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08 maio 2026
“É garantir que a mulher esteja no centro das decisões, com respeito às suas escolhas”
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08 maio 2026
Guterres: “O PIB ignora as atividades humanas que sustentam a vida e contribuem para o bem-estar”
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07 maio 2026
Iniciativa ONU80: Menos burocracia e expectativas mais claras
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
Notícias
28 abril 2026
ONU Direitos Humanos abre inscrições para programa de bolsas de estudo para pessoas afrodescendentes
O programa de bolsas de estudo para pessoas afrodescendentes busca fortalecer as competências de pessoas afrodescendentes que estão engajadas na promoção dos direitos de suas comunidades. O programa é realizado uma vez por ano no Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) em Genebra, Suíça.O programa de bolsas de estudo oferece aos participantes a oportunidade de:Aprender e expandir seu conhecimento e compreensão do direito internacional dos direitos humanos e do sistema de direitos humanos das Nações Unidas, da estrutura internacional para combater o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerância relacionada, bem como de questões relacionadas a esses tópicos, com foco especial em pessoas afrodescendentes.Conhecer em primeira mão os mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas e o ACNUDH.Interagir com o ACNUDH e os mecanismos de direitos humanos da ONU, bem como fortalecer as habilidades dos participantes em termos de desenvolvimento de propostas de projetos e apresentações.Sobre a edição de 2026 O programa será realizado de 9 a 27 de novembro em Genebra, na Suíça. Este ano, o programa será realizado somente em inglês e em espanhol.Os/as bolsistas também deverão dedicar-se a cursos online realizados em plataformas virtuais e exercícios preparatórios durante as semanas anteriores ao programa.Data de encerramento das inscrições: 15 de maio de 2026 Quem pode se inscrever?O(a) candidato(a) deve ser uma pessoa afrodescendente.O(a) candidato(a) deve ter no mínimo 4 anos de experiência profissional relacionada aos direitos das pessoas afrodescendentes.O(a) candidato(a) deve apresentar uma carta de recomendação de uma organização que atue em questões relacionadas aos direitos das pessoas afrodescendentes ou de minorias — com o timbre oficial da organização — na qual se confirme o papel do(da) candidato(a) dentro da organizaçãoO(a) candidato(a) deve estar disponível para cursar o programa na íntegra. Espera-se que os bolsistas selecionados participem das diversas atividades planejadas e sigam o programa de forma rigorosa.Quais são os benefícios oferecidos? Cada bolsista tem direito a uma passagem de ida e volta (classe econômica) entre seu país de residência e Genebra, seguro médico básico e uma ajuda de custo para acomodação modesta e outras despesas de subsistência durante o programa.Como se inscrever?As inscrições devem ser apresentadas em inglês e espanhol.Pessoas interessadas devem enviar os seguintes documentos em um único e-mail para ohchr-africandescentfellowship@un.org:CurrículoFormulário de inscrição devidamente preenchido, assinado e digitalizado em um único documento.Uma declaração pessoal/carta de motivação (máximo de 500 palavras) na qual o(a) candidato(a) explique sua motivação para se candidatar ao programa de bolsas e indique como utilizará os conhecimentos adquiridos durante o programa para promover os interesses e os direitos das pessoas afrodescendentes.Uma carta oficial de uma organização dedicada a questões relacionadas a pessoas afrodescendentes ou outros temas afins — em papel timbrado oficial — na qual se certifique a função que o candidato desempenha dentro da organização.Cópia da página de identificação do passaporte.Importante: Mencionar no assunto do seu e-mail: “Inscrição no Programa de Bolsas de Estudo para Pessoas Afrodescendentes 2026”Para mais informações, visite a página oficial do programa do ACNUDH: https://www.ohchr.org/es/node/1527/fellowship-programme-people-african-descent NOTAS PARA EDITORESSobre o Programa de Bolsas de Estudos para Pessoas Afrodescendentes O programa intensivo de estudos é realizado uma vez por ano no Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUDH) para os Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça.O objetivo é fortalecer as competências das pessoas participantes para que contribuam com a promoção e a proteção dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais em seus respectivos países. Os/as bolsistas adquirem as ferramentas necessárias para garantir que o desenvolvimento de leis, políticas e programas esteja em conformidade com os padrões internacionais de direitos humanos, para fortalecer a colaboração entre os governos e a sociedade civil e para realizar atividades locais de conscientização e defesa em nível local.Desde 2011, 169 bolsistas de 54 países participaram do programa de bolsas, incluindo Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bahamas, Barbados, Bélgica, Belize, Brasil, Bolívia, Canadá, Chile, China, Chipre, Colômbia, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, Finlândia, França, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Iraque, Irlanda, Israel, Itália, Jamaica, Japão, Líbano, México, Moldávia, Noruega, Países Baixos, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido, Rússia, Santa Lúcia, Suécia, Suíça, Suriname, Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Uruguai e Venezuela.Para mais informações, visite a página do programa: https://www.ohchr.org/es/node/1527/fellowship-programme-people-african-descent
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07 maio 2026
Coordenadora residente da ONU no Brasil é homenageada no 29° Fórum de Governadores da Amazônia Legal
O reconhecimento à atuação da coordenadora residente em prol da Amazônia ocorreu durante o 29° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, realizado pelo Consórcio Interestadual da Amazônia Legal no mês de março, em São Luís, Maranhão. O evento discutiu prioridades estratégicas e fortaleceu parcerias institucionais em torno da agenda amazônica. “Ao longo de sua missão no país, Silvia tem sido uma parceira essencial dos estados da Amazônia na construção de uma agenda comum voltada ao desenvolvimento sustentável da região”, afirmou a secretária executiva do Consórcio, Vanessa Duarte. “Seu trabalho incansável contribuiu para fortalecer o diálogo entre o Sistema das Nações Unidas, os governos estaduais, doadores internacionais e os todos os atores que atuam na Amazônia, aproximando ainda mais as prioridades da região das grandes agendas globais de clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, explicou.A tradicional carta dos governadores, que a cada Fórum explicita as prioridades comuns acordadas durante a reunião e que, tradicionalmente, leva o nome da cidade que sediou o encontro, recebeu um novo título. “Para que esse agradecimento fique registrado na história da nossa região, gostaríamos de dar um nome especial à Carta de São Luís deste ano, que passará a se chamar Carta Silvia Rucks”, informou Vanessa Duarte.ColaboraçãoONU e Consórcio trabalharam juntos ao longo dos últimos cinco anos para aproximar ainda mais a atuação dos estados amazônicos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O resultado mais palpável dessa colaboração foi o lançamento do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.Com uma doação do Canadá, os primeiros projetos financiados pelo Fundo começaram a ser implementados em 2025. No Maranhão, o projeto “Terras para Elas” procura garantir títulos de terra, capacitação sustentável e acesso a crédito a agricultoras. No Acre, o programa de resiliência socioambiental em áreas de proteção ambiental prioriza a restauração florestal e impulsiona a bioeconomia, a governança da terra e a conservação ambiental.O terceiro projeto, implementado por sete entidades da ONU, promove a redução da mortalidade materno-infantil, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência para populações indígenas.“No último ano tive a honra de conhecer a implementação dos primeiros projetos do Fundo, e foi muito emocionante. O que vi vai além de propostas e documentos – é a esperança transformadora em movimento”, afirmou a coordenadora residente.Além das três iniciativas em andamento, foram lançados, em abril, dois novos projetos. O primeiro, “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia”, busca fortalecer cadeias produtivas de café e cacau, com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. O segundo, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, tem como objetivo principal, o combate ao crime ambiental. A experiência de conhecer a Amazônia, suas populações e ver de perto seus desafios e ideias inovadoras foi profundamente marcante para a coordenadora residente:“Ficou explícito que absolutamente qualquer solução para essa região tem que ter como princípio básico o foco nas pessoas, nas 29 milhões de pessoas que vivem, respiram e sonham nesse vasto território da Amazônia Legal”. Silvia Rucks destacou a importância da Amazônia Legal para cooperações institucionais e para o desenvolvimento de soluções sustentáveis. Ela finalizou seu discurso: “Registro aqui meu compromisso de que seguirei acompanhando vocês e defendendo o desenvolvimento sustentável da Amazônia qualquer que seja o meu destino.”Para saber mais, visite a página do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia e leia o discurso completo da coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.
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01 abril 2026
Fundo Brasil-ONU para Amazônia apresenta resultados e lança novos projetos com apoio do Canadá
O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia realizou nesta terça-feira (31/03), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF), a quarta reunião de seu Comitê Diretor, apresentando resultados de três programas em andamento e anunciando dois novos projetos para áreas amazônicas.Participaram da reunião representantes da ONU Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), da Embaixada do Canadá, dos governos do Maranhão e de Rondônia, do Consórcio da Amazônia Legal e de diferentes agências, fundos e programas das Nações Unidas, além de instituições parceiras.
Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: “O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”Novos projetosA reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. Projetos em andamentoOs três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.Sobre o FundoO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia
Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: “O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”Novos projetosA reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. Projetos em andamentoOs três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.Sobre o FundoO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia
Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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23 abril 2026
ODS 18: Ministério da Igualdade Racial e ONU Brasil lançam Glossário de Termos
O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com a ONU Brasil, lançou nesta terça-feira (22/04), em Brasília, o Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 (ODS 18), ferramenta estratégica para apoiar a implementação, o monitoramento e a internacionalização da agenda de igualdade étnico-racial no país.Proposto pelo Brasil durante a 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2023, o ODS 18 coloca explicitamente o enfrentamento ao racismo e à discriminação étnico-racial no centro do desenvolvimento sustentável. A iniciativa responde a uma lacuna histórica dos ODS e busca enfrentar desigualdades que afetam, sobretudo, populações negras e indígenas.O Glossário do ODS 18 foi produzido para servir como um instrumento técnico e político que conecta a experiência brasileira aos debates globais sobre raça e etnia. O material reúne definições alinhadas a marcos internacionais de direitos humanos, contribuindo para qualificar o debate público.A publicação foi desenvolvida pelo Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia (GT-GRE) da ONU Brasil – co-liderado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e pela ONU Mulheres –, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial e o Observatório do ODS 18.A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o caráter pioneiro e estratégico da iniciativa, como um recurso de qualificação do debate sobre o racismo a partir das políticas públicas executadas pelo Governo do Brasil dentro e fora do país e das discussões e acordos globais em torno do tema. “O Glossário do ODS 18 é mais um compromisso institucional com a qualificação e o aprofundamento dos termos e conceitos envolvendo a agenda da igualdade racial a nível global. É um ambiente direcionado para o progresso e avanços dos discursos e materialidade dos direitos das populações afrodescendentes, tradicionais e indígenas, bem como de fortalecimento transversal dessas relações étnico-raciais. Dessa forma, promovemos e valorizamos tecnologias, saberes e literaturas acadêmicas e culturais produzidas pelo povo negro”, destaca. De acordo com a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes, “este glossário é mais do que um documento técnico – é uma ferramenta de incidência que fortalece a capacidade do país de implementar o ODS 18 com base em conceitos sólidos e alinhados internacionalmente, reforçando o compromisso de não deixar ninguém para trás”.Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, o lançamento marca um avanço importante na consolidação da agenda: “O racismo e a discriminação racial estão entre os principais obstáculos a um desenvolvimento sustentável que seja, de fato, inclusivo e justo no Brasil, na América Latina e em diversas outras regiões do mundo. É justamente por isso que um ODS voltado especificamente à igualdade étnico-racial é tão necessário e tão relevante", afirmou.O lançamento da publicação ocorre em um momento estratégico, marcado pela Segunda Década Internacional de Afrodescendentes (2025-2034), pelo Abril Indígena e pela preparação para a 1ª Conferência Nacional dos ODS, a ser realizada em junho. O Glossário, que terá tradução para inglês, reforça o protagonismo brasileiro na promoção da igualdade étnico-racial no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.Acesse o Glossário aqui. ContextoNo Brasil, as pessoas negras representam quase 56% da população, mas seguem expostas a desigualdades estruturais em praticamente todos os indicadores sociais. Quase 70% dos jovens que não estudam nem trabalham são negros, e o risco de homicídio para eles é quase três vezes maior. As desigualdades também se refletem na insegurança alimentar, na saúde materna e na gravidez na adolescência.A expectativa é que o Glossário contribua para fortalecer capacidades institucionais, ampliar o diálogo entre os diferentes atores envolvidos e apoiar a implementação efetiva do ODS 18 em todo o país, consolidando o Brasil como referência internacional na promoção da igualdade étnico-racial.A elaboração do documento contou com a colaboração de diversas agências do Sistema ONU no Brasil, além de especialistas do Ministério da Igualdade Racial e do Observatório do ODS 18, refletindo um esforço coletivo que envolve governo, academia e sociedade civil. Essa articulação é essencial para transformar dados em políticas públicas e compromissos em mudanças concretas.Assista à gravação do evento de lançamento do Glossário do ODS 18, realizado em 22 de abril de 2026 Para mais informações, siga @unfpabrasil, @onumulheresbr e @onubrasil nas redes! Contatos para a imprensa: Luiza Olmedo, Oficial de Comunicação & Advocacy, UNFPA: luolmedo@unfpa.org Pedro Nogueira, Oficial de Comunicação, ONU Mulheres Brasil: pedro.nogueira@unwomen.org Luís Felipe Sardenberg, Oficial de Comunicação, OPAS/OMS: cunhaslui@paho.org
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30 abril 2026
Brasil e OIT fortalecem a cooperação Sul–Sul na economia de cuidado
O governo do Brasil e o Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil lançaram novo projeto para promover o intercâmbio de conhecimentos e apoiar o desenvolvimento e fortalecimento de políticas de cuidado em países do Sul Global.Desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT “Justiça Social para o Sul Global”, o projeto tem como objetivo fortalecer o intercâmbio de conhecimentos para formulação de políticas públicas, programas e iniciativas que ampliem o direito ao cuidado às pessoas que dele necessitam e às pessoas que cuidam, ao mesmo tempo em que promovam a igualdade de gênero e o trabalho decente.O projeto foi lançado em Brasília pela diretora regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Ana Virgínia Moreira Gomes, pelo ministro em exercício do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Osmar Júnior, e pela Responsável pela CSS trilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Cecília Malaguti.“A Cooperação Sul–Sul não se limita ao intercâmbio de experiências entre países do sul global. Trata-se também de se construir uma agenda regional compartilhada para promover o trabalho decente e a justiça social para todas as pessoas”, afirmou a diretora regional da OIT. “Ao aprenderem uns com os outros, os países podem cocriar soluções que respeitem os contextos nacionais, ao mesmo tempo em que avançam o direito ao cuidado para todos. Isso está alinhado à plataforma Global South4Care.”
