recursos, a Jade ND busca aproximar famílias, educadores e crianças de uma compreensão mais ampla e individualizada das dificuldades de aprendizagem. “Muitas vezes as famílias não têm suporte mínimo”, afirma Ricardo. As soluções desenvolvidas pela iniciativa apoiam crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, discalculia, deficiência intelectual, síndrome de Down e dislexia. Também podem ser utilizadas por crianças e adolescentes que precisam desenvolver habilidades como atenção, flexibilidade mental, memória auditiva, controle de impulsos, raciocínio lógico, reconhecimento emocional e velocidade de processamento.Além da Jade App, a iniciativa reúne atualmente outras soluções, como a Jade Edu, Jade Academy e Jade Astea. Juntas, elas ampliam a atuação da empresa na inclusão pedagógica e na avaliação cognitiva, conectando diferentes espaços de aprendizagem– da sala de aula ao ambiente familiar. Atualmente, a Jade apoia mais de 220 mil crianças em mais de 179 países.“Colher os frutos que a tecnologia nos dá, respeitando as recomendações médicas, da ciência e da proteção de dados, é um ganho muito grande”, disse Ronaldo ao UNIC Rio. Sobre o Prêmio Global da OMPIO Prêmio Global da OMPI reconhece, anualmente, pequenas e médias empresas (PMEs) e startups que demonstram excelência no uso da propriedade intelectual para levar produtos ao mercado, melhorar vidas e gerar empregos.“As PMEs constituem a maioria das empresas em todos os países, impulsionando o crescimento, gerando empregos e, muitas vezes, promovendo as inovações mais disruptivas. No entanto, a maioria ainda não tem consciência do poder da propriedade intelectual como ferramenta de negócios”, disse o diretor-geral da OMPI, Daren Tang. A iniciativa da OMPI busca contribuir para um mundo em que os direitos de propriedade intelectual apoiem a inovação e a criatividade em qualquer lugar, para o benefício de todas as pessoas. Os prêmios são definidos por um júri independente e reconhecem empresas de menor porte que contribuem para o progresso e para a melhoria da vida das pessoas.Em 2026, um júri internacional selecionou onze vencedores entre 1.300 inscrições de 126 países. A avaliação considera planos de negócios, estratégias e cultura interna de propriedade intelectual, além da contribuição das iniciativas para o enfrentamento de desafios sociais.O diretor-geral da OMPI, Daren Tang, entregou, em julho, os prêmios aos representantes dos vencedores em uma cerimônia realizada durante a Assembleia Geral dos Estados-membros da OMPI, em Genebra, na Suíça. As iniciativas vencedoras também recebem um programa de mentoria personalizado para ajudá-las a utilizar a propriedade intelectual em prol do crescimento da empresa, além de apoio para facilitar o acesso a financiamento e oportunidades de negócios. Para saber mais, siga @wipo nas redes e acesse a página da OMPI para o Brasil: https://www.wipo.int/pt/web/office-brazil
1 of 5
História
10 julho 2026
“No Brasil há paz e posso trabalhar para seguir em frente na vida”
Enquanto aguarda o embarque, Kenny Rebolledo observa uma rotina que conhece bem. Durante mais de um ano, acompanhou pessoas surdas em cada etapa da interiorização. Agora, pela primeira vez, é ele quem segue nesse percurso, rumo a uma nova cidade onde pretende trabalhar, reconstruir sua vida e apoiar a família. Kenny Rebolledo, 38 anos, pessoa surda, nasceu em Ocumare del Tuy, no estado de Miranda, na Venezuela. Ainda adolescente, aos 15 anos, começou a aprender a língua de sinais com o apoio do primo, também surdo. Dois anos depois, já dominava a comunicação e participava ativamente da comunidade surda, incluindo atividades esportivas. Em fevereiro de 2024, tomou a decisão de sair da Venezuela. Atravessou a fronteira e chegou ao Brasil poucos dias depois.“No Brasil há paz e posso trabalhar para seguir em frente na vida.” Como pessoa surda, o recomeço exigiu adaptação a uma nova língua de sinais e a um novo idioma. Usuário da Língua de Sinais Venezuelana (LSV), em apenas três meses, aprendeu também a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A partir disso, passou a se conectar com a comunidade surda local, frequentar espaços coletivos e reconstruir, com autonomia, sua rede no Brasil. No dia a dia, também utiliza recursos como a leitura labial para se comunicar em outros contextos. Foi nesse processo de adaptação e aproximação com a comunidade local que Kenny passou a atuar com a Agência da ONU para as Migrações (OIM). Apoiando pessoas surdas na Estratégia de Interiorização, participou do programa da Operação Acolhida que leva voluntariamente pessoas venezuelanas de Boa Vista para integração em outras cidades do Brasil. Na agência, durante mais de um ano, trabalhou como intérprete, auxiliando em entrevistas, orientações e no acesso à comunicação para outras pessoas surdas, utilizando a Língua de Sinais Venezuelana e Libras. Ao longo desse período, passou a conhecer de perto cada etapa do processo de interiorização, o mesmo que agora se prepara para vivenciar. “Muitas pessoas não sabem português nem Libras, então eu ajudava”, conta. Mais do que um trabalho, foi uma experiência de troca, de escuta, de reconhecimento e de identificação com histórias que, muitas vezes, se pareciam com a sua. Atendido pelos colegas com quem costumava trabalhar, ele se despede de Roraima para iniciar seu processo de interiorização. O destino é Tijucas, estado de Santa Catarina, no sul do país, onde pretende começar uma nova etapa de vida. “Quero ajudar minha mãe, meu primo surdo… e seguir em frente”, diz. Ele conta que se sente ansioso, mas também confiante. Depois de mais de um ano vivendo em Roraima, acredita que aprendeu muito. Em seu novo caminho, quer trabalhar, se estabelecer e criar condições para apoiar sua família. Entre seus planos estão conseguir um emprego, ter sua própria casa para receber a família e construir novas relações. “Quero que seja um futuro com responsabilidade, esforço e esperança.” Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e visite a página da OIM Brasil.
