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10 julho 2026
“No Brasil há paz e posso trabalhar para seguir em frente na vida”
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Guterres: “Os Estados têm a obrigação de prevenir o genocídio”
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Guterres: “Quando bem utilizada, a IA pode ser o motor mais poderoso para o desenvolvimento”
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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07 julho 2026
Relatório ODS 2026: Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável geram resultados concretos
Desde sua adoção em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) têm gerado resultados em grande escala — proporcionando acesso à água, à eletricidade e aos serviços de saúde a bilhões de pessoas. No entanto, o progresso continua desigual e insuficiente. Sem um impulso decisivo para ampliar rapidamente as iniciativas que funcionam, a promessa dos ODS corre o risco de ficar fora de alcance, de acordo com o Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2026, divulgado em 7 de julho em Nova Iorque. O que uma década de evidências nos mostra: os ODS geram resultadosDesde 2015, investimentos sustentados, políticas sólidas e cooperação internacional melhoraram a vida de bilhões de pessoas em todo o mundo, com ganhos mensuráveis em todos os ODS:Quase um bilhão de pessoas obtiveram acesso à água potável gerenciada com segurança e 1,2 bilhão, ao saneamento gerenciado com segurança. As novas infecções por HIV caíram 30% entre 2015 e 2024, e as mortes relacionadas à AIDS, 35%.A eletricidade agora atinge 92% da população mundial. O acesso à internet disparou, passando de 40% para 74%. A proteção social abrange mais da metade da população global pela primeira vez na história. Por trás desses resultados está uma conquista importante e muitas vezes negligenciada: a revolução dos dados. Há uma década, havia dados disponíveis apenas para metade de todos os indicadores dos ODS. Hoje, um banco de dados global com mais de 3,2 milhões de pontos de dados abrange quase todos os indicadores — permitindo que os países identifiquem onde o progresso está se acelerando, onde persistem lacunas e quais políticas estão gerando resultados.“Guiados pelos dados deste relatório, nossa visão da Agenda 2030 continua ao nosso alcance. Juntos, vamos dar um impulso final decisivo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e construir um futuro saudável e próspero para todas as pessoas”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Por que o mundo está ficando para trás: crises que se sobrepõem e um déficit de financiamento cada vez maiorApesar dos avanços, persistem grandes desafios: Das 139 metas dos ODS com dados de tendências, apenas 36% estão no caminho certo ou apresentam progresso moderado. Quase metade — 49% — avança muito lentamente.15% das metas regrediram para níveis inferiores aos de 2015.Uma em cada dez pessoas ainda vive em pobreza extrema. Cerca de 2,3 bilhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave. Mais de 150 milhões de crianças continuam com atraso no crescimento. A mortalidade materna é quase três vezes maior do que a meta global. Nenhuma das metas de igualdade de gênero está no caminho certo. O número de pessoas afetadas por desastres relacionados ao clima mais que dobrou desde 2015. A escalada de conflitos, a mudança climática, a desaceleração do crescimento econômico, o aumento da dívida e uma queda recorde na assistência oficial ao desenvolvimento estão agravando o déficit e afetando de forma desproporcional as pessoas mais vulneráveis do mundo.O que precisa acontecer agora: ampliar o que funcionaO Relatório destaca que os ODS continuam sendo o plano comum do mundo para a paz, a prosperidade e a sustentabilidade. Os dados acumulados ao longo de mais de uma década de implementação mostram que é possível alcançar avanços significativos — mas somente quando o compromisso político, o financiamento, a inovação e a cooperação internacional estiverem alinhados.“Mais de uma década de implementação mostrou o que é possível”, afirmou o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua.“A tarefa agora é ampliar o que funciona — com a urgência, o investimento e a cooperação necessários para cumprir a promessa da Agenda 2030.”É essencial eliminar o déficit anual de financiamento dos ODS, de aproximadamente US$ 4 trilhões — por meio do Compromisso de Sevilha e da reforma da arquitetura financeira internacional. Isso deve ser acompanhado por sistemas de dados mais robustos, por meio do Quadro de Medellín, para direcionar os investimentos primeiro aos mais vulneráveis. Acelerar a transição energética, aproveitar tecnologias de ponta — incluindo a inteligência artificial — para o desenvolvimento sustentável, promover a igualdade de gênero como prioridade transversal e reforçar a cooperação multilateral também serão fundamentais para o sucesso.As escolhas feitas nos próximos quatro anos — em matéria de financiamento, cooperação e resposta coletiva a crises — terão efeitos duradouros para as gerações futuras, de acordo com o Relatório das Nações Unidas. Outros fatos e números importantesProgresso:A maioria das regiões estará próxima de erradicar a pobreza extrema até 2030, com exceção da África Subsaariana, do Oriente Médio e do Norte da África, e da Oceania (excluindo a Austrália e a Nova Zelândia).Entre 2012 e 2024, a prevalência de atraso no crescimento entre crianças menores de cinco anos diminuiu, resultando em 30,2 milhões a menos de crianças com atraso no crescimento em todo o mundo.A proporção de partos assistidos por profissionais de saúde qualificados aumentou de 80% para 87% entre 2015 e 2025 e está a caminho de atingir a meta de 90% até 2030.Entre 2019 e 2025, foram promulgadas 99 reformas legislativas para eliminar leis discriminatórias e estabelecer estruturas de igualdade de gênero; as mulheres ocupam agora 27,4% das cadeiras parlamentares, contra 22,3% em 2015.O trabalho infantil diminuiu em mais de 20 milhões entre 2020 e 2024.O desemprego global atingiu um nível quase historicamente baixo de 4,9% em 2025.A capacidade de geração de eletricidade a partir de fontes renováveis per capita cresceu a uma taxa recorde de 14% entre 2023 e 2024 e agora é 2,2 vezes maior do que o nível de 2015.Desafios:Estima-se que a taxa global de pobreza extrema atinja 10% até 2026 — apenas 3 pontos percentuais abaixo do nível de 2015, muito abaixo da meta de erradicar a pobreza extrema até 2030.273 milhões de crianças e jovens continuam fora da escola; um em cada cinco jovens com idades entre 15 e 24 anos não está empregado, nem estuda, nem participa de treinamento, e os jovens têm quase quatro vezes mais chances de estar desempregados do que os adultos.Estima-se que 1,16 bilhão de pessoas — aproximadamente um em cada quatro residentes urbanos — vivam em conjuntos habitacionais precários ou assentamentos informais.A ajuda oficial ao desenvolvimento sofreu uma queda recorde de 23,1% em 2025 — o maior declínio anual já registrado —, voltando a níveis próximos aos de 2015.A população global de refugiados atingiu 440 por 100.000 pessoas em meados de 2025, mais do que o dobro do nível registrado uma década antes.O risco de extinção está se agravando em todos os grupos de espécies; a proteção de áreas-chave de biodiversidade atingiu, em média, apenas 45% em 2025.Os conflitos violentos atingiram seu nível mais alto em décadas. Em dezembro de 2025, mais de 117,8 milhões de pessoas estavam deslocadas à força em todo o mundo, anulando em poucos meses anos de avanços no desenvolvimento.As temperaturas globais em 2025 atingiram 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais, e a concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingiu seu nível mais alto em dois milhões de anos.A dívida externa dos países de baixa e média renda atingiu um recorde de US$ 8,9 trilhões em 2024.Para mais informações, acesse: https://unstats.un.org/sdgs/report/2026Nas redes sociais, siga @nacoesunidas e busque #SDGReport e #RelatórioODS! Contatos para a imprensa: Sharon Birch, Departamento de Comunicação Global da ONU: birchs@un.orgHelen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.org
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09 julho 2026
UNCTAD: Brasil é o quinto principal destino de investimento estrangeiro do mundo