Para o ministro em exercício Osmar Júnior, a cooperação internacional tem sido um pilar fundamental para a construção e implementação da Política e do Plano Nacional de Cuidados. “Este acordo é mais um marco fundamental nesse sentido. Não apenas reforça nosso compromisso com o direito ao cuidado em nosso país, mas também possibilita um rico intercâmbio entre países sobre experiências de cuidado", afirmou. “Juntos, com nossos parceiros, estamos construindo soluções coletivas que beneficiarão nossas populações e fortalecerão nossas políticas sociais de cuidado”, completou. “A pauta de cuidados é prioritária para o governo do Brasil. Nesse sentido, a ABC está atualmente engajada em trabalhar economia do cuidado, tanto pelo viés da promoção do trabalho decente, em parceria com a OIT, quanto pelo viés de gênero, apoiando a territorialização da política nacional de cuidados ao mesmo tempo que promove trocas qualificadas com países do Sul global, em parceria com ONU Mulheres”, ressaltou Cecília Malaguti.Uma abordagem horizontal para os desafios globaisO projeto intitulado “Políticas de Cuidado na América Latina: Cooperação Sul–Sul ” conecta o Brasil a países parceiros da América Latina e do Caribe que enfrentam desafios semelhantes, incluindo o envelhecimento populacional, altos níveis de informalidade e a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado.Ao reconhecer desafios estruturais comuns, a iniciativa promove o intercâmbio direto de conhecimentos entre os países da região.O projeto será implementado durante o biênio 2026–2027 e reunirá países da América Latina e do Caribe. A iniciativa incluirá diálogos sobre políticas públicas, missões técnicas e oficinas regionais. Esse projeto surge como uma continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido em parceria pelas duas organizações, no âmbito do projeto “Promovendo a Justiça Social e a Igualdade de Gênero por meio de Políticas Inovadoras de Cuidados”.Impulsionar mudanças por meio da Cooperação Sul–SulA iniciativa se baseia nos avanços institucionais recentes do Brasil, especialmente na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), para apoiar o desenvolvimento de políticas na região. O objetivo do projeto é apoiar países parceiros a fortalecerem marcos legais, mecanismos de governança e modelos de financiamento para políticas de cuidado.A iniciativa também envolverá parceiros de desenvolvimento e instituições regionais para promover o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de capacidades.O projeto está estruturado em quatro pilares:Identificação dos países e/ou grupo de países interessados em aderir à iniciativa;Implementação dos projetos-país e atividades de cooperação Sul-Sul em uma ou mais áreas pré-estabelecidas;Promoção de encontros regionais com países envolvidos nos temas do projeto;Sistematização das experiências desenvolvidas no projeto de forma a fortalecer as capacidades para a promoção da cooperação técnica entre países em desenvolvimento. Além das fronteiras: um modelo para o Sul GlobalO projeto reflete a estratégia da OIT sobre Cooperação Sul–Sul e Trilateral, que reconhece a capacidade do Sul Global de impulsionar a inovação no mundo do trabalho.Ao promover esses intercâmbios, o programa busca garantir que as lições aprendidas contribuam para o desenvolvimento de normas do trabalho regionais e internacionais. Espera-se que a iniciativa produza ferramentas práticas e orientações de políticas que possam ser adaptadas em outros países do Sul Global.Essa parceria destaca o compromisso do Governo do Brasil e da OIT em enfrentar o déficit de cuidados por meio de abordagens coordenadas e sustentáveis.Sobre a parceria Brasil–OITLançado em 2009, o Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT tem sido exemplo de cooperação internacional para o desenvolvimento há mais de 15 anos. A iniciativa promove parcerias na América Latina, África e Ásia para avançar a Agenda de Trabalho Decente, a proteção social e os direitos fundamentais no trabalho.O ciclo atual do programa (2023–2027), intitulado “Justiça Social para o Sul Global”, concentra-se em quatro áreas prioritárias: eliminação do trabalho infantil e do trabalho forçado, segurança e saúde no trabalho, igualdade de gênero e racial, e sistemas de proteção social.
Contato para Imprensa:
- Denise Marinho: santosd@ilo.org, imprensa_brasilia@ilo.org, (61) 2106-4625
Para mais informações, visite a página da OIT .
Para o ministro em exercício Osmar Júnior, a cooperação internacional tem sido um pilar fundamental para a construção e implementação da Política e do Plano Nacional de Cuidados. “Este acordo é mais um marco fundamental nesse sentido. Não apenas reforça nosso compromisso com o direito ao cuidado em nosso país, mas também possibilita um rico intercâmbio entre países sobre experiências de cuidado", afirmou. “Juntos, com nossos parceiros, estamos construindo soluções coletivas que beneficiarão nossas populações e fortalecerão nossas políticas sociais de cuidado”, completou. “A pauta de cuidados é prioritária para o governo do Brasil. Nesse sentido, a ABC está atualmente engajada em trabalhar economia do cuidado, tanto pelo viés da promoção do trabalho decente, em parceria com a OIT, quanto pelo viés de gênero, apoiando a territorialização da política nacional de cuidados ao mesmo tempo que promove trocas qualificadas com países do Sul global, em parceria com ONU Mulheres”, ressaltou Cecília Malaguti.Uma abordagem horizontal para os desafios globaisO projeto intitulado “Políticas de Cuidado na América Latina: Cooperação Sul–Sul ” conecta o Brasil a países parceiros da América Latina e do Caribe que enfrentam desafios semelhantes, incluindo o envelhecimento populacional, altos níveis de informalidade e a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado.Ao reconhecer desafios estruturais comuns, a iniciativa promove o intercâmbio direto de conhecimentos entre os países da região.O projeto será implementado durante o biênio 2026–2027 e reunirá países da América Latina e do Caribe. A iniciativa incluirá diálogos sobre políticas públicas, missões técnicas e oficinas regionais. Esse projeto surge como uma continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido em parceria pelas duas organizações, no âmbito do projeto “Promovendo a Justiça Social e a Igualdade de Gênero por meio de Políticas Inovadoras de Cuidados”.Impulsionar mudanças por meio da Cooperação Sul–SulA iniciativa se baseia nos avanços institucionais recentes do Brasil, especialmente na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), para apoiar o desenvolvimento de políticas na região. O objetivo do projeto é apoiar países parceiros a fortalecerem marcos legais, mecanismos de governança e modelos de financiamento para políticas de cuidado.A iniciativa também envolverá parceiros de desenvolvimento e instituições regionais para promover o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de capacidades.O projeto está estruturado em quatro pilares:Identificação dos países e/ou grupo de países interessados em aderir à iniciativa;Implementação dos projetos-país e atividades de cooperação Sul-Sul em uma ou mais áreas pré-estabelecidas;Promoção de encontros regionais com países envolvidos nos temas do projeto;Sistematização das experiências desenvolvidas no projeto de forma a fortalecer as capacidades para a promoção da cooperação técnica entre países em desenvolvimento. Além das fronteiras: um modelo para o Sul GlobalO projeto reflete a estratégia da OIT sobre Cooperação Sul–Sul e Trilateral, que reconhece a capacidade do Sul Global de impulsionar a inovação no mundo do trabalho.Ao promover esses intercâmbios, o programa busca garantir que as lições aprendidas contribuam para o desenvolvimento de normas do trabalho regionais e internacionais. Espera-se que a iniciativa produza ferramentas práticas e orientações de políticas que possam ser adaptadas em outros países do Sul Global.Essa parceria destaca o compromisso do Governo do Brasil e da OIT em enfrentar o déficit de cuidados por meio de abordagens coordenadas e sustentáveis.Sobre a parceria Brasil–OITLançado em 2009, o Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT tem sido exemplo de cooperação internacional para o desenvolvimento há mais de 15 anos. A iniciativa promove parcerias na América Latina, África e Ásia para avançar a Agenda de Trabalho Decente, a proteção social e os direitos fundamentais no trabalho.O ciclo atual do programa (2023–2027), intitulado “Justiça Social para o Sul Global”, concentra-se em quatro áreas prioritárias: eliminação do trabalho infantil e do trabalho forçado, segurança e saúde no trabalho, igualdade de gênero e racial, e sistemas de proteção social.