1 of 5
Vídeos
17 agosto 2026
ONU News entrevista novo coordenador residente da ONU no Brasil
A prioridade do novo líder da ONU Brasil, Igor Garafulic, é construir pontes entre a sociedade e o setor público para garantir um futuro mais justo e verde. Liderando 3,5 mil profissionais nas 25 entidades das Nações Unidas que atuam no Brasil, o novo coordenador residente aposta na força das parcerias multissetoriais para acelerar o desenvolvimento sustentável. Com quase 30 anos de experiência na ONU, Igor Garafulic já serviu em países como Azerbaijão, Honduras, Guatemala, Paraguai e Peru. Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Garafulic foi governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores.Garafulic substitui a engenheira uruguaia Silvia Rucks, que liderou o trabalho da ONU no Brasil até o início deste ano e foi o ponto focal para a realização da COP30, a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, em Belém do Pará.Em entrevista exclusiva à ONU News, o novo líder do Sistema da ONU no Brasil destacou a atuação estratégica da organização no país, priorizando o desenvolvimento sustentável e a proteção da região amazônica. Para saber mais, leia a matéria completa da ONU News e siga @ONUNews e @ONUBrasil nas redes sociais!
1 of 5
História
14 setembro 2026
Cooperação Sul-Sul: como as soluções viajam
E se uma solução que funciona em um país também pudesse funcionar em outro? Essa é a premissa da Cooperação Sul-Sul. Em 12 de setembro, as Nações Unidas celebram o dia dedicado a essa forma de cooperação.“Em uma época de divisão e conflito, a Cooperação Sul-Sul pode ser um catalisador para reviver a solidariedade global e um forte lembrete de que, juntos, somos sempre mais fortes.” - António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, 12 de setembro de 2026Descubra nesta história como a Cooperação Sul-Sul se manifesta: soluções que viajaram a países transformando intercâmbio em práticas permanentes. Acesse a versão original na página do Escritório do Grupo de Desenvolvimento Sustentável da ONU (UNSDG). O que é Cooperação Sul-Sul?Cooperação Sul-Sul é a prática de países do Sul Global compartilharem entre si conhecimentos, capacidades e soluções comprovadas para enfrentar desafios comuns.Experiências e conhecimentos circulam entre países que enfrentam restrições semelhantes, têm condições climáticas comparáveis ou instituições com características parecidas – fatores que ajudam a explicar por que essas soluções podem ser adaptadas e aplicadas com sucesso em outros contextos. Como a Cooperação Sul-Sul funciona na prática? O Brasil oferece um bom exemplo.Em 2025, a ONU Brasil apoiou 12 iniciativas de Cooperação Sul-Sul e Triangular, envolvendo 25 países e US$ 7 milhões em recursos executados. Participaram 18 países africanos e seis países latino-americanos, enquanto Colômbia e Peru concentraram o maior número de iniciativas. Outras cinco iniciativas foram implementadas em âmbito regional na América Latina e no Cone Sul.Uma amostra da potência de Cooperação Sul-Sul que é o Brasil vem do Programa Mundial de Alimentos (WFP). No ano passado, o Centro de Excelência contra a Fome, escritório do WFP dedicado exclusivamente à Cooperação Sul-Sul, fortaleceu seu papel como referência global em alimentação escolar, segurança alimentar e cooperação técnica.O Centro apoiou a 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar, realizada no Ceará, reunindo autoridades governamentais de cerca de 80 países.Também ampliou a cooperação técnica do Brasil com países da África, Ásia e América Latina por meio de missões, visitas de estudo e ações de capacitação em nutrição e agricultura familiar. Além disso, tecnologias sociais para fortalecer programas de alimentação escolar foram implementadas em Benin, São Tomé e Príncipe e República do Congo.Diversas instituições do Estado brasileiro aportam conhecimentos e experiências para viabilizar esse tipo de ação, com apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A Cooperação Sul-Sul assumiu outros exemplos concretos ao redor do mundo em 2026: um especialista agrícola chinês trabalhando em uma plantação de arroz em Uganda ou um método de análise da qualidade da água desenvolvido em comunidades rurais da Índia sendo ensinado em uma aldeia Miskito, em Honduras.Uganda e China: técnicas agrícolasDurante anos, agricultores ugandenses produziram muito menos alimentos por área cultivada do que poderiam.Desde 2012, pelo menos 56 especialistas agrícolas chineses viajaram para Uganda para ajudar a mudar essa realidade, trabalhando lado a lado com agricultores ugandenses e especialistas locais.Eles compartilharam técnicas práticas para o cultivo de arroz, milheto, sorgo e pimenta, além de conhecimentos sobre criação de gado e piscicultura.Os resultados foram expressivos. Em uma região, a produção de arroz por hectare quadruplicou. Em outras, a produção de leite das vacas passou de 2 para 7 litros por dia.A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estruturou e coordenou a parceria, articulando a demanda de Uganda com a expertise chinesa, oferecendo apoio técnico e acompanhando a implementação das atividades.A fase final foi concluída em abril de 2026, tendo alcançado mais de 100 mil agricultores.Mas o aspecto mais significativo não está em um número relacionado à produção agrícola. Na última fase, Uganda cofinanciou a iniciativa, contribuindo com US$ 1,6 milhão, ao lado de US$ 3 milhões aportados pela China.Uganda não apenas recebeu uma solução. Investiu para mantê-la. Honduras e Índia: métodos de análise da qualidade da águaGracias a Dios, um departamento no leste de Honduras, é uma das regiões de mais difícil acesso da América Central. Não há estradas para chegar até lá: é preciso viajar de pequeno avião ou pelo rio.Para as comunidades Miskito que vivem na região, o acesso à água potável e ao saneamento seguro sempre foi um desafio. Muitos moradores não tinham banheiro e quase metade da população não tinha acesso a água potável segura.A Índia passou anos enfrentando problemas semelhantes em suas comunidades rurais: desenvolveu formas de baixo custo para tratar a água, métodos de análise que não dependem de laboratórios e capacitou moradores locais para monitorar a qualidade da água.Foram esses métodos que chegaram a La Mosquitia, levados pelo UNICEF e adaptados à realidade das comunidades Miskito.Profissionais de saúde foram capacitados em tratamento e análise da qualidade da água, materiais sobre higiene foram traduzidos para a língua Miskito e 185 voluntários locais agora visitam as famílias para ajudá-las a manter as novas práticas.A atuação das Nações Unidas envolve dois escritórios. O Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC) administra o financiamento, proveniente do Governo da Índia. O UNICEF Honduras coordena o trabalho em campo, em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação, o município e os conselhos indígenas locais.Até o início de 2026, 12.199 pessoas haviam sido alcançadas por ações de capacitação em higiene e água. IndonésiaA Indonésia também vem adotando uma abordagem mais explicitamente institucional para a Cooperação Sul-Sul e Triangular.Em 2025, a ONU Indonésia desenvolveu uma estratégia de Cooperação Sul-Sul e Triangular (CSST) para apoiar o Governo na elaboração de seu futuro Grande Plano de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e formalizar parcerias, especialmente com a Indonesia AID.Desde 2021, as Nações Unidas na Indonésia apoiaram 75 iniciativas de cooperação Sul-Sul e triangular, envolvendo 18 agências da ONU e utilizando a experiência de desenvolvimento da Indonésia e as redes globais das Nações Unidas para responder à crescente demanda pela expertise indonésia e posicionar o país como um parceiro regional e global mais forte na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.Como a ONU ajuda a fazer a Cooperação Sul-Sul acontecer?Por trás de muitos desses intercâmbios existe um esforço de coordenação que nem sempre é visível.Por meio das Equipes Nacionais e dos Escritórios de Coordenação Residente, as Nações Unidas ajudam os países a identificar conhecimentos e experiências relevantes, conectar-se aos parceiros certos e adaptar soluções comprovadas aos seus próprios contextos, tornando mais fácil que ideias que funcionam possam viajar de um país para outro.Para saber mais, siga @unsdg nas redes e acesse o portal do Escritório do Grupo de Desenvolvimento Sustentável da ONU (UNSDG).