O investimento estrangeiro direto (IED) global cresceu 6%, atingindo US$ 1,6 trilhão em 2025 e encerrando dois anos de declínio. O Brasil foi o principal destaque da América Latina, ao registrar aumento dos fluxos de US$ 63 bilhões para US$ 77 bilhões e figurar entre os cinco maiores destinos de investimento estrangeiro do mundo. Apesar disso, a recuperação global dos investimentos continua limitada, frágil e desigual, de acordo com o Relatório Mundial de Investimentos 2026, elaborado pela ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).Os fluxos de capital para as economias desenvolvidas aumentaram 11%, enquanto as economias em desenvolvimento registraram crescimento de apenas 2%, atingindo US$ 901 bilhões. Os números apontam para uma recuperação que não está se traduzindo de maneira uniforme em oportunidades de desenvolvimento. A questão não é apenas quanto capital está circulando, mas para onde ele está indo, o que está sendo construído e se esse investimento está expandindo a capacidade produtiva, criando empregos, fortalecendo competências e apoiando a transferência de tecnologia.O IED continua sendo uma importante fonte de financiamento externo para as economias em desenvolvimento, mas seu impacto depende da capacidade de gerar capacidade produtiva, empregos, qualificação profissional e transferência de tecnologia.Recuperação frágil e concentradaAs 20 principais economias receptoras do mundo atraíram mais de 80% do investimento estrangeiro direto (IED) global em 2025, ressaltando uma tendência presente em todo o relatório: o investimento está se tornando mais concentrado entre países, setores e projetos.A recuperação deve ser interpretada com cautela: os números gerais do IED nem sempre se traduzem em novas infraestruturas, empregos ou transferência de tecnologia. As economias em desenvolvimento receberam mais da metade do IED global em 2025, mas o crescimento foi modesto e desigual entre as regiões.A Ásia em desenvolvimento continuou sendo a maior região receptora, atraindo US$ 644 bilhões, enquanto a América Latina e o Caribe registraram aumento de 14%, para US$ 188 bilhões, e a África recebeu cerca de US$ 70 bilhões — ainda um terço acima da média registrada entre 2010 e 2024, apesar da queda em relação ao nível excepcional alcançado em 2024.Os países menos desenvolvidos viram os influxos aumentarem 21%, para US$ 43 bilhões, mas ainda representaram apenas 2,7% do IED global, com os fluxos concentrados em um pequeno número de economias, em sua maioria ricas em recursos naturais.Essa concentração é particularmente visível em setores ligados à tecnologia, à energia e à política industrial. Setores estratégicos, como infraestrutura para IA, semicondutores, minerais críticos e tecnologias e serviços voltados para a transição energética, representaram 44% do valor global dos novos projetos em 2025, um aumento em relação aos 16% registrados em 2020.As economias de baixa renda e de renda média baixa atraíram apenas cerca de 10% dos investimentos em setores estratégicos entre 2020 e 2025, em comparação com mais de 20% nos demais setores.Os governos também estão assumindo um papel mais ativo na definição dos fluxos de investimento. Em 2025, os países adotaram um número recorde de 229 medidas de política de investimento. Embora a maioria continuasse favorável aos investidores, muitas foram concebidas para atrair investimentos para setores estratégicos, fortalecer prioridades econômicas nacionais ou responder a preocupações relacionadas à segurança econômica.Transformando investimento em ganhos de desenvolvimentoPara os países em desenvolvimento, o novo cenário de investimento traz tanto oportunidades quanto riscos. No entanto, muitos correm o risco de ficar para trás, à medida que o investimento se torna mais intensivo em capital e tecnologia e passa a ser moldado por políticas de apoio que muitas economias em desenvolvimento não conseguem igualar.A UNCTAD afirma que os países em desenvolvimento precisam de mais do que apenas promoção de investimentos para competir nesse ambiente.Eles precisam de maior facilitação de investimentos, infraestrutura confiável, qualificação da força de trabalho, desenvolvimento de fornecedores e mercados regionais que tornem os projetos mais viáveis. A cooperação internacional também será necessária para garantir que as parcerias de investimento apoiem tanto a resiliência dos investidores quanto as prioridades de desenvolvimento das economias anfitriãs.Mais capital, menos projetos: o investimento na América LatinaA América Latina e o Caribe atraíram mais investimento estrangeiro em 2025 do que no ano anterior, apesar da incerteza da economia global. De acordo com o Relatório Mundial de Investimentos 2026 da UNCTAD, os fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) para a região, excluindo os centros financeiros offshore do Caribe, aumentaram 14%, atingindo US$ 188 bilhões.Isso representou cerca de um quinto de todos os fluxos de IED destinados às economias em desenvolvimento. O aumento foi impulsionado, em grande parte, pela América do Sul, particularmente pelo Brasil, enquanto os investimentos ligados a commodities e a setores que apoiam a transição energética continuaram a atrair o interesse dos investidores.As 10 principais economias receptoras representaram 95% de todos os influxos de IED na América Latina e no Caribe em 2025. Brasil e México, juntos, responderam por cerca de dois terços do total de influxos regionais, demonstrando o quanto as tendências da região foram moldadas por poucas grandes economias e por um número limitado de grandes projetos.O Brasil foi o maior responsável pelo crescimento regional, com os fluxos aumentando de US$ 63 bilhões para US$ 77 bilhões, o que o colocou entre os cinco maiores destinos de investimento estrangeiro do mundo.O México também continuou sendo um dos principais destinos da região, com os fluxos subindo de cerca de US$ 38 bilhões para US$ 41 bilhões, apoiados por seu papel nas redes regionais de produção e pelo investimento contínuo em serviços e manufatura.Os maiores fluxos de entrada estiveram ligados a grandes mercados, commodities, setores relacionados à transição energética e economias integradas às principais redes comerciais e de produção. No entanto, esses fatores não se traduziram em um número maior de novos projetos na região.Os números destacam um desafio persistente: o aumento dos fluxos de entrada não se traduz automaticamente em ganhos generalizados entre países ou setores.Para o desenvolvimento, a preocupação não é apenas se o capital está entrando na região, mas se ele está criando nova capacidade produtiva, diversificando as economias e apoiando atividades de maior valor agregado. Grande parte do aumento concentrou-se em um pequeno grupo de países e transações, enquanto os indicadores de investimentos produtivos futuros enfraqueceram.O relatório aponta para a necessidade de políticas que transformem o interesse dos investidores em projetos produtivos financeiramente viáveis. Para a América Latina e o Caribe, isso significa fortalecer a facilitação de investimentos e o acompanhamento pós-investimento, melhorar a logística e a infraestrutura energética, apoiar o desenvolvimento de fornecedores e utilizar a integração regional para conectar economias menores a mercados maiores e cadeias de valor. Países ricos em minerais ou com potencial para energia renovável também precisam de estratégias que incentivem a agregação de valor local, em vez de depender apenas de influxos vinculados a commodities.Perspectivas para 2026As perspectivas para 2026 continuam desafiadoras. A incerteza em relação à política comercial, as tensões geopolíticas, os conflitos, os altos custos de financiamento e a fragmentação econômica continuam a pesar sobre as decisões de investimento. Ao mesmo tempo, espera-se que a competição por projetos ligados a setores estratégicos se intensifique, à medida que os governos buscam garantir futuras fontes de crescimento e vantagem tecnológica.As conclusões do relatório ajudarão a orientar as discussões no Fórum Mundial de Investimento 2026 da UNCTAD, a ser realizado em Doha, no Catar, de 25 a 27 de outubro, onde governos, investidores e parceiros de desenvolvimento discutirão como transformar um cenário de investimento mais seletivo em ganhos de desenvolvimento mais amplos.A questão central não é mais simplesmente quanto investimento está cruzando fronteiras. É para onde esse investimento está indo, o que ele está construindo e quem se beneficiará dele.Para saber mais, leia o Relatório Mundial de Investimentos 2026 e acesse https://unctad.org/.Contato para a imprensa: Marcelo Risi, Unidade de Comunicação e Relações Externas da UNCTAD: unctadpress@unctad.org
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01 julho 2026