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História
08 maio 2026
“É garantir que a mulher esteja no centro das decisões, com respeito às suas escolhas”
Natural de Roraima, Andrêza Trajano descobriu a profissão ao se mudar para São Paulo e integrar a primeira turma de obstetrizes da Universidade de São Paulo, em 2004. Depois de formada, ela construiu uma trajetória em que passou por hospitais, casas de parto, comunidades indígenas na Amazônia e, desde 2015, por missões humanitárias em países como Etiópia e Sudão. Ela viu o modelo humanizado de saúde materna funcionar em diferentes partes do mundo.Em contextos com menos recursos, ela viu como o cuidado baseado em vínculo e em práticas essenciais, pode salvar vidas. Já nas comunidades indígenas, encontrou modelos que integram saberes tradicionais e atenção à saúde. “Esses saberes, transmitidos entre gerações, seguem sendo fundamentais em territórios onde o acesso ao sistema de saúde é limitado, embora ainda enfrentam desafios de reconhecimento institucional.” A experiência de Andrêza sustenta sua defesa por uma reforma obstétrica no Brasil: uma reorganização do cuidado a partir das evidências e do protagonismo das gestantes. “Cuidar do parto é cuidar de um processo, não de uma doença. Quando a gente organiza o sistema dessa forma, os resultados são melhores.”De profissional à pacienteEm Boa Vista, a enfermeira obstétrica Andressa Menescal Coelho viveu esse modelo também como paciente. Acompanhada durante toda a gestação por uma equipe com quem já trabalhava, teve seu filho em casa, em um parto pélvico, situação que frequentemente leva à cesariana no modelo tradicional.“Durante todo o processo, eu me senti muito acolhida e cuidada. Na hora do parto, eu não era a profissional, eu era a mulher parindo.” A experiência traduz o que essas profissionais defendem: vínculo, confiança e participação ativa da mulher nas decisões.Em outra realidade, na comunidade de Bacuri, no Amazonas, Ranega Marques aprendeu o ofício com a avó, parteira tradicional, e hoje atua no fortalecimento dessas mulheres em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas.Durante a pandemia, ela acompanhou o parto de gêmeos, de uma gestante que vivia em uma comunidade isolada. A mãe, contaminada com COVID-19, faleceu antes de chegar ao hospital, mas, com apoio das parteiras da comunidade de Ranega, que ficava no caminho para o atendimento médico, os bebês sobreviveram. “Foi muito difícil, mas mostrou a importância das parteiras onde o acesso à saúde é limitado”, conta. Para ela, o maior desafio ainda é o reconhecimento:“Muitas vezes, esse conhecimento não é respeitado fora das comunidades. Por isso, trabalhamos para mostrar que ele é eficaz e essencial.”Do pré-natal ao pós-parto: acompanhamento contínuoEssa visão é compartilhada por Luciane d’Ávila, presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo), que atua na articulação para fortalecer esses profissionais no sistema de saúde.Para ela, o diferencial está no cuidado contínuo: do pré-natal ao pós-parto, e na atenção não apenas aos aspectos clínicos, mas também emocionais e sociais. Esse modelo permite identificar precocemente riscos, oferecer mais informação às gestantes e reduzir intervenções desnecessárias, especialmente em casos de gravidez de risco habitual.Luciane explica que se trata de uma condição de cuidado: “é garantir que a mulher esteja no centro das decisões, com respeito às suas escolhas, baseadas em evidências científicas, independentemente de o parto ser vaginal ou cesáreo”.“Fortalecer esses profissionais é fortalecer o próprio sistema de saúde”, afirma. Nos últimos anos, políticas como a Rede Cegonha e a Rede Alyne ajudaram a ampliar o acesso ao pré-natal, incentivar boas práticas e fortalecer centros de parto normal. Ainda assim, “o país enfrenta desafios para reduzir de forma consistente a mortalidade materna, o que reforça a necessidade de ampliar a formação desses profissionais e sua inserção na atenção primária à saúde”, defende Luciane. O Brasil reduziu de forma significativa a mortalidade materna nas últimas décadas. Em 1990, eram 104 mortes por 100 mil nascidos vivos. Em 2024, esse índice já havia caído para 59,7, abaixo da meta global do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 3: Saúde e Bem-Estar, mas ainda distante da meta nacional adotada pelo país, de 30 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos até 2030. Avanços foram realizados em investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), na ampliação do pré-natal e em políticas públicas voltadas à saúde materna. Um caminho que vem ganhando força é o do cuidado liderado por obstetrizes e enfermeiras obstétricas.Internacionalmente, esse campo é conhecido como midwifery, e as profissionais são chamadas de midwives, termo que se refere a quem acompanha a mulher ao longo da gestação, do parto e do pós-parto, com cuidado contínuo e baseado em evidências. No Brasil, essas profissionais têm formações diferentes: a obstetriz tem formação direta na área, enquanto a enfermeira obstétrica se especializa após a graduação em enfermagem. Ambas têm competências equivalentes no cuidado ao parto de risco habitual.Elas atuam com o mesmo princípio: acompanhar a gestação, o parto e o pós-parto com base em evidências, garantindo cuidado contínuo, próximo e centrado na mulher. Parteiras tradicionais também integram esse modelo, especialmente em comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, onde o acesso aos serviços de saúde é mais limitado.Segundo estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), essas profissionais podem prover cerca de 90% dos cuidados essenciais em saúde materna e neonatal. Ampliar sua presença é uma das estratégias mais eficazes (e custo-efetivas) para melhorar resultados e fortalecer o sistema de saúde.Para saber mais, siga @unfpabrasil nas redes e visite a página do UNFPA Brasil sobre parteiras: https://brazil.unfpa.org/pt-br/topics/parteiras
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História
07 maio 2026
“Me dá paz e tranquilidade vê-lo com tanta saúde”
Quem vê Frank Davi brincando com os irmãos, correndo e jogando bola, não imagina que antes dos dois anos de idade o menino lutou pela própria vida. Filho de pai e mãe venezuelanos, o segundo brasileiro da família nasceu durante a pandemia, um ano depois da família deixar a vida na Venezuela para viver no Brasil. Foi em um barraco na ocupação Balança - um assentamento formado de maneira improvisada, sem planejamento ou autorização oficial - na região de fronteira, que Frank nasceu e cresceu. Foi ali que a equipe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) o encontrou.Com desnutrição grave e pneumonia, o caso precisava de intervenção urgente. Com o apoio de uma agente comunitária de saúde do município, Frank Davi recebeu o atendimento que precisava. “Davi estava em um estado muito delicado. Não tinha forças para firmar a cabeça, não conseguia correr. Eu tinha que ficar com ele no colo o dia inteiro”, explica Isadora Indira, mãe do menino. “Ele só queria dormir. Estava sempre sonolento. E isso era o que mais me entristecia”, diz. Com o diagnóstico de desnutrição, equipes que fazem parte da estratégia de ação conjunta entre UNICEF e ADRA voltaram à casa da família todas as semanas até a plena recuperação de Davi, em junho de 2025.“Eles estavam sempre aqui, pesando, medindo e acompanhando o desenvolvimento dele”, contou Isadora, que também recebeu orientações da equipe sobre como ministrar o alimento terapêutico e sobre a importância do acompanhamento médico no posto de saúde. “Eu sabia que nada de ruim aconteceria com ele, porque estava engordando. Eu via que ele estava recuperando o peso, via seu semblante mudando. Me dá paz e tranquilidade vê-lo com tanta saúde.” UNICEF em AçãoDesde 2018, o UNICEF tem sido um parceiro estratégico na resposta ao fluxo migratório da Venezuela em Roraima, atuando lado a lado com o Governo Federal por meio da Operação Acolhida. Na área de saúde e nutrição, o UNICEF atuou em 22 ocupações espontâneas em Pacaraima, fortalecendo ações de promoção da saúde e da nutrição voltadas a crianças refugiadas e migrantes na fronteira entre Brasil e Venezuela.Nas ocupações, o trabalho do UNICEF em parceria com a ADRA é caracterizado pela busca ativa, que consiste em ir de casa em casa para identificar proativamente crianças com sinais de desnutrição. Cinthia Martins, especialista em nutrição do UNICEF, ressalta a importância do protocolo de atendimento: "A partir do momento que a criança apresenta sinais de desnutrição, ela passa pelo atendimento de uma nutricionista da nossa equipe e, de acordo com o diagnóstico, ela é encaminhada para o atendimento em uma Unidade Básica de Saúde para acompanhamento", afirma.Para continuar prestando apoio e suporte em saúde, superando barreiras linguísticas, culturais e logísticas de acesso, o UNICEF conta com o apoio financeiro do Departamento de Proteção Civil e Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO, na sigla em inglês), e outros parceiros. Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes.
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História
05 maio 2026
Superando os percursos interrompidos: os caminhos para Vitória
Vitória Rodrigues, que vem de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, região periférica do estado, e hoje mora na Pavuna, transformou a própria experiência de deslocamento diário em pauta pública. A partir das horas gastas em ônibus e trens, a jovem passou a refletir sobre mobilidade urbana, desigualdade e direito à cidade. Hoje, articula projetos de comunicação e incidência política que nasceram de iniciativas apoiadas pelo UNICEF e seguem inspirando outras juventudes a repensar o espaço urbano de forma mais justa e inclusiva. Atualmente, Vitória é estudante de Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. A relação com os problemas de mobilidade e acesso à cidadeA experiência cotidiana de deslocamento e as desigualdades do espaço urbano se transformaram em ponto de partida para a trajetória de Vitória, que, desde cedo, compreendeu como a mobilidade, ou a falta dela, molda, na prática, a vida das pessoas nas periferias.“Eu pego o ônibus para estudar desde o meu sexto ano. Morava em São João e ia para a Pavuna. Então, desde que eu tenho 11 anos, eu sei o que é passar 1 hora por dia indo e voltando”, relembra a estudante. Dados de 2024 do relatório global de transporte público do Moovit demonstram que essa é uma realidade comum. Segundo o levantamento, o Rio de Janeiro está entre as cidades com maior tempo médio de deslocamento no país: cerca de 58 minutos por trajeto.“Acredito que a internet pode ser um lugar importante pra gente pautar a justiça social”Foi da rotina de longos deslocamentos diários pela cidade que surgiu o interesse de Vitória em falar sobre mobilidade urbana e acesso à cidade, temas que mais tarde dariam origem ao projeto Cidades Pra Gente, que conta com dois perfis em redes sociais, no Instagram e no TikTok, que, juntos, somam mais de 23 mil seguidores e mais de 1 milhão de visualizações.Os perfis, segundo a ativista, foram criados para ampliar o debate sobre o tema. “Eu criei a conta para falar sobre o meu bairro, para que diferentes pessoas pudessem ouvir, porque nem todo mundo está tão acostado a ler artigos de opinião.” A internet como um espaço de disputa de narrativasA ideia, segundo ela, era usar a internet como espaço de promoção de justiça social. “Eu queria documentar, mostrar, porque acredito que a internet pode ser um lugar importante pra gente pautar a justiça social e não necessariamente só futilidades, as quais eu adoro assistir também, mas eu também acho que a internet é um lugar de debate.”Com o tempo, os vídeos começaram a ganhar alcance e inspirar novas iniciativas. “Não esperava nada disso, e agora, quase três anos depois, existe, por exemplo, o movimento Metrô Justo por causa dos vídeos. Então, tem um baita alcance e chega nas pessoas, e eu não esperava.”Para alcançar mais pessoas nas redes, a comunicadora apostou em um formato de conteúdo menos familiar, a transição da escrita para o audiovisual que, segundo ela, foi desafiadora. “Eu escrevo desde muito nova, então, quando me deparei com os vídeos, foi um grande desafio, porque não dá pra começar um texto da mesma forma que se começa um vídeo. O vídeo precisa ser mais simples, começar com alguma provocação, porque você está disputando atenção com muitos outros conteúdos.”No processo, Vitória conta que aprendeu a equilibrar forma e conteúdo. “É um exercício de usar palavras mais fáceis, frases mais curtas, construções que engajem. Acho que a diferença do vídeo é que eu tento mexer com as emoções das pessoas, porque quero que elas se sintam engajadas a fazer alguma coisa, mesmo que seja só sentir raiva. Eu quero que as pessoas sintam algo, e a partir disso elas podem buscar a teoria. Quase como uma facilitadora desse sentimento, é um trabalho contra a apatia.”Participante do Movimento Metrô Justo, iniciativa que busca ampliar o debate sobre transporte público e pressionar por melhorias no sistema metroviário do Rio de Janeiro, Vitória conta mais sobre a iniciativa. “Desde o ano retrasado, a gente faz ações voltadas a pensar o metrô e agora estamos desenvolvendo uma pesquisa de opinião com os usuários.”A aproximação com o UNICEF: “O UNICEF foi o meu início de vida ativa na sociedade civil. Eu já me entendia como uma pessoa inconformada, mas foi ali que tudo começou de forma mais estruturada”A relação de Vitória com o UNICEF começou ainda na adolescência, em 2019, a partir de um contexto difícil. “Quando eu entrei no ensino médio, que foi na Fiocruz, foi um lugar que eu desejei muito estar, porque eu estudei muito para poder passar naquela prova e ainda ser sorteada. Mas logo na minha primeira semana de aula eu comecei a ser afetada por tiroteios que aconteciam ali em Manguinhos e na Maré. A Fiocruz é rodeada por favelas, e operações policiais aconteciam o tempo todo”, lembra. O medo de chegar à escola começou a afetar sua saúde mental e a despertar um senso de urgência sobre o tema da violência nos territórios. Foi nesse período que um amigo seu, que fazia parte do Parlamento Jovem Brasileiro, a incentivou a se envolver no projeto. “Tenho um amigo que fazia parte do Parlamento Jovem e tinha criado um projeto de lei. Eu vi aquilo e pensei: ‘Eu também quero fazer parte disso, quero ir pra Brasília e quero escrever uma lei sobre o que tá pegando aqui no meu coração’”, conta.A ideia virou ação. “Decidi que ia fazer um projeto de lei sobre violência urbana nas escolas, porque era o que eu estava vivendo ali. Comecei a conversar com meus professores e um deles falou: ‘Por que você não procura quem entende do assunto?’