1 of 5
História
09 setembro 2026
“Quero compartilhar meu conhecimento e mostrar a outras mulheres este ofício tão bonito”
Há sete anos, Glaiddys deixou a Venezuela em busca de novas oportunidades. Os caminhos no Brasil convergiram em Pacaraima, cidade fronteiriça entre o Brasil e o país vizinho, onde encontrou no trabalho a possibilidade de recomeçar. Natural de Ciudad Bolívar, no estado de Bolívar, Glaiddys começou a trabalhar como cabeleireira aos 18 anos. Após ter experiência em diferentes salões, realizou o sonho de abrir o próprio negócio na Venezuela. Porém, as dificuldades no país a levaram a deixar para trás o salão, a casa e a família para uma nova vida. Ao chegar a Pacaraima, em Roraima, ela contou com o apoio da irmã e do cunhado para dar os primeiros passos. Enquanto conhecia a cidade e construía uma nova rede de contatos, trabalhou em dois salões de beleza até perceber que era hora de voltar a empreender. O desejo de ter um espaço próprio voltava a ganhar forma. Hoje, aos 50 anos, atende clientes em um salão montado em sua própria casa. Entre o ambiente acolhedor e o cuidado com cada detalhe, reencontrou na profissão a felicidade que sempre a acompanhou. “Eu sou feliz. Quando estou trabalhando, sou feliz. Amo este trabalho e não o trocaria por outro.” Mais do que estabilidade, Glaiddys busca aperfeiçoamento constante. Desde que chegou ao Brasil, aprendeu um novo idioma, participou de cursos e segue investindo em sua formação.Em 2025, Glaiddys recebeu apoio da iniciativa “Empreendedores em Movimento”, promovida pela Agência da ONU para as Migrações (OIM). Com a doação de equipamentos e insumos, como cadeiras, lavatórios, gaveteiros e outros materiais de trabalho, foi possível ampliar a estrutura do negócio e aprimorar o atendimento. “Comecei a estudar para me preparar melhor, porque para mim isso não é apenas um trabalho. É uma forma de transformar, cuidar e ajudar outras pessoas. Quero compartilhar meu conhecimento e mostrar a outras mulheres este ofício tão bonito.” Hoje, o som do secador, as conversas que envolvem o espaço e a confiança das clientes seguem marcando a rotina de Glaiddys, que demonstra como os acessos a oportunidades para pessoas migrantes fortalecem a integração e autonomia. Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes!
1 of 5
História
31 agosto 2026
No campo, a educação também semeia futuros
Filhas de agricultores familiares, as irmãs Maria Eduarda, de 19 anos, e Maria Clara, de 17 cresceram no campo e compartilham o sonho de, por meio da educação, construir um futuro melhor para suas famílias e comunidade. A equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) conheceu mais de perto as irmãs durante uma visita ao município de Grajaú, no Maranhão. O encontro ocorreu durante a missão de revisão de meio termo do Projeto Amazônico de Gestão Sustentável (PAGES), financiado pelo FIDA com recursos do Governo da Alemanha, por meio do Programa de Adaptação para a Agricultura Familiar (ASAP+).Maria Eduarda é egressa da Escola Família Agrícola de Grajaú (EFAGMA) e atualmente é primeira secretária da associação da escola. Está cursando Licenciatura em Ciências Naturais - Química na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no campus de Grajaú, onde pretende ampliar seu conhecimento técnico para aplicar nos investimentos produtivos da sua comunidade. Maria Clara está no terceiro ano do ensino médio na mesma escola. A EFAGMA adota a metodologia da Pedagogia da Alternância, que combina períodos de quinze dias de internato, dedicados à formação da base curricular comum e à formação técnica agrícola, com quinze dias de permanência junto às famílias. Essa dinâmica aproxima teoria e prática e permite que os conhecimentos adquiridos na escola sejam aplicados à realidade do campo e contribuam para o aprimoramento das práticas agroecológicas nas comunidades.Mas a realidade nem sempre foi essa.Maria Eduarda compartilhou que, antes do PAGES, a escola funcionava em condições muito precárias. Nem sempre havia garantia das três refeições diárias e os estudantes muitas vezes dormiam em redes ou colchonetes no chão da própria sala de aula, por falta de uma estrutura adequada de alojamento.Hoje, a realidade começa a ser transformada.Por meio do PAGES, foram realizados investimentos na infraestrutura dos alojamentos, com instalação de ar-condicionado, aquisição de beliches, colchões e móveis. Também foram reativados tanques para a produção de peixes e introduzidas tecnologias e investimentos produtivos, como técnicas de revolvimento do solo e kits de irrigação. Para Maria Eduarda, uma das maiores alegrias é ver sua irmã, Maria Clara, vivenciando uma realidade diferente daquela que ela própria encontrou quando estudava na escola. Nas palavras de Maria Eduarda:“Levantar a bandeira da educação do campo é ter força, é necessário ter coragem para levantar essa bandeira e seguir unidos na representação da educação no campo, pois na EFA de Grajaú teoria se torna prática e prática educação.”São histórias como a de Maria Eduarda e Maria Clara que nos emocionam, nos inspiram e reforçam o propósito de seguir trabalhando para que o desenvolvimento sustentável também signifique mais oportunidades, dignidade e esperança para quem vive e produz no campo.Para saber mais, siga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X e YouTube e siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).Sobre o FIDAO Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.Contato para a imprensa: Justina Tellechea, FIDA no Brasil: j.tellechea@ifad.org
1 of 5
História
27 agosto 2026
“Migrar é um direito e como indígenas também podemos migrar”
“Meu país começou a sofrer uma crise muito forte e isso fez com que muitos indígenas saíssem de seus contextos deixando tudo, em muitos casos deixando comunidades vazias e eu também tive que migrar”.De origem Warao, a venezuelana está há três anos no estado de Roraima, se adaptando e traçando novos planos para sua vida e sua família, sem deixar de pensar no desenvolvimento de sua comunidade.Aos 44 anos, atualmente ela mora com seus pais e um de seus três filhos na comunidade Warao Janoko, localizada no município de Cantá (RR). Nesse contexto, Rosmery assumiu, assim como tantas outras mulheres refugiadas e migrantes, a responsabilidade de cuidar dos familiares que vivem com ela, já que seus pais são pessoas idosas. A comunidade, que é formada por famílias das etnias Warao e Kariña, sobrevive da agricultura, embora considerem que a terra não esteja apta para isso. Da produção familiar, Rosmery garante os alimentos diários e parte do sustento financeiro.Rosmery expressa o que significou essa mudança: “Para migrar você tem que aceitar sua realidade e deixar tudo o que você era para trás. Na Venezuela fui professora com 25 anos de serviço. Cobri todos os níveis de educação, desde educação inicial até a etapa universitária. Chegar ao Brasil foi uma mudança muito profunda e brusca”, afirma.