Painel Científico sobre Inteligência Artificial lança primeiro relatório sobre oportunidades, riscos e impactos da IA
O Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial da ONU lançou oficialmente nesta quarta-feira (1) seu Relatório Preliminar, apresentando a primeira avaliação científica global e independente sobre as oportunidades, riscos e impactos da IA. Este trabalho inicial do Painel fornece uma base fundamental de evidências para informar as políticas globais antes de seu primeiro relatório abrangente, previsto para 2027.Este esforço colaborativo para construir uma compreensão compartilhada sobre a IA chega em um ponto de inflexão crítico. Governos estão tomando decisões de grande impacto sobre a IA sob forte incerteza, lidando com fontes de evidência que mudam rapidamente e muitas vezes são conflitantes, além de perspectivas que não necessariamente refletem as realidades locais. À medida que as capacidades da IA continuam a crescer, aumentam também os riscos das decisões que estão sendo tomadas ao redor do mundo. Este é o desafio central que o Painel visa abordar.O Relatório Preliminar foi elaborado pelo Painel Científico Internacional Independente sobre IA, composto por 40 cientistas e especialistas renomados. Vindos de todas as regiões do mundo, seus membros atuam em capacidade estritamente pessoal, de forma independente de qualquer governo, empresa ou instituição. O Brasil é representado pela professora Teresa Ludermir, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As conclusões do relatório serão apresentadas aos governos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre Governança de IA, que será realizado em Genebra nos dias 6 e 7 de julho.Em seu Relatório Preliminar, o Painel descreve suas conclusões em sete áreas principais:Ciência, avanços e trajetórias da IAAplicações sociais: ciência, saúde, educação e agriculturaImplicações econômicasSegurança, sistemas e implicações ambientaisDireitos humanos, informação e democraciaCrescimento cultural e individual, autonomia e segurança infantilGestão, governança e confiabilidadeO Painel identifica um desafio crucial de evidências para os tomadores de decisão em todo o mundo: os formuladores de políticas precisam de evidências científicas para governar a IA de forma eficaz, mas, quando as evidências estiverem claras, pode ser tarde demais para agir. O cumprimento equitativo das promessas da IA dependerá das decisões informadas que as nações tomarem juntas e da base científica compartilhada que as guiará - justamente a base de evidências que o trabalho do Painel foi projetado para oferecer.“As capacidades da IA estão superando tanto o entendimento científico quanto a capacidade de adaptação dos governos. Com evidências crescentes de comportamentos enganosos da IA, a ciência atualmente não pode garantir que, à medida que essas capacidades continuam a aumentar, a IA não causará danos catastróficos, seja por conta própria ou devido a usuários mal-intencionados. Para agir de forma eficaz, os formuladores de políticas globais devem compreender esses sistemas. Este Painel fornece exatamente isso: uma base científica rigorosa e compartilhada para guiar nosso caminho coletivo em frente.” - Yoshua Bengio, co-presidente do Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial. “A tecnologia é transformadora, mas se o mundo continuar seguindo esta trajetória, a humanidade não conseguirá colher os benefícios que ela promete. Os riscos - para as sociedades, para a segurança e para a nossa espécie - são altos demais, e as forças que impulsionam a IA para a frente não são as mesmas que trarão seus benefícios.” - Maria Ressa, co-presidente do Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial. “O mundo não pode governar o que não consegue compreender. O relatório do Painel fornece dados científicos independentes, provenientes de todas as regiões e à disposição de todos os governos. Sua mensagem é clara: o potencial é imenso, mas os riscos são reais, e o custo da espera está aumentando. Exorto todos os líderes a usarem essas evidências compartilhadas para agirem juntos e sem demora.” - António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas“A IA, por si só, não vai fechar as lacunas. Os benefícios chegam onde já existem instituições, competências e dados. Onde isso não ocorre, a mesma tecnologia pode substituir trabalhadores, aumentar a desigualdade e deixar comunidades dependentes de sistemas criados sem levá-las em consideração. Este relatório traduz isso, pela primeira vez, em uma linguagem científica comum. Essas realidades agora estão registradas, foram verificadas de forma independente e são impossíveis de serem ignoradas.” - Amandeep Singh Gill, subsecretário-geral e enviado especial para Tecnologias Digitais e EmergentesO Relatório Preliminar do Painel Científico Internacional Independente sobre IA: Avaliação baseada em evidências das oportunidades, riscos e impactos da IA é o primeiro resultado de um órgão científico criado para acompanhar a evolução da tecnologia. O Painel publicará avaliações regulares e resumos temáticos à medida que a IA evoluir, a fim de fornecer aos formuladores de políticas e ao público avaliações atualizadas dos dados científicos. Saiba mais: Assista ao lançamento do relatório ao vivo a partir das 12h (horário de Brasília) na UN WebTV.O Relatório Preliminar completo, incluindo um sumário executivo, está disponível em https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-reportUma mensagem dos co-presidentes do Painel também está disponível em https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-reportContato para imprensa: Karoline Hassfurter, Líder de Comunicação, Escritório das Nações Unidas para Tecnologias Digitais e Emergentes: karoline.hassfurter@un.orgPara outras dúvidas, entre em contato através do e-mail: aiscientificpanel@un.orgNOTAS PARA EDITORESOs membros do Painel estão disponíveis para entrevistas imediatamente. Mais de 30 membros também estarão presentes no Diálogo Global sobre Governança da Inteligência Artificial em Genebra, nos dias 6 e 7 de julho, e entrevistas presenciais podem ser solicitadas no local. Para mais detalhes sobre o Diálogo Global sobre Governança de IA, consulte o comunicado oficial à imprensa.Sobre o Painel: O Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial é o primeiro órgão científico global sobre IA criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Ele foi estabelecido pela resolução A/RES/79/325, adotada em 26 de agosto de 2025, e baseia-se no Pacto Digital Global acordado pelos Estados-membros em 2024, bem como nas recomendações do Órgão Consultivo de Alto Nível sobre Inteligência Artificial do secretário-geral. O mandato do Painel é avaliar a ciência, não prescrever políticas.O Painel reúne 40 especialistas nomeados pela Assembleia Geral para um mandato de três anos, selecionados por meio de uma convocatória global aberta que atraiu mais de 2.600 candidaturas de mais de 140 países. Os membros foram escolhidos com base em sua experiência, perspectiva interdisciplinar e equilíbrio geográfico e de gênero, e atuam como especialistas científicos independentes a título pessoal, não como representantes de governos, empregadores ou instituições. O Painel reúne um grupo equilibrado em termos de gênero, composto por 40 especialistas de todas as cinco regiões das Nações Unidas, provenientes da academia, do setor privado, da sociedade civil e da comunidade técnica. É independente de qualquer governo, empresa ou instituição, incluindo as próprias Nações Unidas.O Painel é copresidido por Yoshua Bengio (Canadá) e Maria Ressa (Filipinas), eleitos na reunião inaugural do Painel em 3 de março de 2026. Seu mandato consiste em produzir relatórios anuais que sejam relevantes para políticas públicas, mas não prescritivos, que sintetizem pesquisas sobre as oportunidades, riscos e impactos da IA no domínio não militar. O Secretariado do Painel é coordenado pelo Escritório da ONU para Tecnologias Digitais e Emergentes, que, como entidade coordenadora, apoia o processo do Painel, mas não orienta suas conclusões científicas, e inclui membros da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), além de contar com outras capacidades de todo o sistema.O Relatório Preliminar é a primeira contribuição do Painel para o Diálogo Global das Nações Unidas sobre Governança de IA, também estabelecido sob a resolução A/RES/79/325. O próximo relatório anual do Painel servirá de base para o segundo Diálogo Global, a ser realizado em Nova Iorque em maio de 2027.