. Fui até o Ministério Público e aí me veio o estalo: ‘Por que não escrever para o UNICEF?’”.O e-mail enviado por Vitória foi respondido com um convite: “Eu não só fui respondida, como fui convidada a participar de um grupo de jovens que se chamava Jovens com UNICEF, que se encontrava sempre. Eu entrei lá de paraquedas e comecei a frequentar os encontros, que eram excelentes.”A partir dessa aproximação, a jovem integrou o programa Chama na Solução, uma parceria entre o UNICEF e a Viração Educomunicação, voltada à formação de jovens lideranças e à criação de soluções locais para desafios urbanos e sociais. “O UNICEF foi o meu início de vida ativa na sociedade civil. Eu já me entendia como uma pessoa inconformada, mas foi ali que tudo começou de forma mais estruturada”, afirma. Dessa experiência nasceu o projeto Ini.se.ativa, que oferece ferramentas e formações de impacto social e empreendedorismo para jovens no Rio de Janeiro.Essa relação com o UNICEF continua até hoje. Recentemente, Vitória participou de uma mesa no evento de lançamento do estudo Percursos Interrompidos: Efeitos da violência armada na mobilidade de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro. A pesquisa é uma iniciativa do UNICEF, em aliança global com a Fundação Abertis e com a colaboração de sua filial no Brasil, a Arteris, além da parceria com o Instituto Papo Reto e o Instituto Fogo Cruzado.Próximos trajetosApesar das dificuldades de conciliar trabalho, estudos e militância, Vitória segue comprometida em transformar o cotidiano urbano a partir da ação coletiva. “Meus planos para o futuro são conseguir gravar vídeos com mais frequência, mas também entender melhor as dinâmicas de violência na cidade. Quero abordar isso de forma mais madura e continuar perto dos movimentos que lutam pelo direito à cidade: O Metrô Justo, a Casa Fluminense, o Fórum de Mobilidade Urbana, o Tarifa Zero RJ, o Meu Rio, o Observatório dos Trens. Eu quero seguir junto das pessoas, porque, como dizem, se você quer ir mais rápido, vai sozinho, mas se quer ir mais longe, vai junto”.Priorizando a coletividade, sua atuação é movida por uma visão afetiva e política do território. “Acho que meu ativismo é movido pelas frustrações com as desigualdades da cidade e pelo desejo de transformar essa raiva em ação, em amor e pertencimento. Quero que algum dia a gente tenha orgulho de morar nesse lugar sem tantas dores. Que as pessoas tenham sorrisos no rosto indo e voltando do trabalho, que possam escolher seus caminhos: Se vão de bicicleta, de trem ou de barca pra Baixada. E que essas estradas não sejam impostas, mas escolhidas”.Mais do que uma pauta, a mobilidade urbana e o direito à cidade é, para Vitória, um espelho das possibilidades de uma cidade mais justa. “Quero ver pessoas felizes, adoro ver gente feliz. E com direito à cidade, dá pra gente ver pessoas felizes”, conclui.Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes!
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História
21 abril 2026
“No que a sociedade joga fora, encontro pedras preciosas todos os dias”
Em um galpão de 1.580 metros quadrados no Jardim Matarazzo, na zona leste de São Paulo, aproximadamente 100 pessoas trabalham diariamente com um grande volume de materiais recicláveis. Garrafas PET, papéis, plásticos em geral, vidros e muitos outros itens chegam ao espaço e passam por diferentes etapas até serem encaminhados à indústria.As equipes se revezam na triagem, separação e prensagem. O ruído das máquinas é constante e acompanha toda a rotina, enquanto fardos de papel, plástico e metal circulam pelo galpão, organizando o fluxo de trabalho. O ambiente é dinâmico e exige atenção, agilidade e coordenação entre os trabalhadores.Ali funciona uma das unidades da Cooperativa Rainha da Reciclagem, e todo o trabalho é acompanhado pela presidente, Elinéia Jesus, mais conhecida como Pastora Néia. Ela percorre o galpão, orienta os cooperados e verifica o andamento das atividades. Em seguida, segue para o escritório, onde estão expostos certificados nacionais e internacionais conquistados ao longo dos 10 anos de atuação.Entre os reconhecimentos, ela destaca um em especial, vindo dos próprios cooperados: o agradecimento pela reinserção social. Cerca de 30 trabalhadores do local viviam em situação de vulnerabilidade ou enfrentavam dependência química e são atendidos em uma casa de reabilitação ligada a cooperativa.Todo esse trabalho tornou-se referência para a Prefeitura de São Paulo e para a atualização do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) da capital, atualmente em desenvolvimento pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). Mas, para compreender melhor a cooperativa, é preciso conhecer a trajetória de sua fundadora, marcada por dor, lutas e superação. Do abandono à liderançaElinéia Jesus nasceu em 1974, na Bahia, no povoado de Mandacaru, próximo a Feira de Santana. Vivia com quatro irmãos, criados apenas pela mãe, Jolina Gomes de Jesus. Devido às dificuldades financeiras, aos 3 anos foi entregue aos cuidados de uma tia. Permaneceu com ela até os 10 anos, quando foi encaminhada para outra família como empregada doméstica. Ficou dois anos nessa condição, quando se casou e foi para a cidade de Cruz das Almas, também na Bahia. Entretanto, sua vida conjugal foi marcada por violência.No casamento, teve o primeiro filho aos 15 anos e o segundo aos 16. Após a segunda gravidez, saiu da relação e voltou à casa da mãe. Em uma difícil situação financeira, tomou a dolorosa decisão de deixar as crianças em Mandacaru e seguir para a cidade de Monte Mor, no estado de São Paulo. Ela confiou na promessa de um homem que lhe ofereceu melhores condições de vida no sudeste do país. Ao chegar, descobriu se tratar, na verdade, de um trabalho escravo de prostituição.“Eu tive a minha juventude toda roubada. Abuso em cima de abuso. Quando consegui colocar um ponto final, o homem que me explorava fez da minha vida um inferno. Eu não tinha para onde ir. Saí de casa com a roupa do corpo.”Aos 18 anos, fugiu e passou a viver em um local de comércio de drogas. Se envolveu com o tráfico e, aos 22 anos, foi presa. No cárcere, conheceu membros da comunidade Congregação Cristã no Brasil e, aos poucos, se converteu à fé cristã. Aos 23 anos, deixou o presídio e conseguiu um emprego de auxiliar de cabeleireira na cidade de Campinas, em São Paulo.Entretanto, ela estava sem contato com seus filhos desde o dia em que se despediu de Mandacaru. Com apoio do salão onde trabalhava, retornou à cidade natal e teve uma triste surpresa: devido às condições financeiras da mãe, as crianças tinham sido entregues aos cuidados de outras famílias. Depois de uma intensa procura, Elinéia conseguiu localizar os filhos, então com 8 e 9 anos, e levou-os para morar com ela em Monte Mor.Aos 33 anos, já em Itaquaquecetuba, também em São Paulo, teve sua terceira filha, prematura de sete meses. Porém, a sequência de tormentos continua: uma enchente atinge sua casa e ela perde tudo o que tem. “Voltei à estaca zero. Chorava todos os dias e perguntava a Deus até quando iria sofrer. Cheguei ao ponto de abraçar meus três filhos e pedir: Deus, nos leve. Eu não aguento mais.” Além disso, sua filha mais nova sofre uma hemorragia, ficando em estado grave. Elinéia se apega ainda mais à sua fé enquanto tem o consolo de ver a recuperação da bebê. A partir do episódio, se torna pastora evangélica e passa a ser conhecida como Pastora Néia.Com isso, ela passou a organizar grupos para distribuir comida a pessoas em situação de rua na região central de São Paulo. Com o passar do tempo, se muda para um imóvel em Itaquera, na zona leste da cidade, no Conjunto Habitacional José Bonifácio, popularmente conhecido como Cohab 2. Ali, acolhe 18 pessoas em situação de vulnerabilidade social.Posteriormente, com o apoio de lideranças comunitárias, ela vai o bairro do Jardim Pantanal, também na zona leste de São Paulo, e cria o projeto social Guerreiros de Deus, voltado ao auxílio de pessoas com dependência química. A renda para manter o projeto vem da venda de itens como balas, água e sacos de lixo; do salário de Elinéia no salão e de doações de moradores e comércios locais. Porém, as dificuldades financeiras permanecem.O ponto de virada aconteceu quando ela recebeu de um hotel itens aparentemente sem valor, como mesas quebradas e geladeiras sem motor. Uma das pessoas atendidas no projeto social tem uma ideia inesperada: instala rodas em uma das geladeiras, passa a recolher materiais descartados pelas ruas e revender em pontos de compra de recicláveis. Apesar da desconfiança inicial, o resultado é surpreendente.“O rapaz conseguiu uma quantia significativa. Eu nunca imaginei que a venda de resíduos pudesse gerar renda. Já no primeiro dia das vendas, conseguimos até comprar carne. Normalmente, só comíamos itens mais baratos.”A experiência motivou Elinéia a formar equipes para a coleta de resíduos no bairro, como papelão e garrafas PET. O grupo chegou a recolher até uma tonelada por dia. O êxito da iniciativa a levou a profissionalizar as atividades, e assim nasceu a associação de catadores Rainha da Reciclagem. Com o crescimento das atividades, o grupo buscou regularização junto à Prefeitura de São Paulo para poder se tornar uma cooperativa, enquanto Elinéia se capacitava por meio de cursos de gestão.As etapas de formalização foram concluídas em março de 2016, e a associação se tornou a Cooperativa Rainha da Reciclagem, que permanece vinculada ao projeto social Guerreiros de Deus, permitindo que pessoas em processo de recuperação de dependência química consigam trabalho e reinserção social.Além dessas conquistas, Elinéia realizou um sonho que mantinha desde a infância: oferecer conforto e dignidade a mãe. Atualmente, Jolina Gomes de Jesus, com 93 anos, sofre de Alzheimer e vive em Feira de Santana, na Bahia, com todos os seus cuidados garantidos pela filha, que a visita regularmente.“Eu sempre sonhei em voltar para a Bahia e dizer à minha mãe que venci. Quando o Alzheimer se manifestou, fui a primeira filha a ser esquecida. Mesmo assim, no fundo do meu coração, tenho certeza de que ela se lembra de mim.” O trabalho da Rainha da ReciclagemA cooperativa Rainha da Reciclagem possui duas unidades, localizadas nos municípios de São Paulo, com 100 cooperados, e de São Vicente, com 54 cooperados. A organização também integra uma rede de 29 unidades habilitadas junto à Prefeitura de São Paulo, por meio do programa SP Coopera, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. A iniciativa municipal busca fortalecer as cooperativas por meio de ações de qualificação, além de suporte técnico, jurídico e financeiro e outras frentes de apoio.A unidade paulistana realiza a triagem e o tratamento dos resíduos recicláveis coletados na região sudeste do município pela Ecourbis, uma das concessionárias responsáveis pelo manejo de resíduos sólidos urbanos da cidade. Mensalmente, são processadas cerca de 350 toneladas de resíduos.Já a unidade de São Vicente mantém um acordo com a prefeitura local para a execução da coleta seletiva em todo o município, processando cerca de 200 toneladas de resíduos mensalmente.