“Busco que a minha vida no Brasil seja ativa e criativa. Por isso desde que cheguei, realizo alguns cursos e isso me ajudou a começar o meu próprio negócio, que é uma padaria”, conta. Rosmery foi aluna em cursos de Português, confeitaria, ajudante de cozinha, gastronomia e panificação, ofertados por projetos implementados por diferentes organizações, entre elas a ONU Mulheres, o ACNUR e o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA). O pequeno negócio de Rosmery começou a funcionar este ano, após dois anos de planejamento e organização financeira. “Meu principal objetivo é fazer com que a minha comunidade, a comunidade Warao a Janoko, se desenvolva e seja vista como um lugar turístico. Começamos com essa padaria familiar e logo ela apoiará outras oportunidades de desenvolvimento”, explica. O fortalecimento da sua comunidade no Brasil é uma das principais motivações de Rosmery. A importância do seu engajamento para esse objetivo, fez com que ela estivesse em Brasília (DF), ao lado de outras 15 mulheres indígenas venezuelanas de diferentes etnias, durante o Acampamento Terra Livre (ATL). Durante o acampamento, Rosmery foi uma das vozes que levantou as demandas e necessidades das mulheres refugiadas e migrantes em diferentes agendas de articulação com organizações indígenas brasileiras e com representantes do governo federal. A participação do grupo de mulheres indígenas refugiadas e migrantes no ATL foi possível através do programa conjunto realizado por ONU Mulheres, ACNUR e UNFPA, com o apoio do Governo de Luxemburgo, que visa o desenvolvimento de políticas públicas sensíveis aos direitos humanos e ao gênero, que atendam as necessidades diferenciadas de mulheres refugiadas e migrantes e de outros grupos de pessoas que enfrentam múltiplas formas de discriminação.Para Rosmery, representar sua comunidade e desenvolver formas para que ela prospere em outro território é uma forma de garantir seus direitos individuais e coletivos:“Migrar é um direito e como indígenas também podemos migrar, porque é um direito internacional. Ao ser migrante, não é possível que nos coíbam de muitos direitos que nos correspondem como humanos”, ressalta.Para saber mais, acompanhe a série #BrasilAcolhedor nas redes sociais da @onubrasil!
1 of 5
História
24 agosto 2026
Juventude transforma realidades no UNOPS
A quatro mil quilômetros de casa, a jovem arquiteta Talia Fernandes, de 25 anos, encontrou seu verdadeiro propósito. Nascida em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, ela atravessou o Brasil com destino ao Rio Grande do Sul para cursar o mestrado em Planejamento Urbano. Longe da família e da terra natal, a vontade de aplicar seu conhecimento em cidades devastadas por catástrofes climáticas falou mais alto e a levou a seu primeiro posto no Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). A jovem, que ingressou na organização como estagiária, hoje ocupa uma vaga regular e ajuda a monitorar de perto a recuperação de 101 unidades de saúde que foram afetadas pelas enchentes no RS no ano passado. Anteriormente, Talia sentiu a frustração com o trabalho em escritórios de arquitetura tradicionais, mas, na ONU, descobriu o valor real e prático da sua profissão. “Não é porque eu sou jovem que a minha opinião não importa. Aqui, eu me sinto muito valorizada como profissional”, destaca a arquiteta.A história de Talia reflete o tema do Dia Internacional da Juventude de 2026: “Contextos diferentes, aspirações comuns”. No UNOPS, escritório da ONU especializado em infraestrutura, 45 jovens atuam nas equipes espalhadas em todo o Brasil. Para alguns deles, a trajetória exigiu ainda mais superação. É o caso da engenheira Kércia dos Santos, 30 anos. Aos 17, ela deixou a zona rural no interior da Bahia e desembarcou em Brasília com apenas uma cesta básica e muitos sonhos. Aluna de escola pública e beneficiária de políticas públicas para acesso a transporte e alimentação, ela superou muitos obstáculos. Tornou-se a primeira pessoa da sua família inteira a conquistar um diploma de curso superior e, ao escolher a Engenharia Civil, abriu seu próprio espaço, construindo um legado em uma área tradicionalmente masculina. Hoje, atua como coordenadora de obras em um dos projetos mais complexos do UNOPS, a finalização das obras de escolas em comunidades indígenas e quilombolas afastadas dos grandes centros urbanos.“Se a minha trajetória puder fazer com que outra menina do interior olhe para a Engenharia e pense 'eu também posso chegar lá', isso já tem um significado enorme para mim”, declara a coordenadora.Por trás de cada obra monitorada por Kércia e Talia, existe uma outra frente essencial para que todo o trabalho do escritório aconteça: a área de operações. Sem o suporte técnico e o cuidado humano nos bastidores, nenhum projeto sai do papel. Gabriel Bezerra, de 26 anos, atua diariamente de forma essencial para que esse processo aconteça. Morador de uma área periférica de Brasília, o jovem cresceu longe de qualquer incentivo e atuar na ONU parecia restrito às telas de televisão.“Eu nunca iria imaginar que teria um escritório da ONU aqui em Brasília. Vindo de escola pública, isso nunca foi uma conversa que eu tive”, confessa Gabriel.Há quatro anos atrás, ele ingressou como estagiário de Tecnologia da Informação (TI) e sofreu um enorme choque cultural em um ambiente tão multicultural. O convívio transformou sua visão de mundo de maneira profunda. Ele relata que os debates sobre gênero, diversidade e inclusão dentro do escritório o auxiliaram a ter uma nova visão de mundo. Profissionalmente, apesar da insegurança, teve a oportunidade de inovar. Gabriel, mesmo tão jovem, desenvolveu um aplicativo capaz de automatizar as demandas de trabalho de uma tarde inteira em apenas 15 minutos e, com dedicação, assumiu a liderança de TI para os escritórios do UNOPS no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Inspirado na trajetória dos colegas, Gabriel iniciou um mestrado, um plano antes inexistente em sua vida. “Saber que o seu trabalho faz a diferença, desde a troca de um mouse até a compra de computadores para uma escola indígena, traz uma motivação, uma vontade de acordar com um propósito”, expressa o especialista em TI. Na operação dos Recursos Humanos, Amanda Louize, com 25 anos, apoia a seleção das equipes responsáveis por transformar vidas em todo o Brasil. Formada em Relações Internacionais, ela sofreu com rejeições sucessivas em processos seletivos na época da pandemia. O sonho de integrar as Nações Unidas parecia um objetivo distante, que somente aconteceria após anos de experiência. No entanto, esse sonho não demorou tanto quanto ela imaginava para ser realizado. Amanda entrou no UNOPS como estagiária e encontrou no setor de RH o fim das incertezas. Hoje, ela trabalha em todas as etapas dos processos de seleção de equipes do escritório e encontrou a sua vocação no trabalho: ter contato com pessoas.