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06 junho 2026
Igor Garafulic assume como coordenador residente da ONU no Brasil
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou o chileno Igor Garafulic como coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, com a aprovação do Governo brasileiro. Ele assumiu suas funções no dia 1º de junho.O Sr. Garafulic possui mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento internacional, política econômica, diálogo político e coordenação multilateral, adquirida por meio de cargos de liderança no Sistema das Nações Unidas e no serviço público em diversos países da América Latina e de outras regiões.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
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14 maio 2026
ONU Brasil lança Relatório Anual 2025
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas destaca os principais resultados alcançados pelo Sistema ONU no Brasil ao longo de 2025. Por meio de planejamento integrado, coordenação interagencial e investimentos catalisadores, as 25 entidades da ONU atuaram em parceria com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável do país, considerando as necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e a proteção do meio ambiente.Em um ano de muito destaque internacional para o Brasil, com a Cúpula dos BRICS e a realização da COP30 na Amazônia, a ONU trabalhou incessantemente para apoiar o país e ajudou na formulação, aperfeiçoamento e implementação de 85 políticas públicas, além de 18 instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2025 a ONU trabalhou em temas como direitos humanos, ação climática, combate à fome e à pobreza, comércio, justiça, prevenção de desastres e trabalho decente. Foram 338 iniciativas implementadas, às quais foram destinados US$ 213 milhões. Os benefícios alcançaram milhões de pessoas em todo o país. De acordo com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, “o ano de 2025 marcou a consolidação do Sistema das Nações Unidas no Brasil como um parceiro estratégico, coerente e de alto valor agregado para o país, em um contexto nacional e internacional de elevada complexidade”. O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 253 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Apresenta, ainda, as principais conquistas de cada uma das 25 agências especializadas, fundos e programas da ONU que atuam no Brasil.Confira dez destaques de 2025:10 anos da Livres & Iguais no BrasilFundo Brasil-ONU para a Amazônia em açãoJovens indígenas ocupam redes da @ONUBrasilApoio aos BRICSPreparação da COP30Brasil fora do Mapa da Fome80 anos da ONUONU Brasil na COP30Revisão de meio termo do Marco de CooperaçãoEliminação da transmissão vertical do HIVMarco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento Sustentável Para saber mais, leia aqui o relatório completo e siga @onubrasil nas redes!Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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10 julho 2026
“No Brasil há paz e posso trabalhar para seguir em frente na vida”
Enquanto aguarda o embarque, Kenny Rebolledo observa uma rotina que conhece bem. Durante mais de um ano, acompanhou pessoas surdas em cada etapa da interiorização. Agora, pela primeira vez, é ele quem segue nesse percurso, rumo a uma nova cidade onde pretende trabalhar, reconstruir sua vida e apoiar a família. Kenny Rebolledo, 38 anos, pessoa surda, nasceu em Ocumare del Tuy, no estado de Miranda, na Venezuela. Ainda adolescente, aos 15 anos, começou a aprender a língua de sinais com o apoio do primo, também surdo. Dois anos depois, já dominava a comunicação e participava ativamente da comunidade surda, incluindo atividades esportivas. Em fevereiro de 2024, tomou a decisão de sair da Venezuela. Atravessou a fronteira e chegou ao Brasil poucos dias depois.“No Brasil há paz e posso trabalhar para seguir em frente na vida.” Como pessoa surda, o recomeço exigiu adaptação a uma nova língua de sinais e a um novo idioma. Usuário da Língua de Sinais Venezuelana (LSV), em apenas três meses, aprendeu também a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A partir disso, passou a se conectar com a comunidade surda local, frequentar espaços coletivos e reconstruir, com autonomia, sua rede no Brasil. No dia a dia, também utiliza recursos como a leitura labial para se comunicar em outros contextos. Foi nesse processo de adaptação e aproximação com a comunidade local que Kenny passou a atuar com a Agência da ONU para as Migrações (OIM). Apoiando pessoas surdas na Estratégia de Interiorização, participou do programa da Operação Acolhida que leva voluntariamente pessoas venezuelanas de Boa Vista para integração em outras cidades do Brasil. Na agência, durante mais de um ano, trabalhou como intérprete, auxiliando em entrevistas, orientações e no acesso à comunicação para outras pessoas surdas, utilizando a Língua de Sinais Venezuelana e Libras. Ao longo desse período, passou a conhecer de perto cada etapa do processo de interiorização, o mesmo que agora se prepara para vivenciar. “Muitas pessoas não sabem português nem Libras, então eu ajudava”, conta. Mais do que um trabalho, foi uma experiência de troca, de escuta, de reconhecimento e de identificação com histórias que, muitas vezes, se pareciam com a sua. Atendido pelos colegas com quem costumava trabalhar, ele se despede de Roraima para iniciar seu processo de interiorização. O destino é Tijucas, estado de Santa Catarina, no sul do país, onde pretende começar uma nova etapa de vida. “Quero ajudar minha mãe, meu primo surdo… e seguir em frente”, diz. Ele conta que se sente ansioso, mas também confiante. Depois de mais de um ano vivendo em Roraima, acredita que aprendeu muito. Em seu novo caminho, quer trabalhar, se estabelecer e criar condições para apoiar sua família. Entre seus planos estão conseguir um emprego, ter sua própria casa para receber a família e construir novas relações. “Quero que seja um futuro com responsabilidade, esforço e esperança.” Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e visite a página da OIM Brasil.
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História
03 julho 2026
Do Pará à ONU: “Meio ambiente é direito humano”
“O rio é a nossa rua. É ele que nos dá o nosso alimento. Dos rios nós tomamos essa água.” - Cristina Fernandes, presidente da Colônia Z-15 de Igarapé Miri, no Pará. Cristina participa dos Acordos de Pesca, um programa paraense de gestão participativa voltado ao ordenamento da atividade pesqueira e à proteção de comunidades ribeirinhas. Na última quinta (25), em Tbilisi, Geórgia, o programa Acordos de Pesca foi uma das 12 iniciativas premiadas pelas Nações Unidas na edição de 2026 do Prêmio de Serviço Público. A iniciativa do Pará foi premiada na categoria “Participação e engajamento para a tomada de decisões inclusivas”. Acordos de Pesca: governança participativa e comunitáriaA iniciativa Acordos de Pesca da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará é um modelo de governança participativa que atua na mediação e validação das decisões comunitárias sobre a atividade pesqueira do estado. A política pública, estruturada no Programa Regulariza Pará, aborda a sobrepesca, a fraca efetividade das regulamentações impostas sem participação das comunidades e os conflitos sociais entre pescadores artesanais e industriais.“É uma política que, primeiro, tem uma escolha: ela nasce dos territórios e dialoga com eles”, afirma o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental do Pará, Rodolpho Bastos, coordenador da delegação premiada em Tbilisi. Os principais objetivos são conservar os estoques pesqueiros, garantir a segurança alimentar, fortalecer os meios de subsistência tradicionais, reduzir conflitos e promover o desenvolvimento sustentável na região amazônica. Os acordos de pesca são elaborados por meio de assembleias comunitárias, que envolvem comunidades ribeirinhas, povos indígenas, quilombolas e extrativistas. Nesse processo, as comunidades definem coletivamente regras específicas de seu território, como zonas de pesca, artes de pesca permitidas, épocas de defeso e espécies-alvo. Uma vez validados pelas autoridades ambientais, os acordos tornam-se juridicamente vinculativos para todos os usuários do território.“A política de acordos de pesca é uma microssolução territorial para co-gestão dos recursos pesqueiros, mas é uma macropolítica porque carrega a ideia de permanência e continuidade das pessoas de cada território”, afirma Selma Solange Santos, analista ambiental e assessora da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará.Os acordos de pesca mediados pelo Estado e desenvolvidos pelas comunidades pesqueiras e ribeirinhas são adaptados para cada realidade territorial. “A norma é construída pelas comunidades, em conjunto, nessas assembleias. E o Estado faz a mediação desse diálogo e valida essa norma. Uma norma que emana diretamente da população que vive da pesca e conhece o território”, afirma Rodolpho. Em números, os impactos da iniciativa, que teve início em 2021, são: 6.000 quilômetros quadrados de territórios de pesca conservados e gerenciados sob governança comunitária.337 comunidades com acordos homologados garantem direitos sobre territórios de pesca, beneficiando mais de 21.000 famílias.85% das comunidades representadas em comitês (2023).200 jovens capacitados como monitores agentes ambientais.Saber tradicional e comunidades ribeirinhas A iniciativa parte da aprendizagem territorial, isto é, incentivar o território e empoderamento dos saberes locais e tradicionais como fonte primária do conhecimento socioambiental, a partir da governança comunitária. Ela realiza uma função importante no fortalecimento da atividade pesqueira artesanal. “As comunidades já fazem, na Amazônia, o manejo de seu território. Nesse manejo, os recursos fazem parte da reprodução da vida. As comunidades fazem isso ancestralmente, de forma diversificada e estruturada com suas tecnologias tradicionais”, afirma a analista ambiental. O projeto, ao contribuir para a proteção das comunidades ribeirinhas pesqueiras, também impulsiona a visibilidade dessas pessoas e o reconhecimento de seus modos de vida e existência. Ao garantir a sustentabilidade da pesca, a iniciativa também contribui diretamente para a conservação da floresta. Em entrevista para o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), o secretário Rodolpho Bastos enfatiza: “Onde tem Acordo de Pesca, onde tem pescador atuando, a floresta é preservada”. A política atua, assim, diretamente na conservação da biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas, aquáticos e terrestres. “A iniciativa não é levar o conhecimento técnico para o território e sim uma política de aprendizagem territorial: aprender com quem está lá e com o conhecimento que foi passado de geração em geração”, disse Selma à equipe do UNIC Rio.Ela também argumenta que encarar a pesca como uma das principais bioeconomias da Amazônia é essencial. “Já existe nessas regiões toda uma economia coletiva muito forte. A política traz muito esse senso de reconhecimento do papel que essas economias coletivas possuem dentro do território amazônico”, explica Selma. Políticas públicas voltadas à permanência nos territórios se mostram indispensáveis no reconhecimento do papel das economias coletivas e locais e na preservação da pesca artesanal.Assim, a iniciativa estabelece uma relação indissociável entre pesca, direitos humanos e cidadania. “A partir do momento que eles nos convidam e começamos a estabelecer uma relação virtuosa com os acordos de pesca, começamos a trabalhar em parceria com diversos serviços públicos”, explica Selma. Os acordos de pesca servem como ponto de entrada para políticas públicas, com efeitos concretos na Regularização Fundiária e Ambiental. As comunidades têm acesso a Programas Sociais, como o cadastro no Programa Pesca Justa (Governo do Pará), que beneficiou 1.200 famílias com crédito para equipamentos (freezers, geladeiras comunitárias), certificação para vendas diretas a mercados institucionais e infraestrutura básica. “Trabalhamos a relação conservação da biodiversidade e o fortalecimento da economia local, mas também nos preocupamos muito com a presença do serviço público e garantias de direitos territoriais, sociais e humanos”, destaca Rodolpho. Prêmio de Serviço Público da ONU 2026 e Agenda 2030 Para o secretário Rodolpho, a cerimônia destaca o papel da cooperação e da troca de experiências entre servidores públicos. Diante das dificuldades no acesso ao financiamento climático, o prêmio simboliza a valorização de iniciativas do setor público para o desenvolvimento sustentável. “Ficamos muito contentes de nos sentirmos parte desse prêmio”, afirma. Além da visibilidade que o recebimento do prêmio proporcionou, a iniciativa, para Selma, “mostrou que vale a pena investir na participação comunitária e na governança participativa e principalmente na importância de não deixar ninguém para trás”, disse, fazendo menção à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa contribui de maneiras diversas para múltiplos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): sustentabilidade da pesca, da bioeconomia, da conservação ambiental, da segurança alimentar, das instituições reguladoras, dos serviços públicos e das próprias comunidades. Trata-se de impacto intersetorial em prol da conservação ambiental e da defesa dos direitos humanos, sem deixar ninguém para trás. Para saber mais, leia a matéria da ONU Brasil sobre o Prêmio de Serviço Público da ONU 2026 e acesse a página do Prêmio das Nações Unidas sobre os Acordos de Pesca.