“Após anos de trabalho e dedicação, é extremamente satisfatório podermos ter esse impacto ambiental nas cidades em que atuamos. Também somos procurados por grandes empresas e indústrias em busca de soluções para a gestão de seus resíduos”, afirma Elinéia. Referência para políticas públicasAs boas práticas da cooperativa despertaram a atenção da equipe do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), que atua junto à Prefeitura de São Paulo na elaboração da nova versão do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS).O plano irá orientar o planejamento, a implementação e o monitoramento da gestão de resíduos na capital nas próximas duas décadas. Entre os principais eixos estão o fortalecimento das cooperativas de catadores, a ampliação e a qualificação da coleta seletiva, a redução da destinação de resíduos a aterros e a promoção da economia circular.Em março de 2025, a equipe do ONU-Habitat realizou uma visita à cooperativa para conhecer melhor sua gestão e atividades, que serviram de referência para o diagnóstico do PGIRS. A visita contou com representantes do Comitê Intersecretarial da Política Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (CGIRS) da Prefeitura de São Paulo.Entre os destaques observados está a infraestrutura, com esteiras, prensas, balanças e outros equipamentos que contribuem para a triagem e o processamento dos materiais recicláveis. Os recursos permitem a otimização dos fluxos operacionais, o aumento da produtividade e a melhoria das condições de trabalho dos cooperados. Após a triagem, os resíduos são armazenados em espaços específicos e devidamente identificados.“O trabalho social na cooperativa e sua estrutura operacional demonstram como inclusão produtiva e eficiência caminham juntas, promovendo geração de renda, organização dos processos e melhores condições de trabalho”, afirma o coordenador de programas do ONU-Habitat, Luiz Gustavo Vilela, responsável pela frente do PGIRS.Outros pontos fortes da cooperativa são a governança, que conta com um conselho fiscal responsável por acompanhar e fiscalizar a gestão financeira e administrativa, e a preocupação com o futuro dos cooperados, evidenciada pelo incentivo à contribuição para a previdência social.“Ver a Rainha da Reciclagem sendo reconhecida pela Prefeitura de São Paulo, dentro de um plano tão importante como o de resíduos sólidos, é algo que emociona muito”, comenta Elinéia. “Isso mostra que, quando a gente une fé, ação social e cuidado com o meio ambiente, a transformação é real. Deus vai levantar muitos projetos a partir disso, e muitas vidas serão restauradas.”A relevância das cooperativas como agentes ambientais e econômicos em política de resíduos encontra respaldo em dados robustos. De acordo com o Anuário da Reciclagem do Instituto Pragma, que reúne informações de 2.941 organizações de catadores e catadoras em todo o país, em 2023 foram recolhidas 1,77 milhão de toneladas de materiais recicláveis, o que resultou na redução de 876,3 mil toneladas de emissões de CO₂.Do ponto de vista econômico, essas organizações faturaram R$ 1,53 bilhão no mesmo período, o que corresponde a uma média de R$ 553,8 mil de faturamento anual por organização.Para Gustavo Rabello, analista de políticas públicas e gestão governamental da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, envolvido na coordenação do PGIRS, as cooperativas de catadores são peças centrais da política de resíduos sólidos. “Pretendemos contar com um PGIRS que amplie o apoio a essas organizações, qualificando a coleta seletiva, fortalecendo a estrutura das cooperativas e promovendo a economia circular, de forma a tornar a cidade mais sustentável.”Além do plano de resíduos sólidos, o ONU-Habitat também apoia a Prefeitura de São Paulo na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Ambiental Integrado (PMSAI), instrumento estratégico que orientará as políticas públicas de saneamento no município.O PMSAI abordará, de forma integrada, os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, com foco na universalização do acesso, na sustentabilidade ambiental e na melhoria da qualidade de vida da população.Inovar sem perder o olhar humanoEm 2026, as ações socioambientais da Rainha da Reciclagem avançaram para um novo patamar. A cooperativa passou a integrar um projeto que oferece recompensas para que a população descarte materiais de forma correta.Trata-se do “Re.Cicle+”, iniciativa liderada pela empresa Walquiria Re.Cicle+. Inaugurado no bairro da Vila Silvia, na zona leste de São Paulo, o espaço recebe as quatro principais categorias de resíduos recicláveis (plástico, vidro, metal e papel), além de eletrônicos e óleo de cozinha, e remunera a população com créditos que podem ser utilizados como preferir, por meio de um cartão do projeto.No “Re.Cicle+”, a cooperativa é responsável pela operação, pela aquisição de materiais de trabalho, pelo cadastro de catadores e moradores e pela logística dos materiais recebidos. Para Elinéia, o projeto desempenha uma importante função de educação ambiental, pois leva a população a compreender sua responsabilidade na cadeia de gestão de resíduos da cidade. “Muitas pessoas consomem e acreditam que, depois do descarte, o resíduo deixa de ser um problema seu. Mas todos têm de entender que ele continua sendo até chegar ao local adequado”, afirma.Seja quando fala sobre projetos para o futuro, revisita a própria trajetória ou reflete sobre sua vida como pastora, líder de projetos sociais e presidente da Cooperativa Rainha da Reciclagem, Elinéia sempre ressalta não apenas o potencial econômico e ambiental da gestão de resíduos sólidos, mas também seu papel social, por ser, para muitas pessoas, a única forma de acesso ao mercado de trabalho e à melhoria das condições de dignidade.Ao falar sobre esse impacto, ela costuma sintetizar sua visão em uma frase que se tornou seu lema: “No que a sociedade joga fora, encontro pedras preciosas todos os dias.”Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes! Contatos para a imprensa: Alex Gomes, ONU-Habitat Brasil: alex.gomes@un.orgAléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org
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História
07 abril 2026
O que nos une: memórias de casa
Partir muitas vezes significa o que levar e o que deixar para trás. Ainda assim, alguns objetos, sejam pequenos, pessoais, frequentemente inesperados, atravessam fronteiras, carregando consigo o peso de um lar. Com o tempo, esses objetos passam a oferecer algo constante: um senso de familiaridade, um vínculo com aquilo que ficou para trás, uma forma de se agarrar a algo enquanto todo o resto muda. Para Juan Iván Espinoza Varela, esse objeto era um rádio. Aos 64 anos, ele deixou a Nicarágua, seguindo rumo ao norte pelo México em busca de um futuro melhor. Meses depois, voltou atrás, atravessando a pé a Ponte Rodolfo Robles, em Tecún Umán, entre a Guatemala e o México. Uma história entre muitas, cada uma carregada à sua maneira.No chiado do rádio Durante oito meses, Juan viveu nas ruas, aceitando qualquer trabalho que conseguia encontrar, até não conseguir mais continuar. Sua casa já havia sido vendida após a morte de sua esposa, e ele havia perdido o contato com os filhos, que agora vivem nos Estados Unidos. No caminho, alguém lhe deu um antigo rádio gravador. Ele o guardou consigo. Nas noites longas, o aparelho preenchia o silêncio. Nos dias difíceis, trazia uma sensação de companhia. Enquanto fazia o caminho de volta para casa, o rádio permaneceu ao seu lado, como um lembrete de que a gentileza existe, mesmo nos lugares mais remotos. O que a agulha guarda na memória Anna carrega o lar nas mãos. Em um pequeno quarto em Martin, na Eslováquia, ela passa horas bordando, costurando cenas coloridas que lhe lembram a vida que deixou para trás, na Ucrânia. É um processo lento e repetitivo, que traz uma sensação de cotidiano e familiaridade em meio a um tempo marcado pela incerteza. O bordado tornou-se mais do que um passatempo. Cada peça guarda fragmentos de memória, de lugares, de momentos e de uma identidade que o deslocamento não conseguiu apagar. Por meio do seu trabalho, Anna cria algo estável e seu, uma pequena ponte entre onde está agora e de onde veio. A música encontra o caminho de volta Mohammad cresceu com a música. Quando criança, aprendeu a tocar oud e ney, e mais tarde, passou a se apresentar com o irmão. A música fazia parte da vida cotidiana, o que moldou a sua visão de mundo. Por meio do programa Melodias Migrantes da OIM, na Turquia, ele voltou à música, desta vez aprendendo a tocar bağlama. O que retomou foi mais do que um instrumento. Tornou-se uma forma de se reconectar consigo mesmo e com os outros, transformando algo do seu passado em uma fonte de conforto, propósito e pertencimento. Entre dois lugares Quando Yalethe deixou a Venezuela, há sete anos, levou apenas o que conseguia carregar. Entre seus pertences estava uma rede, algo que sabia que iria precisar. Ela a acompanhou na travessia da fronteira com o Brasil, tornando-se um lugar para sentar, dormir e descansar, quando não havia mais quase nada. Em Boa Vista (RR), Yalethe e o marido encontraram abrigo temporário na casa de um amigo, um espaço que aos poucos se transformou em acolhimento para outras pessoas que chegavam sem ter para onde ir. Anos depois, a rede ainda está lá, exatamente como ela a trouxe ao cruzar a fronteira pela primeira vez: um lugar de descanso e uma lembrança de tudo o que sustentou ao longo do caminho. Uma amiga durante a noite “Ela é minha amiga, e tem medo de ficar sozinha”, diz Abeer, de sete anos, deslocada na Cidade de Gaza. Enquanto sua família fugia, Abeer segurava seu bichinho de pelúcia com força, recusando-se a deixá-lo para trás. Ela o trouxe consigo porque é sua “amiga”, a única coisa que ainda lhe parece familiar. Sua irmã, Nada, também tem um: grande, branco e fofinho. Após mais de dois anos de deslocamento, medo e perdas, esses brinquedos se tornaram mais do que simples objetos de brincar. Eles oferecem conforto, uma sensação de segurança e algo firme a que se agarrar em um mundo que mudou ao redor delas. Um pequeno jardim de outro lugar Em um abrigo temporário em El Progreso, Honduras, Elia permanece junto à janela, mantendo perto de si as plantas que trouxe. São coisas simples, mas que a fazem lembrar de casa, da vida que deixou para trás depois da Tempestade Tropical Sara. Cuidar delas lhe dá algo familiar a que se apegar. Em um lugar que ainda parece provisório, esses pequenos cuidados a ajudam a construir um espaço que se pareça um pouco mais com seu. O peso do orgulho Quando Valentina deixou sua casa na Ucrânia, não sabia por quanto tempo ficaria longe nem do que iria precisar. Ficou horas diante da mala, sem conseguir decidir o que levar. No fim, colocou nela as medalhas da filha. Elas marcavam anos de esforço e conquistas, momentos que ela acompanhou com orgulho, da escola à universidade. Valentina as levou consigo ao fugir para a Moldávia, chegando à margem esquerda do rio Nistro apenas alguns dias após o início da guerra. “Quando cheguei e finalmente abri minha mala, as medalhas estavam logo em cima”, conta ela. “Minha filha olhou para elas, surpresa, e perguntou: ‘Mãe, foi isso que você escolheu trazer com você?’ Então ela começou a chorar.”Ainda estou aqui Na vila de Sa’dah, em Anbar, no Iraque, Afif Wahesh segura uma antiga fotografia de equipe, observando rostos conhecidos de outro tempo. Encontrada entre os escombros do Fórum da Juventude de Sa’dah, antes o coração da vida comunitária, a imagem guarda memórias de uma vila que já foi vibrante e cheia de vida. Depois de retornar em 2018, Afif ajudou a reconstruir o espaço, mantendo a fotografia como lembrança de que, mesmo após anos de conflito e deslocamento, a história da comunidade permanece. A forma do conforto Karina tinha 10 anos quando ganhou dos pais o brinquedo de pelúcia. Ela o chamou de Vasya. Mais de duas décadas depois, ele ainda está com ela. Quando sua família deixou a Ucrânia em 2014, à medida que a situação na região se tornava cada vez mais insegura, ela fez as malas às pressas. Entre as poucas coisas que escolheu levar, Vasya foi a primeira. Desde então, ele viajou com ela por vários países da Europa, incluindo a Polônia, onde ela vive há 11 anos. A cada mudança, a cada novo começo, ele permaneceu como uma constante e uma lembrança de casa transportada através das fronteiras. Uma xícara de café Em Obock, no Djibuti, Zinach está sentada entre outras mulheres enquanto o café é preparado e servido, seu aroma se espalhando pelo ar. No centro, a cerimônia segue passos familiares: pequenas xícaras organizadas, mãos se movendo em ritmo, a jebena colocada no centro. Para Zinach, isso é mais do que uma rotina. “Eu adoro as cerimônias do café com as mulheres daqui”, diz ela. “Isso me faz lembrar de casa.” A ausência das coisas Noor Ahmad passou 26 anos no Irã, onde mantinha uma pequena loja. Após perder o pai, voltou-se para a cura com cristais, uma terapia alternativa na qual acredita ser possível restaurar o equilíbrio por meio da energia das pedras. Hoje, usa um anel com pedras incrustadas, uma das poucas coisas que conseguiu manter consigo após retornar ao Afeganistão com quase nada para reconstruir a própria vida. “Agora não tenho nada — nem ferramentas, nem pedras, nem um lugar para morar”, diz ele. Sobre a OIM: Estabelecida em 1951, a OIM, Agência da ONU para as Migrações, é o principal organismo intergovernamental no campo da migração. A OIM está presente no Brasil desde 2016. O trabalho da OIM tem como foco os seguintes três objetivos:Salvar vidas e proteger pessoas em movimento: para cumprir esse objetivo, a OIM coloca em primeiro lugar a segurança, dignidade e proteção das pessoas, nos contextos de resposta a crises mais desafiadores no mundo.Impulsionar soluções para o deslocamento: em resposta a esse objetivo, a OIM se esforça para reduzir os riscos e impactos da mudança do clima, degradação ambiental, conflitos e instabilidade de comunidades afetadas por ou em risco de deslocamento.Facilitar vias para a migração regular: para abordar essa meta, a OIM prioriza abordagens que abranjam de forma total o governo e a sociedade para conectar de forma segura pessoas, bens, serviços, conhecimentos e inovação.Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e visite a página da OIM no Brasil: https://brazil.iom.int/pt-br