“Eu vivo a realidade que a Amanda de 17 anos sonhava. É uma baita responsabilidade, pois a gente lida com o sonho das pessoas”, destaca a assistente.A determinação de Talia, a força de Kércia, a superação de Gabriel e a vocação de Amanda ilustram a essência e as aspirações dos jovens profissionais que trabalham na ONU no Brasil. Mais do que um brilho no olhar, eles compartilham a mesma vontade incansável de deixar um legado no que constroem cotidianamente. Com passados e realidades tão distintas, esses jovens profissionais contribuem, cada um a seu modo, com a mudança, com a promoção da igualdade e com a superação de desafios. São as pessoas que ajudam a construir o Brasil do futuro, no presente.Para saber mais, siga @onubrasil e @unops_official nas redes sociais!
1 of 5
Notícias
02 outubro 2026
ONU abre inscrições para concurso de cartazes para o Dia Mundial da Alimentação 2026
O Dia Mundial da Alimentação 2026 convoca todas as pessoas a refletirem sobre como a inovação está transformando a forma como os alimentos são produzidos, armazenados, transportados e comercializados.Inspirado no tema deste ano, o concurso de cartazes para o Dia Mundial da Alimentação convida crianças e jovens, de 5 a 19 anos, a enviarem ilustrações para inspirar ações para um futuro melhor.Os designs vencedores de cartazes serão anunciados na página do Dia Mundial da Alimentação e serão promovidos nas redes sociais da FAO e pelos escritórios da FAO em todo o mundo. As crianças e adolescentes vencedores também receberão um Certificado de Reconhecimento e um pacote de presentes surpresa.Os cartazes podem ser desenhados, pintados ou esboçados com canetas, lápis, giz de cera ou carvão, ou com tinta a óleo, acrílica ou aquarela, bem como técnicas mistas. Também são permitidas obras de arte criadas digitalmente. Fotografias não são permitidas. Ferramentas de IA generativa são proibidas para a criação da arte em si, embora possam ser usadas para ideação ou edição, desde que isso seja declarado. Como participar?A participação é gratuita.O período de inscrição se encerrará no dia 6 de novembro de 2026.Os cartazes devem ser submetidos através do formulário on-line disponível na página da campanha global da FAO: https://www.fao.org/world-food-day/contest/submit-form/en.Para saber mais, siga @FAOBrasil nas redes e visite a página do Dia Mundial da Alimentação 2026. Contato para a imprensa:Bárbara Semerene, Oficial de Comunicação do Escritório da FAO no Brasil: Barbara.Semerene@fao.org
1 of 5
Notícias
01 outubro 2026
ONU-Habitat capacita 150 servidores públicos do Rio em planejamento para resiliência climática
Com foco fortalecer a resiliência em municípios e identificar planos e instrumentos que contribuem para mitigar e se adaptar aos riscos climáticos, o curso “Planejamento Territorial Integrado: Estratégias para Resiliência Municipal”, promovido pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), foi encerrado na sexta-feira (11) tendo capacitado cerca de 150 servidores e servidoras de municípios fluminenses e do estado do Rio de Janeiro.Com nove aulas no total, realizadas entre junho e agosto, a formação faz parte da trilha de capacitação técnica realizada pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Governo do Rio de Janeiro (SEAS), em parceria com o ONU-Habitat e com apoio da Universidade do Ambiente, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).Ao longo das aulas, 16 instrutoras – todas mulheres, fortalecendo também a perspectiva de gênero sobre a iniciativa – apresentaram e debateram as possibilidades de inclusão da dimensão climática nas agendas setoriais de saneamento, saúde, educação, assistência social, habitação, agricultura, mobilidade, dentre outras.A especialista em Resiliência e Mudança do Clima do ONU-Habitat, Leta Vieira de Sousa, ministrou três aulas que debateram como melhorar o diagnóstico climático e elaborar um Plano de Ação Climática de um município a partir de uma visão sistêmica. "Inserir a lente climática dentro do planejamento urbano se tornou indispensável. Quando um município consegue levar essa reflexão para o planejamento municipal de uma forma objetiva e realiza planejamentos de curto, médio e longo prazo, isso permite que toda a política pública do município tenha um olhar diferenciado para a resiliência", comenta. Já a especialista em Desenvolvimento Urbano Sustentável do ONU-Habitat Maria Fernandes Caldas apresentou um histórico da urbanização no Brasil, explicando como a crise climática agrava a situação das cidades, e debateu soluções que buscam integrar, mitigar e adaptar. "Trocar experiências é sempre muito gratificante. Gosto especialmente de interagir com turmas como esta, formada por pessoas técnicas que atuam na linha de frente nos municípios. Conseguimos equilibrar teoria, troca de experiências e interação em uma sequência de conteúdos bastante rica e estratégica para os municípios", diz a especialista.Resiliência nos municípiosEm Paracambi, a ação levou a um engajamento coletivo de 11 servidores de diferentes pastas da prefeitura – o maior número de participantes de um mesmo município no Curso 2. Toda semana, colegas da prefeitura reuniram-se na sala da Subsecretaria de Clima para participar das aulas ao vivo. Um momento que marcou a equipe foi a roda de conversa sobre planejamento climático com seis especialistas, que reforçou a importância da interdisciplinaridade de formação e de atuação para realizar um bom planejamento. “O fato de sermos uma turma interdisciplinar somou muito para o nosso aprendizado. A pauta da mudança do clima mudou nosso paradigma de gestão. Não podemos mais pensar numa gestão focada em cada secretaria na sua caixinha. Quando há um tema transversal, como o tema da mudança do clima, o enfrentamento também é transversal”, relata a superintendente de Clima e Eventos Extremos da Secretaria de Meio Ambiente e Clima, Mariana Oliveira da Costa. Mariana conta que a interdisciplinaridade no planejamento e no enfrentamento às questões do clima já é uma realidade do município. "Nossa ideia é manter a equipe para que participe das próximas formações. Além disso, o grupo está trabalhando ativamente do processo de elaboração do Plano Local de Ação Climática de Paracambi. As pessoas que estavam no curso também fazem parte do Grupo de Trabalho Intersetorial, então