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História
02 julho 2026
“O UNICEF foi o lugar onde eu entendi que a minha voz tinha força’’
Moradora da Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Larissa Lúcia cresceu acompanhando de perto os desafios que atravessam a juventude periférica: violência, falta de acesso a direitos e oportunidades que raramente chegam à borda da cidade.Entre projetos, formações e mobilizações, Larissa construiu uma trajetória marcada pelo protagonismo juvenil e pela parceria contínua com o UNICEF, que se tornou referência e ponto de apoio ao longo de sua caminhada.A relação de Larissa com a mobilização juvenil começou cedo, aos 16 anos, quando ainda buscava entender qual poderia ser seu lugar dentro das discussões sobre direitos, cidadania e transformação social. Foi por meio de iniciativas voltadas a adolescentes e jovens que ela começou a se aproximar de temas como educação, saúde e participação democrática. “Eu sempre gostei de me envolver, de estar em grupo, de pensar projetos coletivos. Mas eu ainda não sabia que isso tinha nome, que isso era participação social.”Esse despertar inicial abriu portas para outros espaços, nos quais ela pôde desenvolver habilidades, assumir responsabilidades e se reconhecer enquanto liderança.A conexão com o UNICEF se deu de forma quase inevitável para quem já vinha observando o cotidiano do território com espírito crítico e desejo de mudança.“O UNICEF foi o lugar onde eu entendi que a minha voz tinha força. Eu cheguei ali meio tímida, meio sem saber se eu tinha algo a dizer, mas percebi rápido que não só tinha como era necessário dizer”, conta. Larissa participou de diferentes iniciativas do UNICEF, entre elas: Zona Nossa, onde começou a compreender a dimensão política das experiências que vivia.Chama na Solução, que a aproximou da educomunicação e da criação de projetos voltados ao território.Incubadora de Comunicação Popular (iComPop), no qual atuou como mentora, experiência em que passou a coordenar jovens e construir processos coletivos de comunicação no território. Também participou de pesquisas, rodas de conversa e eventos que aproximavam jovens do debate sobre políticas públicas, como encontros voltados para saúde, prevenção e direitos sexuais e reprodutivos e atuação em momentos de mobilização sobre violência urbana, direitos humanos e garantia de acesso à escola. Aos poucos, os projetos se tornaram parte fundamental de sua trajetória. “O UNICEF me ensinou a olhar para a minha comunidade com a lente da transformação. Não como um lugar condenado, mas como um lugar cheio de potência, onde a gente pode e deve construir alternativas.”A parceria com o UNICEF não se limitou às atividades pontuais, ela se tornou uma presença constante: “O UNICEF estava ali através da Agenda, acompanhando, incentivando, abrindo caminhos. Não era só o projeto em si, era saber que existia uma instituição internacional, gigante, confiando no que a gente podia construir em nosso território.”Essa confiança fortaleceu sua atuação. Larissa passou a facilitar encontros, participar de debates públicos e contribuir para discussões sobre juventude nos espaços do UNICEF. “Cada vez que eu participava de alguma coisa, eu crescia um pouco. Ganhei segurança, conhecimento, maturidade e clareza sobre o meu papel”, conta.Esse processo se aprofundou quando Larissa assumiu o papel de mentora do iComPop (Incubadora de Comunicação Popular), projeto do UNICEF implementado pela Bem.TV. Larissa explica como essa experiência transformou sua trajetória e reflete sobre a importância de participar de um projeto do UNICEF em seu território. “Eu acredito que a minha percepção enquanto comunicadora mudou a partir do momento que eu assumi a mentoria da iComPop. Me fez me entender enquanto comunicadora popular, enquanto liderança do meu território. Me fez entender que eu tinha um papel na minha comunidade. Eu tive a oportunidade de me redescobrir, me reinventar”, conta. Hoje, depois de tantos caminhos construídos, a jovem de 21 anos é estudante de comunicação social pela universidade Estácio de Sá, atua como estagiária de comunicação Defensoria Pública do Rio de Janeiro e no Centro de Promoção de Saúde (CEDAPS). Ela aponta que os projetos tiveram efeitos profundos em sua trajetória, criando redes de apoio, de afeto, trabalho e de construção política. “Eu conheci pessoas que mudaram minha forma de viver e de pensar. Gente que queria transformar junto, que tinha histórias parecidas com as minhas, que me fazia sentir parte de algo maior.” Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do UNICEF Brasil!