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Notícias
06 maio 2026
Governo de Alagoas e ONU-Habitat reforçam ações contra violência urbana
Enfrentar a violência de gênero exige articulação entre diferentes áreas do poder público, com atenção às realidades vividas por mulheres e meninas nos territórios. Partindo desse princípio, o Governo de Alagoas e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) realizaram, no dia 29 de abril, em Maceió, a formação Cidade Mulher, voltada a equipes técnicas de órgãos estaduais, com o objetivo de fortalecer a atuação institucional no enfrentamento à violência de gênero. A atividade integra o conjunto de ações desenvolvidas no âmbito do Visão Alagoas 2030, parceria entre o Governo do Estado e o ONU-Habitat para o aprimoramento de políticas públicas com abordagens territoriais e integradas.Organizada em conjunto com a Secretaria de Estado da Mulher (SEMU), a formação apoia o fortalecimento da Política Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher — Alagoas Lilás, iniciativa coordenada por um comitê gestor composto pela SEMU, Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ) e Secretaria de Estado da Governança Corporativa. Nesse contexto, o apoio do ONU-Habitat busca incorporar uma perspectiva urbana, preventiva e transversal à política, contribuindo para o fortalecimento da capacidade institucional e para uma resposta integrada do Governo de Alagoas à violência contra mulheres e meninas. Ação continuada A formação deu continuidade às oficinas Cidade Mulher, realizadas em março de 2026 com estudantes do ensino médio da rede estadual em territórios de maior vulnerabilidade social em Maceió. As atividades estruturaram um processo de escuta qualificada sobre segurança urbana e violência de gênero, combinando rodas de conversa, leitura do território e construção coletiva de propostas, produzindo evidências para a formulação de políticas públicas mais alinhadas às vivências das mulheres.Após esse momento participativo com jovens mulheres, a formação buscou sensibilizar e apoiar agentes públicos estaduais na incorporação de uma abordagem transversal, ou seja, integrada entre diferentes áreas da gestão pública, orientada pela perspectiva de gênero, prevenção da violência urbana e promoção do direito à cidade. A atividade também promoveu o compartilhamento de boas práticas, com potencial de replicação nas diferentes áreas de atuação das equipes técnicas.“A formação é parte de um processo mais amplo de apoio ao fortalecimento de políticas públicas estaduais, que começa com a escuta qualificada nos territórios e avança para a incorporação dessas evidências na atuação dos agentes públicos. Ao trazer a perspectiva urbana para o enfrentamento à violência de gênero, conseguimos ampliar a compreensão sobre como a cidade pode contribuir para proteger ou restringir direitos”, afirma Coordenadora do Visão Alagoas 2030, Paula Zacarias.A programação foi estruturada em dois módulos principais. O primeiro abordou conceitos sobre gênero e violências, incluindo definições, implicações e múltiplas dimensões envolvidas nesse contexto. O segundo discutiu fatores urbanos relacionados à prevenção da violência e o papel dos agentes públicos na implementação de uma política transversal, com foco na relação entre desigualdades de gênero, uso da cidade e promoção de direitos. “Essa formação contribui para ampliar o debate sobre a violência contra a mulher, trazendo reflexões a respeito dos mecanismos que podem ser aplicados no dia a dia da gestão pública para o seu enfrentamento”, destaca a Assessora Especial de Projetos da Secretaria de Estado de Governança Corporativa da Secretaria de Estado de Governança Corporativa, Ana Cristina Farias.A formação reuniu representantes de diversas secretarias estaduais, além de instituições do sistema de Justiça e de defesa de direitos, com participação de cerca de 80 pessoas. Ao longo do encontro, foram realizadas dinâmicas que integraram agentes públicos de diferentes áreas da gestão estadual, promovendo a troca de experiências. Essa abordagem contribui para fortalecer a capacidade de resposta do Estado, ao alinhar diferentes órgãos estaduais em torno de estratégias comuns de prevenção e enfrentamento. A participação da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), que também esteve envolvida nas oficinas realizadas com estudantes da rede estadual, por exemplo, amplia o potencial de incorporação de estratégias de enfrentamento à violência de gênero nas políticas públicas.“A participação da Secretaria de Educação na formação Cidade Mulher é fundamental, especialmente pela presença de técnicos que atuam diretamente nas regionais de ensino em todo o estado. São profissionais que acompanham gestores escolares, coordenadores pedagógicos e o cotidiano das escolas: assim, fortalecemos a equipe técnica para atuar tanto na prevenção quanto na resposta às situações de violência”, afirma a Superintendente do Desenvolvimento da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação, Fabiana Dias.
Após a realização da formação, materiais de apoio e conteúdos complementares serão disponibilizados aos agentes públicos, com o objetivo de apoiar sua atuação como multiplicadores e contribuir para a continuidade das ações, reforçando o princípio de que cidades seguras para meninas e mulheres são cidades mais seguras para todas as pessoas.
Sobre o Visão Alagoas 2030 Iniciado em 2017, o Visão Alagoas 2030 é uma parceria do ONU-Habitat com o Governo de Alagoas voltada para promover o desenvolvimento urbano sustentável no estado. A iniciativa busca fortalecer as capacidades técnicas e institucionais do governo, além de produzir e sistematizar dados para orientar políticas públicas com base em evidências.
Contato para imprensa: Adônis Matos (adonis.matos@un.org)Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
Após a realização da formação, materiais de apoio e conteúdos complementares serão disponibilizados aos agentes públicos, com o objetivo de apoiar sua atuação como multiplicadores e contribuir para a continuidade das ações, reforçando o princípio de que cidades seguras para meninas e mulheres são cidades mais seguras para todas as pessoas.
Sobre o Visão Alagoas 2030 Iniciado em 2017, o Visão Alagoas 2030 é uma parceria do ONU-Habitat com o Governo de Alagoas voltada para promover o desenvolvimento urbano sustentável no estado. A iniciativa busca fortalecer as capacidades técnicas e institucionais do governo, além de produzir e sistematizar dados para orientar políticas públicas com base em evidências.
Contato para imprensa: Adônis Matos (adonis.matos@un.org)Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
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Notícias
05 maio 2026
Fórum da ONU sobre ciência, tecnologia e inovação apresenta soluções para desafios globais urgentes
Em um momento de desafios cada vez mais interligados, o Fórum STI 2026 reunirá governos, cientistas, inovadores, a sociedade civil e o setor privado para compartilhar conhecimento e fortalecer a colaboração sobre como a ciência, a tecnologia e a inovação podem acelerar o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).O Fórum fará uma análise aprofundada dos setores de água e energia, trazendo perspectivas de múltiplas partes interessadas e destacando soluções e parcerias científicas, tecnológicas e inovadoras práticas, incluindo aquelas na interseção entre infraestrutura e industrialização, bem como cidades e comunidades sustentáveis, alinhadas com os ODS 6, 7, 9, 11 e 17 em análise no Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável em julho de 2026.Com a inteligência artificial avançando a uma velocidade relâmpago, ocorrerá uma discussão oportuna sobre o futuro da ciência, da tecnologia e da inovação para o desenvolvimento sustentável antes do Diálogo Global sobre Governança da Inteligência Artificial de 2027, a ser realizado em conjunto com o Fórum em 2027.Jovens inovadores, selecionados por meio de uma chamada aberta, farão apresentações breves no Fórum, apresentando soluções práticas e enraizadas localmente com forte potencial de adaptação e ampliação, do Peru à Nigéria e da China aos Países Baixos.Mais de 60 eventos paralelos serão organizados por Estados-membros, entidades do sistema da ONU, comunidades científicas e de engenharia, instituições acadêmicas e organizações da sociedade civil na sede da ONU, em locais externos ou virtualmente.SERVIÇO: 11º Fórum Multissetorial sobre Ciência, Tecnologia e Inovação para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Fórum STI 2026)Quando: 6 a 7 de maio de 2026, das 11h às 19h (horário de Brasília) Onde: Sala de Conferências 4, Sede das Nações Unidas em Nova Iorque Acompanhe a transmissão ao vivo pela UN WebTVQuem:Lok Bahadur Thapa (Nepal), presidente do ECOSOC em sua sessão de 2026Chola Milambo (República da Zâmbia), copresidente do Fórum STI de 2026Gregor W. Koessler (Áustria), copresidente do Fórum STI de 2026Rita Orji, titular da Cátedra de Pesquisa do Canadá em Tecnologia Persuasiva e professora de Ciência da Computação na Universidade de Dalhousie, CanadáHelmut Habersack, professor e diretor do Instituto de Engenharia Hidráulica e Pesquisa Fluvial da Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, ÁustriaWang Jian, diretor do Zhejiang Lab; Academia Chinesa de Engenharia; fundador da Alibaba Cloud, ChinaRobbert Dijkgraaf, presidente do Conselho Internacional de CiênciaSeng Chuan Tan, presidente da Federação Mundial de Organizações de EngenhariaVladimir Crnojević, fundador e diretor do Instituto BioSense, SérviaJoyeeta Gupta, professora da Universidade de Amsterdã e do Instituto IHE Delft para Educação em Água, Países Baixos;Phoebe Koundouri, professora da Universidade de Economia e Negócios de Atenas, Grécia, e da Universidade de Cambridge, Reino Unido; presidente do Conselho Mundial das Associações de Economistas Ambientais e de Recursos Muitos outros especialistas de destaque nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, cerca de 40 ministros, vice-ministros ou delegações de alto nível de governos, centenas de representantes de partes interessadas presentes presencialmente e milhares online.Para mais informações, visite a página do Fórum STI 2026: https://sdgs.un.org/tfm/STIForum2026Nas redes sociais, siga @SustDev e @UNDESA e busque #Tech4SDGs, #ECOSOC80 e #GlobalGoals. Contatos para a imprensa: Sharon Birch, Departamento de Comunicação Global da ONU: birchs@un.orgHelen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.orgMeng Li, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: li39@un.org
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04 maio 2026
FAO e Brasil fortalecem a agricultura familiar na América Central
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o governo do Brasil, representado pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), juntamente com os governos de El Salvador, Guatemala e Honduras, e o Conselho Agropecuário Centro-Americano (CAC) do Sistema da Integração Centro-Americana (SICA), apresentaram os resultados do projeto “Inovação para a redução de riscos agroambientais nos países do Corredor Seco da América Central: Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e gestão de recursos hídricos”, durante evento realizado de 21 a 22 de abril, na Cidade da Guatemala.