estamos aprendendo duas vezes: na teoria, com os cursos, e na prática, com a elaboração do Plano", comenta.Clique aqui e saiba mais sobre a elaboração dos Planos Locais de Ação Climática em 34 municípios do Rio de Janeiro. Sobre a trilha de capacitação A formação é parte da parceria da Seas com o ONU-Habitat para promover a resiliência climática nos municípios fluminenses, fortalecendo as metas da Agenda 2030 e os princípios da Nova Agenda Urbana em todo o estado. Outros três cursos voltados aos municípios fluminenses devem ser realizados ao longo de 2027 e 2028.Do total de 149 pessoas que concluíram o curso, 58% são mulheres. As cidades que mais mobilizaram participantes foram Paracambi, com 11 pessoas, seguidas de Macaé (10), Nova Friburgo (8), e Maricá (7).O primeiro curso da trilha, “Construindo cidades resilientes: os 10 princípios essenciais em ação”, ministrado pelo Escritório das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres (UNDRR) entre janeiro e abril de 2026, reuniu mais de 130 servidores, representando 77 dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro (84%).Além dos cursos da trilha de capacitação, a parceria entre SEAS e ONU-Habitat vai entregar projetos-pilotos de Soluções Baseadas na Natureza; um piloto de Cidade Esponja; Planos Locais de Ação Climática para 34 municípios; um mapeamento preliminar de riscos de inundação no estado do Rio; notas conceituais de projetos voltados à obtenção de financiamento climático; e uma estratégia sobre cultura da resiliência nas escolas.As ações geram novos conhecimentos e fortalecem as capacidades institucionais do estado e dos municípios fluminenses, reduzindo a exposição dos territórios e da população a novos riscos e vulnerabilidades, promovendo e aprimorando a transição para cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis. Alinhada a marcos internacionais como o Acordo de Paris, a Agenda 2030, o Marco de Sendai e a iniciativa MCR2030, a parceria adota uma abordagem integrada de gestão de riscos e adaptação, articulando políticas públicas estaduais e municipais, incluindo a participação popular.Contato para imprensa: Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)Ludmilla BalduÍno (ludmilla.balduino@un.org)
1 of 5
Notícias
01 outubro 2026
Índice Global de Inovação: Brasil ocupa 2ª posição na América Latina e no Caribe
De acordo com o Índice Global de Inovação (GII) 2026 da OMPI, Suíça, Suécia, EUA, República da Coreia e Singapura mantêm a liderança da classificação mundial de inovação em 2026. Por sua vez, China, Índia, Vietnã, Turquia, Filipinas, Marrocos e Indonésia (em ordem de classificação) têm progredido mais rapidamente na última década. Brasil, Maurício, Arábia Saudita e Catar também apresentam trajetória ascendente.Lançado na última terça-feira (29/09) em Genebra, o estudo das Nações Unidas explica que a inteligência artificial vem impulsionando a retomada do financiamento de capital de risco e dos gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D). Ao mesmo tempo, as economias emergentes continuam a registrar avanços em inovação ao lado dos líderes tradicionais nessa área. O GII da OMPI avalia o desempenho em inovação de quase 140 economias com base em cerca de 80 indicadores, que abrangem P&D, comércio de alta tecnologia, emprego qualificado e licenciamento de propriedade intelectual. A publicação é a principal referência mundial para formuladores de políticas, líderes empresariais e outros agentes interessados em compreender o que impulsiona a inovação em diferentes economias.Estimativas do GII 2026 indicam que os gastos mundiais com P&D cresceram mais de 3,3% em termos reais em 2025. Em 2026, aumentarão 3,6%, alcançando US$ 3,4 trilhões. Esse crescimento dos gastos com P&D é cada vez mais observado em economias de renda média, como Egito, Indonésia, Malásia e Vietnã. Os gastos empresariais com P&D registraram aumento real de 5,8% em 2025, chegando ao recorde de US$ 1,5 trilhão, impulsionados por empresas de software e de IA, bem como pela P&D voltada à defesa.O volume de capital de risco destinado a novas startups inovadoras e ideias de negócios cresceu 28% em 2025, somando US$ 510 bilhões. Foi o maior aumento anual desde 2021. No entanto, os investimentos estão cada vez mais concentrados, com a IA respondendo por 53% do valor das operações de capital de risco no mundo (77% no primeiro semestre de 2026), embora o número dessas operações tenha caído pelo quarto ano consecutivo. Ainda assim, a atividade de capital de risco amplia seu alcance geográfico: as startups africanas captaram cerca de US$ 3,2 bilhões em 2025, uma alta de 40% em relação ao ano anterior.Ao mesmo tempo, uma nova geração de startups de ciência avançada transforma pesquisas de fronteira em novos setores. Um capítulo temático especial do GII 2026 mapeou mais de 30 mil startups que atuam nas áreas de semicondutores, robótica, computação quântica, ciências da vida, atividades espaciais e materiais avançados. Observou-se crescimento particularmente forte na Ásia Central e Meridional, na América Latina e na África Subsaariana.“A IA vem abrindo novas fronteiras tecnológicas em todas as áreas da ciência. Ao mesmo tempo, os investimentos governamentais e empresariais em pesquisa atingiram níveis recordes em 2025”, afirma o diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Daren Tang. “Nosso relatório GII 2026 mostra que uma nova geração de startups de ciência profunda converte avanços científicos em produtos e transforma áreas como ciências da vida, atividades espaciais, robótica e energia limpa. Espero que o GII, com a riqueza de análises e dados que oferece, ajude os países a criar ecossistemas nacionais de inovação dinâmicos que favoreçam a chegada de ideias ao mercado e a geração de impactos concretos, impulsionando a produtividade, criando oportunidades e contribuindo para superar alguns dos maiores desafios do mundo.” Ranking Mundial 2026 Suíça (1ª posição em 2025)Suécia (2)Estados Unidos da América (3)República da Coreia (4)Singapura (5)Reino Unido (6)Países Baixos (8)Finlândia (7)Dinamarca (9)China (10)Alemanha (11)Japão (12)França (13)Hong Kong, China (15)Israel (14)Canadá (17)Estônia (16)Áustria (19)Irlanda (18)Austrália (22)Segundo o GII 2026, não houve novos integrantes entre as 15 primeiras economias este ano. Canadá (16ª posição), Austrália (20ª) e Nova Zelândia (24ª) recuperam terreno, e os Emirados Árabes Unidos (25ª) avançam cinco posições, entrando para o grupo das 25 economias mais bem avaliadas.Vinte e uma economias registram desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento, quatro a mais que em 2025. Dessas, 15 são de renda média baixa ou baixa.