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História
01 julho 2026
“Essa tranquilidade e apoio que estamos recebendo amortecem os traumas e nos devolvem a esperança”
Sofía del Carmen, técnica ambiental, e Luis Beltrán Fuentes, técnico superior petroleiro, chegaram ao Brasil atravessados por incertezas. “Chegamos nervosos, cheios de expectativas e temores”, contou Sofía. O filho do casal, Luciano Stefano, resume o período: “Eu me sentia assustado”.Luis, o pai, foi perseguido político na Venezuela, o que forçou a família a deixar tudo para trás. “Tivemos que sair do nosso país com todos esses traumas… Em alguns momentos, precisamos deixar de comer para que nosso filho comesse”, relembrou.“Mas aqui isso mudou. Essa tranquilidade e apoio que estamos recebendo amortecem os traumas e nos devolvem a esperança”, acrescentou.A mudança que se descortina agora, segundo a família, é a possibilidade de pensar no futuro sem que o presente esteja permeado por emergências. “Sempre mantivemos uma postura positiva, independentemente das adversidades”, afirmou Luis. “Mas as oportunidades que nos foram oferecidas aqui nos permitem fazer aquilo que toda família deveria poder fazer: planejar a própria vida.” O planejamento inclui também retribuir. “Queremos colocar nosso grão de areia, nossa força de trabalho e tudo o que temos de bom para colaborar com o desenvolvimento do Brasil”, disse. Sobre o futuro, Luciano reflete: “Quero aprender português, estudar o máximo que puder e depois seguir a carreira que eu gostar. Quero ser arquiteto.” A realidade da família se assemelha com a de muitas outras. Kariannys veio de Ciudad Guayana, na Venezuela. “Viemos quase sem nada. Tivemos que começar do zero”, lembrou. O que encontrou no abrigo da Aldeias Infantis SOS em Brasília, portanto, foi o início de um tempo diferente. Um tempo em que se pode fechar a porta do quarto, tomar banho com privacidade, guardar roupas em um armário, ter segurança alimentar e voltar a fazer planos.“Meus filhos têm muitos sonhos”, contou. “Aqui eu me sinto confiante de que poderei realizá-los. Quero que estudem, que sejam alguém na vida. Estamos, de verdade, contentes por esse cuidado conosco.” Ela adiciona: “Aqui nos fizeram sentir em casa. É um alívio e nos devolve a confiança e a esperança para seguir adiante”.ACNUR em ação: Operação Acolhida Chegaram a Brasília, em janeiro, 13 famílias, 60 pessoas ao todos, por meio do processo de interiorização nas Aldeias Infantis SOS, coordenado pela Operação Acolhida - estratégia do Governo Federal em resposta ao fluxo migratório venezuelano - com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).O acolhimento ocorre no âmbito do projeto Brasil Sem Fronteiras, uma parceria que garante abrigo temporário, apoio psicossocial e acompanhamento para a integração local. A iniciativa agora entra em um novo momento, com sua continuidade assegurada por um aporte da Children’s Village Worldwide (CVW), organização que integra a rede global da Aldeias Infantis SOS, presente em mais de 130 países, referência em cuidado de crianças. Do abrigamento emergencial ao recomeço possível: a rede por trás da integraçãoPara Edson Neris Bahia, representante das Aldeias Infantis SOS, o momento traz um significado especial. “Para nós é um momento de muita alegria. Estávamos ansiosos pela chegada das primeiras famílias nessa nova fase do projeto, contemplada pela CVW. Um espaço bonito e tranquilo, com uma equipe que dará o apoio necessário para que essas famílias possam ter novas oportunidades para conquistar autonomia e independência”, relatou.A realocação voluntária dessas famílias integra o processo de interiorização coordenado pela Operação Acolhida, estratégia do Governo Federal em resposta ao fluxo migratório venezuelano iniciado em 2018. Em colaboração com parceiros estratégicos como o ACNUR, a Força-Tarefa Logística Humanitária já interiorizou mais de 156 mil pessoas para cerca de 1.100 municípios brasileiros.“Transformar vidas é a essência do nosso trabalho. A Operação Acolhida chega ao seu oitavo ano como um marco de dignidade e proteção social, buscando garantir a integração de refugiados e migrantes venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade nos municípios de todo o país”, declarou o chefe da Assessoria de Comunicação da Operação Acolhida, Tenente-Coronel Magno Barros.O processo de interiorização, explica, é uma das chaves dessa estratégia. “Aqui, essas famílias passam a ter acesso a serviços, como educação, trabalho e geração de renda, com o objetivo de reconstruir suas vidas com dignidade.” Um trabalho que se faz em rede e que cria condições para que famílias como as de Kariannys, Sofía, Luis e Luciano possam voltar a permanecer, planejar e seguir adiante com segurança e pertencimento.Para saber mais, siga @acnurbrasil e visite a página do ACNUR no Brasil!
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História
19 junho 2026
“Desenvolvi habilidades que eu não sabia que tinha”
Em 2025, aos 16 anos, Iara Lima, estudante da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José de Caldas Brito, em Linhares (ES), iniciou o ano letivo no 6º ano, com cinco anos de atraso em relação à idade adequada para a série. Por esse motivo, ingressou no Programa Sucesso Escolar (PSE) – iniciativa que faz parte da estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) –, implementado pela Secretaria Estadual de Educação do Espírito Santo. O programa tem como objetivo o enfrentamento da distorção idade-série e a recomposição das aprendizagens para que os estudantes aprendam e avancem nos estudos.“Eu estava bem defasada e vi o programa como uma oportunidade para conseguir progredir mais e alcançar meu objetivo. Eu entrei determinada a passar”, afirma.Seu desempenho consistente consolidou sua progressão para o 9º ano e reforçou seu projeto de continuar os estudos e ingressar no ensino superior. Iara assumiu um papel de protagonismo na turma, foi eleita vice-líder de classe e passou a apoiar colegas que enfrentavam dificuldades semelhantes às que ela própria vivenciou.“O professor me apoiou bastante, me deu conselhos, e eu conversava muito com ele. Percebi que tenho capacidade de liderar pessoas e desenvolvi habilidades que eu não sabia que tinha”, diz Iara. Para a mãe, Camila da Silva, o retorno à escola marcou um novo momento na vida da filha:“Fiquei muito feliz. Ela voltou mais esforçada e cada dia está se dedicando mais”.Os planos para o futuro de Iara já estão desenhados. “Quero terminar a escola e fazer faculdade de psicologia”, afirma. O interesse surgiu a partir da convivência com outras pessoas no ambiente escolar. “Eu gosto de conversar, de ajudar quando vejo alguém mais isolado. Isso me chamou atenção”. Ainda sobre o futuro, Iara conta: “Eu penso muito em como vou me ver lá na frente. Quero ter um futuro melhor e estou aproveitando as oportunidades”. Refletindo sobre sua trajetória, ela deixa um conselho para outros jovens que enfrentam dificuldades na escola: “Eu daria o conselho de não desistir. Com fé e perseverança, você vai conseguir”.Escola como ambiente acolhedorAo longo de cinco anos de implementação, o Programa Sucesso Escolar (PSE) ganhou identidade própria e se consolidou como um espaço de acolhimento para estudantes em distorção idade-série na escola. Sem rótulos, os estudantes são acompanhados por meio de tutorias individualizadas e incentivados a desenvolver o sentimento de pertencimento à escola. Durante o ano letivo, a equipe pedagógica acompanha de perto cada estudante, observando seu desenvolvimento, amadurecimento e a construção de habilidades para definir, de forma responsável, o avanço mais adequado em sua trajetória escolar.Para a coordenadora pedagógica, Carmen Gisele Martins da Silva, o acompanhamento individualizado e a tutoria são fundamentais para que os estudantes se engajem novamente: “Quando o aluno percebe que tem alguém acompanhando de perto, cobrando, orientando e entendendo o que ele viveu, ele se sente mais seguro e passa a se envolver mais com a escola. Quando eles começam a se sentir importantes dentro da escola, o desenvolvimento aparece”.A experiência de Iara reflete a de muitos estudantes atendidos pelo Programa Sucesso Escolar. Segundo o ex-professor de Iara na turma do programa, Bruno Gomes, os estudantes costumam chegar com histórico de interrupções na trajetória escolar e dificuldades acumuladas ao longo dos anos.“Esses estudantes chegam com defasagens e, muitas vezes, com dificuldades de aprendizagem e de adaptação ao ambiente escolar. O trabalho começa mostrando que é possível avançar, mas com acompanhamento próximo, diálogo e com exigência, para que o resultado seja consistente”, explica.Para a professora de Língua Portuguesa e nova tutora da turma, Andressa Alvarenga, o trabalho vai além do conteúdo escolar. “A gente procura trabalhar de forma dinâmica, com projetos, convivência, empatia e responsabilidade. Não é só aprender o conteúdo, mas também se desenvolver como pessoa e como estudante”, afirma. Ação do UNICEF e estratégia Trajetórias de Sucesso EscolarPara a subgerente de Desenvolvimento Curricular no Estado, Débora Aparecida Furieri Matos, a parceria constante com o UNICEF tem sido fundamental para fortalecer a proposta do programa:“O Programa Sucesso Escolar foi construído em diálogo com o UNICEF para enfrentar a distorção idade-série no estado. Desde então, mantemos uma parceria permanente, com reuniões, diálogos pedagógicos, visitas às escolas e apoio para o aprimoramento do programa. Essa cooperação tem sido fundamental para fortalecer a proposta, revisar o currículo ao longo dos anos e apoiar as equipes escolares no atendimento aos estudantes que chegam com maiores dificuldades”.A estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar (TSE) é desenvolvida tendo a Roda Educativa como parceiro implementador. O objetivo é facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes.A página da TSE disponibiliza materiais pedagógicos – com as experiências didáticas –, textos, vídeos e dados relativos às taxas de distorção, abandono escolar e reprovação, com recortes por gênero, raça e localidade, que mostram as relações entre o atraso escolar e as desigualdades brasileiras.Para a estratégia, o UNICEF Brasil conta com a parceria do Instituto Claro. Para ações gerais de Educação, temos também a parceria estratégica de TP, parceria da Fundação Itaú e o apoio de FTD Educação. Além disso, o UNICEF tem a XBRI Pneus como parceira estratégica para toda sua atuação no Brasil.Para saber mais, acesse a página das Trajetórias de Sucesso Escolar e siga @unicefbrasil nas redes.