A iniciativa, que faz parte do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO, foi implementada durante três anos em uma das regiões mais vulneráveis às mudanças e à variabilidade climática pelo governo do Brasil, por meio da ABC/MRE, em parceria com a FAO e os ministérios da Agricultura da Guatemala, El Salvador e Honduras. Contou com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto de Ciência e Tecnologia Agrícola da Guatemala, da Direção de Ciência e Tecnologia Agropecuária de Honduras e do Centro Nacional de Tecnologia Agropecuária e Florestal (CENTA) de El Salvador.O projeto contribuiu para fortalecer a resiliência da agricultura familiar por meio do uso de ferramentas baseadas em ciência, dados e cooperação técnica entre Brasil e os três países da América Central, beneficiando produtores que enfrentam de forma recorrente perdas associadas à seca e à irregularidade das chuvas.
Sobre o projeto ZARC, o representante da FAO na Guatemala, Rafael Zavala, afirmou:“Este foi um processo de construção conjunta, baseado na troca de conhecimentos e na adaptação aos contextos locais. A cooperação Sul-Sul triangular demonstrou que as soluções mais eficazes não são impostas, mas construídas entre países que compartilham desafios semelhantes, integrando experiência técnica, liderança institucional e compromisso territorial para fortalecer a resiliência agrícola.”Durante sua implementação, a iniciativa articulou mais de 20 instituições nos três países participantes, fortalecendo capacidades técnicas e a governança em torno da gestão de risco climático. Por meio de oficinas, intercâmbios técnicos e ações de comunicação, promoveu-se o uso da ferramenta ZARC, desenvolvida pela Embrapa.“Em apenas três anos de implementação, a ferramenta ZARC já conta com informações que podem ser compartilhadas com produtores e produtoras para que ajustem suas decisões, reduzam perdas e melhorem a eficiência no uso da água”, explicou Julián Carrazón, Oficial de Agricultura do Escritório Sub-regional da FAO para a América Central.Um avanço significativo foi a incorporação da ferramenta ZARC ao planejamento agrícola dos ministérios da Agricultura dos três países do Corredor Seco da América Central, avançando em sua adoção como referência técnica para o planejamento agrícola e orientação à tomada de decisões nos níveis governamental, territorial e produtivo. Além disso, o projeto facilitou a articulação com 13 instituições financeiras e seguradoras, principalmente em processos de sensibilização, intercâmbio técnico e análise do uso potencial do ZARC, promovendo o vínculo entre tecnologia, financiamento e produção.O ministro Alexandre Siqueira, encarregado de negócios da Embaixada do Brasil na Guatemala, destacou que a contribuição do Brasil para o projeto foi além da transferência de uma ferramenta técnica, incorporando uma experiência institucional consolidada e o conhecimento científico desenvolvido pela Embrapa para apoiar a gestão de risco climático na agricultura regional.Por sua vez, representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAGA) da Guatemala, Rafael López, diretor de Informação Geográfica, Estratégica e Gestão de Riscos (DIGEGR), ressaltou que atualmente os países contam com ferramentas que permitem antecipar impactos climáticos, melhorar o planejamento agrícola e reduzir riscos para produtores e produtoras. A região passou de reagir às crises para se preparar para evitá-las por meio de decisões baseadas em evidências e conhecimento.Ricardo Peña, vice-ministro da Secretaria de Agricultura e Pecuária (SAG) de Honduras, afirmou que a ferramenta ZARC será muito útil para a tomada de decisões no setor público, formulação de políticas agrícolas e articulação com outros atores, incluindo o setor privado.Ao longo de sua implementação, mais de 130 técnicos foram capacitados e agora contam com ferramentas para melhorar a gestão de risco climático nos cultivos. Além disso, foram desenvolvidos mais de 190 mapas ZARC nos três países, integrando dados climáticos, de solo e cultivos, além de incorporar mecanismos inovadores, como o uso de dados climáticos satelitais para enfrentar a escassez ou inconsistência de informações climáticas.A ferramenta de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é uma das cinco propostas de investimento impulsionadas pela Iniciativa Mão na Mão “Construindo resiliência no corredor seco e zonas áridas da região do SICA”, liderada pela Secretaria-Geral do SICA, juntamente com a FAO, a Secretaria Executiva do CAC (SECAC), a Secretaria Executiva da Comissão Centro-Americana de Ambiente e Desenvolvimento (CCAD) e o Centro Regional de Promoção da Micro, Pequena e Média Empresa (CENPROMYPE).
Veja neste vídeo os resultados do Projeto de Zoneamento Agrícola para a Redução de Riscos Climáticos (ZARC): Plantio planejado reduzindo perdasA validação da ferramenta ZARC em condições reais de campo foi realizada por meio da implementação de 120 parcelas piloto em 30 municípios da Guatemala, El Salvador e Honduras, onde famílias agricultoras adotaram práticas mais resilientes, incluindo o uso de pluviômetros, sementes melhoradas e sementes crioulas. Essas ações contribuíram para melhorar o planejamento dos cultivos, reduzir perdas e fortalecer a renda das famílias rurais.A principal mudança observada nos cultivos após o uso da ferramenta ZARC foi o ajuste das datas de plantio de grãos básicos — principalmente milho, feijão e sorgo, e em alguns territórios de Honduras, gergelim — para janelas de menor risco climático. Essa prática melhorou a sobrevivência, o desenvolvimento fenológico e os rendimentos dos cultivos em comparação com plantios realizados fora do período recomendado, reduzindo perdas associadas à seca e à variabilidade das chuvas.Durante o evento, Ricardo Ramírez, produtor de agricultura familiar que participou do processo de validação do ZARC na Guatemala, compartilhou sua experiência sobre os resultados obtidos em sua parcela, destacando que o ajuste da janela de plantio com base nas informações fornecidas pela ferramenta, juntamente com o acompanhamento técnico recebido, permitiu alcançar melhores resultados produtivos em comparação com plantios realizados fora do período recomendado. As mulheres rurais tiveram participação de destaque no projeto, por meio de atividades de fortalecimento de capacidades relacionadas ao ZARC e sua vinculação com a segurança alimentar. Na Guatemala, participaram 112 mulheres; em Honduras, outras 167. Em El Salvador, mais de 80 participantes, entre lideranças femininas e técnicas do CENTA, também participaram de cursos e outras capacitações.Por meio da adaptação da metodologia ZARC aos contextos nacionais, os países conseguiram identificar cultivos, variedades, territórios e períodos de plantio mais adequados, estabelecendo bases técnicas e institucionais para a ampliação e sustentabilidade da ferramenta como instrumento-chave de gestão de risco climático agrícola na região do Corredor Seco.
Contato para imprensa: Palova Brito, palova.souzabrito@fao.org
A iniciativa, que faz parte do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO, foi implementada durante três anos em uma das regiões mais vulneráveis às mudanças e à variabilidade climática pelo governo do Brasil, por meio da ABC/MRE, em parceria com a FAO e os ministérios da Agricultura da Guatemala, El Salvador e Honduras. Contou com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto de Ciência e Tecnologia Agrícola da Guatemala, da Direção de Ciência e Tecnologia Agropecuária de Honduras e do Centro Nacional de Tecnologia Agropecuária e Florestal (CENTA) de El Salvador.O projeto contribuiu para fortalecer a resiliência da agricultura familiar por meio do uso de ferramentas baseadas em ciência, dados e cooperação técnica entre Brasil e os três países da América Central, beneficiando produtores que enfrentam de forma recorrente perdas associadas à seca e à irregularidade das chuvas.
Sobre o projeto ZARC, o representante da FAO na Guatemala, Rafael Zavala, afirmou:“Este foi um processo de construção conjunta, baseado na troca de conhecimentos e na adaptação aos contextos locais. A cooperação Sul-Sul triangular demonstrou que as soluções mais eficazes não são impostas, mas construídas entre países que compartilham desafios semelhantes, integrando experiência técnica, liderança institucional e compromisso territorial para fortalecer a resiliência agrícola.”Durante sua implementação, a iniciativa articulou mais de 20 instituições nos três países participantes, fortalecendo capacidades técnicas e a governança em torno da gestão de risco climático. Por meio de oficinas, intercâmbios técnicos e ações de comunicação, promoveu-se o uso da ferramenta ZARC, desenvolvida pela Embrapa.“Em apenas três anos de implementação, a ferramenta ZARC já conta com informações que podem ser compartilhadas com produtores e produtoras para que ajustem suas decisões, reduzam perdas e melhorem a eficiência no uso da água”, explicou Julián Carrazón, Oficial de Agricultura do Escritório Sub-regional da FAO para a América Central.Um avanço significativo foi a incorporação da ferramenta ZARC ao planejamento agrícola dos ministérios da Agricultura dos três países do Corredor Seco da América Central, avançando em sua adoção como referência técnica para o planejamento agrícola e orientação à tomada de decisões nos níveis governamental, territorial e produtivo. Além disso, o projeto facilitou a articulação com 13 instituições financeiras e seguradoras, principalmente em processos de sensibilização, intercâmbio técnico e análise do uso potencial do ZARC, promovendo o vínculo entre tecnologia, financiamento e produção.O ministro Alexandre Siqueira, encarregado de negócios da Embaixada do Brasil na Guatemala, destacou que a contribuição do Brasil para o projeto foi além da transferência de uma ferramenta técnica, incorporando uma experiência institucional consolidada e o conhecimento científico desenvolvido pela Embrapa para apoiar a gestão de risco climático na agricultura regional.Por sua vez, representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAGA) da Guatemala, Rafael López, diretor de Informação Geográfica, Estratégica e Gestão de Riscos (DIGEGR), ressaltou que atualmente os países contam com ferramentas que permitem antecipar impactos climáticos, melhorar o planejamento agrícola e reduzir riscos para produtores e produtoras. A região passou de reagir às crises para se preparar para evitá-las por meio de decisões baseadas em evidências e conhecimento.Ricardo Peña, vice-ministro da Secretaria de Agricultura e Pecuária (SAG) de Honduras, afirmou que a ferramenta ZARC será muito útil para a tomada de decisões no setor público, formulação de políticas agrícolas e articulação com outros atores, incluindo o setor privado.Ao longo de sua implementação, mais de 130 técnicos foram capacitados e agora contam com ferramentas para melhorar a gestão de risco climático nos cultivos. Além disso, foram desenvolvidos mais de 190 mapas ZARC nos três países, integrando dados climáticos, de solo e cultivos, além de incorporar mecanismos inovadores, como o uso de dados climáticos satelitais para enfrentar a escassez ou inconsistência de informações climáticas.A ferramenta de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é uma das cinco propostas de investimento impulsionadas pela Iniciativa Mão na Mão “Construindo resiliência no corredor seco e zonas áridas da região do SICA”, liderada pela Secretaria-Geral do SICA, juntamente com a FAO, a Secretaria Executiva do CAC (SECAC), a Secretaria Executiva da Comissão Centro-Americana de Ambiente e Desenvolvimento (CCAD) e o Centro Regional de Promoção da Micro, Pequena e Média Empresa (CENPROMYPE).