Índia e Vietnã são as economias que há mais tempo figuram entre os expoentes em inovação, mantendo-se nesse grupo há 16 anos consecutivos. A África Subsaariana concentra o maior número dessas economias: sete, entre elas a África do Sul, que integra a lista pelo nono ano consecutivo. Moçambique, Paquistão e República da Moldávia retornam ao grupo, e o Butão já apresenta desempenho acima das expectativas em seu primeiro ano no GII. O Brasil é o único expoente em inovação acima do esperado da América Latina e Caribe.Para saber mais, siga @wipo nas redes e acesse o Índice Global de Inovação (GII) 2026 em https://www.wipo.int/web-publications/global-innovation-index-2026/en/index.html NOTA PARA EDITORESSobre o Índice Global de InovaçãoO Índice Global de Inovação (GII) 2026 é publicado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) com orientação do Comitê Consultivo do GII e da Rede de Associações Industriais (GIIIAN).Atualmente em sua 19ª edição, o GII nasceu como um artigo de revista e se tornou um poderoso instrumento usado por países de todo o mundo para mensurar a inovação e orientar a formulação de suas políticas econômicas. Na pesquisa da OMPI de 2025–2026, 78% dos Estados membros que responderam (93 de 120) declararam usar o GII para aprimorar suas políticas e seus dados de inovação.Publicado anualmente, o GII da OMPI utiliza 79 indicadores para classificar 139 economias segundo o desempenho de seus ecossistemas de inovação. O índice é calculado pela média de dois subíndices: Insumos de inovação (Instituições; Capital humano e pesquisa; Infraestrutura; Sofisticação do mercado; Sofisticação empresarial) e Produtos de inovação (Produtos de conhecimento e tecnologia; Produtos criativos). O GII 2026 introduz um indicador de investimento estrangeiro direto (IED) em novos projetos de P&D e alta tecnologia, calculado com base nos projetos anunciados.Para saber mais, acesse a página global e a página da OMPI no Brasil.
1 of 5
Notícias
30 setembro 2026
ONU-Habitat abre chamada para eventos do Outubro Urbano 2026 sobre moradia adequada
Estão abertas as inscrições de eventos para o Outubro Urbano - iniciativa do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) para promover debates e ações sobre os desafios e as oportunidades relacionados à urbanização e ao desenvolvimento sustentável das cidades.A iniciativa tem início no Dia Mundial do Habitat, celebrado em 5 de outubro, e se encerra no Dia Mundial das Cidades, no dia 31 de outubro. Em ambos, os temas vão focar na promoção da moradia adequada para todas as pessoas. As datas destacam a urgência de enfrentar a crise global da habitação, que afeta cerca de 2,8 bilhões de pessoas em diferentes formas de inadequação habitacional. Desse total, aproximadamente 1,1 bilhão vivem em favelas e assentamentos informais, reforçando a necessidade de ações coordenadas para garantir o acesso à moradia adequada.Nesse contexto, o Outubro Urbano convida instituições, governos, universidades, organizações da sociedade civil e indivíduos a promoverem, ao longo do mês, atividades relacionadas aos temas da iniciativa e a cadastrá-las na plataforma global do Outubro Urbano 2026. As iniciativas podem ser submetidas até 31 de outubro.Podem ser inscritos eventos, debates, oficinas, seminários, exposições e outras atividades que contribuam para ampliar o diálogo sobre habitação e desenvolvimento urbano sustentável. Ao integrar o calendário oficial, as iniciativas passam a fazer parte da mobilização global promovida pelo ONU-Habitat.
Acesse o passo a passo para inscrever seu evento.“O Outubro Urbano é uma oportunidade para dar visibilidade a iniciativas e experiências que contribuem para transformar as cidades. A participação dos parceiros é essencial para ampliar esse diálogo, conectar diferentes territórios e mostrar a diversidade de ações que estão contribuindo para um futuro urbano melhor”, destaca a chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes. Além da moradia adequada como caminho para cidades sustentáveis e inclusivas, o Dia Mundial das Cidades também vai destacar caminhos para avançar na garantia da moradia adequada e promover bairros mais inclusivos e resilientes às mudanças do clima. O tema também valoriza estratégias integradas e processos participativos, conduzidos com as comunidades e com medidas que evitem o deslocamento de moradores/as e garantam que a população que já vive nesses territórios se beneficie das melhorias.Sobre o Outubro UrbanoO Outubro Urbano foi criado pelo ONU-Habitat para promover a conscientização e estimular o debate sobre a urbanização sustentável e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados às cidades e aos assentamentos humanos. A iniciativa oferece uma plataforma para que governos, organizações da sociedade civil, universidades, setor privado, comunidades e outros atores promovam atividades e compartilhem experiências sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento urbano. O Outubro Urbano também contribui para o debate sobre a implementação da Nova Agenda Urbana, adotada em 2016 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), em Quito, Equador. O documento estabelece princípios e compromissos para orientar a urbanização sustentável e promover cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Em 2026, a agenda do Outubro Urbano reforça a centralidade da moradia adequada para a construção de cidades mais justas e sustentáveis, destacando a importância de políticas integradas de habitação, regeneração urbana e melhoria dos assentamentos informais. Contato para imprensaAléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org
Acesse o passo a passo para inscrever seu evento.“O Outubro Urbano é uma oportunidade para dar visibilidade a iniciativas e experiências que contribuem para transformar as cidades. A participação dos parceiros é essencial para ampliar esse diálogo, conectar diferentes territórios e mostrar a diversidade de ações que estão contribuindo para um futuro urbano melhor”, destaca a chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes. Além da moradia adequada como caminho para cidades sustentáveis e inclusivas, o Dia Mundial das Cidades também vai destacar caminhos para avançar na garantia da moradia adequada e promover bairros mais inclusivos e resilientes às mudanças do clima. O tema também valoriza estratégias integradas e processos participativos, conduzidos com as comunidades e com medidas que evitem o deslocamento de moradores/as e garantam que a população que já vive nesses territórios se beneficie das melhorias.Sobre o Outubro UrbanoO Outubro Urbano foi criado pelo ONU-Habitat para promover a conscientização e estimular o debate sobre a urbanização sustentável e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados às cidades e aos assentamentos humanos. A iniciativa oferece uma plataforma para que governos, organizações da sociedade civil, universidades, setor privado, comunidades e outros atores promovam atividades e compartilhem experiências sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento urbano. O Outubro Urbano também contribui para o debate sobre a implementação da Nova Agenda Urbana, adotada em 2016 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), em Quito, Equador. O documento estabelece princípios e compromissos para orientar a urbanização sustentável e promover cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Em 2026, a agenda do Outubro Urbano reforça a centralidade da moradia adequada para a construção de cidades mais justas e sustentáveis, destacando a importância de políticas integradas de habitação, regeneração urbana e melhoria dos assentamentos informais. Contato para imprensaAléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org