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Notícias
08 julho 2026
Leão de Bronze: Campanha do UNAIDS Brasil e Africa Creative recebe prêmio internacional de publicidade em Cannes
O UNAIDS Brasil e a Africa Creative receberam o Leão de Bronze na categoria Social & Creator do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, o Cannes Lions, pela campanha “Proibidão Protegidão”, que transformou o funk em uma ferramenta de comunicação para ampliar o debate sobre prevenção ao HIV.A premiação aconteceu no final de junho, em Cannes, na França. A campanha também foi finalista nas categorias de Audio & Radio e Media.Campanha “Proibidão Protegidão”A campanha lançada em 8 de abril utiliza músicas de funk — um dos 10 ritmos mais ouvidos no Brasil — para ampliar a mensagem sobre prevenção ao HIV entre jovens, população que, no Brasil, concentra cerca de 48,7% das novas infecções por HIV, segundo dados do Ministério da Saúde.A escolha do funk como base para a campanha reflete alcance crescente da influência do gênero entre a Geração Z. Ao se apropriar da estética visual das capas de “funk proibidão”, o UNAIDS e a Africa Creative levam a mensagem de prevenção para um ambiente em que a sexualidade já é absorvida e consumida naturalmente, mas onde informações que promovem autonomia, proteção e escolhas conscientes sobre prevenção ao HIV e outras IST nem sempre estão presentes.Entre as músicas selecionadas para a campanha estão “Fazer falta”, de Mc Livinho, com mais de 230 milhões de plays, “Flauta”, de Mc Mari, com mais de 10 milhões de plays, “Vínculo nenhum”, de MC Davi, com mais de 10 milhões de plays e “Empurra empurra”, de MC Drika, com mais de 27 milhões de plays. A premiação e a importância para o BrasilConhecido como o “Oscar da Propaganda”, o Cannes Lions reconhece globalmente campanhas, ideias e inovações, e abrange áreas como comunicação, design, tecnologia e mídias digitais e é realizado anualmente em Cannes, na França.“Cover It, nossa parceria com o UNAIDS, é um exemplo do valor público da publicidade. Ao recolocar no radar da sociedade um problema urgente que havia perdido espaço no debate público, a campanha mostra como ideias criativas podem ampliar a conscientização e influenciar mudanças positivas de comportamento”, destaca Raphael Vandystadt, vice-presidente de Sustentabilidade da Africa Creative e cofundador da Pororoca, agência de comunicação pensada para projetos de sustentabilidade. UNAIDS na Cannes LionsO UNAIDS já participou de outras edições da premiação. Em 2022, as campanhas “The Mirror – See Me As I Am” e “Unbox Me” foram premiadas, sendo esta última premiada com três Cannes Lions Awards.Em 2023, a campanha “Unbox Me” foi novamente indicada, recebendo, nesta edição, três Spikes Asia Awards. Em 2026, é a primeira indicação do UNAIDS Brasil ao prêmio.“A conquista do Leão de Bronze pelo UNAIDS e a Africa Creative com a campanha “Proibidão Protegidão” é especialmente significativa porque, além de ser a primeira indicação do UNAIDS Brasil, o prêmio demonstra que assuntos como prevenção ao HIV e proteção dos direitos humanos não são somente questões de saúde, mas também questões de informação que precisam ser adaptadas a diferentes públicos. Precisamos promover novas linguagens para que tenhamos uma resposta ao HIV abrangente”, diz a diretora e representante do UNAIDS no Brasil, Andrea Boccardi Vidarte. Para saber mais, siga @unaidsbrasil nas redes e acesse a playlist da campanha Proibidão Protegidão no Spotify.
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08 julho 2026
UNIDO abre inscrições para segunda edição do ONE World Sustainability Awards
Estão abertas as inscrições para a segunda edição do ONE World Sustainability Awards, a primeira premiação da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) dedicada a reconhecer empresas que transformam inovação em soluções sustentáveis com impacto global.Após reunir quase 2.000 empresas de 135 países em sua edição inaugural, a premiação convida novamente empresas de todo o mundo a integrar essa comunidade global de organizações comprometidas com o desenvolvimento inclusivo e sustentável.Criada pela UNIDO para destacar soluções empresariais de sustentabilidade, a iniciativa reconhece projetos inovadores em três categorias:Cadeias de Suprimentos Sustentáveis: Para empresas que estão revolucionando práticas de fornecimento, redução de emissões, trabalho justo ou criação de valor local, tendo a sustentabilidade como norte. Categoria voltada para empresas que impulsionem cadeias de suprimentos sustentáveis em nível regional ou global – incluindo fabricantes, cooperativas, programas de fornecimento ético/certificação ou iniciativas multissetoriais.Mulheres na Indústria: Para empresas que promovem a igualdade de gênero em suas operações. Categoria voltada para empresas, fabricantes ou cooperativas que impulsionam modelos de negócio transformadores em termos de gênero.Startups Inovadoras: Para empresas que utilizam tecnologias inovadoras e modelos de negócio escaláveis. Categoria voltada para startups que desenvolvem ou implementam novas tecnologias, modelos de negócio ou soluções digitais/verdes com claro potencial para transformar um setor ou mercado – por exemplo, desenvolvedores de tecnologias limpas, plataformas digitais, inovadores em economia circular, soluções de robótica e inteligência artificial (IA) para a indústria e startups de materiais sustentáveis.O objetivo do ONE World Sustainability Awards é oferecer uma plataforma global para que empresas ampliem seu impacto, expandam seu alcance e escalem suas inovações. Qualquer empresa pode se candidatar, contanto que atenda aos critérios de cada categoria, detalhados na página da premiação.A ONE World amplia a visibilidade global dos vencedores e finalistas. A participação em eventos internacionais de alto nível e o acesso a oportunidades de treinamento e mentoria online fortalecem ainda mais essa comunidade global de empresas visionárias.“Este é o início de um movimento em que a sustentabilidade não é uma opção, mas um padrão. Os vencedores de 2025 nos mostram que inovação, responsabilidade e sucesso podem caminhar lado a lado. As escolhas que fazemos hoje – como produzimos e como consumimos – impactam nossas sociedades hoje e amanhã. Juntos, podemos construir um futuro justo, sustentável e cheio de oportunidades para todas as pessoas”, afirmou Gerd Müller, diretor-geral da UNIDO. Os fiinalistas e vencedores de 2026 serão selecionados por um júri independente de alto nível formado por especialistas de diferentes partes do mundo.A Cerimônia de Premiação deste ano ocorrerá como parte das celebrações do 60º aniversário da UNIDO, na Prefeitura de Viena (Áustria), em novembro.Inscreva-se até dia 15 de julho de 2026 na página do UNIDO: https://www.unido.org/oneworld-sustainability-awardsPara dúvidas e mais informações, entre em contato: award@unido.org
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Notícias
08 julho 2026
No Congresso Nacional, ONU destaca cooperativismo como aliado do desenvolvimento sustentável
“Cooperativas por um mundo pacífico”: o tema do Dia Internacional do Cooperativismo 2026, assinalado em 4 de julho, enfatiza o papel do cooperativismo na construção de sociedades mais inclusivas, resilientes e democráticas. Estabelecida pela Assembleia Geral da ONU em 1993, a data internacional celebra o poder transformador das mais de 3 milhões de cooperativas existentes em todo o mundo - que representam cerca de 12% da população mundial. Em um mundo marcado por conflitos, desigualdades, fragmentação social e declínio da confiança nas instituições, o tema escolhido para este ano enfatiza que a paz duradoura precisa ser ancorada na inclusão e no diálogo social e na segurança econômica. Em seu discurso na Sessão Solene da Câmara dos Deputados dedicada à data internacional, em 7 de julho, o coordenador residente da ONU no Brasil, Igor Garafulic, destacou que “construir vínculos duradouros entre pessoas, comunidades e instituições deixou de ser apenas uma aspiração; tornou-se uma necessidade.” Baseadas na gestão participativa, na adesão voluntária e na responsabilidade compartilhada, as cooperativas criam espaços de diálogo, fortalecem a confiança e promovem soluções coletivas para desafios sociais e econômicos. Em todo o mundo, as cooperativas empregam mais de 280 milhões de pessoas - mais de 10% da força de trabalho global. Para o coordenador residente, “as cooperativas demonstram, todos os dias, que é possível construir pontes. Elas fortalecem a confiança entre as pessoas, ampliam oportunidades econômicas, promovem a participação democrática, reduzem desigualdades e contribuem para comunidades mais resilientes e inclusivas.” Identidade cooperativa: Força poderosa em prol do desenvolvimento sustentável Definidas pela Aliança Cooperativa Internacional como associações autônomas de pessoas que se unem voluntariamente para atender às suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais, as cooperativas colocam as pessoas no centro da atividade econômica. Sua atuação é orientada pelos valores de autoajuda, autorresponsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Esses princípios conferem às cooperativas seu caráter particular como instituições por meio das quais as pessoas compartilham responsabilidades, exercem voz democrática e utilizam a iniciativa empresarial para promover a dignidade humana, a inclusão social e o bem-estar da comunidade. Na Câmara dos Deputados, em Brasília, o coordenador Igor Garafulic explicou a o valor conferido pela ONU às cooperativas: “As Nações Unidas reconhecem o cooperativismo como um parceiro estratégico para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e vêm incentivando, de forma consistente, que os Estados criem ambientes favoráveis ao seu fortalecimento.”As 300 maiores cooperativas do mundo registraram um faturamento total de 2,4 trilhões de dólares, ao mesmo tempo em que fornecem os serviços e a infraestrutura de que a sociedade precisa para prosperar. Presentes no cotidiano de milhões de pessoas, as cooperativas oferecem acesso a crédito, moradia, alimentação, serviços, mercados, produção, cuidados e apoio social. São empresas economicamente poderosas mas socialmente responsáveis. Enraizadas localmente, mas conectadas além das fronteiras. Autônomas, mas comprometidas com o bem comum. Ao colocar as pessoas e as comunidades à frente, o movimento cooperativo demonstra que a atividade econômica pode ser organizada de forma a promover a dignidade, a prosperidade compartilhada e o desenvolvimento sustentável, sem deixar ninguém para trás. Cooperativismo no Brasil: Visão de longo prazo para o crescimento, a inclusão e o fortalecimento da democracia No Brasil, as cooperativas desempenham papel importante na geração de emprego e renda, no fortalecimento das economias locais e na ampliação de oportunidades para pequenos produtores e empreendedores, contribuindo para reduzir desigualdades regionais. “Uma visão de longo prazo contribuiu para que o cooperativismo brasileiro se consolidasse como um importante motor da economia nacional. Hoje, milhões de brasileiros participam de cooperativas nos mais diversos setores — agropecuária, crédito, saúde, transporte, habitação, infraestrutura, consumo, trabalho e tantos outros”, afirmou o coordenador residente Igor Garafulic. Organizada pela Câmara dos Deputados em colaboração com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), a Sessão Solene para o Dia do Cooperativismo reuniu congressistas, a sociedade civil e líderes do setor para reconhecer a contribuição do modelo cooperativista para o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e o fortalecimento da democracia brasileira. Assista à gravação no YouTube: Para mais informações, acesse a página das Nações Unidas para o Dia Internacional das Cooperativas e acompanhe a cobertura da ONU News em português.