Veja neste vídeo os resultados do Projeto de Zoneamento Agrícola para a Redução de Riscos Climáticos (ZARC): Plantio planejado reduzindo perdasA validação da ferramenta ZARC em condições reais de campo foi realizada por meio da implementação de 120 parcelas piloto em 30 municípios da Guatemala, El Salvador e Honduras, onde famílias agricultoras adotaram práticas mais resilientes, incluindo o uso de pluviômetros, sementes melhoradas e sementes crioulas. Essas ações contribuíram para melhorar o planejamento dos cultivos, reduzir perdas e fortalecer a renda das famílias rurais.A principal mudança observada nos cultivos após o uso da ferramenta ZARC foi o ajuste das datas de plantio de grãos básicos — principalmente milho, feijão e sorgo, e em alguns territórios de Honduras, gergelim — para janelas de menor risco climático. Essa prática melhorou a sobrevivência, o desenvolvimento fenológico e os rendimentos dos cultivos em comparação com plantios realizados fora do período recomendado, reduzindo perdas associadas à seca e à variabilidade das chuvas.Durante o evento, Ricardo Ramírez, produtor de agricultura familiar que participou do processo de validação do ZARC na Guatemala, compartilhou sua experiência sobre os resultados obtidos em sua parcela, destacando que o ajuste da janela de plantio com base nas informações fornecidas pela ferramenta, juntamente com o acompanhamento técnico recebido, permitiu alcançar melhores resultados produtivos em comparação com plantios realizados fora do período recomendado. As mulheres rurais tiveram participação de destaque no projeto, por meio de atividades de fortalecimento de capacidades relacionadas ao ZARC e sua vinculação com a segurança alimentar. Na Guatemala, participaram 112 mulheres; em Honduras, outras 167. Em El Salvador, mais de 80 participantes, entre lideranças femininas e técnicas do CENTA, também participaram de cursos e outras capacitações.Por meio da adaptação da metodologia ZARC aos contextos nacionais, os países conseguiram identificar cultivos, variedades, territórios e períodos de plantio mais adequados, estabelecendo bases técnicas e institucionais para a ampliação e sustentabilidade da ferramenta como instrumento-chave de gestão de risco climático agrícola na região do Corredor Seco.
Contato para imprensa: Palova Brito, palova.souzabrito@fao.org
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30 abril 2026
“A Dignidade Exige Verdade”: Relator Especial da ONU cobra justiça e reparação em data internacional
Em 24 de março de 2026, o Relator Especial da ONU Bernard Duhaime ressaltou a urgência de justiça e reparação às vítimas de violações de direitos humanos. A data, que homenageia Monsenhor Óscar Romero e marcou os 50 anos do golpe militar na Argentina, reforçou a necessidade de enfrentar o negacionismo e preservar a memória coletiva.“Quando familiares de vítimas de desaparecimento forçado marcham pelas praças das cidades segurando fotografias dos "desaparecidos", eles exercem um dos direitos mais fundamentais dos direitos humanos internacionais, [...] Este é o direito à verdade, e hoje, esse direito está sob questionamento.”, escreve Bernard Duhaime para as Crônicas da ONU. O Brasil recebeu, em abril de 2025, a visita de Bernard Duhaime, Relator Especial das Nações Unidas para a promoção da verdade, da justiça, da reparação e das garantias de não recorrência. Duhaime foi convidado a avaliar os avanços e lacunas na promoção da verdade, da justiça e da reparação às vítimas da ditadura militar.Um direito pessoal e coletivoO direito à verdade opera em dois níveis: individual e coletivo. No plano individual, assegura às vítimas e suas famílias o conhecimento sobre violações sofridas. No plano coletivo, garante à sociedade o direito de compreender seu passado.Comissões da verdade se amparam tanto nos direitos das vítimas individuais quanto na reivindicação mais ampla da sociedade de conhecer sua própria história. Segundo Duhaime, entender o direito à verdade em seus dois planos é essencial para protegê-lo. O Brasil diante de seu passadoDe 1964 a 1985, o Brasil foi governado por uma ditadura militar. Durante o regime ditatorial, direitos fundamentais, como o direito à verdade, foram anulados.“O fim da ditadura e o retorno ao estado de direito com a Constituição de 1988 iniciaram um processo sinuoso de transição para a democracia”, escreve o Relator Especial na declaração de Observações Preliminares sobre a Visita ao Brasil.Foi para avaliar esse processo que Bernard Duhaime realizou uma visita oficial de nove dias ao Brasil. O relatório completo da visita foi apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em setembro de 2025 e pode ser acessado, em inglês, aqui. Avanços e lacunas O Relator reconheceu iniciativas importantes, como os mecanismos de reparação administrativa e o trabalho da Comissão Nacional da Verdade. No entanto, apontou obstáculos significativos nos âmbitos de Justiça, Reparação, Memorialização, Garantias de não recorrência, Povos Indígenas, camponeses e pessoas afrodescendentes.1. JustiçaUm dos principais obstáculos identificados pelo Relator é a Lei de Anistia de 1979 (Lei nº 6.683) e sua interpretação pelo Supremo Tribunal Federal em 2010, que estendeu o perdão aos agentes do Estado responsáveis por graves violações de direitos humanos, tratando-os como autores de "crimes relacionados" a crimes políticos.“A Lei de Anistia e sua interpretação pelo Supremo Tribunal Federal e tribunais inferiores tornaram-se um obstáculo significativo à justiça e afetaram negativamente o processo de justiça de transição no Brasil, bem como as perspectivas de não repetição do episódio no país”, relatou Duhaime.O relator apelou às autoridades para que adotem medidas que garantam a compatibilidade da Lei de Anistia com o direito internacional, removendo os obstáculos à responsabilização penal.2. ReparaçãoO Brasil possui dois mecanismos de reparação: a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e a Comissão de Anistia, fundamentais para indenizar e reconhecer vítimas. A Comissão de Anistia incluiu pedidos de desculpas públicas desde 2007 e, em 2024, reparações coletivas aos povos Guarani-Kaiowá e Krenak.O Relator apontou que prazos e restrições de ambas as comissões excluíram indígenas, camponeses e afrodescendentes das reparações por não reconhecerem seus danos como "políticos". Duhaime recomendou extinguir esses prazos, revisar exigências probatórias e ampliar a jurisdição da CEMDP e as reparações da Comissão de Anistia.3. MemorializaçãoO Brasil adotou iniciativas relevantes de preservação da memória: as Caravanas da Anistia, o projeto "Lugares da Memória", o Memorial da Resistência, a coleção "Memórias Reveladas" no Arquivo Nacional e o estabelecimento do Dia Nacional da Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos, em 28 de agosto.Duhaime expressou preocupação com o abandono de locais de violações sob controle policial, militar ou privado, sem transição para a jurisdição civil como espaços de memória. Notou também a carência de memoriais em diversos estados e municípios, apesar das diretrizes federais.4. Garantias de não recorrênciaNa educação, o Relator notou que a estrutura federativa impede o ensino uniforme de direitos humanos e da história da ditadura. Criticou a retirada de referências ao regime dos currículos escolares, e a militarização escolar via política de "escolas cívico-militares".5. Violações sofridas por Povos Indígenas, camponeses e pessoas afrodescendentes Por fim, quanto às populações historicamente marginalizadas, o Relator reiterou que as violações sofridas por Povos Indígenas, camponeses e pessoas afrodescendentes durante a ditadura permanecem, em grande parte, sem apuração, e que seus danos são sentidos até hoje.“As graves violações de direitos humanos cometidas contra Povos Indígenas, camponeses e afrodescendentes ao longo de décadas, até mesmo séculos, da história brasileira se intensificaram durante a ditadura e persistem até hoje [...] Os mecanismos de justiça de transição no Brasil devem receber, sem demora, o mandato e os instrumentos necessários para sanar essa deficiência.”, afirma o Relator.Direito à verdade sob ameaça global e novas responsabilidadesO artigo publicado na UN Chronicle (Crônicas da ONU) por Duhaime para o Dia Internacional do Direito à Verdade de 2026 alertou para duas ameaças atuais ao direito à verdade: a ressurgência do negacionismo e revisionismo histórico, e o potencial das novas tecnologias digitais de amplificar a desinformação. As ferramentas digitais também oferecem mecanismos positivos: a documentação em tempo real, a preservação de evidências e a ampliação do acesso à informação. É nesse contexto que precisamos adaptar as formas que utilizamos novas tecnologias:“As novas tecnologias devem contribuir para reforçar a importância central das vozes dos sobreviventes e permitir que as sociedades, bem como as gerações futuras, enfrentem as violações do passado, preservem a memória e evitem que estas se repitam.”Formalmente reconhecido como pré-requisito para a justiça, o direito à verdade também desempenha uma função preventiva. Proteger a verdade é uma responsabilidade central para Estados e para a comunidade internacional.Garantir esse direito é um investimento na integridade das instituições e na resiliência das sociedades. Para o Brasil, como destacou o Relator, avançar nesse campo é fundamental para consolidar a democracia e reduzir os riscos de recorrências. NOTAS PARA EDITORESSobre o Relator Especial sobre a promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não repetição. Relatores Especiais/Especialistas Independentes/Grupos de Trabalho são especialistas independentes em direitos humanos nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O grupo de especialistas juntos, se denomina Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Os especialistas em procedimentos especiais trabalham de forma voluntária; não são funcionários da ONU e não recebem um salário por seu trabalho. Enquanto o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) atua como o secretariado para os Procedimentos Especiais, os especialistas atuam em sua capacidade individual e são independentes de qualquer governo ou organização, incluindo o ACNUDH e a ONU.Quaisquer pontos de vista ou opiniões apresentados são exclusivamente do autor e não representam necessariamente os da ONU ou do ACNUDH.Observações e recomendações feitas especificamente para o país pelos mecanismos de direitos humanos da ONU, incluindo os procedimentos especiais, os órgãos do tratado e a Revisão Periódica Universal, podem ser encontradas no Índice Universal de Direitos Humanos https://uhri.ohchr.org/en/Para mais informações, visite a página do ACNUDH para o Brasil e acompanhe a cobertura da ONU News em português.
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29 abril 2026
PNUD lança consulta à juventude da América Latina e do Caribe
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) acaba de lançar a pesquisa “Fala, Juventude”, voltada a jovens de 18 a 29 anos de idade da América Latina e do Caribe. Os resultados devem subsidiar agendas de diálogo e ações para ampliar a participação social e fortalecer a confiança nas instituições.
A ação conta com parceria técnica da Viração Educomunicação, organização social sem fins lucrativos que atua para a promoção dos direitos das e dos jovens.A iniciativa se dá em um contexto de crescente pressão sobre as democracias, marcado por polarização, aumento das expectativas sociais e restrições fiscais. Nesse cenário, ganha força a percepção de que as instituições nem sempre respondem de forma satisfatória às demandas da população, o que reforça a importância de compreender como as e os jovens avaliam esse ambiente e quais caminhos vislumbram para o futuro.O “Fala, Juventude” integra a iniciativa Pontes para a Convergência, que busca promover o diálogo estruturado e a construção coletiva de soluções para fortalecer a democracia e qualificar as políticas públicas. Nesse processo, destaca o compromisso com a redução das desigualdades socioeconômicas, com atenção especial aos grupos mais vulneráveis, sob as perspectivas de gênero e raça.A pesquisa inaugura um processo contínuo de escuta, com foco em transformar percepções em insumos concretos para o debate público e para decisões mais responsivas.Como participar: Jovens de 18 a 29 anos de idade que vivem na América Latina e Caribe podem responder à pesquisa até 10 de maio pelo link https://bit.ly/survey_al
Informações para a imprensa: comunica.br@undp.org
Para mais informações, visite a página do PNUD: https://www.undp.org/pt/brazil
A ação conta com parceria técnica da Viração Educomunicação, organização social sem fins lucrativos que atua para a promoção dos direitos das e dos jovens.A iniciativa se dá em um contexto de crescente pressão sobre as democracias, marcado por polarização, aumento das expectativas sociais e restrições fiscais. Nesse cenário, ganha força a percepção de que as instituições nem sempre respondem de forma satisfatória às demandas da população, o que reforça a importância de compreender como as e os jovens avaliam esse ambiente e quais caminhos vislumbram para o futuro.O “Fala, Juventude” integra a iniciativa Pontes para a Convergência, que busca promover o diálogo estruturado e a construção coletiva de soluções para fortalecer a democracia e qualificar as políticas públicas. Nesse processo, destaca o compromisso com a redução das desigualdades socioeconômicas, com atenção especial aos grupos mais vulneráveis, sob as perspectivas de gênero e raça.A pesquisa inaugura um processo contínuo de escuta, com foco em transformar percepções em insumos concretos para o debate público e para decisões mais responsivas.Como participar: Jovens de 18 a 29 anos de idade que vivem na América Latina e Caribe podem responder à pesquisa até 10 de maio pelo link https://bit.ly/survey_al
Informações para a imprensa: comunica.br@undp.org
Para mais informações, visite a página do PNUD: https://www.undp.org/pt/brazil
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