1 of 5
Notícias
29 setembro 2026
América Latina e Caribe fortalecem alimentação escolar com cooperação Sul-Sul
O Programa de Alimentação Escolar (PAE) da República Dominicana alcança 20% da população e oferece alimentação nutricionalmente adequada e saudável aos estudantes da rede pública, contribuindo também para a redução da evasão escolar. Considerado um dos principais investimentos sociais do país, o programa oferece café da manhã e almoço a mais de dois milhões de estudantes.Com o objetivo de continuar fortalecendo essa política pública, uma delegação do Instituto Nacional de Bem-Estar Estudantil (INABIE) realizou uma missão técnica ao Brasil e ao Paraguai para trocar experiências sobre alimentação escolar, analisar desafios e conhecer soluções implementadas nos dois países.A missão, realizada de 14 a 18 de setembro, incluiu apresentações técnicas com instituições responsáveis pela gestão, nutrição, saúde e logística dos programas de alimentação escolar dos três países, além de visitas a escolas e encontros com agricultores familiares que participam de programas de compras públicas para a alimentação escolar. Atualmente, a Rede RAES é integrada por 18 países-membros, entre eles, Brasil, Paraguai e República Dominicana.Brasil e Paraguai: compartilhando experiênciasAo longo de cinco dias, a delegação dominicana conheceu experiências do Brasil e do Paraguai em diferentes áreas da alimentação escolar, desde a gestão e o financiamento até as compras públicas da agricultura familiar, os marcos normativos, o planejamento de cardápios, a logística, o armazenamento, a distribuição e os mecanismos de participação e controle social. Os intercâmbios também abordaram estratégias de sustentabilidade e a articulação entre alimentação, educação e saúde.A chefe de gabinete da ABC/MRE, Ministra Andreia Rigueira, destacou que, com a RAES, “conseguimos potencializar o intercâmbio de conhecimentos e experiências, promovendo programas de alimentação escolar e, consequentemente, contribuindo para enfrentar a insegurança alimentar”.O ministro do Desenvolvimento Social do Paraguai, Tadeo Rojas, destacou a importância do intercâmbio de experiências e conhecimentos para o fortalecimento dos programas de alimentação escolar e ressaltou o valor da participação do Paraguai na Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES) como espaço de aprendizagem.Em cooperação com a FAO, o INABIE desenvolve o projeto “Escolas Saudáveis e Sustentáveis: Inovação e fortalecimento do Programa de Alimentação Escolar”, voltado ao fortalecimento dos vínculos entre a produção agrícola local e a alimentação escolar, à promoção de hábitos alimentares saudáveis e à melhoria da nutrição dos estudantes.O diretor de Saúde e Nutrição do INABIE e chefe da delegação da República Dominicana, Luis Lizardo, agradeceu aos governos do Brasil e do Paraguai e à FAO pelo apoio, destacando também a saída de seu país do Mapa da Fome em 2026. “Nada disso é possível sem o programa de alimentação escolar, sem a Rede de Alimentação Escolar Sustentável, a RAES. Por meio da alimentação escolar, é possível avançar em direção a uma alimentação e nutrição melhores para todos os cidadãos do nosso país”, afirmou.A missão técnica foi promovida pelo INABIE, com apoio e organização da Rede RAES, e contou com o acompanhamento das representações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na República Dominicana, no Brasil e no Paraguai. Também contou com o apoio do Governo do Brasil, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), e do Governo do Paraguai, por meio do Conselho Nacional de Alimentação Escolar (CONAE), do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e de outras instituições vinculadas ao Programa Fome Zero do Paraguai.Fortalecendo a alimentação escolar por meio da cooperação regionalPara a coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do FNDE, Karine Santos, o intercâmbio de experiências durante a missão é fundamental para que os participantes levem para seus países estratégias que possam ser implementadas. Karine ressaltou o valor do trabalho em rede para fortalecer a alimentação escolar. “Quando podemos compartilhar experiências, ouvir desafios semelhantes e pensar em estratégias conjuntas, podemos alcançar programas de alimentação escolar melhores: mais sustentáveis, justos, equitativos e nutritivos”, afirmou.“Promover o intercâmbio de experiências entre os países é fundamental para fortalecer os gestores dos programas de alimentação escolar em suas tomadas de decisão e, assim, alcançar, passo a passo, a garantia do direito humano à alimentação adequada para todos os estudantes. Estamos juntos para compartilhar aprendizados, enfrentar desafios e avançar rumo a sistemas de alimentação escolar cada vez mais sustentáveis”, destacou Najla Veloso, secretária-executiva da RAES.Adoniram Sanches, coordenador sub-regional da FAO para a América Central, destacou o papel estratégico dos programas de alimentação escolar na transformação dos sistemas alimentares. Segundo ele, esses programas vão além de oferecer uma refeição diária, pois também contribuem para a formação de hábitos alimentares saudáveis. Ele também destacou as experiências do Brasil e do Paraguai na articulação da alimentação escolar com a agricultura familiar e observou que, por trás dos avanços registrados na redução da fome na região nos últimos anos, estão políticas públicas estratégicas, como os programas de alimentação escolar.A missão também contou com a participação de duas profissionais de Honduras, na qualidade de observadoras, representando a organização da sociedade civil Associação para uma Sociedade Mais Justa.
1 of 5
Últimos recursos
1 / 11
Recursos
18 maio 2026
Recursos
22 abril 2026
1 / 11