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03 julho 2026
Jovem brasileira participa de visita histórica a Hiroshima e Nagasaki por um mundo livre de armas nucleares
De 29 de junho a 3 de julho de 2026, 50 jovens líderes de 39 países embarcam em uma visita de estudo a Nagasaki e Hiroshima, no Japão, como parte do Fundo de Jovens Líderes por um Mundo sem Armas Nucleares (YLF). Durante a visita de estudo, os jovens participarão de discussões sobre o desarmamento nuclear no atual cenário de segurança internacional e sobre o papel fundamental que a juventude desempenha na promoção de um mundo livre de armas nucleares. O Fundo YLF é um programa de aprendizagem inovador administrado pelo Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento (ODA), com generosas contribuições financeiras do governo do Japão, com o objetivo de capacitar líderes emergentes com conhecimento, redes de contato, habilidades e capacidades criativas para promover o desarmamento nuclear em todo o mundo. O programa reúne um grupo diversificado de participantes de todos os grupos regionais das Nações Unidas, incluindo países com e sem armas nucleares.A visita de estudo, apoiada pelo Escritório de Hiroshima do Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR), inclui intercâmbios importantes com hibakusha (pessoas sobreviventes dos bombardeios atômicos), representantes do governo do Japão, organizações da sociedade civil e jovens de todo o mundo e do próprio Japão. Jovens participantes também realizarão excursões de campo para aprender mais sobre o impacto humano e ambiental dos bombardeios atômicos de Nagasaki e Hiroshima. A visita culminará em um evento em Hiroshima intitulado: “Da Memória à Ação”, no qual as pessoas jovens participantes demonstrarão habilidades e conhecimentos sobre desarmamento adquiridos por meio do programa YLF e conduzirão um diálogo com jovens japoneses e tomadores de decisão para identificar ações políticas rumo a um mundo livre de armas nucleares.O evento contará com a presença do secretário-geral da Agência para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe, embaixador Juan Carlos Ojeda; a vice-diretora e professora do Centro de Pesquisa para a Abolição de Armas Nucleares da Universidade de Nagasaki, Kazuko Hikawa; e Koko Kondo, hibakusha de Hiroshima.Como resultado concreto dessa iniciativa, os jovens participantes apresentarão um manual destinado às futuras turmas do Fundo YLF, com informações práticas para incentivar a colaboração de longo prazo em direção ao desarmamento nuclear, a partir de uma perspectiva centrada no ser humano.A visita de estudo integra a segunda fase da edição de 2025-2026 do YLF, lançada em julho do ano passado. Essa fase incluiu treinamento on-line abrangente por meio de webinars, aprendizagem individualizada, oficinas de capacitação e a criação de grupos regionais para promover o diálogo e fortalecer competências em temas como o mecanismo de desarmamento, instrumentos multilaterais, o papel das Nações Unidas no desarmamento nuclear e questões transversais.“O YLF oferece uma base educacional sólida para jovens líderes, mergulhando-os em uma variedade de temas, desde políticas de desarmamento até depoimentos de sobreviventes e narrativas. Ao fazer isso, reforça uma visão de desarmamento e segurança centrada no ser humano, sustentável e fundamentada nas lições duradouras do uso de armas nucleares. Os participantes do YLF não são meros observadores à distância, mas contribuintes ativos para a defesa e as discussões sobre o desarmamento”, afirma a subsecretária-geral e alta representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu. Um componente central desta segunda fase tem sido o desenvolvimento de habilidades de comunicação. Os jovens participantes participaram de treinamentos sobre como comunicar depoimentos, experiências e conhecimentos relacionados às armas nucleares de maneira acessível e envolvente. O Fundo YLF promove, dessa maneira, um diálogo intergeracional significativo entre as pessoas sobreviventes dos bombardeios atômicos de 1945 e as gerações mais jovens que darão continuidade ao seu legado.Descubra mais em @UN_Disarmament e na página do Fundo de Jovens Líderes por um Mundo sem Armas Nucleares (YLF).Contatos para a imprensa: Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento (ODA): youthleaderfund@un.org
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03 julho 2026
UNODC convida jovens para concurso internacional de arte sobre prevenção ao crime
Crianças e jovens em todo o mundo enfrentam desafios complexos e interligados relacionados à criminalidade, violência, drogas, exclusão social e oportunidades limitadas. Jovens são afetados de forma desproporcional por diferentes formas de violência e criminalidade, seja como vítimas, testemunhas ou jovens em conflito com a lei.O concurso internacional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) oferece um espaço para que os jovens compartilhem suas experiências, ideias, desafios e esperanças. As contribuições buscam ampliar a compreensão sobre as causas da violência e da criminalidade, fortalecer fatores de proteção e apoiar ações de reabilitação, reintegração e ampliação de oportunidades.Ao dar visibilidade global às vozes e às histórias da juventude, a iniciativa enfatiza que as perspectivas da juventude devem ser plenamente consideradas na elaboração de políticas públicas eficazes para a prevenção da violência e da criminalidade juvenil. Quem pode participar?Jovens com idades entre 18 e 29 anos, de todas as regiões do mundo, que desejam compartilhar caminhos para a prevenção, a cura, o sentimento de pertencimento e a esperança.O concurso está aberto a ouvir as vozes de jovens que viveram, observaram ou foram afetados pela violência ou pelo crime — incluindo aqueles que já estiveram em conflito com a lei.O que você pode compartilhar?Poesia, contos, desenhos, fotografia, vídeo, música ou criações em mídia mista. Por que participar?Sua voz é importante. Sua história pode inspirar compreensão, desafiar estereótipos e apoiar mudanças positivas em todo o mundo. As contribuições selecionadas serão promovidas pelo UNODC a audiências globais, incluindo:Uma revista digital para jovens.Uma exposição de arte na Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC), em Viena, na Áustria, em outubro de 2026. Uma campanha global de sensibilização do UNODC sobre a prevenção da criminalidade juvenil.Prazo para envio: 31 de julho de 2026Para mais informações sobre a campanha, incluindo os termos e condições, acesse a página global do UNODC e siga @unodcprt nas redes.
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